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Boa estreia do Brasil de Dorival

August 10th, 2010 por Victor | 66 Comentarios | Categorias: Seleção Brasileira

O Brasil de Dorival apresentou-se à feição do time do Santos, com a bola no chão e muito toque de bola. Sem tomar consciência de um adversário no lado oposto, a Seleção Brasileira tomou conta do jogo no ritmo de Ganso.

Auxiliar de Dorival dando instruções

O clamor popular e tempo de espera para a convocação foram benéficas para a estreia de Neymar com a 11. O prodígio santista não chegou sendo “descoberto” como Ronaldinho quando convocado por Luxemburgo pelo corte de Edilson, ou como futura estrela ainda eclipsado pelos bambas como Ronaldo ao ser convocado para ganhar know-how com Bebeto e Romário. Neymar começou como protagonista e para dar mostras que o Brasil volta a estar bem servido de centroavante.

Como centroavante no jargão de totó que vislumbram o futebol, isto é, do sujeito de dentro da área, o completo Neymar marcou seu primeiro gol. De cabeça no meio da área. Gol marcado com cruzamento de André Santos, que junto com Lucas e o próprio Neymar, formaram a trinca de destaques.

Dado o desequilibrio com que a partida se apresentou, a bem da verdade quase todos os jogadores renderam bem e ofereceram bom espetáculo. Daniel Alves talvez um pouco abaixo, o que para um País que conta com Maicon não vem a ser nenhum problema.

Neste primeiro jogo do Brasil de Dorival, Mano Menezes, ex-treinador do Corinthians, ficou no banco de reservas orientando a equipe e fazendo as substituições. Aos poucos a Seleção será dele. Por enquanto, ainda era do santista. Jogaria como jogou qualquer um que no banco estivesse. Aguardarei o Brasil de Mano estrear para maiores observações.

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O Vasco não é Carlos Alberto

August 8th, 2010 por Victor | 70 Comentarios | Categorias: Campeonato Brasileiro 2010, Vasco, Vitória

Questionado sobre quantos jogos por rodada no Brasileirão são bons, respondi sem titubear: 10 (aproveitei para espezinhar a fórmula do campeonato, que não condeno, mas busco entendê-la).

10.
Mas desses, só dá para ver no máximo 3 se você não for ao estádio.
Na derradeira rodada do campeonato, será apenas 1. Apenas duas torcidas verão o que decidirá o título caso este seja decidido na última rodada.

A exibição vascaína contra o Vitória no 2º tempo comprova isto. Qualquer jogo de futebol honesto é bom. Pode ser chato, mas é bom. Cada um tem sua história. Para aproveitá-los em sua plenitude, deve-se entender as regras tácitas do esporte e certamente, envolver-se de alguma forma com a partida em questão. Não é por falta de qualidade técnica que não gosto das partidas entre clubes europeus. Apenas não me envolvo.

O verdadeiro Vasco x Vitória começou quando Carlos Alberto, refugo de Fluminense, Porto, Corinthians, Fluminense de novo, Werder Bremen, São Paulo e Botafogo emporcalhou seu time com uma idiotice.

Emporcalhou não, porque o Vasco, sem este personagem do futebol carioca que daqui não sai pelas suas limitações técnicas e mentais, foi brioso e deu uma aula de como se defender por 45 minutos. O Vitória por mais que rondasse a área cruzmaltina não levou perigo.

PC Gusmão, que moldou um Ceará defensivamente forte, pelo visto implantará esta filosofia no Vasco. O bizarro capitão vascaíno propiciou uma bela amostra de que isto pode funcionar.

Destaca-se no 2º tempo a atuação de Fagner que pela direita desafogava o Vasco, e as alterações de PC colocando providencialmente Eder Luis e Fumagalli que foram bem sucedidos em fustigar a defesa adversária, inibindo os baianos de partirem para uma pressão desvairada e inconsequente ao final da partida.

Ainda que o Vasco tenha cortado um dobrado para conquistar 3 pontos nesta partida (o que a efusiva comemoração da torcida ao fim da partida corrobora), em médio e longo prazo a expulsão de Casalberto será benéfica ao time.

Pensando bem… em curto prazo também. Afinal, pelo que consta a regra, há suspensão automática de uma partida…

Estou feliz dele não jogar a próxima partida. Eu que já vi grandes craques que passaram pelo Vasco não consigo ver a torcida cruzmaltina apoiando-se neste limitado jogador (sem condições de dizer atleta) como tábua de salvação para falta de ídolos e títulos. Quanto menos ele jogar, melhor para o time da Colina.

