Home   Open-Bar   Trollagem   Bolão   Mercado da Bola   Copa do Brasil   Seleção   NFL   Contato  

Artigos sobre ‘Atlético-MG’

O Campeonato Gaúcho é o mais tradicional do Brasil

February 12th, 2017 | 2 Comments | Filed in América, América-MG, Atlético-GO, Atlético-MG, Atlético-PR, Avaí, Bahia, Botafogo, Botafogo-SP, Chapecoense, Clubes, CO, Corinthians, Coritiba, Criciúma, Criciúma, Cruzeiro, Estaduais, Figueirense, Flamengo, Fluminense, Friburguense, Futebol, Goiás, Grêmio, INTERIOR, Internacional, Ituano, Ituano, Linense, MG, Náutico, Números, Palmeiras, Paraná, Ponte Preta, PR, PR, RJ, RJ, RS, RS, Santa Cruz, Santo André, Santos, São Paulo, SC, SC, SP, SP, Sport, Tupi, Vasco, Vitória

Os campeonatos estaduais começaram e uma pergunta não saía do cabeça do uma pessoa do Brasil: qual estadual é o mais tradicional do Brasil?
Pelo sistema de datas, fica fácil demais: o Campeonato Paulista é o mais antigo, de 1902. Mas o que seria dos campeonatos se fossem considerados os times ATUAIS que o disputam, considerando a fundação de cada um, qual seria o campeonato mais tradicional do Brasil, a saber, o que possui os TIMES mais tradicionais? Daí foi ir às contas. Como critério, usei estaduais que tenham, em 2017, que é o ano que nos interessa, um time a menos na Série A do Brasileirão.

Rio de Janeiro:

Bangu 1904
Boavista 2004
Bonsucesso 1913
Botafogo 1904 *
Cabofriense 1997
Campos 1912
Flamengo 1895/1912
Fluminense 1902
Macaé 1990
Madureira 1914
Nova Iguaçu 1990
Portuguesa-RJ 1924
Resende 1909
Tigres do Brasil 2004
Vasco da Gama 1898/1915
Volta Redonda 1976

O Carioca é um dos campeonatos mais tradicionais e um dos mais complexos de fazer a conta. Devido à fundação dos clubes no remo diferir (e estar bem documentada) da do futebol, podemos usar datas de fundação do futebol, como 1911 para o Flamengo, 1918 para o Vasco, etc. Porém, muitos outros clubes no Brasil apresentam datas de fundação controversas, anos no amadorismo, de desfiliação, etc. Portanto, resolvi usar as daas oficiais, menos para o Botafogo, que diferentemente dos co-irmãos cariocas, não apenas introduziu o futebol mais tarde como o fez a partir de um clube associado e posterior fusão.

Média de idade de fundação: 1939,75

São Paulo

Audax 2013*
Botafogo 1918
Corinthians 1910
Ferroviária 1950
Ituano 1947
Linense 1927
Mirassol 1925
Grêmio Novorizontino 2010
Palmeiras 1914
Ponte Preta 1900
Red Bull Brasil 2007
Santos 1912
São Bento 1913
São Bernardo 2004
São Paulo 1935
Santo André 1967

*Foi usado o mesmo critério que com o Botafogo carioca. O Audax foi comprado e passou a mandar os jogos na cidade de Osasco, usando um escudo parecido com o “irmão de fusão” Grêmio Osasco. Creio que foram muitas mudanças para se considerar a continuidade do clube.

Média da idade de fundação: 1949,5

Minas Gerais

América-MG 1912
América-TO 1936
Atlético-MG 1908
Caldense 1925
Cruzeiro 1921
Democrata-GV 1932
Tombense 1914
Tricordiano 2007
Tupi 1912
Uberlândia 1922
URT 1939
Villa Nova 1908

Média: 1928

O tradicionalismo dos times do campeonato mineiro é impressionante. Apenas o Tricordiano destoa, sendo todos os clubes que não ele fundados antes de 1940!

Pernambuco

Afogados 2013
América-PE 1914
Atlético-PE 2006
Belo Jardim 2005
Central 1919
Flamengo de Arcoverde 1959
Náutico 1901
Salgueiro 1972
Santa Cruz 1914
serra Talhada 2011
Sport 1905
Vitória de Santo Antão 2008

Média 1960,583

O Náutico, como o próprio nome indica, entra na mesma situação dos cariocas. A diferença é pouca, já que o Timbu introduziu o futebol em 1905. No entanto, foi considerado o ano de sua fundação global como com seus pares do remo pelo Brasil.

