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A História do Tricampeonato Carioca de 1978/79/79

January 15th, 2010 por | Categorias: Flamengo.

Nunca me cheirou bem a história do Tricampeonato Estadual rubronegro em dois anos em 1978/79/79.  Não por ser de quem foi, mas pela simplesmente exdrúxula condição de ser um tricampeonato em dois anos!

Já vi muitas discussões e explicações sobre alguns eventos do passado do futebol. Os exemplos mais contudentes ficam por conta da indefinição de um campeão Brasileiro em 1987 e um campeão Carioca em 1907 (sendo que ambos os casos já foram julgados).

Em comum nos dois casos citados, há disputa entre dois ou mais clubes pelo reconhecimento do título, o que por sua vez geraram fatos novos à posteriori, até por andamento de processos, atraindo atenção midiática e consequentemente de público. O Tricampeonato 1978/79/79 à princípio, não causa tal briga, e possivelmente por esse motivo, fica condenado ao limbo das mesas de bar e fóruns, apesar do absurdo embutido em sua simples contagem, independente da correção ou não que os fatos retratem.

Eis que então, deparei-me com um artigo à respeito do assunto no Páginas Heróicas Digitais, blog que apesar de aparentemente ser de um clube em específico (Cruzeiro) é melhor para acompanhar o futebol de forma geral que na maioria das demais mídias, e pedi permissão para trazê-lo no Blá blá Gol.

Permissão concedida, artigo enviado e publicado com uma única alteração ao fim do mesmo feita por mim, na verdade, a supressão da conclusão definitiva, mas a mesma pode ser encontrada no blog cruzeirense citado acima.

Mastiguem antes de engolir ou cuspir.

O Golpe que deu certo

Por Auriel Martins e Marcos Pinheiro

Segundo a imprensa carioca, e mesmo a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro – FFERJ, o Flamengo foi tricampeão estadual no intervalo de dois anos, em 78 e 79. A origem dessa situação esquisita, e sempre mal explicada pela imprensa carioca, é decorrência da fusão entre o Estado da Guanabara e o antigo Estado do Rio de Janeiro, que ocorreu em 15 de março de 1975.

O relato abaixo é baseado nas pesquisas do pesquisador Auriel de Almeida, que durante três anos vasculhou os arquivos da Biblioteca Nacional e de jornais cariocas e fluminenses, com o propósito de resgatar a história do antigo campeonato fluminense, disputado desde 1915.(http://blog.soccerlogos.com.br/2008/10/07/averdadesobrecarioca1978/).

Vigorava à época da fusão o Decreto-Lei 3.199, de 14abr1941, que estabelecia uma rígida estrutura para o desporto no País, somente podendo haver um única federação de cada esporte por Estado. Em 08out1975 esse Decreto-Lei foi revogado pela Lei 6.251, que, em seu art. 14, §1º, repetiu o comando de não poder haver, em qualquer Estado, no Distrito Federal ou nos Territórios mais de uma federação para cada desporto. O novo Estado do Rio de Janeiro passou a contar com duas federações: a Federação Carioca de Futebol – FCF e a Federação Fluminense de Desporto – FFD. Era necessária uma fusão entre as federações para sanar a ilegalidade.

Os clubes cariocas resistiam a essa união. Afinal, o campeonato fluminense foi, talvez, o mais bagunçado campeonato que já existiu em terras tupiniquins. A fusão das federações foi sendo empurrada com a barriga e três times fluminenses participaram dos campeonatos cariocas de 76 e 77 como convidados: o Volta Redonda, o Goytacaz e o Americano. O campeonato fluminense continou existindo nesses anos, sem a participação desses três. Mas em 1978 o Conselho Nacional de Deportos – CND perdeu a paciência e determinou, por meio da Resolução nº 4/78, a fusão já naquele ano, com a organização de um campeonato unificado de imediato.

Alegando falta de tempo hábil para organizar um campeonato unificado, os cariocas propuseram a seguinte fórmula, sugerida pelo presidente do Vasco, que foi aceita. Os times seriam divididos em dois grupos, um composto por times cariocas, e outro, por times do interior, ambos os grupos valendo taça (como também aconteceria com o Campeonato Brasileiro de 1987, em seus módulos Verde e Amarelo). Em fev/mar de 79 seria disputada a fase final, composta por 10 times, sendo 6 oriundos do grupo carioca e 4, do grupo do interior. O campeonato se chamaria I Campeonato de Futebol Profissional do Estado do Rio de Janeiro.
Desde o início da competição, os jornais fluminenses denunciavam que a imprensa carioca omitia de seus leitores a real fórmula do campeonato, deixando transparecer a impressão de que o grupo disputado pelos times cariocas fosse um campeonato a parte, nos moldes do já então extinto campeonato carioca:

“Não vamos começar com o célebre antes tarde do que nunca, porque ainda há gente trabalhando para que a situação continue para ajeitar certos interesses. Basta verificar a mistificação que anda por aí, com a cortina de fumaça em torno do que verdadeiramente está em disputa no futebol do novo Estado do Rio.

As federações antigas, naturalmente por pensarem em arrecadações não mostram vontade de esclarecer a mecânica da competição e se o torcedor pesquisar um pouco verificará que nem os meios comuns de comunicação parecem ter conhecimento do assunto.

Vejam bem a disparidade do que se anuncia ou do que está sendo comemorado. Nestes primeiros turnos, um já encerrado no município do Rio, o que está previsto é a conquista de Taças, a da Cidade do Rio, entre cariocas, e a Taça Sport Press (nota: a Taça do Interior foi patrocinada pelo jornal O Fluminense), para os fluminenses.

Agora parte-se para o segundo turno, mas para o espanto geral senão mesmo surpresa completa ouve-se por muitos lados que o time tal ou qual disputará o título carioca. Não somos dos mais formados em resoluções dos paredros fluminenses, mesmo os que ainda se julgam apenas cariocas, porém o aprovado é que a série de jogos em curso será para indicar seis representantes do Rio (da antiga FCF) para juntamente com os quatro melhores do Interior Fluminenses (da antiga FFD), competir pelo I Campeonato Fluminense (novo Estado do Rio criado pela fusão) de futebol profissional – o certame de 10 ou 12 clubes (os cariocas pretendem a inclusão de mais dois) a ter lugar nos meses de fevereiro e março. Ou será que andamos lendo ou ouvindo mal?

De acordo com o regulamento, mais tarde em 79 mesmo, haverá então uma primeira divisão ou divisão especial para um máximo de 20 clubes, naturalmente os doze das cadeiras cativas cariocas e mais seis que disputam a classe do lado de lá, havendo vagas (duas) para pretendentes interiores devidamente capacitados – Divisão de Acesso.

Assim, somente depois do Carnaval do próximo ano é que se terá o 1º campeão da fusão e antes do Natal seguinte o segundo titular do certame. Ao contrário do Chacrinha, não editamos aqui para complicar, porque nos faltam virtudes para confundir, que sobram aos mentores de clubes dos dois lados da Baía de Guanabara, com ou sem poluição.” (O Fluminense, 22out1978).

Findo o grupo do interior, o vice-presidente da FFERJ, Eduardo Viana, apressou-se a esclarecer que o Goytacaz não fora campeão estadual de 78, enquanto a impresa fluminense continuava criticando a desinformação veiculada aos torcedores cariocas:
“O título conquistado pelo Goytacaz, no entanto, não é reconhecido pela Federação. Segundo Eduardo Augusto Vianna da Silva, o Campeonato Fluminense desse ano é apenas uma fase classificatória do I Campeonato Estadual de Profissionais no ano que vem. O que o clube irá receber, de oficial, será o Troféu Sport Press (antigo Troféu do Interior, agora patrocinado pelo jornal O Fluminense). Ao que tudo indica a FFERJ não dará nem um diploma.” (O Fluminense, 14nov1978).

“O ex-Campeonato Carioca, agora simples torneio de classificação para a indicação de seis candidatos ao verdadeiro campeonato fluminense, está sendo realizado sem que os comandantes da ex-entidade carioca assumam as verdadeiras finalidades da competição.” (O Fluminense, 19nov1978)

“…afinal estamos na terra fluminense, que reúne, depois de séculos de separação, a antiga capital federal que já foi estado e hoje é município, com o antigo Estado do Rio. De um modo geral andam espalhando nas promoções, histórias sobre uma disputa de um pseudo campeonato carioca, já extinto, para saber quem ganhará a Taça Rio de Janeiro. O que existe, pelo menos se houver o milagre da palavra ser cumprida, é que os seis primeiros colocados de cá, contra Goytacaz, Americano, Volta Redonda e um quarto que está para ser decidido.

Lá para fevereiro-março, no Rio, se terá chances de conhecer os campeões de 78, sob os figurinos os mais excêntricos criados pelos falsos ditadores da moda nas tabelas do futebol brasileiro. E nada terá sido ensinado e muito menos aprendido pelos que estão dos dois lados da sala. É que professor e aluno costumam se confundir na mediocridade dos conhecimentos, errando para transmitir e, pior, sem a menor capacidade de entender o que se tenta oferecer como esclarecimento. O resto todos sabem como acaba.” (O Fluminense, 26nov1978)


“Eduardo Vianna, o homem forte dos clubes do interior começou falando sobre uma possível virada de mesa no atual campeonato carioca, dizendo que este já é o I Campeonato Estadual em sua fase de classificação, pois a fase final será no próximo ano, com os seis primeiros da capital e os quatro do interior:

– O artigo 106 parágrafo 2 da deliberação da CBD não permite a alteração como querem os desclassificados.” (O Fluminense, 01dez1978)

A pedra estava cantada e, contando com a omissão de quem devia informar, assim que terminou a chave dos cariocas, a FFERJ proclamou o Flamengo campeão estadual. Passou por cima do regulamento solenemente. Os fluminenses recorreram à Justiça que anulou a decisão da nova federação:

“Escrever, realmente escrevemos falar, não fizemos economia de palavras, mas decididamente, andamos clamando no deserto, porque terá havido muita ingenuidade da maioria (o que é possível), ou excesso de má fé de uma certa minoria. Certo. O Fluminense publicou em seguidas semanas, a ponto de ficar meio sobre o aborrecido, comentários nossos sobre o que se realizava no interior do Estado do Rio, como preparativo para o I Campeonato Estadual depois da fusão. Existiam, anunciavam os com base em regulamento, que os interessados é que aprovaram, que com as taças sairiam seis clubes daqui e quatro de lá para a competição, a ser realizada entre fevereiro e abril, tudo com a aprovação de fluminenses e cariocas, já então convencidos de que tinham voltado a integrar a velha província.

