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Submarino.com.br

O tempo é o maior carrasco

May 24th, 2010 por Gaburah | 18 Comentarios | Categorias: Botafogo, Campeonato Brasileiro 2010, Goiás, Santos


O Botafogo joga como real candidato ao título. Foda-se que São Paulo e Santos entraram em campo com times reservas, pois mesmo os times reservas destas duas equipes são fortes. Foda-se que o campeonato está no início.

Contra o Goiás, mais do que uma vitória convincente (apesar de um início de jogo atrapalhado) foi a subversão da freguesia (somos fregueses assumidos do esmeraldino). Aguardemos agora o jogo de volta.

Destaques pelo Botafogo: Jefferson, Somália, Lucio Flávio, Caio e Herrera. Destaques negativos: Antônio Carlos e a torcida (que fez o seu papel e encheu o Engenhão).

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Essa é a hora da verdade para o Caio. Passado o mumu do Campeonato Carioca, veio a já sabida titularidade e o peso das cobranças (que já se inquietavam ao final do estadual). A torcida pega no pé do jogador, muita gente dizendo que subiu no salto, é fominha e tal.

Vejamos:

  1. Caio sofreu a falta convertida (com maestria) em gol pelo Lucio Flávio (outro que vem sofrendo, mas que agora já está caindo de novo nas graças);
  2. Caio dividiu a bola com o goleiro, sobrando para o Somália que fez o seu;
  3. Alessandro e Caio constroem toda a jogada na intermediária, o atacante encontra LF livre na direita, que cruza para Herrera. Rede.

Quer ver?

Oras, o que faz Caio em campo? Neguinho tem que ser muito burro pra não enxergar o papel fundamental do camisa 9 na equipe. A grande questão é que o mesmo Caio tem se atrapalhado quando chega a sua hora de marcar. De fato anda meio afobado, mas não compro essa de fominha. O garoto é goleador, está sob pressão, quer se firmar. Resultado? Ansiedade e (?) ineficiência.

Pra mim o Botafogo AINDA é Caio+Jefferson+Herrera+Somália+Joel+LF+Leandro Guerreiro+o resto. Esse fuzuê da mídia (o imparcial Globoesporte não perdeu a deixa: Fogo amigo) só vem no momento em que a equipe cresce. Torcedor BURRO compra essa e contribui  para minar o trabalho tão gradual que está sendo feito desde que o Natalino assumiu. Esse sim é o fogo amigo.

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Herrera é raçudo pra caramba, um MONSTRO em campo. Há muito o torcedor botafoguense anseia por um ídolo assim, que defenda tão heroicamente a camisa que veste em campo. O problema é que é esquentadinho pra cacete. A quantidade de cartões e expulsões demonstra. PORÉM, fez bem em reclamar em campo do Caio – E NÃO HÁ QUALQUER PROBLEMA NISSO. Idiota é a mídia filha da puta que já quer ver crise no negócio.

Detalhe: o primeiro empurrão partiu do Caio. Aí sim dou razão a quem quer dar um sacode no garoto. Coisa de moleque mimado.

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E como o tempo é o maior carrasco, assumo que ia pagar pela língua. Eu ia entrar aqui hoje e fazer uma monografia sobre o descomando de Dorival Jr sobre a pirralhada do Santos. Começou na substituição do Ganso e culmina nessa suspensão coletiva por indisciplina. O detalhe é que os molecotes do Santos foram proibidos de dar declarações à imprensa sobre o episódio, coisa que fizeram sem a menor cerimônia ao final do treino em separado que ficaram fazendo na Vila. Aspas para o Andrezinho:

A gente chegou um pouquinho mais tarde. Não tem nada a ver ficarem dizendo aí que chegamos às três da manhã. Quê isso…

Com carinha de deboche ainda. Não tem nada a ver ficarem dizendo quem, cara-pálida? Quem é que paga teu salário? Criancinha sem limites cresce um adulto irresponsável.

Porque todo time que tem Robinho sofre com indisciplina?

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Palmeiras quer técnico para que?

