Você acredita?
2 Comentarios Published by Victor July 5th, 2008 in Campeonato Brasileiro 2008, Fluminense, Goiás
Acreditar na iminência de ser campeão da América é moleza. Um jogo só. A glória é suprema ou a dor é fatal. Não requer esforço nem sofrimento.
Acreditar no Brasileiro é que angustia. Não há glória, e o sofrimento é prolongado, contÃnuo. O sofrimento da Libertadores molda caráter, é exemplar. O do Brasileiro desgasta.
É hora dos craques brilharem sem holofotes, sem glamour.
Você acredita?
2 Comentarios
Enviar por e-mail
' 'O Grêmio entra na briga pelo tÃtulo
6 Comentarios Published by Victor July 4th, 2008 in Campeonato Brasileiro 2008, Futebol
Corinthians dá uma força para o Grêmio.
****
De qualquer forma, recordar é viver:
Em 18 de janeiro de 2008:
Eu joguei no Benfica, no Corinthians, no Flamengo. Estou acostumado com as cobranças. O importante para mim é recuperar a minha forma e o meu prestÃgio. Todo jogador quer a seleção e o treinador da seleção (Dunga) é do Sul e acompanha o regional daqui. As coisas acontecem naturalmente. Vamos aguardar.
****
Falta agora se livrar do técnico mais cavalo paraguaio do Brasil antes dele entrar na descedente do Brasileirão
6 Comentarios
Enviar por e-mail
' '
Sexta-feira. Não esqueçam do Bolão.
À partir da próxima rodada começam os jogos das quartas-feiras. Atenção pessoal
8 Comentarios
Enviar por e-mail
' '
Não tem jeito. Vem a derrota, as gozações começam.
Mas é para ser assim. A piada pontua, marca. É o desfecho do episódio.
Nem mesmo a morte de um Senna escapa.
Não poderia ser diferente com a derrota do Fluminense.
Acontece que a forma como o Fluminense perdeu inibiu o deboche escrachado como quando das derrotas do Flamengo para o América de Cabañas, e do Botafogo para o River Plate no Tropa de Sofredores.
As gozações focaram muito em Renato Gaúcho, pela forma de ser do técnico. Parece que a rivalidade migrou do Fluminense para Renato. Pode ser que com a ausência de Eurico, Renato passe a ser o antagonista preferido dos rivais. Uma melhora considerável.
A melhor para mim foi a que o Fluminense ainda iria ao Mundial. O resto achei fraca mesmo.
Eu fiquei muito feliz com a reação dos rivais nos comentários no dia seguinte ao jogo aqui no Blá blá Gol. Fiquei satisfeito em observar o bom-senso dos rivais com relação a essa derrota. Derrota que não foi vexatória.
Barriga comigo estava no Maracanã e foi um dos primeiros a aplaudir ao término do jogo. E saiu satisfeito por estar no ambiente em que ocorreu aquela partida.
****
Não vejo nada demais que sequem, que torçam para o time estrangeiro. Cada um tem suas próprias convicções e formas de encarar as situações. Se em casa estivesse vendo o jogo, não diminuiria alguém que entusiasticamente comemorasse o gol da LDU, por exemplo. É até legal porque a pessoa se envolve na partida.
Só que por mais cabeça aberta que eu tenha para essa condição, não tenho como não deixar de achar ridÃculo quando alguém projeto o seu time no adversário do rival. Comemorando a vitória da LDU como se fosse a do próprio time.
Eu acho válido comemorar a desgraça alheia. Projetar-se na vitória alheia é deprimente.
****
Posts sobre a derrota do Fluminense na Final da Libertadores 2008:
- A dor do quase - Lincoln, Blá blá Gol
- 04:10 - Cheguei em casa - Victor, Blá blá Gol
- A festa continuaria bonita - Zargarotinho, Blá blá Gol
- Um tÃtulo em boas mãos - Victor, Blá blá Gol
- Grande Vice-Campeão da América - Victor, Blá blá Gol
- Como ter serenidade na derrota - Robinson, Blá blá Gol
- Protagonistas - Victor, Blá blá Gol
- Rivais e Gozações - Victor, Blá blá Gol
- Os DeusesTricolores Cochilaram - Evaldo José, CBN
- A dor do quase - Carlos Eduardo Eboli, CBN
- Um par de sapato com salto alto para Renato Gaúcho - Anselmo, Futepoca
- O herói e os personagens da final - Glauco, Futepoca
- Prazer, LDU - Cardeal, Fantasma do Maracanã
26 Comentarios
Enviar por e-mail
' 'Protagonistas
0 Comentarios Published by Victor July 4th, 2008 in Fluminense, Futebol, Libertadores 2008
Eu sei lá se o cara vai ser alguma coisa. Mas pelo que vi nas finais, Guerrón é um jogadoraço.