Interesses outros pesaram para que em nenhum momento houvesse a divulgação honesta do regulamento que contrariava contratos e promoções e atendiam principalmente a vaidade dos participantes de qualquer grau. Foi esquecida a intervenção do presidente da CBD, Almirante Heleno de Barros Nunes, que encontrou a fórmula quando estava certa a suspensão do campeonato carioca por força de mandato judicial. Todos se puseram de acordo e foi a última vez em que se cuidou a sério do novo sistema de disputa, por que daí em diante para o inferno as promessas e neste ponto brilhou mais uma vez o incrível ex-candidato a deputado, derrotado quando do MDB e agora também na legenda da Arena.


Em pronunciamentos bombásticos e extensos, como é de seu habitual, falou em defesa dos clubes do interior e que nada pudera fazer por culpa dos filiados da capital, cuidou de esquecer o regulamento e lançou proclamação. Aí apareceu inclusive o respeito à própria palavra e deixou para o Tribunal de Justiça a responsabilidade de lembrar que o campeonato da nova entidade era outro.

Naturalmente o torcedor rubro-negro já está pensando que houve tapetão ou mesmo esbulho, pois o boletim do Octávio Pinto Guimarães diz uma coisa e o tribunal da mesma entidade resolve outra. Culpa de quem?” (O Fluminense, 09dez1978)


“Embora tida como uma demonstração de unidade granítica – como disseram alguns verborrágicos – a Coligação dos Quatro Grandes não passou de um golpe de inteligência aplicado pelo Flamengo (…). Pelo que ficou sacramentado, o I Campeonato da Fusão teria três etapas, a saber: Campeonato do Rio, Campeonato do Interior e Campeonato Estadual, este com a participação dos seis primeiros colocados no Rio e dos quatro do interior. De maneira que, definidos os dois campeonatos, com as vitórias de Flamengo e Goytacaz, falta o mais importante – o Estadual – o que explica o golpe do Flamengo tentando torpedear o cumprimento do regulamento, porque pode acontecer que outro clube ganhe o “verdadeiro campeonato”. (O Fluminense, 04jan1979)

Como simplesmente ignorar o regulamento não deu certo, os grandes cariocas resolveram mudar o regulamento, extinguindo a fase final ou, se não desse, desvinculá-la do campeonato estadual de 1978, tranformando-a num torneio extra, um tapa-buraco. Convocou-se o Conselho Arbitral do torneio para deliberar sobre as alterações propostas pelos rubro-negros. Numa primeira votação, por 9 a 8 decidiu-se pela manutenção do regulamento (com a abstenção do Goytacaz, que também lucraria um título estadual com a proposta flamenguista). Os representantes flamenguistas não aceitaram a decisão e, com o tumulto formado, forçaram a suspensão da reunião do Conselho Arbitral. No dia seguinte, na continuação da reunião, o Madureira, sabe se lá porque, mudou seu voto, aprovando-se a mudança do regulamento por 9 a 8, favorecendo-se o Flamengo e o Goytacaz:

“O que houve antes, foram apenas três etapas do certame, tendo o Flamengo ganho duas Taças – Guanabara e Rio de Janeiro – enquanto o Goytacaz foi o Campeão do Interior. O que vencer o certame a ser iniciado dia 3 ou 10 será o Campeão Estadual, quer dizer, o verdadeiro Campeão. O Flamengo, quando muito, pode se considerar campeão municipal, o que explica a luta do alto comando rubro-negro para que o certame se refira a 79 e não a 78.” (O Fluminense, 20jan1979)


“O representante do Flamengo na Federação informou que manteve contato com o Sr. Aghartino da Silva Gomes e que o Vasco está inteiramente de acordo com o rubro-negro, isto é, aceita que o certame de 10 clubes pertença à temporada de 79.” (O Fluminense, 20jan1979)


“Hoje, finalmente, ficaremos sabendo quando começará o campeonato, quer dizer, quando recomeçará, por que o que se vai disputar – contrariando os desejos do Flamengo – é a terceira e mais importante fase do certame de 78, quando então se conhecerá o verdadeiro campeão, o campeão estadual.” (O Fluminense, 23jan1979)


“Os clubes cariocas estarão hoje reunídos às 18 horas, em Conselho Arbitral, para a definição do número de clubes e fórmula de disputa do Campeonato Estadual, que ainda não se sabe se será de 78 ou 79, outro ponto a decidir.” (O Fluminense, 23jan1979)


“O Flamengo não concordou com a validade do I Campeonato Estadual do Rio de Janeiro para o ano de 1978 e provocou a suspensão do tumultuado conselho arbitral do EFFERJ de ontem à noite, que teve três horas de duração, começando às 19h e terminando às 22h. Por 9 votos contra 8 (o Goytacaz foi o único a não votar) os clubes foram favoráveis à realização da competição como sendo válida pelo ano de 78.

O Flamengo desejava que o I Campeonato Estadual do Rio de Janeiro valesse pelo ano de 79 e como não conseguiu os seus objetivos, seu representante Dunshee de Abranches provocou a suspensão da reunião, ameaçando entrar com uma ação na Justiça Comum.

Com isso, novo Conselho Arbitral ficou marcado para amanhã, quando ficará resolvido se o certame valerá, mesmo, pelo ano de 78 ou 79.” (O Fluminense, 24jan1979)


“Campeonato Especial do Rio de Janeiro”: com essa denominação, a crise do futebol carioca foi superada e a solução foi encontrada durante a tranquila reunião dos 18 clubes filiados à FERJ, em Conselho Arbitral, que aprovaram por unanimidade a nova nomenclatura, em substituição à de I Campeonato Estadual do Rio de Janeiro, que seria válido pelo ano de 78. A idéia partiu de Antônio do Passo, representante do Vasco.

Dez clubes disputarão o Campeonato Especial, serão eles os seis primeiros do Campeonato Carioca de 78 – Flamengo, Vasco, Fluminense, Botafogo, América e São Cristóvão – e os quatro primeiros do Campeonato Fluminense de 78 – Goytacaz, Americano, Volta Redonda e Fluminense.

Os oito clubes que não farão parte do Campeonato Especial disputarão o Torneio Oduvaldo Cozzi.

Por último, ficou acertado que o I Campeonato Estadual do Rio de Janeiro, válido pelo ano de 79, será disputado de 6 de maio a 29 de setembro, com a participação dos 18 filiados.” (O Fluminense, 26jan1979)


“Chegamos finalmente à semana do início do Campeonato (Municipal, Estadual Carioca ou Fluminense, ninguém sabe) grotescamente denominado de “Campeonato Especial”, quando deveria chamar-se “Campeonato do Grito”. Foi na base do grito que o Flamengo levou a Federação a passar por cima dos estatutos de uma deliberação da própria CBD. Regulamentarmente, o campeão de 78 seria o clube que vencesse o certame que se iniciará sábado, com 10 agremiações, ficando o Fla como Campeão Municipal. E estava tudo decidido quando o Flamengo conseguiu que o Madureira – sabe Deus como – reconsiderasse o seu voto.

O que aconteceu foi pura e simplesmente subversão regulamentar. Escamoteando o verdadeiro motivo – o medo de ver seu título de campeão carioca raspado com borracha – o Flamengo gritou que “disputar em 79 o campeonato de 78 não fazia sentido”. O que “faz sentido” para os ilustres dirigentes dos clubes, é a disputa de dois cameponatos do mesmo ano: Campeonato Especial, com 10 clubes, e I Campeonato Estadual do Rio de Janeiro, com 18 clubes.” (O Fluminense, 30jan1979)

Por fim, o torneio tapa-buraco, denominado “Campeonato Especial”, foi também vencido pelo Flamengo. Ironicamente, o mesmo Flamengo que lutou para que esse torneio não fizesse parte do campeonato estadual, passou a considerá-lo como estadual após vencê-lo, tudo com apoio da imprensa local e mesmo da FFERJ, que lista esse título como se fosse um título estadual. Foi com voto do próprio Flamengo que se decidiu que o I Campeonato de Futebol Profissional do Estado do Rio de Janeiro fosse aquele disputado de 6 de maio a 29set1979, mas tudo foi esquecido posteriormente, em prol do tri em dois anos.

Auriel de Almeida Martins, 25 anos, torcedor do Botafogo e do Canto do Rio, designer e museólogo, mora em Niterói.

Marcos Pinheiro, 37, cruzeirense, carioca, engenheiro, pós-graduado em Economia, bacharel em Direito, mora em Belo Horizonte.

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81 Comentários para “A História do Tricampeonato Carioca de 1978/79/79”

  1. Serginho Valente
    15/01/10 - 16:52

    Impressionante como a história se repete. Que mania feia essa de querer ganhar as coisas no grito. O pior é que o clube faz isso quando tem time pra ganhar jogando bola, lamentável.

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    cleber soares

    para que time mesmo vc torce????????

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    Serginho Valente

    para que time mesmo vc torce????????

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  2. rafael botafoguense
    15/01/10 - 17:17

    o de 96 do botafogo tembém tem que ser reconhecido,ainda mais tendo isso ai como precedente.

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  3. Paulo Pimentel
    16/01/10 - 11:32

    Eu tinha 12-13 anos e ouvia muito a radio globo.
    Haviam os que não concordavam com a dupla comemoração mas o “oba-oba” falou mais alto.
    A tsunami rubro-negra levou mais essa.

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  4. Victor
    16/01/10 - 11:55

    O Auriel mandou por e-mail o muito interessante comentário que o Flamengo deu mole total em 87/88.

    Deveria ter jogado aquele malfadado quadrangular. O único risco que corria era ganhar e comemorar dois títulos.
    Nesse caso, estariam gritando hoje que era Hepta.

    Burrões.