Goiás

Anápolis 1946
Aparecidense 1985
Atlético-GO 1937
CRAC 1931
Goianésia 1955
Goiás 1943
Iporá 2000
Itumbiara 1970
Rio Verde 1963
Villa Nova 1943

Média da idade de fundação: 1957,3

Santa Catarina

Atlético Tubarão 2005
Almirante Barroso 1919*
Avaí 1923
Brusque 1987
Chapecoense 1973
Criciúma 1947
Figueirense 1921
Inter de Lages 1949
Joinville 1976
Metropolitano 2002

Média da idade de fundação: 1960,2

*O Almirante Barroso recebeu o mesmo tratamento dos demais clubes náuticos do Brasil.

Bahia

Atlântico 2000
Bahia 1931
Bahia de Feira 1937
Flamengo de Guanambi 2009
Fluminense de Feira 1941
Galícia 1933
Jacobina 1993
Jacuipense 1965
Juazeirense 2006
Vitória 1899*
Vitória da Conquista 2005

Média: 1965,364

*Vitória com o mesmo tratamento dos clubes de remo cariocas, catarinenses, pernambucanos, etc.

***
Rio Grande do Sul

Brasil 1911
Caxias 1935
Cruzeiro 1913
Grêmio 1903
Internacional 1909
Juventude 1913
Novo Hamburgo 1911
Passo Fundo 1986
São José 1913
São Paulo-RS 1908
Veranópolis 1992
Ypiranga 1924

Média: 1926,5

Por muito pouco, a média de idade de fundação dos clubes gaúchos supera a dos mineiros em pioneirismo e assim sendo, o Gauchão é o campeonato com os times mais tradicionais do Brasil em 2017. MG e RS se destacam nesta conta, podendo variar a “liderança” a depender dos clubes que sobem ou descem. Vemos que este ano apenas Passo Fundo e o incaível Veranópolis destoam da grande tradição dos outros clubes do Rio Grande do Sul.

E o menos tradicional?

Analisando as médias dos campeonatos segundo o critério de possuir um representante ao menos na Série A, vemos que o campeonato “menos tradicional” é o Paranaense, com uma média de 1974,67, apesar da grande tradição de clubes como o Coritiba, o primeiro verdão do Brasil, a grande quantidade de clubes montados no século XXI, que costumam muitas vezes ser taxados de “clubes-empresa”, acaba subindo a média paranaense. Dos participantes de 2017, mais de 50% foram fundados após 1990.

Você pode receber nossos artigos de graça pelo seu e-mail. Apenas inscreva-se pela caixa abaixo.

Eliminações precoces em Libertadores

April 11th, 2016 | 2 Comments | Filed in Atlético-MG, Atlético-PR, Botafogo, Copa Libertadores 2016, Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Futebol, Grêmio, Internacional, Números, Palmeiras, Paraná, Paulista de Jundiaí, Santo André, Santos, São Paulo, Vasco

Todo ano, um ou mais times se classificam para a erroneamente chamada “pré-libertadores” (existiu uma pré-libertadores, mas era um grupo com 2 mexicanos e 2 venezuelanos de onde saíam 2 para a verdadeira Libertadores), e isso não foi um grande problema até 2011, quando o Corinthians dos “galáticos” Ronaldo e Roberto Carlos, displicente na “pré” como todo brasileiro até então – a ponto da torcida corinthiana colocar apenas 23 mil pagantes no jogo da ida contra o Tolima, algo impensável hoje – foi defenestrado sem nem ao menos marcar um gol e na 37ª posição da Libertadores, entre 38 participantes. Desde então, os clubes têm tomado muito mais cuidado, e a “pré” tem se tornado um grande estorvo pelo calendário ou mesmo pela dificuldade. Pode ser muito facilmente suplantada, como foi pelo Corinthians em 2015, que abriu 4 a 0 no Once Caldas logo na ida, ou muito angustiante, como para gremistas e atleticanos, que precisaram dos pênaltis para avançar aos grupos contra LDU e Sporting Cristal, respectivamente.