Nos três jogos à vera contra o Fluminense, Guerrón arrebentou (Paulo Affonso, conferi e de fato o Guerrón iniciou o primeiro jogo mesmo, ele foi é substituido).
Em todos eles levou vantagem sobre os marcadores do lado esquerdo.
Sim, marcadores. Porque no primeiro jogo, desconhecido, passava como queria por Junior Cesar. Nas finais, Junior Cesar tinha auxiliares. Não adiantou, ou pelo menos, só minimizou.
Dribles, arrancadas, cruzamentos, chutes, gol, personalidade, simplicidade e tÃtulo.
O craque do campeonato. Auto-entitulado inclusive.
Na cabine da SporTV depois do jogo, não titubeou em responder aos jornalistas brasileiros que ele mesmo tinha sido o craque do campeonato. Está certo o equatoriano.
Um detalhezinho que não muda em nada, mas quero registrar:
Quando Guerrón cobrou o penalty dele e fez o gol, saiu fazendo sinal de silêncio para os torcedores do Fluminense. Tomou cartão amarelo. Tremenda bobagem esse cartão. Ele fez o sinal e já ia voltando para o seu lugar. É muito chato essa vigilância. Ficou bem claro para mim que esse é o jeito do cara, ele está no momento dele, e sentiu que era a hora da LDU. Não ofendeu de morte os torcedores tricolores. Grande bobagem ter sido punido. Menos mal que a punição não teve efeito algum.
Créu
3×1 para o Fluminense no meio do 2º tempo. Não tenham dúvidas que todas as redações já preparavam capas e matérias sobre o camisa 10 tricolor.
Thiago Neves se imbuiu do espÃrito da camisa que vestia. Só pelos gols já seria o suficiente. 3 gols na final da Libertadores (e ainda fez um em Quito), e com o time que precisava de pelo menos 3 já é um feito. E não bastou isso. Thiago buscou o jogo. Esses 3 gols não sairam à toa.
No primeiro, drible e chute que o goleirinho aceitou.
No segundo, Thiago se mostrou muito ligado mesmo. Saiu lá de trás e foi aparecer na frente de todo mundo.
No terceiro, gol de falta (bate muito na bola) que ele mesmo sofrera.
Dos jogadores tricolores, é ele quem mais tem motivos para lamentar a derrota nas penalidades. Alguém consegue imaginar o fuzuê que estaria formado em torno dele hoje.
Sem medo de estar exagerando, aposto que hoje já estarÃamos ouvindo sugestões para que Thiago Neves ganhasse a 10 amarelinha.
****
Outra coisa legal é que não parece que Thiago Neves estivesse preocupado com essa vaidade. Tanto é que estava preocupado com o juÃz e essas preocupações que mostram que o foco dele estava mesmo no tÃtulo, na conquista.
Muita sorte de quem foi ao Maracanã que o craque tricolor estivesse em seu dia.
****
Posts sobre a derrota do Fluminense na Final da Libertadores 2008:
- A dor do quase - Lincoln, Blá blá Gol
- 04:10 - Cheguei em casa - Victor, Blá blá Gol
- A festa continuaria bonita - Zargarotinho, Blá blá Gol
- Um tÃtulo em boas mãos - Victor, Blá blá Gol
- Grande Vice-Campeão da América - Victor, Blá blá Gol
- Como ter serenidade na derrota - Robinson, Blá blá Gol
- Protagonistas - Victor, Blá blá Gol
- Rivais e Gozações - Victor, Blá blá Gol
- Os DeusesTricolores Cochilaram - Evaldo José, CBN
- A dor do quase - Carlos Eduardo Eboli, CBN
- Um par de sapato com salto alto para Renato Gaúcho - Anselmo, Futepoca
- O herói e os personagens da final - Glauco, Futepoca
- Prazer, LDU - Cardeal, Fantasma do Maracanã
0 Comentarios
Enviar por e-mail
' 'Como ter serenidade na derrota
9 Comentarios Published by Robinson July 4th, 2008 in Fluminense, Futebol, Libertadores 2008
O Fluminense venceu o jogo. Uma batalha que só poderia ser vencida por homens, de fibra, fé e força, como definiu um certo Pedro Paulo. Ficou sem o tÃtulo. E o que se viu foram seres humanos, que correram, se superaram, deram o próprio sangue do encarnado, e que caÃram com honra.