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Francesca Piccinini em quadra

August 8th, 2010 por Victor | 13 Comentarios | Categorias: Musas, Vôlei

Deculpe Brasil, mas... Forza Itália!

Definitivamente, preciso comprar uma TV Full HD.

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Botafogo 3×0 Atlético-MG

August 7th, 2010 por Gaburah | 186 Comentarios | Categorias: Atlético-MG, Botafogo, Campeonato Brasileiro 2010

Com direito a exibição de gala do Botafogo no primeiro tempo. Se não foi brilhante, o time pelo menos jogou com muita raçadiferente da última partida contra o Vitória, onde todo mundo parecia dormindo em campo.

Jobson endiabrado como sempre, primeiro gol do Magossuel após o retorno e um do Showmália - com uma mãozinha  (involuntária) do Herrera.

O Botafogo jogou tão bem (ou o Galo estava tão mal), que Fábio Ferreira se lançou diversas vezes como líbero chegando ao ataque (deu até ovinho em marcador atleticano) e Alessandro ganhou disputa de bola (!!).

No segundo tempo, nada mais esperado do que Joel recuar o time. Só que hoje a marcação funcionava primorosamente, dando ainda margem à contra-ataques alvinegros tão eficientes que Joel resolveu arriscar: tirou Marcelo Mattos (exausto) e colocou Caio. Dois minutos depois, Jobson (em jogada com o Talismã) fez arrancada dentro da área mineira, sofrendo pênalti que Herrera converteu. Joel ainda tirou um cansado Herrera para a entrada de Edno e fez um afago na torcida, colocando ‘El Loco’ Abreu no lugar do Mago (que começou a 100 km/h e cansou na segunda etapa).

Joel com QUATRO ATACANTES em campo. Nesse momento, Saulo trocou de canal.

Tá certo que o Galo não jogou muita bola, mas também não fez uma partida assim tão péssima. De fato hoje tudo deu certo para o Fogão, mas nem de longe acredito que Joel encontrou a formação ideal do time.

Maicossuel ficou isolado e sobrecarregado como único homem de criação (mais ou menos o que vinha acontecendo com LF), o que acabou até funcionando porque ele articulava bem as jogadas ora com Jobson ora com Herrera. Mas o meio do Atlético-MG é fraco, então acho que esse esquema não vai funcionar com um time mais marcador – tipo um Grêmio ou um curintias da vida.

Além disso, apesar da boa partida da zaga, a marcação continua capenga. Hoje havia meio Obina em campo e um Diego Souza visivelmente fora de ritmo. Contra um ataque mais forte, tenho certeza que esbravejarei novamente.

No fim do jogo, Jefferson mais uma vez deu mostra do porquê é goleiro de Seleção.

Uma apresentação realmente animadora, porém conscientemente contra um adversário mais fraco. Contra os líderes é que teremos a prova-dos-nove. A hora de deslanchar é essa.

Rumo à Libertadores 2011.

*****

E pra calar a boca dos detratores:

Festa da torcida antes da partida

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Se não fosse a bandeira amarela…

August 6th, 2010 por Robinson | 10 Comentarios | Categorias: Fórmula-1, Fórmula-1 2010

O australiano arriscou - e petiscou.

As setenta voltas do GP da Hungria dificilmente apresentam alguma coisa além de uma eterna fila. Sebastian Vettel fez desta vez tudo como manda o figurino (inclusive marcou o novo recorde da pista na qualificação) mas não levou a vitória por conta de um drive-through aplicado no abstrato pelos fiscais, segundo os quais o piloto teria deixado “um espaço superior a dez carros” em relação a Mark Webber na relargada após a bandeira amarela. O terceiro lugar não refletiu a performance do melhor piloto do final de semana, e por mais discutível que seja a punição, como dizia o velho Fangio: carreras son carreras. É a vida.

Falando na bandeira amarela, os pedaços de uma Force India provocaram a entrada do safety-car com efeitos drásticos sobre o destino da corrida. Cenas dignas de Larry,  Moe & Curly aconteceram durante a bateria de pitstops. Uma roda  se soltou da Mercedes de Nico Rosberg, atingindo um membro da Williams; o homem do pirulito da Renault liberou Robert Kubica no exato momento em que Adrian Sutil chegava ao box vizinho. Após a mistura das tintas, o piloto da Force India ficou por ali mesmo, e o polonês encostou voltas depois.