Mas uma coisa são dois jogos, onde zebras devem mesmo ocorrer, outra coisa é a fase de grupos, onde o clube brasileiro, de muito investimento, tem SEIS jogos para reverter intempéries (ajuda também o fato de os juízes ainda não estarem tão na seca para eliminar os brasileiros, como invariavelmente ocorre em todo mata-mata). Mesmo assim, com 6 jogos, alto investimento e juizes menos malandros que nas fases agudas, alguns clubes brasileiros conseguem a façanha de serem eliminados nesta fase.

É inevitável a pergunta: o que é mais vexaminoso? Ser eliminado na Pré, ou na Fase de Grupos? Ante tantas subjetividades, vieses, torcida de jornas e imponderabilidade da Libertadores, só nos resta uma arma: a incontestável matemática.

A Libertadores adotou o atual formato de mata-mata antes da fase de grupos em 2005, e o primeiro clube a enfrentá-la foi o Palmeiras, que superou o Tacuary, numa de suas únicas duas participações na Libertadores, e que hoje anda pelos PORÕES da Terceira Divisão paraguaya.

Desde então, ao menos um clube brasileiro participou da pré-libertadores (às vezes dois), e os resultados foram os seguintes:

2005: Tacuary 2 x 4 Palmeiras

2006: Palmeiras 6 x 2 Deportivo Táchira / Deportivo Cuenca 1 x 4 Goiás

2007: Blooming 0 x 6 Santos / Cobreloa 1 x 3 Paraná

2008: Cruzeiro 6 x 3 Cerro Porteño

2009: Palmeiras 7 x 1 Real Potosí

2010: Real Potosí 1 x 8 Cruzeiro

2011: Corinthians 0 x 2 Deportes Tolima / Liverpool 3 x 5 Grêmio

2012: Real Potosí 2 x 3 Flamengo / Internacional 3 x 2 Once Caldas

2013: LDU 1 x 1 Grêmio (4-5 p.) / São Paulo 8 x 4 Bolívar

2014: Sporting Cristal 3 x 3 Atlético Paranaense (5-6 p.) / Deportivo Quito 1-4 Botafogo

2015: Corinthians 5 x 1 Once Caldas

2016: Universidad César Vallejo 1 x 2 São Paulo

Em 18 oportunidades, apenas em 1 o clube brasileiro falhou em passar. O que dá uma percentagem de 5,56%.

 

Desde 2005 pois, eis o retrospecto dos clubes brasileiros na Fase de Grupos:

2005: Atlético-PR, São Paulo, Santos e Palmeiras classificados. Santo André eliminado.

2006: São Paulo, Goiás, Internacional, Palmeiras e Corinthians classificados. Paulista eliminado.

2007: São Paulo, Grêmio, Paraná, Santos e Flamengo classificados. Internacional eliminado (primeiro campeão da história a ser eliminado nos grupos)

2008: Cruzeiro, Flamengo, São Paulo, Fluminense e Santos classificados.

2009: Sport, Palmeiras, São Paulo, Cruzeiro e Grêmio classificados.

2010: Corinthians, Internacional, São Paulo, Cruzeiro e Flamengo classificados.

2011: Grêmio, Fluminense, Internacional, Santos e Cruzeiro classificados.

2012: Santos, Internacional, Fluminense, Vasco e Corinthians classificados. Flamengo eliminado.

2013: Palmeiras, Atlético Mineiro, São Paulo, Corinthians, Fluminense e Grêmio classificados.

2014: Cruzeiro, Atlético Mineiro e Grêmio classificados. Atlético-PR, Botafogo e Flamengo eliminados.

2015: Atlético Mineiro, Corinthians, São Paulo, Cruzeiro, Internacional classificados.

2016: por definir

Foram 53 vezes em que um brasileiro foi classificado, e apenas 7 eliminações. 13,21% de eliminações. O Flamengo foi o único a ser eliminado DUAS vezes dos grupos. Somente Inter, Botafogo e Flamengo foram os considerados grandes a serem eliminados.

Portanto, matematicamente falando, o vexame corinthiano ainda assim é o pior. Caso Grêmio e Atlético Paranaense tivessem perdido as suas disputas por pênaltis, teríamos 16,67% de eliminados na Primeira Fase (o que colocaria ser eliminado nos grupos como maior vergonha), porém ambos escaparam fedendo de tal vergonha.

Portanto, qual o maior vexame até então? Em termos de acontecimento, ainda é a vitória do Tolima contra o Corinthians. Em termos de clube, e claro, considerando eliminações em fases PRECÁRIAS, o Flamengo está bem na frente. Se um clube tem 13,21% de chances de ser eliminado nos grupos, as duas eliminações do Flamengo dão uma porcentagem de 1,74%.