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    cleber soares

    Victor….
    vc sabe melhor que ninguém sabe que foi o clube dos 13 que não permitiu o cruzamento dos grupos como queria a CBF. E isto se deu no meio do campeonato, todos os dirigentes assinaram o documento que indiferente da decisão da CBF eles dariam como campeão nacional o 1º e vice da COPA UNIÃO que foi criada por eles. Esse chororo é chato heimmmm…… O Vasco ganhou em 2000 um dos mais ridiculos campeonatos e ninguém fala nada… sabe por que? Por que todos os clubes participantes aceitaram, ponto final.(mesmo acreditando que o vice da gama tinha que perder os pontos por querer mandar o seu jogo naquela espelunca que eles chamam de estadio)

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    Matheus

    “espelunca que eles chamam de estadio.”

    Vai ter gente tendo filho aqui.

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    saulo

    Tem um porém neste episódio, o mandante daquela partida não foi punido pelo STJD com a perda dos pontos pela invasão do estádio. O então presidente na época o desembargador Luiz Zveiter,encontrou-se alguns dias antes do julgamento por obra do “acaso” com o Eurico Miranda em uma churrascaria. Fato confirmado por ambos. A decisão de absolvição do Vasco foi muito contestada por muitos especialistas na área esportiva pelo simples motivo: em caso de invasão de campo, o time mandante perderia os pontos automaticamente. Não por acaso esse presidente Zveiter foi afastado pelo Conselho Nacional de Justiça por ocupar irregularmente pelo acúmulo de função.

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    Serginho Valente

    Querido Saulo, as pessoas caírem dentro de um campo, não significa que elas o invadiram.

    Favor citar dois “especialistas” que contestaram a decisão de se decidir um campeonato de futebol jogando bola.

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    saulo

    Após a queda do alambrado, houve uma invasão generalizada.

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    Serginho Valente

    Você só pode estar falando de outro jogo.

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    Paulo Pimentel

    Serginho, pela lógica dele em 92 também houve uma invasão generalizada dos rubro-negros da arquiba pra geral.

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    Serginho Valente

    Pois é…mas em 92 foi um acidente, no caso do Vasco foi uma invasão.

    Aliás, ainda bem que houve a tal “invasão”, porque do contrário alguns dos “invasores” teriam morrido esmagados contra o alambrado.

    Em 92, morreram três pessoas, em São Januário não morreu ninguém. Qual acidente foi mais grave? Se os torcedores morressem na arquibancada não haveria problema, é isso?

    Parece que o importante é não morrer na contramão atrapalhando o tráfego, se for assim está bom.

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  5. saulo
    16/01/10 - 12:59

    Com todo respeito a história do Estadual,qualquer comentário do falecido Eduardo Vianna(mais conhecido pelo apelido “Caixa d’água”) não merece qualquer crédito. Como todos sabem, sempre foi fiel torcedor do Americano. E para os desinformados, o Goytacaz é o maios rival do time da cidade de Campos. Durante sua gestão fez o máximo para prejudicar seu maior rival, isso é fato.

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  6. AlexBrasil (Alexandre Antonio)
    17/01/10 - 19:05

    Artigo parcial e risível.

    Ele afirma ter pesquisado em vários jornais, mas só cita “O Fluminense”, sem explicar em que praça circulava. Porquê?

    Será que se aproveita do fato de que a maioria absoluta dos leitores ignora que “imparcialidade jornalística” é um evento recente no jornalismo brasileiro?

    Será que espera que ninguém lembre que o finado Caixa D’Água era torcedor assumido do Americano, maior rival do Goytacaz, e que este ser inescrupuloso jamais admitiria um título do rival?

    Será que ignora que todos reconhecem o Goytacaz como Campeão Fluminense de 78?
    Será que não leu o que citou? FOI por UNANIMIDADE que os clubes decidiram que haveriam 2 campeonatos em 79!

    Se há algum clube que poderia questionar o torneio, esse haveria de ser do Estado do Rio, mas todos concordaram com as disputas ANTES da realização do torneio. A solução foi considerada legal, pois que foi considerada cumprimento da suposta sentença citada.

    Se MG não tem dois campeonatos em um ano, pois nunca foi CAPITAL FEDERAL, só tenho a lamentar pela inveja deles.

    É ridículo uma torcida de outro Estado vir questionar um título estadual. Imagine se os flamenguistas, espalhados pelo Brasil, começassem a pesquisar “furos” de títulos estaduais de todos os times (inclusive da “bixarada”, como os atleticanos mineiros se referem aos cruzeirenses): iria virar uma verdadeira zona, uma anarquia geral.

    Que os cruzeirenses se preocupem com o Campeonato mineiro e deixem seu recalque em Belo Horizonte. E da próxima vez que quiserem fazer uma pesquisa séria, deixem a paixão clubística de lado e apresentem fatos, não opiniões presentes ou pretéritas.

    Boa semana!

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    Matheus

    Peraí, amigão.

    Cê tá dizendo pra mim que o Flamengo é campeão de dois campeonatos estaduais diferentes porque o Rio era Capital Federal?

    Em 78? Eu entendi que o Flamengo foi campeão de dois estados diferentes e você acha isso normal? Então voltamos ao bi-campeonato carioca em 2008 e 2009 do Cruzeiro*.

    Vai catar coquinho, cara. Parcial é esse seu comentário.

    //\\

    Bagunça em campeonato tem em todos os estados. Por exemplo, o Galo que você citou, se diz campeão porque perdeu de 4×0 do Cruzeiro e ganhou o 2º jogo por 1×0 e “foram dois resultados iguais”.

    Parece que, pra variar, a artilharia flamenguista se sente ofendida se alguém discute qualquer coisa que eles utilizem pra se vangloriar. Se a gente quisesse discutir título por ser do Flamengo, ia ter post pra 80, 81, etc. Só é estranho boa parte da história do rubro-negro se basear em títulos contestáveis.

    * Esse post ficou até bem engraçado de se ler depois do fim do Brasileirão. Atentem para comentários de Serginho sobre Fred e Famengo e pro meu comentário sobre Fluminense.

    Responda a este comentário

    Paulo Pimentel

    Alexandre:
    No link citado pelo post, há o esclarecimento quanto a fonte utilizada.
    “Tudo o que relato aqui é fruto de pesquisa extensa do ano de 1978 na Biblioteca Nacional, em especial a partir do jornal O Fluminense, que por ser um jornal de Niterói manteve a imparcialidade, sem favorecer ou “mascarar” o lado carioca como outras fontes da época.”
    __________
    Sobre este jornal não há o que se contestar pois já era reconhecido como o mais importante do Estado do Rio (antes da fusão), afinal era Niterói a sua capital. Mas, eu também gostaria de ver a opinião do JB e de algum outro jornal do interior, especialmente Volta Redonda ou Campos (aí sim a pesquisa seria perfeita).
    A respeito do seu posicionamento sobre o estadual, não há o que questionar. O Flamengo foi campeão municipal em 78 e estadual, também em 78. Como o foi também em 79 mas não foi em 77 ou 80 como pode ser considerado tri estadual e não bicampeão?
    __________
    Você afirma: “A solução foi considerada legal”.
    Essa solução legal (sentido amplo) citada respaldando uma situação imoral e esdrúxula é a mesma que os flamenguistas contestam em 87?
    Porque lá a solução legal não é justa e aqui é?
    __________
    Por trás de todas essas artimanhas flamenguistas notam-se várias tendências:
    – supervalorização da capital sobre o interior.
    (*) há no Rio de Janeiro (cidade) uma completa ignorância e subvalorização do interior que, desde a época do distrito federal carioca, insiste em não considerar e valorizar o restante do estado como pertencente a mesma hierarquia.
    – esforço de mídia para manipular informações.
    (*) citamos muito aqui o Globo, mas não há como deixar de lembrar que havia àquela época uma constante de manipulação de informações, estimulada pela ditadura, que era prontamente aceita pela imprensa geral, especialmente o sistema Globo.
    – supervalorização de feitos e conquistas flamenguistas.
    (*) não é segredo de ninguém que a família Marinho tem duas verdadeiras obscessões, Flamengo e Catolicismo. Mas, seriam essas as únicas razões para este viés de preferência rubronegra? Acho que não. O Flamengo sempre teve a preferência da população pertencente a uma classe social menos favorecida e valorizada, porém mais numerosa (tendência esta que atualmente não existe mais). Investir no Flamengo era investir na massa e a atitude empresarial do sistema Globo foi perfeita.

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    Victor

    Paulinho, permita-me puxar um assunto que sai do que post original, mas motivado por um trecho do seu comentário:

    O Flamengo sempre teve a preferência da população pertencente a uma classe social menos favorecida e valorizada, porém mais numerosa (tendência esta que atualmente não existe mais). Investir no Flamengo era investir na massa e a atitude empresarial do sistema Globo foi perfeita.

    Sem maiores elocubrações, não seria essa uma visão estereotipizada que tinhamos? A do flamenguista pobre e favelado.

    Ainda hoje é muito comum ver formadores de opinião pouco cuidadosos porém eloquentes disseminando sua própria visão do Mundo por aí (e não digo somente à respeito do futebol) mesmo que isso não tenha respaldo algum em pesquisas e/ou observações com qualquer metodologia clara e passível de ser refutada.
    Juntando isso com o conforto que a taxonomia nos traz, forma-se um ambiente propício para a aceitação dos esterótipos.

    Você levanta a questão que hoje a tendência da torcida do Flamengo não se concentra especificamente nas camadas pobres. Imagino que seja baseado em sua observação de pessoas que conhece e pelos resultados das próprias pesquisas.
    Eu não tenho conhecimento de pesquisas antigas dando conta dos extratos sócio-econômicos de cada torcida. Desde que tive ciência disso, a distribuição flamenguista não é muito diferente das demais.

    Até que ponto a visão que temos não é influenciada por poucas pessoas ou detalhes pontuais?
    Por exemplo, por ser um clube aristocrático e cheio de pompas, com associados da elite carioca, o Fluminense não teria carregado esse estigma para seus adeptos ainda que não encontrasse lugar na realidade?
    (obs: fui procurar o exemplo do Cartola, mas dei com os burros n’água, uma vez que este passou a infância nas Laranjeiras e não na Mangueira)

    ****
    Mas ainda se minhas ressalvas forem verdadeiras, não invalida seu raciocínio, porque ainda com distribuição semelhante aos demais clubes, o Flamengo teria maior presença absoluta nas camadas pobres (da mesma forma que teria nas camadas ricas) o que justificaria o investimento do sistema Globo no Flamengo (se é que houve mesmo – hoje estou em dia de PSDB mineiro hehehe).