Executando a tática da “faca nos dentes” com perfeição, Webber conseguiu adiar o máximo sua troca obrigatória de pneus – se parasse durante a bandeira amarela, ficaria esperando o serviço de Vettel e suas chances terminavam ali mesmo – e fez inacreditáveis quarenta e duas voltas com as borrachas supermacias. Na medida para realizar seu pit e voltar em primeiro sem qualquer susto. O canguru australiano deu seus saltos no topo do pódio pela quarta vez, e reassumiu a liderança do mundial graças ao desafortunado abandono de Lewis Hamilton.

Perseguição

Para Rubens Barrichello, a má classificação foi compensada com uma boa largada, de 12º para nono mesmo partindo do lado sujo da pista. Já dava para imaginar que sua vida se complicara quando a equipe decidiu não trocar seus pneus duros durante o safety car, afinal, FW32 não é RB6. Mas quis o destino que ele tivesse que abrir mão da ótima quinta colocação em que ele se encontrava para colocar pneus supermacios novinhos e voltar na 11ª posição, atrás de ninguém menos do que Michael Schumacher.

Esta foi uma das poucas oportunidades em que os ex-companheiros e atuais arquirrivais estiveram em combate direto na pista. E poucas vezes um único pontinho na Fórmula 1 foi tão intensamente disputado. Por tudo que ocorreu no passado, fossem nos papos de alcova da equipe mais escrota da F1 ou nas declarações de parte a parte nos últimos tempos, nenhum dos dois pilotos queriam perder essa disputa. Rusgas inclusive reacendidas no episódio de Hockenheim poucos dias atrás. A favor de Schumacher estavam as curvas fechadas sem muitas oportunidades de ultrapassagem. Contra ele estava a má forma que o tedesco apresenta em 2010, tanto pelo peso dos anos de aposentadoria quanto pela proibição dos testes, fator que dificulta ainda mais a readaptação ao carro. Do lado de Barrichello, contava – além de seus pneus tinindo de novos – a boa fase que vive na Williams, onde ao contrário do sofrimento de Schumacher com Rosberg, o brasileiro dá lições ao jovem Hülkenberg, dono de grande potencial. Todas as cartas estavam na mesa, e a diferença era de nove segundos.

Prendendo a respiração...

Com aquele gosto de sangue na boca, Barrichello pulverizou a diferença e iniciou um dos duelos mais técnicos dos últimos tempos. Schumacher utilizou de todos os recursos para irritar e induzir o brasileiro a um erro (objetivo que ele conseguiu em Interlagos-1996). Quando desferiu o ataque final, Barrichello se viu espremido pela Mercedes e deu uma sorte do tamanho do mundo, pois se o muro tivesse um metro a mais de comprimento, ele teria feito uma visita aos médicos que trataram outro brasileiro há um ano.

Valeu um pontinho só. Mas para Barrichello, talvez ele tenha feito o que ele sempre acreditou ser capaz de fazer: ultrapassar Schumacher em igualdade de condições. A apelada do alemão – que poderia ter rendido uma bandeira preta, mas acabou como perda de dez posições para a próxima corrida – acabou como a cereja do bolo, já que Schumacher se viu forçado a rever suas declarações após a corrida e pedir desculpas publicamente pelo ocorrido.

Valeu apenas um ponto nas estatísticas do piloto. Mas lá no fundo, para Barrichello, foi um ponto que ele suou muito – e levou anos – para conseguir. Deixando de lado patriotadas inúteis e sentimentalismos advindos do viralatismo, para ele – e só para ele – deve ter mesmo tido um gosto especial.

Barrichello recebeu, durante seu suplício na cadeira elétrica da Honda, uma mensagem no celular do então aposentado Schumacher sugerindo que fizesse o mesmo. Hoje é o brasileiro que pode dar a ideia ao alemão para que ele volte ao pijama.

Na próxima corrida, dia 29 em Spa-Francorchamps, Rubens Barrichello completará a marca impressionante de 300 GPs de Fórmula 1.

Enquanto não houver o devido julgamento, nenhum comentário será feito nessa coluna em referência àquela equipe.

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Campanha Vista Gaburah como um ‘Loco’ – parte 2: O Fogo Amigo*

August 5th, 2010 por Gaburah | 113 Comentarios | Categorias: Botafogo, SAC

E segue a saga...

Lojas oficiais. A grande fonte de receita direta dos clubes junto às torcidas, sem atravessadores, preços normalmente mais caros. E o torcedor prestigia porque acredita cegamente que esta é a forma mais próxima de ajudar o seu time.