Alguns podem dizer que os cálculos não são precisos, pois a edição de 2016 ainda não definiu seus classificados na fase de grupos. De fato. Nenhum brasileiro ainda está matematicamente dentro, e Palmeiras e São Paulo estão em risco, podendo igualar os co-irmãos Santo André e Paulista como únicos paulistas já eliminados na fase de grupos. Aguardemos.

Você pode receber nossos artigos de graça pelo seu e-mail. Apenas inscreva-se pela caixa abaixo.

CORINTHIANS 1 X 0 ATLÉTICO MINEIRO – CHUPA ESPN

July 19th, 2015 | 6 Comments | Filed in Atlético-MG, Campeonato Brasileiro 2015, Corinthians, Futebol, MG, Observatório, SP

Claro, o Atlético estava isolado na liderança e vinha de um excelente retrospecto. Mas engraçado notar que os palpiteiros ESPNicos não deixam que seu anticorinthianismo passe batido nem em situações como esta. Fosse compilar tudo daria um livro, mas este exemplo foi engraçado pelo contraste entre antis e mineiros.

O são-paulino William Tavares apostou logo nu 0 x 2. O niteroiense Mauro Cezar Pereira, que faz total jus ao seu conterrâneo Partido Comunista Brasileiro, anticorinthiano indisfarçável, “torcedor” do Racing que coincidentemente viu um jogo no Cilindro justamente quando o time foi campeão e flamenguista MUITO ENVERGONHADO, fez o de sempre e não apostou no Corinthians e cravou Galo.

O neutro Trajano, que torce pros vermelhos, não no futebol obviamente mas sim na política, é um dos únicos que posso dizer que não é anti-Corinthians, talvez pelo Sócrates, sei lá. Apostou num empate.

Daí vem o mais legal: os atleticanos fanáticos Mario Marra e Leonardo Bertozzi, que sabem melhor da realidade do time, não são (muito, pois no fundo todos somos) assolados por análises clubísticas e claramente os mais pés no chão dentre os 5, apostaram num empate. Normal. Apostaram num grande jogo com o cérebro e não com o fígado. Resultado bem plausível, e que quase ocorreu de fato.

Confronto do terceiro colocado em sua casa e de 5 especialistas (sic) nenhum aposta nele. Não recomendo a Loteca.

palpitesespn

Os lances do prélio de alta qualidade jogado ontem na Zona Leste de São Paulo, com Narração Mil Grau:

De qualquer modo, SEMPRE SEMPRE SEMPRE é preciso frisar, sendo este um dever de todo corinthiano: CHUPA ESPN!!!

Você pode receber nossos artigos de graça pelo seu e-mail. Apenas inscreva-se pela caixa abaixo.

PREVISÕES FUTEBOLÍSTICAS 2015

January 17th, 2015 | 23 Comments | Filed in Atlético-MG, Blablagolianos, Botafogo, Campeonato Brasileiro, Corinthians, Cruzeiro, Estaduais, Flamengo, Fluminense, Futebol, Grêmio, Internacional, Libertadores, Miscelânia, Mundial de Clubes, Observatório, RJ, UCL, Vasco, Zueira