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    Serginho Valente

    Sobre a torcida do Fluminense, vai aqui uma impressão absolutamente pessoal, sempre reparo nas panorâmicas da tv na torcida, e nas vezes em que estive lá de corpo presente, que esse “estigma” é sim uma realidade.

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    Paulo Pimentel

    Victor,
    Usei realmente um estereótipo para esta avaliação. Aqui ainda não temos um ambiente acadêmico, né mesmo? Mas pondero que não fujo a realidade que vivenciei e vivencio.
    Você tem acesso a informações que dizem ser a torcida do fla, percentualmente distribuída nas classes sociais, a mesma que foi na década de 70, por exemplo?
    Tudo o que vejo, leio e escuto (mas infelizmente não anoto a fonte) mostra que houve um crescimento estatístico desta torcida e que não há mais predomínio apenas nas classes mais pobres.

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    Victor

    Infelizmente eu não tenho, e também minha base de observação é recente ou escassa (isto é, na minha memória, nos meios que convivi, tem pouco tempo, e para lembrar dos mais velhos, conheço poucos e de forma espalhada).

    Acho que algo a nosso alcance é, mesmo que na ordem de grandeza, tentar levantar o percentual de quantos colegas flamenguistas tinham em nossas salas do ABEL ou da Universidade por exemplo, e usar como amostragem. Da mesma forma, tentar extrair essa informação dos mais velhos.

    Eu perguntei para Fernando, e ele sinceramente não se lembra. Disse-me que a molecada não dava muita bola. Não para não jogar bola, mas para saber, por exemplo, para que time torcia o colega.
    Não havia essa overdose de futebol que tem-se hoje. Futebol era no rádio e se mal tinha TV, quiçá futebol, e ainda mais ao vivo.

    Levaram ele ao Maracanã em 57 para ver o jogo decisivo do Brasil nas eliminatórias, e depois ele voltou em 63 para ver o Santos. Aliás, segundo ele, o pessoal aqui torcia mesmo era para o Santos, e que só não tinha mais gente no Maracanã porque não cabia.
    Perguntei se todo mundo estava lá e ele disse que de Niterói e do Rio deveria estar.

    Ele acha que após 74 a coisa deve ter mudado de figura, com o pessoal se engajando mais e indo mais junto ao Maracanã, por conta da Ponte Rio-Niterói, mas aí ele já não era mais moleque, já estava trabalhando e consequentemente “em outra”.

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    Paulo Pimentel

    Interessante que, quando pequeno, lembro que havia mais disputa quanto a escolas de samba do que clubes de futebol.
    Essa tendência hoje se inverteu.
    Até os 16 anos, em colégio particular de Niterói, a maioria era tricolor. Vascaínos, flamenguistas e botafoguenses a minoria (de forma equilibrada).
    Hoje minha filha estuda no mesmo colégio e a maioria absoluta (80%) é flamenguista.

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    Victor

    Legal. Começamos a estabelecer um método.

    Quando jovens:

    Final dos anos 50 -> Sem dados (Fernando)
    Anos 70 -> 30% Flu – 23% Vasco – 23% Fla – 23% Bota (Paulo Affonso)
    Anos 90 -> 50%$ Fla – 40% Flu – 4% Vasco – 4% Bota – 2% Outros (Victor)
    Anos 2000 -> 80% Fla – 20% Resto (Ingrid – obs de Paulo Affonso)

    Lá no futebol conseguimos montar 2 times de flamenguistas, 1 time de tricolores, 1 time de vascaínos (sem goleiro) e quase 1 time de botafoguenses.
    Pela idade do pessoal, classificaria na amostra de Anos 90. Então:
    Futebol -> 40% Fla – 22% Flu – 20% Vasco – 18% Bota

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    Alexandre Antonio (AlexBrasil)

    “(*) há no Rio de Janeiro (cidade) uma completa ignorância e subvalorização do interior que, desde a época do distrito federal carioca, insiste em não considerar e valorizar o restante do estado como pertencente a mesma hierarquia.”

    É preciso lembrar a Unificação do Estado com o Rio de Janeiro se deu em 15 de março de 1975, depois de mais de 300 anos de separação. A divisão se tornou uma questão cultural e de inconsciente coletivo. Não é uma coisa que se muda em 2, 3 anos. Alguém de Minas tem conheciemnto do Espírito Santo? O que os paulistas sabem do Interior do Paraná ou do Mato Grasso do Sul? Eram Estados diferentes. Até hoje é estranho para muitos cariocas e fluminenses chamarem Niterói de “região metropolitana do Rio”, pois sempre foram tratados como capitais rivais.

    “(*) citamos muito aqui o Globo, mas não há como deixar de lembrar que havia àquela época uma constante de manipulação de informações, estimulada pela ditadura, que era prontamente aceita pela imprensa geral, especialmente o sistema Globo.
    – supervalorização de feitos e conquistas flamenguistas.”

    A Globo transmitiu esse Campeonato? Ela manda na Federação? Se ela tem tanta influência assim como permitiu que o Caixa D’água e o Eurico beneficiassem tanto o Vasco nos anos 90? Esse argumento de “grande império do mal” é apenas esperneio de quem não tem fundamento.

    Porque “O Fluminense” é imune à essa manipulação da ditadura? Só porque deu os argumentos que você quer?

    Repito, se realmente existissem “várias fontes”, e o texto não cita nenhuma que corrobore, não posso levar a sério.

    Só um exemplo recente: quando investigaram a Universal, a Record fez inúmeras reportagens defendendo a Igreja, enquanto todas as outras emissoras apenas informaram os fatos. Quem quer defender Edir Macedo se apega à Record, quem quer acusá-lo tem outras fontes (mais de uma).

    O Próprio “Fluminense” afira que está “clamando no deserto”, ou seja, nem ele sabe de alguém que o apóie! Se Só os Jornais Cariocas defenderam o Flamengo, Alguém, De qualquer cidade do Interior, TEM que apoiar o “Fluminense”, porque, senão for assim, a situação muda, e o Fato de “O Fluminense” ser a única voz dissidente faz seus argumentos serem reduzidos a meras interpretações e opiniões pessoais.

    Serve de alguma coisa eu chegar em uma repartição pública e dizer que represento todos os moradores do meu prédio, sem uma procuração de cada um ou condomínio? Adianta, em uma votação qualquer eu dizer que falo em nome de X ou Y, sem mostrar alguma coisa que comprove que X e Y concordam comigo?

    Ainda, o jornal é parte interessada, pois patrocinou o Campeonado do interior.

    “Você afirma: “A solução foi considerada legal”.
    Essa solução legal (sentido amplo) citada respaldando uma situação imoral e esdrúxula é a mesma que os flamenguistas contestam em 87?
    Porque lá a solução legal não é justa e aqui é?”

    Eu supus que foi considerada legal, porque o texto dizia que o conselho Arbitral foi convocado por decisão da justiça (e não vontade de um dos 4 grandes) e ninguém contestou. Quanto a 87, meu caro, a decisão judicial que encontrei (TRF) apensa diz que a CBF (conselho arbitral) tem que decidir de acordo com o regulamento, e não declara NINGUÉM CAMPEÃO.

    “Cê tá dizendo pra mim que o Flamengo é campeão de dois campeonatos estaduais diferentes porque o Rio era Capital Federal?”

    Os dois Campeonatos ocorreram no momento da fusão das duas Federações. Se não tivessem existências separadas por tanto tempo, não haveria fusão e, portanto, não haveriam 2 campeonatos.

    é realmente incrível como tentam diminuir as conquistas do Flamengo. É inveja isso? É ridículo!

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  7. Daniel
    18/01/10 - 15:16

    Artigo parcial e risivel (2)

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  8. Carlos
    18/01/10 - 17:09

    KKKKK, Já li muita coisa tola, mas esse post é um dos mais idiotas que já li. Daqui a pouco vão discutir os titulos de 1907, 33, 34, 35 e 36 que tiveram dois campeões ou dizer que o campeonato não é carioca e sim fluminense, etc… kkk, que falta de assunto.

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    Victor

    Carlos,
    Aguardamos suas considerações sobre os campeonatos de 1907, 33, 34, 35 e 36. Interessaria-me bastante de saber mais sobre eles. Especialmente os dos anos 30 onde pouco encontra-se à respeito por aí.

    Mas se for por falta de assunto, o Blá blá Gol tem hoje 1.603 posts com 31.053 comentários aprovados sobre os mais variados assuntos. Acho incrível como somente um único post inútil e com 19 comentários o motivou a comentar.

    Na listagem dos assuntos recentes por exemplo, para ficar apenas aí, encontramos:
    Portuguesa 2009
    Palmeiras 2009
    Primeiras impressões do Vasco 2010
    Aikidô
    Ideia estúpida de organização de partida no Estadual
    Encruzilhada rubro-negra
    Tartá
    Lobby sobre Ronaldinho Gaúcho
    Humor
    Ausência de reforços do Flamengo
    Rock ‘N’ Roll
    Mulheres
    Confraternização de fim de ano

    De qualquer forma, estás convidado a navegar pelo site e encontrar assunto para discutir ou ler.

    Se a ideia é encontrar exclusividade sobre o Mais Querido, recomendo os blogs do Arthur Muhlenberg ou do André Monnerat ou mesmo rodar pela categoria Flamengo daqui.

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  9. Matheus
    18/01/10 - 17:41

    Dá-lhe artilharia rubro-negra!

    Me espanta o Bender ainda não ter aparecido.

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    Bender

    Vi esse lixo na sexta já tarde. Sem chance nenhuma de ler.
    Deixei pra hoje, que foi um dia complicado aqui pra mim.
    Aliás, tá na hora. Vou nessa.