Uma relação que deve primar pelo respeito mútuo e atenção aos detalhes para que essa relação seja cultivada, para que os torcedores sintam-se (ainda que ingenuamente) reconhecidos em sua fidelidade.

Deveria ser assim, né? Mas não é.

Abaixo transcrevo minha traumatizante experiência direta com a LOJA OFICIAL DO BOTAFOGO, que nem a delicadeza de me chamar pelo nome teve. O que mais me espanta é que deixei claro que sou um torcedor residente em outro estado, certo de que isso poderia despertar algum interesse na entidade, já que acredito ser de interesse de um clube de futebol expandir seus séquitos além das fronteiras de seu estado natal.

Ledo engano. Divirtam-se (negritos por minha conta):

Em 4 de agosto de 2010 16:20, Gaburah escreveu:

Boa tarde. Gostaria de saber se é possível comprar a camisa Celeste do Loco direto da loja, pois o produto já a bastante tempo não está disponível no site da loja virtual e em contato com o fornecedor ele informou que o estoque só dura mais 15 dias. Moro em Santa Catarina e por isso não tenho como me deslocar até a loja para fazer a compra. Peço ajuda ao site para tentar resolver meu problema, pois não queria perder a camisa. Obrigado.

4 de agosto de 2010 17:01

Prezado Gustavo,

Não temos acesso a informações de loja física, sugerimos que o senhor que o(a) senhor(a) clique no ícone ”Avisar-me quando disponível”, pois caso haja reposição do item, o(a) senhor(a) receberá um e-mail automático avisando sobre a disponibilidade.

Atenciosamente,
Angie Peixoto
Atendimento ao Cliente E-commerce
Loja Oficial Botafogo

4 de agosto de 2010 17:04

Angie,
Obrigado pela atenção. Já cliquei nesse ícone há 15 dias atrás.
Infelizmente, de acordo com a informação do fornecedor (Estilo Carioca), ficarei sem a camisa.
Torcedores de fora do estado não conseguem comprar o produto.
Mais uma vez obrigado.
Gustavo

4 de agosto de 2010 18:57

Prezado André,

A camisa comemorativa do Loco Abreu foi lançada a menos de um mês e neste período já disponibilizamos algumas remessas para venda tanto em nosso site como em nossa loja física mas as mesmas esgotam rapidamente.

Temos um pedido junto ao fabricante mas o mesmo em função da grande demanda está tendo dificuldade em atender nossos pedidos rapidamente. Por isso, em muitos momentos o senhor não consegue finalizar sua compra em nosso site.
Após contato com o fornecedor recebemos a informação de que a mesma está empenhada para resolver o problema mas ainda não há data exata para que isso ocorra.

Pedimos desculpas pelo transtorno mas infelizmente não somos responsáveis pela confecção do item e a reposição independe de nossa loja.

Desde já agradecemos a sua compreensão e permanecemos a sua disposição para eventuais  dúvidas e esclarecimentos.

Atenciosamente,
Angie Peixoto
Atendimento ao Cliente E-commerce
Loja Oficial Botafogo

4 de agosto de 2010 22:19

Angie/Loja Botafogo,
Boa noite.
Meu nome não é André e a sua resposta CONTROL-C CONTROL-V não diz respeito à minha indagação.
É triste constatar como a loja OFICIAL do Botafogo trata os torcedores de fora do estado do Rio de Janeiro. A receita deve estar plenamente satisfatória apenas com a clientela carioca.
Obrigado pela “atenção”. Lembrarei dela futuramente e em eventuais referências.
Att,
GUSTAVO

Obviamente não obtive resposta. Porém formalizei uma reclamação quilométrica ao departamento de marketing do Botafogo, para a qual também ainda não obtive resposta.

Impressiona isso acontecer em tempos de busca por valorização da marca, ainda mais frente a todos os esforços que a diretoria do Botafogo (no caso) vem direcionando para levar a torcida à loja oficial e ao apelo para o consumo de produtos licenciados.

Só que esqueceram de uma pequena mas fundamental variável no processo: o AMADORISMO.

*****

 Wikipédia:

Fogo amigo (do inglês: Friendly fire) é uma expressão eufêmica utilizada militarmente no que tange os aspectos de ataques aliado à aliado, ou inimigo à inimigo.