Melhor morrer de pé do que viver de joelhos.
O Fluminense entrou em campo derrotado. Se terminasse com um zero a zero, o tÃtulo seria equatoriano por causa daqueles malditos quarenta e cinco minutos do primeiro jogo. Mas como ficar triste quando se vê um time que mereceu confiança, retribuiu à torcida o carinho com esforço, entrega, lutou contra o juiz, e com momentos de espetáculo, até? Durante toda a partida, todos os jogadores se empenharam e deram a todo apaixonado pelo clube o verde da esperança.
Não há tricolor no mundo que não tenha visto a camisa do clube ser tão honrada, em muito tempo. O choro não foi por causa do bicho que eles deixaram de ganhar. Foi por ter perdido algo que eles realmente buscaram. Até o fim. Num Maracanã sem Maracanazo. Não houve a soberba alardeada pela imprensa que só quer vender jornal. Houve festa, luta, respeito, canto, explosão, choro. Os deuses do futebol estavam lá. E eles deixaram o estádio em branca paz e harmonia.
O Fluminense perdeu um tÃtulo, mas ganha cada vez mais a sua torcida. Há de ser muito especial, para que mesmo derrotado, seja vencedor. Assim o Fluminense hoje se sente e assim o é.
Fernando Henrique, Gabriel, Thiago Silva, Luiz Alberto e Juninho, Ygor, Arouca, Conca e Thiago Neves, CÃcero e Washington. Dodô, MaurÃcio, Roger.
Valeu.
Agora, é juntar os cacos e seguir em frente. É assim mesmo.
E viva o futebol.
****
Posts sobre a derrota do Fluminense na Final da Libertadores 2008:
- A dor do quase - Lincoln, Blá blá Gol
- 04:10 - Cheguei em casa - Victor, Blá blá Gol
- A festa continuaria bonita - Zargarotinho, Blá blá Gol
- Um tÃtulo em boas mãos - Victor, Blá blá Gol
- Grande Vice-Campeão da América - Victor, Blá blá Gol
- Como ter serenidade na derrota - Robinson, Blá blá Gol
- Protagonistas - Victor, Blá blá Gol
- Rivais e Gozações - Victor, Blá blá Gol
- Os DeusesTricolores Cochilaram - Evaldo José, CBN
- A dor do quase - Carlos Eduardo Eboli, CBN
- Um par de sapato com salto alto para Renato Gaúcho - Anselmo, Futepoca
- O herói e os personagens da final - Glauco, Futepoca
- Prazer, LDU - Cardeal, Fantasma do Maracanã
9 Comentarios
Enviar por e-mail
' 'Grande Vice-Campeão da América
12 Comentarios Published by Victor July 3rd, 2008 in Fluminense, Futebol, Libertadores 2008
Se inédita era a participação tricolor em uma final de Libertadores, inédito é o tÃtulo de Vice-Campeão da mesma.
E o adjetivo no tÃtulo não é em alusão apenas à colocação inédita do Fluminense na competição. Alude à forma como o time conquistou o tÃtulo de 2ª melhor equipe do continente.
É chover no molhado relembrar os épicos confrontos vencidos por 3×1 no Maracanã tanto contra São Paulo, como contra o Boca.
E com um terceiro 3×1, o Fluminense se fez merecedor do tÃtulo de Grande.
Se saÃsse campeão do Maracanã na final contra a LDU, o Fluminense necessariamente seria Grande. Perdendo, apenas da forma como perdeu.
Perdeu lutando, perdeu jogando futebol. Perdeu arrancando aplausos de sua torcida.
O time que entrou em campo para jogar contra a LDU, o time que levou 1×0 com 5 minutos de jogo e teria de fazer 3 ao menos para continuar vivo, fez por merecer toda a festa que sua torcida fez na véspera e no pré-jogo.
Tudo o que não se sentiu do time do Fluminense foi a bobagem de oba-oba que tentaram vender antes da decisão.