May 23rd, 2010 por Victor | 25 Comentarios | Categorias: Campeonato Brasileiro 2010

  • Botafogo 3×0 Goiás – Caio e Herrera são a dupla mais entrosada do Brasileirão.
  • Corinthians 1×0 Fluminense – Timão martelado por 90 minutos. Mas futebol é bola na rede.
  • Avaí 2×0 Vasco – Celso Roth chegou para manter os velhos erros.
  • Flamengo 3×1 Grêmio-SP – O resultado veio… com atraso, no lugar errado e contra o time errado.
  • Palmeiras 4×2 Grêmio-RS – Porco deveria abolir a figura do treinador.
  • Atlético-GO 1×2 Santos –Neymar e Ganso são fraudes. Qualquer um joga com a camisa do Peixe.
  • Internacional 0×2 São Paulo – Ganhar a Libertadores com Abbondanzieri no gol será o maior feito da história Colorada.
  • Atlético-MG 3×1 Atlético-PR – Há quem veja Luxemburgo como decadente. Vai entender.
  • Ceará 1×0 Vitória – Ceará sai na frente na Copa do Nordeste.
  • Guarani 2×2 Cruzeiro – O Roger é melhor que o Milito.
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O erro de Gaciba

May 23rd, 2010 por Victor | 28 Comentarios | Categorias: Campeonato Brasileiro 2010, Corinthians, Fluminense

A vitória do Corinthians trará algum bafafá à respeito de erros de arbitragem. Especialmente nas marcações de impedimento. Nada relevante e que merecesse atenção especial por aqui.

Em lances capitais, um foi mal marcado e outro bem, como se vê zilhões de vezes e continuará sendo visto.

A arbitragem não pecou nestes lances, nem mesmo em não dar penalty em Defederico. Se errou, foi por consequencia das jogadas e um risco de quem está apitando. Foi visto ou não impedimento, assim como a penalidade. Bola para frente.

Para esses casos de quantificação e qualificação, é que proponho que comissão que analisa arbitragem (se é que existe isso) fizesse um levantamento de erros cometidos durante a partida. Levantamento meramente quantitativo.

Isto é, cada interpretação errônea de impedimento, ser quantificada, independente da consequência do erro. Cada falta não assinalada ou falta inventada contar como um erro, e assim por diante como qualquer lance que possa ser avaliado como passível de intervenção da arbitragem (ainda que deixe seguir um lance corretamente). Desta forma, teria-se um levantamento quantitativo de erros e acertos. Cague-se para a qualidade dos mesmos.

Até então, toda a discussão sobre arbitragem é meramente qualitativa. Claro que qualitativamente porca, porque devemos ter o cuidado de fugir do dualismo quantidade x qualidade. Nem sempre são coisas excludentes (aliás, na maioria das vezes não o são). Como não existe levantamento algum sobre árbitros, nem quantitativo, as opiniões ficam sobre impressões de lances únicos em jogos midiáticos. Lances que em muitos casos, o árbitro está certo mas a dúvida paira, e isto pesa negativamente sobre o juíz ao longo do tempo.

Nunca prestei atenção se um árbitro é bom ou ruim. Não dou bola para quem afirma com propriedade sobre as qualidades e defeitos dos mesmos. Acho um blábláblá sem tamanho. Eu parto do princípio que todo o juíz é ruim e em via de regra vai fuder com meu time. Acredito que no frigir dos ovos, todo mundo pense igual uma vez que o chororô é permanente, e jamais vi juíz algum no hall da fama de clubes.

Sem levantamento quantitativo algum, árbitros são suspensos, punidos e preservados (sic) ao sabor da relevância do seu suposto erro. Em alguns casos, errando-se ou acertando-se, o árbitro fica ao sabor dos acontecimentos.

Não me espanta que um árbitro que venha em grande forma, com poucos erros e muitos acertos, seja afastado por uma bobagem, enquanto outro que venha errando sistematicamente acabe preservando pela pouca importância de suas atuações. Na forma que se pune hoje, os afastamentos e a manutenção da qualidade é randômica.

Todavia, há erros que vão além do entendimento do árbitro. Erros de convenções, decisões que fogem ao padrão. E neste quesito, a arbitragem de Corinthians 1×0 Fluminense fugiu do padrão. E ajuda a trazer este padrão para pauta, o fato de ser um lance capital.