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  10. Bender
    18/01/10 - 18:41

    Artigo parcial e risível. [3]

    Auriel passou 3 anos para bolar algo que o Arco-íris quer ouvir. Ao meu ver, perdeu 3 anos. Perdeu a oportunidade de tirar a camisa enquanto pesquisava no calor da Biblioteca Nacional na Cinelândia (pelo menos na minha época não tinha ar-condicionado lá) e dedicar seu tempo a algo maior do que querer contestar mais um título rubro-negro.

    O post ainda peca quando diz “propósito de resgatar a história do antigo campeonato fluminense, disputado desde 1915”. O texto é claro quando abre um parênteses com “(como também aconteceria com o Campeonato Brasileiro de 1987, em seus módulos Verde e Amarelo)” e as passagens

    clubes resistiam
    campeonato bagunçado
    3 times participavam como convidados
    a imprensa omitia
    certos interesses

    confirmam o verdadeiro propósito do texto: comparar os 2 títulos estaduais do Flamengo em 1979 com o título brasileiro do Flamengo em 1987, na tentativa de desqualificá-los e julgando-os como um “golpe” do rubro-negro carioca para se apossar indevidamente dos mesmos. Não classifico como um crime, pois cada um acha o que quiser, mas que é lamentável não tenho dúvidas.

    Pessoalmente, já estou vacinado contra essas besteiras. Os secas-Fla da vida não me atingem mais. Antigamente ficava puto. Hoje, rio bastante com certas blasfêmias. Ainda no campo pessoal, a diferença de 79 para 87, é que não vivenciei 79. Não posso passar minhas impressões da época.

    Continuei lendo o post na tentativa de achar algo que o salvasse. Complicado. Mesmo as matérias extraídas do Fluminense. O artigo quer desqualificar o tri em 2 anos começando por 78. Quando o jornal diz que “Lá para fevereiro-março, no Rio, se terá chances de conhecer os campeões de 78”, o tablóide peca. Está em várias páginas na net que o histórico gol do Rondineli aos 41 minutos do 2º tempo que deu o título de 1978 ao Flamengo foi em 03 de dezembro do mesmo ano. Fla 1 x 0 Vasco e Fla campeão.

    Navegando por aí, vi que 78 foi o primeiro ano que a Taça-Rio existiu. Foi brindada pelo gol do Rondineli. Flamengo tinha conquistado a Taça Guanabara e, por consequência, ficou com o estadual de 1978. A Taça-Rio não foi disputada nos 3 anos seguintes, voltou em 1982 e está até hoje.

    O que talvez salve (um pouco) o post são as descrições feitas pelo O Fluminense de todas as confusões da época. Mesmo sem a condição de se confirmar a veracidade do que está escrito lá, percebemos uma coisa importante: são sempre os mesmos. Dirigentes e carlotas se perpetuam nos cargos que ocupam. E através dessas confusões veio o campeonato estadual especial de 1979. O Flamengo passou o rodo ganhando-o de forma invicta. Depois veio o estadual propriamente dito de 1979 com mais uma forma mirabolante inventada com 1º turno (Taça GB), 2º e 3º turnos, os quais o Flamengo ganhou todos, faturando o estadual de 1979 (o segundo naquele ano).

    Vale destacar que no biênio 78/79 o Flamengo chegou na marca de 54 jogos seguidos sem perder. Recorde nacional de invencibilidade que perdura até hoje.

    Então, não me venham com chorumelas. O inquestionável Flamengo no RJ em 78/79 dentro do campo ganhou tudo. Assim como no episódio de 87, as confusões extra-campo não tiram o brilho das conquistas.

    É muito ingênuo (beira a ridicularidade) afirmar que tudo estava acertado antes “mas tudo foi esquecido posteriormente, em prol do tri em dois anos”. Como se toda a confusão tivesse sido orquestrada pelo vilão Flamengo para ganhar um tri-estadual. Como se Vasco, Flu, Botafogo, dirigentes e os pobrezinhos do interior do estado não tivessem como se defender do lobo-mau rubro-negro. Ou como se um tri estadual para o Flamengo fosse algo inédito. Aliás, não sei como até hoje, Flu e Botafogo têm um tetra-estadual cada e o Fla não (!!!). Que absurdo (!!!)

    Ainda nesse período, o Flamengo jogou torneios internacionais batendo Barcelona, Real Madrid e outros… se sagrando campeão do Torneio Palma de Maiorca e Troféu Ramon de Carranza, que não são nada demais, mas talvez se fosse o Fluminense, Palmeiras ou Serginho, estariam reinvidicando isso como título mundial.

    Não achei na Wikipedia informações dos estaduais de 79. A Flapedia é bem sucinta.
    http://www.flamengo.com.br/flapedia/Campeonato_Carioca_1979_(Especial)
    http://www.flamengo.com.br/flapedia/Campeonato_Carioca_1979
    Antes de “inhááá´… Flapedia!?!?!” -> Estou usando isso apenas como dados.

    Aliás, por causa desse artigo da Flapedia, fui olhar o brasileirão de 79. Apenas acessei rapidamente a Wikipedia.
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Campeonato_Brasileiro_de_Futebol_de_1979
    Num campeonato com 94 times, o Palmeiras jogou 5 partidas e terminou em 4º lugar. Bom… deixa isso pra lá. Não vem ao caso.

    Mas isso remete à uma parte do comentário do Alexandre Antonio. Se começar a pesquisar furos em campeonatos, vira anarquia. Claro que não fui olhar, mas tenho certeza que se for pesquisar campeonato paulista, mineiro, gaúcho… teremos diversas, muitas, incontáveis confusões. Vale também pra campeonato brasileiro, taça brasil, robertão, rio-sp (lembro que esse aí teve um com 4 campeões!!!)….

    Pra mim, o post serviu apenas como ponto negativo do blog do Jorge Santana, que eu acho muito bom.

    Ano passado, quando conquistou seu 5º tri-campeonato estadual, O Dia fez um resuminho.

    O primeiro título do terceiro tricampeonato foi emocionante e está marcado para sempre na memória dos rubro-negros. Um clássico entre Flamengo e Vasco, no dia 3 de dezembro de 1978, eternizou o zagueiro Rondinelli. O “‘Deus da Raça'” foi o responsável por marcar o gol do título, de cabeça, aos 41 minutos do segundo tempo, dando a vitória por 1 a 0 ao Rubro-Negro, naquela que seria responsável por engrenar o “Mais Querido” aos títulos mais importantes da sua história.

    Em 79, um fator atípico no Carioca. Foram disputados dois Estaduais no mesmo ano. E o Rubro-Negro, que não tinha nada a ver com o regulamento, faturou os dois, com direito a recorde nacional. Na conquista do bicampeonato, o chamado Carioca Especial, foi dividido em dois turnos, que acabaram indo para a Gávea. No primeiro turno, triunfo sobre o Botafogo por 3 a 0. No segundo, empate com o adversário e taça na mão.

    No tri, o time de Zico e cia atingiu a marca de 52 jogos invictos (que não foi superada até hoje). Depois de vencer o primeiro turno contra o Vasco e o segundo contra o Fluminense, o título veio com um empate em 0 a 0 com o Botafogo.

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    Victor

    Continuei lendo o post na tentativa de achar algo que o salvasse. Complicado. Mesmo as matérias extraídas do Fluminense. O artigo quer desqualificar o tri em 2 anos começando por 78. Quando o jornal diz que “Lá para fevereiro-março, no Rio, se terá chances de conhecer os campeões de 78″, o tablóide peca. Está em várias páginas na net que o histórico gol do Rondineli aos 41 minutos do 2º tempo que deu o título de 1978 ao Flamengo foi em 03 de dezembro do mesmo ano. Fla 1 x 0 Vasco e Fla campeão.

    Eu não entendi esse parágrafo. Se eu entendi, creio que você não entendeu o que leu.

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    Paulo Pimentel

    Em nenhum momento do post há o desmerecimento em relação a qualidade do futebol apresentado pelo time do flamengo.
    O que se discute, e sempre se discutiu, é a atitude de dirigentes e simpatizantes da imprensa para com o clube.
    Beira o exagero e supervalorização que não encaixam com o belo trabalho que os jogadores fazem em campo.
    Em tempo, quando é citado um recorde rubro-negro que perdura até hoje, valeria a pena também citar que este recorde foi apenas igualado (e não superado) ao que já havia antes. Mas isso não é relevante, não é???

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    Daniel

    Soh nao assino pq vc desdenhou das vitorias em cima do Barca e Real Madrid.

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  11. Karlitus
    18/01/10 - 19:25

    Abaixo segue uma regra um tanto quanto modificada e adaptada para casos reais de Scrabble.
    Para quem não liga o nome à pessoa, Scrabble é o nome norte-americano do popular jogo de tabuleiros Palavras Cruzadas que pode ser bem identificado com a ajuda do Google Imagens

    O dever de casa é:
    Identifique qual personagem torce para o Framengo

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    João Deiró

    Implicâncias à parte, o regulamento do jogo realmente é hilário…

    Mas concordo com o Bender: se a idéia é procurar furos/defeitos, muitos títulos de muitos clubes serão também afetados.

    SRN

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    Serginho Valente

    Não sei de onde tiraram que a idéia é procurar furos/defeitos. A idéia é discutir a história do futebol, dos clubes.

    Aliás, interessante este padrão da torcida flamenguista. Sempre que se publicam textos que não sejam apenas babação de ovo para com o clube, é uma choradeira só, e tentam desviar o rumo da conversa falando de outros assuntos.

    Este post é sobre um assunto específico. Não é sobre o Vasco, não é sobre todos os campeonatos de futebol do mundo, e etc.

    Acho até que, se sabem de furos que afetem títulos de outros clubes, seria ótimo que trouxessem posts que nós publicássemos e discutíssemos.

    Estudar a história é ótimo pra entendermos, e melhorarmos o futuro.

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    Matheus

    Já tava dito lá em cima, mas não custa repetir:

    “Parece que, pra variar, a artilharia flamenguista se sente ofendida se alguém discute qualquer coisa que eles utilizem pra se vangloriar. Se a gente quisesse discutir título por ser do Flamengo, ia ter post pra 80, 81, etc. Só é estranho boa parte da história do rubro-negro se basear em títulos contestáveis.”