Futebol é festa. E isso que a torcida do Fluminense fez. Ninguém garante que este time encontrasse forças se não tivesse tido este apoio do torcedor. Um time que retribuiu toda a manifestação de carinho.
Mas acho complicado alguém vir dizer o contrário, que o time calçou o salto alto no Maracanã.
A derrota doeu muito. Ainda dói. Está difÃcil acabar de escrever este texto. Até o próximo jogo do Fluminense será assim.
Quando a ferida cicatrizar, restarão as memórias que este Fluminense das Quartas-Feiras deixou. Este Fluminense que eliminou o motivo maior de invjeja que eu nutria pelos rivais cariocas, Botafogo, Vasco e Flamengo. Quando escrevi após a derrota que minha forma de encarar o futebol mudara referia-me possivelmente à nova condição em que me encontro (confesso que sentia isso, mas não sabia a explicação).
O mesmo clube, o mesmo técnico, a mesma torcida, e um punhado de mesmo jogadores não me comoveram ao ganharem o tÃtulo da Copa do Brasil ano passado. Essa primazia, ficou para os Vice-Campeões da Libertadores da América de 2008 (sensação que confirmo neste post).
****
Eu ainda invejo os times que conquistaram a Libertadores da América. Sempre vibrei muito acompanhando as vitórias de times brasileiros contra estrangeiros, como ficava ensandecidamente nervoso com as perdas em finais (principalmente São Paulo em 94 e Santos em 2003).
Tenho para mim que as Libertadores foram as conquistas mais maneiras que acompanhei. Só que isto ainda ficava para mim um degrau abaixo de torcer para um time de respeito.
****
Pensando agora, talvez o mais chato da derrota na final da Libertadores no longo prazo seja o consumo externo. Um tÃtulo coroaria este time tricolor para os que não viveram este time. É difÃcil mesmo que os torcedores de outros clubes, que não acompanharam, não participaram, lembrem-se deste time.
O tÃtulo tiraria a necessidade de ter de se contar a história desta equipe. Serviria como uma linguagem universal. Mas o vice confere esta experiência apenas a uma elite. Sinto-me privilegiado por fazer parte dela. A forma como encarava o futebol, preocupado com aspectos além-tÃtulos, farão a cauterização da ferida ser rápida.
****
Mas com toda essa enaltação a este time do Fluminense, que dor é essa então?
A explicação já está escrita, e não foi escrita por mim. Mas é a explicação fiel e exata da origem da dor.
Como em todas as sensações, sabia o que sentia, intuia pelo que era, mas não sabia exatamente o que era. Ao ler o comentário de Serginho sobre a derrota do Fluminense, pude retomar um pouco da consciência pragmática do que representou no mundo cartesiano esta derrota do Fluminense
Por mais que os tircolores estejam inundados por um sentimento de carinho pelo time, o Fluminense, jogou fora uma Libertadores ganha. E uma em que o jogo final foi em casa. Uma situação como essa, é rarÃssima. Sem falar da campanha, que até chegar a final, foi dramática, com vitórias sensacionais sobre os dois melhores clubes da América.
(aliás, esse texto deveria ser um post, e não apenas um comentário, já que trata-se apenas da descrição embasada e centrada de alguém isento de paixão clubÃstica ao analisar um resultado).
 As fotos que ilustram o post foram por tiradas pelo próprio autor. Clique nas mesmas para ampliá-las.
****
Posts sobre a derrota do Fluminense na Final da Libertadores 2008:
- A dor do quase - Lincoln, Blá blá Gol
- 04:10 - Cheguei em casa - Victor, Blá blá Gol
- A festa continuaria bonita - Zargarotinho, Blá blá Gol
- Um tÃtulo em boas mãos - Victor, Blá blá Gol
- Grande Vice-Campeão da América - Victor, Blá blá Gol
- Como ter serenidade na derrota - Robinson, Blá blá Gol
- Protagonistas - Victor, Blá blá Gol
- Rivais e Gozações - Victor, Blá blá Gol
- Os DeusesTricolores Cochilaram - Evaldo José, CBN
- A dor do quase - Carlos Eduardo Eboli, CBN
- Um par de sapato com salto alto para Renato Gaúcho - Anselmo, Futepoca
- O herói e os personagens da final - Glauco, Futepoca
- Prazer, LDU - Cardeal, Fantasma do Maracanã
12 Comentarios
Enviar por e-mail
' '


Comentários