Tal expressão ganhou maior reconhecimento, pois nas guerras atuais, em que não existe tanto contato físico com o inimigo, a simples suposição de um alvo faz com que o soldado queira abate-lo, antes que o inimigo o faça. Isso é a grande causa de vítimas aliadas em guerras. Pode-se citar o exemplo dos Pracinhas (Soldados brasileiros na II Guerra Mundial) que por possuir uniforme parecido com os dos alemães, eram abatidos com frequência por aliados (devido ao despreparo do governo brasileiro em analisar os uniformes inimigos).

O aviador militar e político italiano Italo Balbo foi uma das vítimas notáveis de fogo amigo. Balbo foi abatido por engano pela artilharia antiaérea italiana em Tobruk em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial.

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Cumpra-se

August 5th, 2010 por Serginho Valente | 93 Comentarios | Categorias: Futebol

Uruguai, definitivamente melhor do mundo.

O Mundial Interclubes pode contar com um time que não seja campeão do torneio que dá acesso a ele…E daí?

Um Campeonato Mundial pressupõe equipes de todas as partes do mundo, mas não necessariamente que sejam todas campeãs de alguma coisa. Não é a reunião dos melhores times do planeta, e sim a reunião dos melhores times de cada continente dele.

Ora, se fosse diferente, uma disputa entre os melhores times do mundo, seria mais justo nomear a  Champions League como Campeonato Mundial, assim como a NBA faz, ou não? A Copa do Mundo seria um torneio intercontinental entre América do Sul e Europa, com umas 10 seleções no máximo?

Cabe a cada confederação indicar seu representante. A CONMEBOL dá sua vaga a um sul-americano, evidentemente. E, hoje, o faz indicando o melhor colocado, entre os seus afiliados,  na Libertadores. Ponto. Isto é estabelecido antes do campeonato começar, e aceito por todos os seus participantes.

Logo, não há nenhum absurdo que qualquer time de outro continente participe do torneio, e muito menos que o vencedor deste não represente a América do Sul.  Absurdo seria que se desse, agora, a vaga para o time mexicano, caso ele seja campeão, rasgando o regulamento previamente acertado.

Por fim, não acho que isso esvazie nada, não tira pressão nenhuma da final da Libertadores, que por si só é um objeto de desejo de todos os clubes, que é um sonho de conquista de qualquer torcedor, independente da vaga no Mundial.

E acho que os times mexicanos aumentam o nível técnico da competição, tornando-a ainda mais atraente. Não vejo motivo nenhum para que se modifique nada.

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Santos Campeão da Copa do Brasil 2010

August 5th, 2010 por Victor | 213 Comentarios | Categorias: Copa do Brasil 2010, Santos, Vitória

Inapelavelmente, o Santos do 1º Semestre de 2010 está na História do clube e, óbvio, do futebol brasileiro. Conquistou os títulos paulista e da Copa do Brasil jogando um futebol esplendoroso nas duas competições.

Dando espetáculo quando o  adversário permitia e jogando competitivamente quando necessário. Sempre bem.

Desafia-se qualquer pessoa que se entenda sã, com as ressalvas que forem, a colocar uma vírgula sequer no título santista. Impossível.

Santos FC conquista Copa do Brasil pela primeira vez em sua história

Resta ao Santos do 2º Semestre de 2010 para entrar na História, vencer o desafio de igualar-se ao Palmeiras como o maior vencedor de títulos nacionais no País.

****

Um título de Campeão Brasileiro traria à tona a tal Tríplice Coroa. Ainda que cada campeonato tenha sua história, tal denominação é para se enfeitar o Pavão. Tiraria chinfra de verdade o clube brasileiro que no mesmo ano levar o Estadual, Libertadores, Brasileiro e Mundial. Fato que nenhum clube terá a primazia em 2010.

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SPFC ou Inter no Mundial

August 4th, 2010 por Bender | 55 Comentarios | Categorias: Libertadores 2010

Apenas convidado

Depois do empate em 1 x 1 no México, o Chivas surpreendeu e ganhou da equipe chilena La U fora de casa por 2 x 0, se classificando para a final da Libertadores.

Aconteceu o que todo mundo sempre alertou. Quem ganhar a outra semifinal (disputada entre as equipes brasileiras), já estará no mundial de clubes, independente de conquistar a Libertadores.

Passa a impressão que os times do México jogam a Libertadores como se fosse uma Sulamericana, apenas para angariar fundos. Mas pela qualidade dos times de lá (além de alguns grandes da América do Sul serem obrigados a se enfrentar antes) isso iria ocorrer.