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    rafael botafoguense

    “Aliás, interessante este padrão da torcida flamenguista. Sempre que se publicam textos que não sejam apenas babação de ovo para com o clube, é uma choradeira só, e tentam desviar o rumo da conversa falando de outros assuntos.”

    pensei nisso quando li os comentários flamenguistas,mas tava com preguiça de escrever.esculachar eles é mto fácil.Tanto que nem respondem só buscam mudar de assunto.

    perfeito.

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  12. Bender
    19/01/10 - 16:23

    Estou tentando me ater ao assunto do post. E percebo como isso é difícil (não vejo problema nisso não fosse minha falta de tempo).

    Victor acha que eu não entendi o mimimi do post de contestar o título utilizando-se para isso as matérias do O Fluminense na época, que falam por si:

    … federações antigas, naturalmente por pensarem em arrecadações não mostram vontade…
    … mas para o espanto geral senão mesmo surpresa completa ouve-se por muitos lados que o time tal ou qual…
    … depois do Carnaval do próximo ano é que se terá o 1º campeão da fusão e antes do Natal seguinte…
    … um pseudo campeonato carioca, já extinto, para saber quem ganhará a Taça Rio de Janeiro. O que existe (…) é que os seis primeiros colocados de cá, contra Goytacaz, Americano, Volta Redonda e um quarto que está para ser decidido.
    … Foi esquecida a intervenção do presidente da CBD, Almirante Heleno de Barros Nunes…para o inferno as promessas e neste ponto brilhou mais uma vez o incrível ex-candidato a deputado, derrotado quando do MDB e agora também na legenda da Arena.
    … o boletim do Octávio Pinto Guimarães diz uma coisa e o tribunal da mesma entidade resolve outra. Culpa de quem?

    Pela própria data que está no post, essa última do boletim foi com o campeonato de 78 já decidido dentro de campo.

    Por volta da metade do artigo, o Flamengo é citado.

    a Coligação dos Quatro Grandes não passou de um golpe de inteligência aplicado pelo Flamengo

    Aí começa o blablabla “representante do Vasco estava de acordo”… tem tb “Eduardo Vianna não daria o título do interior pro Goytacaz”… e ainda que o Flamengo conseguiu “sabe Deus como” que o Madureira mudasse seu voto para dizer que aquele especial no início de 79 não era o campeonato de 78, que deveria ser, pois houve a fusão do Estado da Guanabara.

    Enfim, não tenho tempo para especular sobre suposições, apenas por uma tentativa de desqualificar um título por paixão clubística com o pretexto de estudar sobre a história.

    ****

    Paulo,
    eu invejo vc cara. Vc pôde acompanhar a verdadeira tsunami rubro-negra dentro do campo. Ganhou tudo de 78 a 83.
    E se algum time igualou o recorde de invencibilidade, isso é muito relevante. Vc poderia pelo menos dizer quem foi para saciar minha curiosidade.

    ****

    Daniel,
    por alguns comentários seus aqui, percebi que vc é um cara inteligente. Então, onde eu escrevi “A” vc não pode ler “não-B”. Mas isso não é a 1ª vez que acontece, talvez o problema seja meu mesmo.
    Ganhar do Real Madrid e Barcelona é louvável, e em qualquer tempo. Mas não vejo grande coisa nos torneios de 2, 3 jogos. Desses aí, o Flamengo e outros times grandes têm dezenas.

    ****

    Matheus,
    de todas as bobagens que vc já disse aqui, a maior que eu lembro é essa
    “Só é estranho boa parte da história do rubro-negro se basear em títulos contestáveis”. Daqui a pouco vc vai até cair no conto do vigário dos “mágicos 4 anos”.

    ****

    SerginhUHauhUAHUHU AHuHUAhuHAUhuA HUHUHAuhUA HUhUAHuHAU…

    Desculpe, mas

    HUAHUAh uAuh uHAUh uAhuhAUHAUhuahuAH UAHu HAUHAUhauHAUHUAHU
    HUAHUHAU UHAUhUAHUhAUHUAH UHAUh uHAUHuaHuHAUHAU AUHAU hAUhAUHAUHAU
    HUAhuA Huah uhau haUHAUhuH UAUhuahauHUAHUA HAUHAUhAUHAU AHUAh uaha
    UAHUHAuhAUH AU HAUhauhaUhaUHAU AUh aUhaUhauHAuAHuA HUA HUAhauHA UAH
    HUAHUAh uAuh uHAUh uAhuhAUHAUhuahuAH UAHu HAUHAUhauHAUHUAHU huahuahua
    UAHUHAuhAUH AU HAUhauhaUhaUHAU AUh aUhaUhauHAuAHuA HUA HUAhauHA UAH

    O grande defensor das entidades oficiais agora quer contestar a FERJ, e estudar a história que é ótimo pra entendermos, e melhorarmos o futuro.

    Que bunitinho!

    HUAHUHAU UHAUhUAHUhAUHUAH UHAUh uHAUHuaHuHAUHAU AUHAU hAUhAUHAUHAUhuahuah
    HUAhuA Huah uhau haUHAUhuH UAUhuahauHUAHUA HAUHAUhAUHAU AHUAh uaha
    UAHUHAuhAUH AU HAUhauhaUhaUHAU AUh aUhaUhauHAuAHuA HUA HUAhauHA UAH
    HUAHUAh uAuh uHAUh uAhuhAUHAUhuahuAH UAHu HAUHAUhauHAUHUAHU
    HUAHUHAU UHAUhUAHUhAUHUAH UHAUh uHAUHuaHuHAUHAU AUHAU hAUhAUHAUHAU
    HUAhuA Huah uhau haUHAUhuH UAUhuahauHUAHUA HAUHAUhAUHAU AHUAh uaha

    Sábias palavras do Cleber Soares: para que time mesmo vc torce???????? [2]

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    Serginho Valente

    Mais um exemplo de analfabetismo.

    Favor indicar onde contestei a FERJ.

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    Bender

    O contraditório vem com toda sua delicadesa e eu ainda respondo…

    que mania feia essa de querer ganhar as coisas no grito

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    Serginho Valente

    Repito, favor indicar onde contestei a FERJ.

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    Bender

    Como é o papo de analfabetismo mesmo?

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    Serginho Valente

    Exatamente, o sujeito que interpreta o que outro escreve de maneira totalmente equivocada é um exemplo de analfabetismo.

    Em nenhum momento contestei a FERJ. Em momento algum questionei a legitimidade dela pra proclamar quantos campeões estaduais por ano ela quiser. Já eu concordar com isso, são outros quinhentos. O Flamengo de fato é cinco vezes tri estadual, e é fato que um destes tri campeonatos foi uma aberração.

    Por fim, haver dois campeonatos estaduais no mesmo ano, pra mim, não é nem de perto o pior dessa história. O pior é o C.R.F. uma hora dizer que o campeonato não vale nada e depois de ganhá-lo dizer que foi campeão estadual.

    O pior, é que nem assim, explicadinho, acho que você vai entender.

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    Bender

    Outro exemplo de analfabetismo é o sujeito não entender nem o que ele mesmo escreve.

    “O Flamengo de fato é cinco vezes tri estadual”

    e

    “mania de querer ganhar no grito”

    Não contestou a DETERMINAÇÃO da FERJ??? Fica complicado conversar com quem muda de opinião toda hora.

    ****

    “o C.R.F. uma hora dizer que o campeonato não vale nada e depois de ganhá-lo dizer que foi campeão estadual”

    Por isso eu disse que não vou especular sobre suposições.

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    Serginho Valente

    O pior, é que nem assim, explicadinho, você entendeu.

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    Bender

    Beleza.
    Ao menos agora esse post teve uma valia.

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    Francisco

    O Campeão Brasileiro de 1987 é Sport Recife !

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    Camejo

    Sim, deveras, só faltou dizer a divisão…

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    Victor

    Eu creio que entendo o raciocínio:

    Na cabeça do Bender, por você invariavelmente delegar a decisão e definição dos resultados aos organizadores do campeonato e à justiça em casos de impasse, ele crê que você “fecha o pacote” e abençoa acima de tudo este resultado final.

    Esmiuçanco um pouco mais: pela cabeça dele, é incompreensível que alguém diga: “2005 foi a maracutaia-mór do futebol, a MSI lavou dinheiro, o Edilson ferrou com tudo, o Zveiter fez uma besteira maior ainda e o Tinga ainda pagou o pato. Mas inegavelmente, o campeão é o Corinthians”.

    Um exemplo de discussões aqui:
    Eu e Matheus, entendemos que em 87 não há campeão brasileiro. Na nossa cabeça, ainda que legalmente respaldado, acreditamos que falta muita coisa para o Sport ter tal título.
    Serginho sempre foi taxativo na defesa do título do Sport referendado pela CBF e pela Justiça. Mas por outro lado, nunca levantou nenhuma bandeira de moralidade e/ou lisura desse título. Conseguem pescar a sutileza?
    Apesar de não levantar bandeiras à moralidade e/ou lisura (embora eu também não saiba à opinião dele concreta à respeito disso, o que me faz supor que a bem da verdade isso não importa neste caso muito para ele), ele o considera como campeão.
    Talvez o considere até envergonhado, quem sabe, mas considera.

    Voltando ao assunto em questão, é ao menos compreensível para mim, que ele conte e considere como tri-campeão em 2 anos (por mais bizarro que isso seja) e ainda assim condene a falta de lisura como isso procedeu.

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    Serginho Valente

    É claro que é por aí.

    Mas, apenas como curiosidade, não acho o título do Sport imoral. Não vi por parte do clube nenhuma tentativa de mudar o regulamento, nem de descumpri-lo, e muito menos de ganhá-lo fora do campo.

    Porém, por culpa de terceiros, o campeonato em si foi, evidentemente, esvaziado, destroçado. Acho profundamente injusto o que fazem até hoje com o time pernambucano, negando seu título, e premiando assim os que assinaram uma coisa, e depois, no grito, fizeram outra.

    Voltando ao assunto em questão, o que mais aborrece, é como passaram por cima dos regulamentos no grito outra vez, os oportunismos, e etc. Mas pelo menos desta vez, o Flamengo foi a campo jogar bola, ganhou (o que quer tenha sido) lá.