CBF, Parreira, Felipão e Globo vão insistir em esquecer o 7 x 1
Dunga vai insistir no discurso do comprometimento e bater boca nas coletivas
Eurico Miranda vai continuar com suas bravatas
Estaduais esvaziados, ingressos caros, média baixa de público e audiência em queda
Seleção brasileira continua jogando amistosos caça-níqueis
Gilmar Rinaldi continua falando besteiras
Jogadores, treinadores e a imprensa esportiva reclamam do calendário brasileiro
Vasco luta para não cair novamente à Série B
Botafogo passa sufoco na Série B
Clubes tem receitas bloqueadas na justiça, salários e direitos de imagem atrasados
O decadente Loco Abreu cava publicamente uma vaga no Botafogo e Gustavo Gaburah compra essa ideia
Narrações irritantes do Alex Escobar
Galvão Bueno fala demais e não deixa os comentaristas trabalharem nas transmissões
Milton Neves não consegue mais falar sobre futebol e faz o Terceiro tempo apenas programa de Merchan
Tiago Leifert segue mais idiota como nunca
Luis Roberto não vai segurar nas transmissões seus impulsos homossexuais
Arquibancadas centrais vazias
STJD tira pontos de algum clube
CBF tira o seu da reta e coloca a culpa os clubes pelos erros das inscrições dos atletas
Jogos do Botafogo sem torcida
Diretoria do Grêmio tenta repassar desesperadamente o Kléber Gladiador a todos os clubes brasileiros, inclusive ao seu rival Internacional
Diretoria Cruzeiro não consegue repassar Júlio Baptista e anuncia um pacote extra de jogadores como brinde
Torcedores do Fluminense passam o ano lamentando o fim da parceria com a Unimed
Algum clube perde pontos no STJD
De preferência por escalação irregular, especialmente se for pequeno/medio
Diretoria do Fluminense não consegue segurar seus jogadores e tenta reforçar seu time de advogados no STJD
Leandro Damião irrita os cruzeirenses e a diretoria tenta repassá-lo a outro clube
O irritante lateral Danilo continua titularíssimo da seleção do Dunga
Fora do mercado, Joel Santana volta a fazer comerciais
Pelé fala besteiras
Vasco é vice
Valdívia continua no departamento médico
Time entregando jogo na Copa do Brasil para ir à Sudamericana
Crise no Vasco, Eurico proíbe a entrada da imprensa em São Januário
Diretoria, jogadores e comissão técnica pedem o comparecimento da torcida do Botafogo nos seus jogos
Após o término do estadual, começa a novela da renovação do Léo Moura e o atleta escreve no seu instragam o drama de um ídolo não valorizado pela sua história no Flamengo
Fluminense continua sem zaga
Corinthians empata
Vascaínos fazem chororô sobre a arbitragem
Eurico não deixa ninguém falar nos debates esportivos
Jogadores reclamam do calor
Adriano se apresenta ao Le Havre, fala em volta por cima e toma gosto pela vida noturna francesa
Gaburah clama pela volta do Loco Abreu ao Botafogo
Um brasileiro chega na final da Libertadores, tendo eliminado outro brasileiro para isso
A maior felicidade nacional será a eliminação do Corinthians na Libertadores
Brasil perde a Copa América
Um europeu estupra um sulamericano no mundial de clubes outra vez
O Real Madrid não vence a Champions
Pensando bem, Brasil ganha a Copa América (mas a comemoração não chegará a um décimo da eliminação do SCCP na Libertadores)
Dunga vai continuar vencendo e a imprensa reclamando
Liga Europa e Sulamericana terão finais ineditas
Imprensa revoltada com os estaduais
Dirigentes dos clubes grandes omissos diante das atitudes da CBF
O Corinthians não terá o artilheiro do Brasileirão, nem da Libertadores, nem Copa do Brasil, nem Paulista e nem sequer da Copinha ou Brasileiro Sub-20
Um carioca não ganhará o Brasileirão
Fox Sports contrata alguém da Globo
Tiago Leifert segue mais idiota como nunca
Dunga chama Escobar de cagão (não vai acontecer mais seria sensacional)
Luis Roberto não vai segurar nas transmissões seus impulsos homossexuais
Fluminense vai inventar mais um “torcedor” ilustre na Wikipedia
Algum campeão invicto da Libertadores cai na primeira fase
Globo corta o áudio externo das transmissões do Galvão Bueno a fim de evitar o VTNC uníssono da torcida
Globo privilegia o audio de uma torcida visitante na Copa do Brasil, igual na final Cruzeiro x Atlético
Vascaínos culpam a Globo pela má fase

Você pode receber nossos artigos de graça pelo seu e-mail. Apenas inscreva-se pela caixa abaixo.

Feliz aniversário! O Futebol te deu o presente

November 6th, 2014 | 5 Comments | Filed in Atlético-MG, Copa do Brasil 2014, Cruzeiro

Ah, pai! Ah, velho! No dia do teu aniversário ter esse presente? Como dormir, sr. João Caldas? Como não sonhar com você comigo naquele Gigante da Pampulha mais uma vez vendo A Final das finais?

Heróico como você, viejo. Machucado, doído, como foi a vida da gente, mas glorioso ao final. Com um resultado que mostrou superação, mas também mostrou a TÉCNICA que você sempre quis no teu time. O controle de jogo, a tranquilidade de saber espetar o peixe na hora certinha.

