“Nova” F1, velhos problemas
March 16th, 2010 por Robinson | 4 Comentarios | Categorias: Fórmula-1O domingo foi dia de Fórmula 1, que com o GP do Bahrein, iniciou a temporada 2010. Pilotos novos, equipes novas, pilotos velhos e equipes velhas figuraram no grid de 24 carros, quatro a mais do que em 2009.
Estrearam a Virgin (nada de VR ou antiga Manor, como a “RG” se refere) e a Hispania (HRT, nem pensar), esta trazendo a os rookies Bruno Senna e Karun Chandhok. Voltaram a Sauber (que continua com a referência à BMW no nome oficiam, apesar de receber os motores da Ferrari) e a ressurreição da Lotus (reincarnada em uma versão paraguaia malaia, que se usa da poderosa combinação verde e amarelo do time de Colin Chapman no idos dos anos 60 e imortalizada com Jim Clark e Graham Hill ao volante, hoje alinhando com a dupla Trulli/Kovalainen). Mesmo querendo evitar um pré-julgamento, mais parece um pangaré com pele de lobo. Chapman dá cambalhotas de ódio em seu túmulo…
Sobre a corrida, não há muito a se falar. As alterações importantes no bloco dianteiro resumiram-se à primeira volta, quando Fernando Alonso superou Felipe Massa – mal sabendo o espanhol que ali ganharia a corrida. Claramente, Massa ficou incomodado por ter visto o asturiano rindo no final. Mas ao colocar na balança tudo que ele viveu após o fatídico treino classificatório em Budapeste, ele está no lucro. Foi apenas a primeira, e certamente, haverá tempo para ir à forra.
Depois disso, a monotonia só foi quebrada quando o motor Renault do pole-position e favoritíssimo Sebastien Vettel fraquejou, permitindo que os pilotos da Ferrari e mais Lewis Hamilton deixassem o alemão da Red Bull fora do pódio.
Bravamente, Vettel ainda trouxe “Luscious Liz” (nome de batismo de seu RB6) até a linha de chegada, evitando um prejuízo ainda maior. Apesar do resultado, um carro com um nome desses merece ir longe, e surge aí um forte candidato a entrar para o clube dos campeões.
Michael Schumacher foi superado em todo fim de semana por seu companheiro Nico Rosberg, chegando sexto e quarto lugares respectivamente. Melhor o alemãozinho não se acostumar muito, porque o alemãozão está empolgado e logo logo vai voltar à velha forma.
Rubens Barrichello também vinha sendo batido pelo parceiro, o estreante Nico Hülkenberg, e é bom que mantenha os olhos abertos com o piloto que o “Hulk” parece ser. Na hora do vamuvê, a experiência contou mais. O brasileiro largou à frente e ainda lascou um pontinho com a décima posição. Tirando as quatro grandes, ele chegou em segundo lugar na F1″b”, atrás de um inspirado Vitantonio Liuzzi. O italiano largou muito bem e foi de décimo-segundo para nono, se aproveitando do motor Mercedes que empurra seu Force India.
Apagadão mesmo foi o número 1 Jenson Button. Lewis venceu fácil o primeiro round da batalha interna na McLaren.
As equipes estreantes foram um caso à parte. Se a diferença do primeiro para o segundo pelotão da categoria é bem visível, o gap entre os times intermediários e Virgin, Hispania e Lotus é maior ainda. Lembrando carrinhos de rolimã com aerofólio, esses caras andaram cerca de nove segundos mais lentos do que o tempo da pole position. Jarno Trulli chegou três voltas atrás de Alonso (tá bom, vá lá, mas chegou, ao contrário das outras duas que quebraram pelo caminho). A FIA já considera o resgate da regra dos 107%, ou seja, um piloto deve ter um tempo dentro de um limite mínimo em relação ao melhor tempo da sessão classificatória. Quem não atinge a meta, fatalmente fica de fora do grid. Isso evita o risco de um piloto rápido dar de cara na reta com a traseira de outro muito lento.
E se uma das estreantes se chama Virgin, quem correu com um carro realmente virgem foi o indiano Karun Chandhok. Seu Hispania não havia sequer tido o motor ligado, tendo ido à pista no treino classificatório absolutamente zero quilômetro. Agora, tanto carro como piloto têm uma impressionante quilometragem na categoria: cinco voltas.
Se o esperado com o fim do reabastecimento era uma quantidade maior de disputas, o que se viu no deserto do Bahrein foi um verdadeiro balde de água fria. Podemos levar em conta que o traçado – que por sinal foi esticado em mais de 800 metros após uma reforma – não colabora em nada com a competição, tanto lá como em outros “Tilkódromos” (pistas desenhadas pelo personal arquiteto do tio Bernie, Hermann Tilke) são corridas em que normalmente cochilamos no sofá, com justa exceção ao GP da Turquia. A solução não surtiu efeito, a priori. Continuamos com o velho problema: não há ultrapassagens. Nunca. Se dirigentes de equipe e pilotos criticaram, quem somos nós para não criticarmos também? Bernie e sua trupe provavelmente não assistiram à F-Indy na parte da tarde aqui do Brasil, mas se o tivessem feito, morreriam de inveja. Mesmo com toda aquela bagunça que marcou a corrida pelas ruas paulistanas.
Aguardemos. A segunda etapa é na madrigada do dia 28. Depois dos camelos, do deserto, vamos aos coalas e cangurus (e aos meus favoritos: os ornitorrincos!!!!) no GP da Austrália.











Graças aos 
Hoje eu iria ao jogo. Não estou bebendo (a cerveja não iria fazer falta), estou calmo (a quase completa falta de estrutura não iria me irritar) e o Maracanã não deve ficar muito cheio.
http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Flamengo/0,,MUL1525469-9865,00.html
E ainda fez um golaço.
Incrível como o América vem jogando bem – por vezes melhor, como contra Botafogo e Fluminense – e não consegue ganhar. Tomara que o Romário continue fazendo o bom trabalho que parece, pois em campo o Mequinha está no caminho certo.
Com dois ou três nomes de peso, o América decola em 2011.
saulo reply on March 14th, 2010 17:12:
Diferente dos grandes clubes, o América vai precisar desfazer do time inteiro porque vai ficar quatro mêses sem jogar até a série D do brasileiro. Não saberemos exatemente se vai ter investimento e interesse da UNIMED em uma competição sem tanta visibilidade.
Victor reply on March 14th, 2010 17:29:
Ué?
Não é você quem mais defende que o Brasileiro de pontos Pontos Corridos eliminaram o problema dos times ficarem meses sem jogar e arcar com suas folhas anuais de pagamento (férias, 13º e impostos inclusos)?
Ah… esqueci que Saulo Kfouri é aquele que prega a justiça e o desenvolvimento… para os grandes.
André Bona reply on March 14th, 2010 23:21:
Os tais pontos corridos resolvem o problema de meia duzia que acabariam antes o campeonato pq sairiam nas finais e impoe aos trocentos clubes do brasil essa realidade.