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    Victor

    Outra coisa interessante, é que com o modus operandi enviesado de digressão explícita à qualquer custo que costumeiramente traz-se para as discussões quando o Flamengo está na berlinda, 87 deve ser um dos assuntos mais discutidos aqui, e eu não sabia como você via o título do Sport.
    As opiniões de fato relevantes perdem-se no meio da avalanche das obtusas defesas rubronegras que invariavelmente capturam as atenções como se fosse criança mimada.

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    Bender

    Hahaha… precisou o Victor explicar pro Serginho entender. Ou será apenas mais um episódio “vai feder-batata assando”?

    Enfim, volto a considerar os comentários do Serginho nesse tema quando ver aqui algo do tipo

    Serginho Valente reply on January …th, 2010 xx:xx:

    Parabéns ao Flamengo pelo Tri conquistado em 78/79(especial)/79 reconhecido pela entidade oficial competente.

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    Alexandre Antonio (AlexBrasil)

    Peraí? E a final do módulo amarelo, em que Sport e Guaraqni abandonaram o campo e, descumprindo o regulamento, não continuaram a decisão por pênaltis? Isso não é burlar o regulamento?

    E outra coisa: A justiça NÃO RECONHECE o Sport Campeão. isso é uma interpretação errada. A sentença dizia apenas que “o Conselho Arbitral da CBF não emita decisão em desacordo com o regulamento aprovado”. Apenas isso. O Sport é que pegou esse trecho e se auto proclamou campeão.

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    Sancho

    Alex,

    Quase um ano depois, te respondo.

    A sentença dizia apenas que “o Conselho Arbitral da CBF não emita decisão em desacordo com o regulamento aprovado”.

    Isso impede que o Conselho Arbitral declare o Flamengo campeão. Mas, o Sport já havia sido declarado campeão, ganhando a final, recebendo a taça e disputando a Libertadores como BRA 1.

    Abraço.

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    Francisco

    O Sport é o campeão de fato mas não de direito !

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    Matheus

    Me expressei mal, Bender. Eu vi isso quando postei e deixei porque queria que você notasse.

    Mas o que eu quis dizer é que os maiores títulos rubro-negros foram conquistados no fim de 70 e começo de 80.

    Desses, já foram contestados os títulos de 1980, 1981 (ambos em cima do Galo), 1987. Se estão certos ou não, é outro problema. Mas que abre margem pra dúvida, isso é fato. Senão, não existiria toda polêmica.

    Não vou falar de 1992 porque o Flamengo não teve culpa alguma no acidente que aconteceu.

    E, agora, um dos títulos que acredito serem dos mais importantes, por tudo que o envolvia, pelo gol do Rondinelli e tudo mais, está sendo contestado. Talvez pegando a onda do penta-hexa, o que desaprovo. Mas tem base de contestação. Um tri em 2 anos é engraçado, pra dizer o mínimo.

    ******

    Enfim, o que quero dizer é os títulos são um trecho importante da história rubro-negra, mas nada mais que um trecho. A tradição do Flamengo independe disso. Você como cara inteligente que é devia saber que eu não acredito em tradição só por títulos conquistados.

    Mas, é fato que 3 títulos que são contestados são alguns dos títulos mais famoso. E isso você não pode negar. Sem falar em 78-79-79.

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    Bender

    Entenda uma coisa Matheus: todos os títulos do Flamengo são contestados pelo arco-íris, por definição.
    Vc esqueceu dos títulos contra o Grêmio e Santos que tb foram roubados. Em 92 a desculpa nem é a grade do Maracanã (que NADA tem a ver com o regulamento da Copa JH 2000), é a “sorte”, pois o Vasco foi decente ao não entregar o jogo pro SPFC.
    Em 2009 o Corinthians entregou pra ferrar o SPFC e o Grêmio entregou pra ferrar o Inter.
    Em 79 houve 2 campeonatos. Mas o Flamengo ganhou ambos e isso virou um absurdo. E por isso, agora nêgo vem com papo de 78 e, ao que esse post lixo indica, o gol do Rondineli não valeu.

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    Matheus

    Bender, o assunto aqui é qual? Flamengo, cara.

    Porra, a gente tá num blog 99% fluminense (carioca é quem nasceu na cidade do Rio, né?). Não sei se você sabe, mas eu não considero, por exemplo, o título de 2005 do Corinthians. Pra mim, não valeu. Opinião minha e pronto.

    Em 92 o Flamengo mereceu. Eu vi o jogo e tudo mais. Aquele gol do Júnior quase, menino de 7 anos que era, me fez torcer pelo Flamengo, na época. Ainda bem que meu pai pisou fundo.

    Você sabe muito bem também, e se não sabe, procura que você acha, que eu não coloquei uma tinta sequer no campeonato de 2009.

    Mas em 80 e 81, pra ficar nesses exemplos, o Flamengo foi beneficiado sim. Clamorosamente. O vermelho pro Éder no jogo em Goiás é das coisas mais ridículas que já vi. Vermelho pro Reinaldo em 80? Mesma coisa.

    87, na minha opinião, não teve campeão. E acho que já deixei bem demonstrado o porque disso.

    *****

    Que o Flamengo seja Tri Carioca então. Mas se fosse o Vasco, o Cruzeiro, o XV de Jaú, eu estranharia da mesma forma.

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    Alexandre Antonio (AlexBrasil)

    Opa! Você acha certo o Reinaldo dar um carrinho por trás no Zico, no meio de campo, só porque perdeu a bola?

    E ainda quer ser levado à sério!

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    Matheus

    Não.

    Mas acho que era jogada pra amarelo. E as expulsões do Éder e do João Leite?

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    Francisco

    No jogo em Recife contra o Sport, o time da casa teve um gol mal anulado em 82 que tiraria o Flamengo da fase final. numa arbitragem tendenciosa em favor do Flamengo

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    Fernando

    Esse lance do jogo contra o Sport é pq naquela época estando atacante e defensor na mesma linha era impedimento, portanto, o gol foi realmente ilegítimo.

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    Victor

    Continuo sem entender nada que você escreveu à respeito da cronologia.

    O resto então, eu nem estou tentando entender porque me parece mera trollagem (não que o da cronologia não seja, mas é curiosa)

    ****

    À saber, Bender mostra-se um exímio historiador como pode-se comprovar aqui e aqui. Isso para não dizer da forma consistente de refutar estudos e levantamentos de terceiros como pode ser verificada aqui

    Quando Bender diz o seguinte:

    Enfim, não tenho tempo para especular sobre suposições, apenas por uma tentativa de desqualificar um título por paixão clubística com o pretexto de estudar sobre a história.

    eu paro e presto atenção, uma vez que ele é aqui o maior especialista no assunto

    ****

    A título de curiosidade, a história da perda da invencibilidade é bem legal, com um personagem um tanto peculiar.
    Há menos de uma semana Roberto Porto escreveu sobre ele em seu blog:
    http://blogdorobertoporto.blogspot.com/ (preferi colocar o link do blog ao invés do post, para dar um pouco de “trabalho”).

    Pena que não diz ali o porquê dessa figura ser tão peculiar. Mas nada que uma breve pesquisa do Google (agora que sabe-se o nome do sujeito) para descobrir o que de tão marcante aconteceu a esse personagem.

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    Bender

    Enquanto vc não libertar sua mente da trollagem não entenderá.

    Quem resolve falar sobre grandes polêmicas dos bastidores do futebol com energúmenos dirigentes das respectivas épocas está se arriscando mesmo. Eu em 87 e Auriel em 79. Mas tem aqueles PSDbistas que ficam em cima do muroe só vão na boa. Depois entram numa de sensato.

    ****

    O time que igualou a invencibilidade do Flamengo foi o Botafogo?

    Responda a este comentário

    Victor

    O time que igualou a invencibilidade do Flamengo foi o Botafogo?

    Vê o que estamos falando? Você não sabe nem mesmo o que tecla, o que posta. Em via de regra, você coloca as coisas aqui, e depois sai correndo atrás que nem um maluco.

    Eu deixo perguntas aqui, que nem tem a ver com esses casos especificamente, mas no geral:
    – Como você acha que poderíamos considerar relevante as coisas que você posta?
    – Qual o grau de confiança na veracidade, coerência, apuração e intenções do que você posta?
    – Como podemos confiar que você mastigou e digeriu o que você mesmo colocar para nós e como podemos ter certeza que você parte de premissas bem fundamentadas?

    Eu gosto de citar o caso das Papeletas Amarelas aqui no blog, porque é um bem emblemático. Na verdade, eu meio que cago para esse caso, como cago para os demais, acredito que isso não seja exclusividade do Flamengo, mas eu gosto de citar pela sua atuação no post, onde você se apressou veementemente a responder e a desqualificar os demais sem ter visto o vídeo ou sem ter conhecimento algum sobre o assunto. Algo que até formalizei por lá mesmo.
    Repara que sem ver os vídeos e sem ter conhecimento do assunto, você é um dos campeões de comentários no post. E comentários bastante incisivos para alguém ignorante (no sentido de ignorar o assunto)

    ****

    Eu nem vou me alongar na primeira parte do seu comentário porque eu acho que você anda confundindo bastante coisas e conceitos. Isso para ficar na suposição que você está de boa-fé.
    Se é mérito colocar um assunto espinhoso para discussão (como aliás, se faz bastante aqui), é demérito colocar de qualquer forma. Melhor que escrever besteira, é não escrever.
    Se você se refere ao fato d’eu ficar em cima do muro em relação a esse comentário aqui, eu o vejo meramente como um comentário à partir de uma percepção minha, escrito de forma bastante honesta onde deixo claro não ter certeza. Você acha que isso é ir só na boa? (ou em outros tantos casos que me engalfinho aqui com os outros)

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    Bender

    Pra mim vc ficou chateadinho com meu comentário falando de sua visão PSDBista, e se apegou ao tema da invencibilidade.

    Você não sabe nem mesmo o que tecla, o que posta.

    Cara, se vc acredita mesmo nisso, creio que vc se rebaixa à níveis lamentáveis.

    você coloca as coisas aqui, e depois sai correndo atrás que nem um maluco

    Errou de novo.