Você que sempre sonhou em ver o futebol mineiro acima dos outros, que sempre, SEMPRE, quis que Cruzeiro e Atlético dominassem o cenário nacional, que sempre preteriu, se negou a torcer pra outros clubes de outros estádios e estados contra o rival citadino (ainda que eu, neófito que sou, brigasse contigo por isso).

Agora não vai poder ver esse embate que já está na história. Ou vai?

Uma pena, viejo, que não estejas aqui comigo nessa hora para ver como um sentimento que mescla estupefação, alegria e suspense paira nessa noite quente de Belo Horizonte. Noite (ou começo do dia) do teu aniversário. Ou está? E estará?

São 01:30h da manhã do dia 6 de novembro. É teu aniversário. E hoje sei que o Futebol te deu o presente que você sempre quis. Teu time na final, contra um time irmão (por que não?) do qual tua esposa, minha mãe, foi torcedora – ou é, secretamente, ainda que somente se perceba num sorriso de canto de boca quando o atlético ganha do Flamengo, por motivos que só nós sabemos.

De torcedores de ambos os lados que amam odiar um ao outro (mas somente dentro das 4 linhas, espera-se) .

O futebol demorou a te dar esse presente, velho, mas ele veio num momento em que podemos contemplá-lo em toda sua glória. Eu sei que estarás lá no Gigante. Gigante como teu amor. Gigante como Cruzeiro. Eu sei que sofreremos, porque futebol é isso. Venceremos? Talvez, mas é claro que torceremos até o fim para que sim. Para que gritemos “Pentacampeão”, eu daqui, você daí. Porque o Cruzeiro é um amigo que nunca me abandonou, mesmo quando pensei que tu tivesses me deixado. Ele me lembrou que não, que sua história está comigo. Ele me pediu “não se esqueça” e eu não esqueci!

Parabéns, pai. Aproveite este presente que Cruzeiro, Atlético e o Futebol te deram. A história já foi escrita. E ainda tem mais dois eletrizantes capítulos. Te amo!

Você pode receber nossos artigos de graça pelo seu e-mail. Apenas inscreva-se pela caixa abaixo.

Não é milagre…

July 26th, 2013 | 18 Comments | Filed in Atlético-MG, Futebol, Libertadores 2013

*Por não ter assistido a nenhum jogo do Atlético nessa Libertadores, além do motivo óbvio de ser Cruzeirense, deixei para um amigo dos melhores e atleticano dos mais difíceis a tarefa de demonstrar como uma noite, um gol, uma Copa, podem mudar a vida de milhões. Além de grande amigo, Lucas Leal também já foi parte atuante da torcida Galo/Boca e isso eu não esqueço. Rá!

 

Não é milagre...Por Lucas Leal Esteves*

O dia 24 de julho começou parecido para a maioria dos Atleticanos. Enquanto uma parte de BH dormia, a outra sofria com uma insônia que parecia ser a mais longa da vida do torcedor alvinegro. Uma insônia daquelas que nem filme ruim cura, chá de camomila não resolve, música clássica não aplaca. Dormir não era possível. Estávamos a aproximadamente 24 horas de conquistar a América, quem conseguiria dormir? Se não é sofrido não é Galo. Não faria sentido ter uma boa noite de sono horas antes da maior festa de nossas vidas atleticanas.

O dia se arrastou. Mais do que nunca, a cada estampido diferente, a cada copo que caía no chão, ecoava o grito de “Galo!”, aquele que se ouve em qualquer lugar do mundo a qualquer sinal de um barulho mais alto. Junto com o dia, o foguetório também se arrastou. Iniciados na noite anterior, na festa de boas vindas realizada para receber os jogadores do Olimpia em frente ao hotel em que se hospedaram, os estouros duraram por todo o dia, refletindo a confiança do Atleticano no título, muito bem representada pelo “Yes, We C.A.M.” e pelo “Eu acredito!”. E como não acreditar depois de sair em desvantagem em outras duas oportunidades e conseguir revertê-la?

A produtividade nos ambientes de trabalho atingiu níveis críticos. Ninguém conseguiria se concentrar em uma planilha de Excel que não fosse aquela com os resultados do Galo até aquele dia. Papel, só se fosse o jornal do dia trazendo as escalações e os detalhes da grande decisão. Na cabeça os números fervilhavam… três gols nos trazem o título no tempo normal. Dois gols para a prorrogação e, quem sabe, para mais uma oportunidade do milagreiro São Victor fazer chover no Mineirão. Tudo girava em torno daquela partida que se iniciaria dali a pouco.