O México é um grande mercado. Na América Latina só fica atrás do Brasil em termos de PIB. A transmissão dos jogos pra lá deve valer uma baba. Mas chega uma hora que devem ser impostos limites para o âmbito esportivo. Como a moralista Fifa também leva o seu, dá de ombros para as “regras” da Conmebol.

Pessoalmente, torço pro Chivas levar essa. Espero mesmo que se torne campeão da Libertadores 2010 e a América do Sul não tenha um representante campeão em Abu Dhabi. É difícil, mas de repente essa porra ridícula salta aos olhos da imprensa internacional ou causa algum reboliço.

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Uma derrota na conta do Luxerlei

August 3rd, 2010 por Matheus | 5 Comentarios | Categorias: Atlético-MG, Campeonato Brasileiro 2010, Cruzeiro

Cruzeiro e Galo fizeram um clássico de tempos distintos. Tá, ok, isso já é clichê no mundo do futebol, todo mundo usa isso pra falar que o jogo, no frigir dos ovos, foi igual e eu tô sem criatividade. A única coisa que diferencia esse jogo da maioria dos outros é que a mudança se deu por um erro tático de um técnico ainda aclamado como “dos melhores do Brasil”.

Eu já acho que ele não é nem um dos 5 melhores hoje e acredito que ele tem mais preocupações do que ganhar um campeonato, mas é opinião. E não descarto tudo que ele fez pelo meu time. Mas Mano, Felipão, Muricy, Adílson Batista e DJ estão na frente hoje.

Enfim, ainda sem ser um dos melhores, Luxerlei é melhor que Cuca. E demonstrou isso ao armar o Galo num 3-5-2 que não deixou o Cruzeiro jogar no primeiro tempo. Cruzeiro que já não tinha muita disposição de ir à frente e como não encaixou a marcação no meio, Everton ralava sozinho contra dois volantes e T. Ribeiro mais se preocupava em dar pernadas nos adversários, ficou ainda mais trancado no campo de defesa. O Galo dominava a posse de bola com Diego Souza e Serginho Mineiro, Ricardinho brincava sozinho no meio-campo e só São Fábio conseguia deter as investidas atleticanas pelas costas de Jonathan, principalmente com Fernandinho (que milagre). Tardelli jogou mal contra o Cruzeiro. Mais uma vez.

Até que, numa dessas voltas que a bola dá, contra-ataque bem armado pelo Cruzeiro, a zaga atleticana dá uma única vacilada em todo primeiro tempo e pimba. W. “Parede” acerta um pombo sem asa no ângulo direito de Fábio Costa que nada pode fazer. Um golaço. Isso depois de 33 minutos de domínio atleticano. E eu torcendo pro primeiro tempo acabar.

Veio o segundo tempo e, quando eu achei que Cuca viria pra retranca total, Luxerlei aprontou das suas. Tirou Werley que tinha se desentendido com Tardelli no 1º tempo e colocou Obina. Ah Obina!!! Obina é Obina. A furada dele na marca do pênalti depois de belo cruzamento da esquerda foi qualquer coisa de cinema. Um digno momento de “Mito” Leite.

Botaoteca – Instant Button Que Beleza

Mas o problema maior não foi o Obina em si. Saindo da formação com 3 zagueiros, o Galo perdeu o domínio na sua intermediária e a marcação do Cruzeiro encaixou, principalmente na saída de bola. O Cruzeiro quase chegou ao 2º gol com Diego Renan em duas oportunidades. E mais uma com T. Ribeiro, que também melhorou no 2º tempo. E, durante a maior parte do tempo, foi melhor. O gol de empate, que era questão de tempo, no começo do jogo, graças à modificação do GÊNIO, ficava cada vez mais longe. Gil ainda tentou ajudar, sendo expulso por uma infantilidade tremenda. Mas o Galo se perdia tanto em bolas pelo meio, que facilitou as coisas pro Cruzeiro.

No fim do jogo, uma discussão entre Obina e Gil e torcedores do Galo com T. Ribeiro. Além de um infiltrado que deu uma tirada com o “Turquinho-comedor-de-fígados-azuis” e quase apanhou dos filhos do presidente.

O Cruzeiro saiu com mais 3 pontos na sacola. E tenho que fazer jus a Cuca. Se o time não tem atuado tão bem, até em virtude dos desfalques, pelo menos vem ganhando. O Galo perdeu mais uma e algo me diz que a corda de Luxerlei começa a ficar bamba. O projeto pro ano que vem não vai adiantar muito se o time estiver na Série B.

*****

Edcarlos jogou de titular. E de maneira sóbria. Daí já temos um grande avanço.

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