    O que eu coloquei aqui seu maluco? Que o Flamengo tem o recorde de invencibilidade, e apenas a título de curiosidade pois está no período que está sendo discutido. Paulo disse que não seria relevante pra mim, citar quem igualou o recorde. Como iria citar coisa que nem sei? Ainda, escrevi que era relevante sim e perguntei qual. Fiquei sem resposta. Suponho o Botafogo pelo blog que vc linkou. Sinto muito, mas não vou no Google digitar “time que igualou o recorde de invencibilidade do Flamengo”. O pouco tempo que disponho, gasto-o aqui.

    Vc tem um monte de dúvidas quanto à veracidade do que escrevo. Bom… problema seu. Verifique-as e me mostre onde está a falsidade (não confundir engano com mentira).

    Vc realmente adora citar o caso papeletas e, ao mesmo tempo, adora dizer que acredita não ser exclusividade do Flamengo, que caga pra isso… não parece.
    Aqui está a PRIMEIRA LINHA do meu PRIMEIRO COMENTÁRIO no referido post onde eu “me apressei veementemente a responder e a desqualificar os demais”

    Como todos sabem, não tenho a possibilidade de ver esses vídeos aqui no trabalho.

    Depois apenas comentei sobre os comentários e virou a bola de neve como acontece mesmo nos posts sensacionalistas. Não sei pq vc se espanta tanto com essas discussões. Parece até que nunca um assunto de um post desviou.

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  13. Bender
    19/01/10 - 18:22

    Falando de história do futebol carioca, achei esse no site da FERJ. Nada demais, mas é legal pra quem gosta.


    AS PRIMEIRAS POLÊMICAS DO FUTEBOL CARIOCA

    Após a eleição dos membros da diretoria e a troca de sua denominação para LIGA METROPOLITANA DE SPORTS ATHLÉTICOS– LMSA , a liga introduziu na pauta do ano de 1907 a reforma de seus estatutos. Não obstante o sucesso dos jogos oficiais no ano anterior, o campeonato era aguardado com apreensão pois o ambiente não se encontrava harmonioso, como no ano anterior. Internamente a Liga passou a adotar atitudes preconceituosas com seus membros, perdendo alguns de seus associados, como o América F.C.

    Durante as discussões acerca da reforma estatutária levantou-se uma polêmica questão a respeito da introdução de um artigo que determinava que os diretores da liga perderiam o encargo de representar os seus clubes de origem enquanto estivessem atuando como membro diretor da LMF. Em março, o Rio Cricket abandonou os quadros da entidade por não concordar com aquele projeto de Lei Orgânica que estava em discussão. Elegeu-se um Comitê para discutir o projeto:

    Outra polêmica atitude da LMSA foi a participação aos clubes acerca da decisão de não mais aceitar o registro de ‘homem de cor’ em seus quadros, o que gerou protestos. O Bangu, em reunião realizada em 4 de maio, abandonou a Liga e não participou do primeiro jogo do Campeonato Carioca de 1907, marcado para o dia 12 de maio, instituindo um torneio a parte, cujo prêmio era a Taça Bangu. A situação se agravou ao final da disputa pelo título de campeão carioca de 1907, entre Fluminense e Botafogo, cujo resultado terminara empatado e o desempate era um ponto omisso nos Estatutos. Na Assembléia extraordinária realizada em 28 de outubro alguns clubes, como o Botafogo e o Riachuelo, protestaram contra a decisão arbitrária, tomada em sessão de diretoria pela Liga, de dar o título ao Fluminense por contagem de pontos. Durante a sessão um representante do Botafogo pediu para ver as regras do campeonato, não tendo sido atendido. A sessão tornou-se tumultuada, chegando a ser feito o pedido de demissão do secretário Rocha Gomes. Descontentes com a falta de habilidade, A.A. Internacional e Paysandu se retiram da Liga. A situação progrediu e o impasse culminou com o pedido de desfiliação do time tricolor, como noticiou A Gazeta de Notícias, o órgão oficial da Liga Metropolitana, em 5 de novembro de 1907:

    “A diretoria daquelle conceituado club sportivo, em sua sessão de 29 do mez findo, resolveu desligar o Fluminense da Liga Metropolitana. (…) Com esta resolução teve-se a triste notícia de que o Fluminense sahiu officialmente da Liga Metropolitana de Sports Athleticos. Esta resolução, ao que nos parece, foi causada pelo incidente da contagem de pontos, havida na última sessão da Liga Metropolitana.”

    Não houve acordo, sendo que cada um julgou-se o campeão daquele ano (a disputa resolveu-se 90 anos depois, no Superior Tribunal de Justiça Desportiva da Confederação Brasileira de Futebol, dando aos dois clubes o título de campeão de 1907, pondo um fim à pendenga mais longa já observada no futebol brasileiro). À época, a situação tornou-se insustentável para a LMSA, que acaba por dissolver-se.

    Em 29 de fevereiro de 1908, Fluminense, Botafogo, América, Paysandu, Rio-Cricket e Riachuelo fundam outra liga mas com a mesma razão da anterior: LIGA METROPOLITANA DE SPORTS ATHLETICOS. A nova Liga, presidida por Francis Walter Hime, organizou o Campeonato Carioca daquele ano, tendo como campeão invicto o time do Fluminense. Nesse mesmo ano, o América F. C. finalmente estréia na primeira divisão e alguns times, como o Bangu, pedem filiação. O campeonato carioca de 1909 contou com a participação de nove clubes: Fluminense, América, Bangu, Riachuelo, Haddock Lobo, Mangueira e Botafogo, jogando todos contra todos em turno e returno, como era de regra, tendo sido campeão invicto a equipe tricolor.

    No decorrer de 1911, alguns fatos merecem destaque no meio esportivo, como o surgimento do time de futebol do Flamengo e o primeiro mandato do Sr. Joaquim Antônio de Souza Ribeiro na LMSA. Em relação à criação do time do Flamengo, registre-se que foi conseqüência de um dissentimento do time do Fluminense, que mesmo tendo conquistado o campeonato, passou por sérios problemas acabando por sofrer um racha. Um impasse entre jogadores e comissão técnica – que naquela época eram chamados de ‘Ground Committee’ – gera uma crise interna fazendo com que nove de seus jogadores pedissem demissão e procurassem outro clube para jogar. Os nove jogadores – Alberto Borgerth, Othon de Figueiredo Baena, Píndaro de Carvalho Rodrigues, Emmanuel Augusto Nery, Ernesto Amarante, Armando de Almeida (Galo), Orlando Sampaio Matos, Gustavo Adolpho de Carvalho, Lawrence Andrews – propuseram ao clube de Regatas Flamengo, que até aquele momento só tinha a equipe de remo, a formação de seu time de futebol. Assim é criado, em 1911, o time do Flamengo. O primeiro Fla-Flu marcado pela LMSA aconteceu em 1912 e foi vencido pelo Fluminense com o placar de 3X2.

    Naquele mesmo ano, o Botafogo abandonou a Liga como forma de protesto contra a suspensão, por um ano, imposta a seu atleta Abelardo Delamare durante a partida entre Botafogo e América, após uma troca de agressão entre os jogadores Delamare e o ponta Gabriel do time adversário. Além da suspensão de seu atleta, a diretoria do Botafogo recebeu uma censura devido a esse episódio. Em seguida ao seu desligamento da Liga – que estava sendo presidida por Atahualpa Guimarães – o Botafogo fundou a ASSOCIAÇÃO DE FOOTBALL DO RIO DE JANEIRO – AFRJ, em 25 de abril 1912, que ficou conhecida à época como ‘Liga Barbante’, pelo fato dos demais participantes da Liga (Petropolitano F.C., S.C. Amerciano, Catete F.C., Paulistano F.C., S.C. Germânia e Internacional F.C.) não terem muita expressividade no futebol. A AFRJ tem vida curta, reintegrando-se à LMSA ao final do ano de 1913, quando assumira a presidência da Liga o Dr. Álvaro Zamith.

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    Paulo Pimentel

    The freak boy

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    Bender

    Esse texto não esculacha nenhum título do Flamengo. Não serve.
    Né mermo Liga Barbante?

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  14. Bender
    26/01/10 - 15:29

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    Victor

    Estou em dúvida se vejo o vídeo.
    É da emissora dos vídeos do post das Papeletas Amarelas.

    E aí: é fonte segura?
    Vejo ou não?

    O que Saulo acharia disso?

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    Bender

    Vc já foi melhor heim…

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    Victor

    No longo prazo os extremos tendem a convergir ao centro.

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  15. Paulo
    27/02/10 - 18:06

    87 ainda tem o blablabal(gol) de “Justiça”, “Tribunal decidiu”… mas isso aí? É muito chororô…
    Francamente…

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  16. Francisco
    20/10/13 - 14:34

    O Campeão é o Sport Recife

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    Camejo

    Sim, deveras, mas faltou dizer de qual divisão ele foi campeão…

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  17. Junior Zillo
    19/03/16 - 11:19

    Bom, “vidada de masa” à parte, midia, jornais etc, etc, o fato É que a Ferj NUNCA NEGOU, após 1979, a validade OFICIAL desse campeonato “especial”, como valido pela lista dos campeoes cariocas.

    Por sinal, é chamado de “campeonato comemorativo, sendo assim, um dos mais charmosos da historia

    Lembrando que, em São Paulo, o Palmeiras tem dois campeonatos paulistas “extras”, organizado pela(s) mesma(s) respectivas federação(s), não sendo considerados como campeonatos paulistas na lista de campeoes

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  18. Junior Zillo
    6/04/16 - 14:43

    Interessante, é como um titulo OFICIAL, desde 1979, com direito a “conselho arbitral”, pode ser considerado “tapa-buraco”. Desde essa data, tudo o que diz são em mesas de bares e comentarios, sem nunca ter sido declarado “extra-oficial”.
    Já o brasileiro de 1987, é um caso diferente. Perdendo na juntiça, masmo com o mais derente “duplo reconhecimento da CBF, onde o Sport recife venceu de novo, não há o que quersionar

    Já imaginaram que o maradona fez “gol de mão” em plena copa do mundo e a BICAMPÂ Argentina conquistou uma copa do mundo? “BICAMPEA” porque tempos 3 mais, etc…

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