As pessoas se cumprimentavam nas ruas. Alguns, inclusive, desejavam um Feliz Ano Novo a quem passava, pois chegava o dia 31 de dezembro, mas não chegava 21h50. A cidade se pintou de preto e branco, o manto alvinegro invadia todos os ambientes, a expectativa consumia cada segundo daquele longo dia. Aos poucos as pessoas iam deixando suas casas, seus trabalhos e iam enchendo as avenidas rumo ao Mineirão. O gigante da Pampulha finalmente seria recompensado por todos os serviços prestados ao Clube Atlético Mineiro e testemunharia pela segunda vez no ano uma festa alvinegra, dessa vez a maior da história.

Mais cedo ou mais tarde, a hora do Galo chegaria. Quis o tempo que fosse mais tarde. Era ali, era agora. O Clube Atlético Mineiro entraria em campo pela última vez sem o título da Libertadores. O Atleticano teria sua última noite de sofrimento nessa competição. O Cuca finalmente poderia trocar de blusa. O mundo, finalmente, pararia para ver o Galo retornar ao lugar mais alto do pódio. E parou.

Os pés de Jô, mais uma vez, iniciaram a festa. A cabeça de Leonardo Silva, depois de sofridos 42 minutos do segundo tempo, na bacia das almas, quando só o Atleticano ainda acreditava, possibilitaria que a luta prosseguisse. Finalmente, de novo pelo pé esquerdo salvador de Victor, a Taça começaria a brilhar diante dos nossos olhos para, enfim, depois de muito sofrer, como manda o enredo, a trave do Mineirão nos brindar com a glória.

Clube Atlético Mineiro - Campeão da Copa Libertadores 2013

Clube Atlético Mineiro – Campeão da Copa Libertadores 2013

Choveu no Mineirão. Lágrimas, papel picado, fogos, zica, azar, praga, cabeça de burro enterrada na sede, manto da santa pintado de preto, hashtags, músicas, provocações, tudo. Tudo isso caiu ali no Mineirão. O nosso Horto psicológico matou mais um e, impiedosamente, o Atleticano comemorou. Comemorou porque ali se encerrava um período de 42 anos se alimentando de títulos do Campeonato Mineiro, porque ali caía o estigma de cavalo paraguaio do time e o azar do Cuca, porque naquele momento morria o Urubu chamado Wright que sobrevoava a sede, morria o vice-campeonato invicto, morria aquela final em que dependíamos do Curê para sermos campeões. Comemorou porque mereceu esse título mais do que ninguém.

Até esse dia de alegria, foram muitos dias de luta. Foram semanas agüentando todo tipo de provocação depois de empatar e perder os primeiros jogos contra Tijuana, NOB e Olimpia. Foram meses lutando para superar a desconfiança de todos, que começou lá no sorteio com um sonoro “não vão passar nem da primeira fase”. Foi uma vida de expectativas frustradas, de vitórias que escaparam entre os dedos. Mas esse dia se transformaria no dia do fim. O fim do “nunca serão”. O fim o “eu tenho, você não tem”. O fim do “só converso com quem tem Libertadores”, do “meu irmão mais novo já viu mais títulos que você”, do “não ganha nada, time sofredor”.

Esse dia se tornaria, ainda, o dia o início. O início da nova vida do Atleticano. O Atleticano campeão, altivo, vencedor, confiante. O Atleticano que é reconhecidamente o torcedor mais apaixonado do Brasil e, agora, das Américas e que vai até o Marrocos acreditando ser possível conquistar o mundo. O Atleticano que, finalmente, teve do seu time um retorno, uma recompensa por todo o dinheiro, suor, tempo e lágrimas que dedicou à instituição Clube Atlético Mineiro.

Esse dia fez questão de entrar para a história como o dia mais importante da história do Atleticano. 25 de julho de 2013: o dia da redenção. Não é milagre, é Atlético Mineiro.

 

Você pode receber nossos artigos de graça pelo seu e-mail. Apenas inscreva-se pela caixa abaixo.

Libertadores 2013: Final – Atlético Mineiro x Olímpia

July 17th, 2013 | 258 Comments | Filed in Atlético-MG, Libertadores 2013

Quem campeonará a Libertadores 2013?
View Results

Você pode receber nossos artigos de graça pelo seu e-mail. Apenas inscreva-se pela caixa abaixo.

Libertadores 2013: Quartas de Final

May 22nd, 2013 | 129 Comments | Filed in Atlético-MG, Fluminense, Libertadores 2013

Aproveitem a última semana antes do início da temporada 2013-2014 no Brasil que se inicia sem que tenha terminado a temporada 2012-2013. Um descalabro que ninguém alertará para não chamar atenção nesse defeito do monstrengo que nos venderam em 2003, um modorrento campeonato continental infindável cheio de datas e jogos sem propósito atrapalhando os verdadeiros torneios mata-mata onde cada jogo disputa-se o que importa na selva, a sobrevivência.

Deleitem-se

Libertadores 2013 - Quartas de Final

Você pode receber nossos artigos de graça pelo seu e-mail. Apenas inscreva-se pela caixa abaixo.

Independência ou morte

May 3rd, 2013 | 15 Comments | Filed in Atlético-MG, Fluminense, Libertadores 2013, São Paulo

São Paulo 1x2 Atlético-MG

Por Taís

Gosto de ver o Galo jogar. Não só pela camisa alvinegra que me transporta para General Severiano, mas também por ver em campo um time e um esquema de jogo brasileiros, que dão gosto ver. Talentos individuais unidos, time jogando certinho, bonitinho e alcançando resultados. Harmonizar e colocar em prática Ronaldinho Gaúcho, Richarlyson, Réver, Gilberto Silva, Diego Tardelli somados a um goleiro que resiste aos chutes que resistiu é dificil. Parabéns ao Victor. Mérito do Cuca.

Do outro lado temos um São Paulo experiente, com tradição e manha de Libertadores. Torcida que sempre acredita e lota o estádio cantando até o fim. Ganso suou a camisa. Ilustre ele que serviu de maestro até onde pode, mostrando ser sim um jogador que tem a capacidade de criar um grande jogo.

Lúcio comete falta imprudente e leva 2º amarelo

Lúcio comete falta imprudente e leva 2º amarelo

A atuação de Lúcio foi feia. Feia não, ignorante, pois um jogador com tamanha experiência sabe que aquele pé alto vai lhe render punição. Com a infantilidade acabou por decidir a partida… Galo aproveitou-se de ter um jogador a mais. Trabalho feito.

Porém, se Lúcio decidiu a partida não definiu o confronto. Agora é o mata-mata, clima da Libertadores. Semana que vem, em Belo Horizonte, será Independência ou morte. Salve-se quem puder.

Emelec 2x1 Fluminense

Complementado por Victor

Já o nada brasileiro pelo imaginário popular Fluminense participou de uma partida horrorosa onde o gol só debutaria por bizarrice como a que Leandro Euzébio proporcionou. Melhor Gum dando bicão randômico para frente que Lelê Euzébio dando chutões certeiros para trás. O gol de Wagner empatando ainda no primeiro tempo fica por conta da esquizofrenia dos jogos ruins.

Sendo dois times ruins, o resultado vinha sendo bom para o Fluminense que melhorou no 2º tempo e já mostrou algo mais animador no Rio de Janeiro em passado recente, contudo a garfada lombrou com a porra toda.  O resultado foi péssimo ao visitante sendo os dois times lazarentos para fazer gol e indolentes para levar quando se predispõem a tentar. Vantagem na perna de volta para os equatorianos.

Eventual eliminação atleticana doeria em seus adeptos consideravelmente mais em seus adeptos que nos tricolores, sejam eles quais forem.

Carlinhos comete pênalti em partida de ida no mata-mata Libertador

Árbitro marca corretamente pênalti em Carlinhos na partida de ida no mata-mata Libertador

Você pode receber nossos artigos de graça pelo seu e-mail. Apenas inscreva-se pela caixa abaixo.

Libertadores 2013: Oitavas de Final

May 1st, 2013 | 157 Comments | Filed in Atlético-MG, Corinthians, Fluminense, Grêmio, Libertadores 2013, Palmeiras, São Paulo

Retroaja-se o que já foi comentado das partidas anteriores e inicie-se a série comenteira das Oitavas da Libertadores 2013 por aqui.

Libertadores 2013 - Oitavas de Final

Você pode receber nossos artigos de graça pelo seu e-mail. Apenas inscreva-se pela caixa abaixo.