Bola lançada para a área do Corinthians, Fred domina, passa por Felipe e é derrubado. Penalty marcado e cartão para o goleiro corinthiano. Mas eis que o árbitro observa que o bandeirinha marcava o impedimento e volta atrás na marcação da penalidade.

Fred estava de fato impedido, conferindo acerto ao bandeirinha. Mesmo tendo marcado o penalty, sem nenhum prejuízo à sua autoridade e responsabilidades o árbitro acertou ao voltar atrás e dar o impedimento. O mesmo poderia discordar da opinião do bandeirinha se tivesse notado que Fred não estava impedido, mas não se preocupou em observar isso, o que não é sua responsabilidade maior mesmo. Para isso existe o bandeirinha.

O detalhe é que o cartão amarelo para Felipe foi mantido por um lance em que o jogo deveria estar parado, e a arbitragem concorda com isto. Após o jogo, Neto na Bandeirantes afirmou que esse é o procedimento correto. Manter o cartão.

Tendo sido o cartão amarelo, parece que não haverá maiores desdobramentos ou confusões. Entretanto, existe alguma dúvida que Fred driblou o goleiro para ficar com o gol limpo à sua frente? O cartão para Felipe deveria ser o vermelho. Mesmo que o goleiro não tivesse feito uma falta para agredir o atacante do Fluminense, mas impediu com falta uma jogada clara de gol.

Então, como ficaria a brincadeira: em um lance que estava parado, o goleiro do Timão deveria ser expulso?

Parece algo que beira o absurdo, mas diversas nuâncias da regra beiram o absurdo. Gaciba errou ao dar um amarelo ao invés de um vermelho, mas erro que o salvará de uma geladeira certa por ter minimizado os efeitos de um acerto estranho.

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Na TV Bandeirantes, Neto disse que o cartão deveria ser mantido, pelo que aprendeu com Godói. Antes que alguém se antecipe para cornetar, gostaria de lembrar que na partida que Ganso disse que não seria substituído, Neto imediatamente disse que se o jogador não quisesse sair, não sairia, e estava certo.

Na transmissão da TV Globo, Arnaldo Cesar Coelho disse de passagem que o juíz deveria retirar o cartão de Felipe e não voltou ao assunto durante a partida.

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Rodriguinho do Fluminense fez um gol com o lance nitidamente parado. Não levou amarelo.

Defederico sofreu penalty de Gum mas o juíz não marcou. Entretanto, não houve cartão por simulação.

Cartões amarelos me irritam. Mas a falta de padronização em lances que não precisam de interpretação me irritam mais. Eu já me posicionei em favor da não-adoção de cartão amarelo para esses casos. Mas se é para aplicar, que sejem aplicados indiscriminadamente em qualquer situação. Mesmo que constranja a todos. Quem faz as regras que arque com as consequências.

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Fluminense perdeu mas fez por merecer melhor sorte.

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Que venha Roland Garros

May 22nd, 2010 por Serginho Valente | 9 Comentarios | Categorias: Musas, Tênis

Sharapova é campeã em Estrasburgo, e vai com tudo pro tradicional saibro francês. O tênis agradece.

A favorita

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Verón assistirá Andrézinho da África do Sul

May 20th, 2010 por Victor | 48 Comentarios | Categorias: Flamengo, Internacional, Libertadores 2010

O gol rubronegro ao fim do 1º tempo surgiu em lance absolutamente cagado, Adriano colocou de bicicleta a bola na cabeça do abnegado Vagner Love, único jogador acima da linha de decência em campo no 1º tempo, já que o Flamengo não fazia bom jogo, com um gordo Imperador tomado por síndrome de Sócrates dando passes de calcanhar longe da área adversária, e o Universidad do Chile parecia confiar que o marasmo levaria um 0×0 até o fim.

O 2º tempo voltou com futebol na camisa 7 rubronegra com Petkovic inspirado e a fim de jogo, mesmo que exista quem ache que não há condições do ídolo atuar neste time. Entretanto qualquer bônus advindo da inspiração de Pet era compensado negativamente ao Flamengo pela marra de Juan que só precisava abaixar-se e arrumar o meião na marcação do talentoso Montillo.

Na base do vamu-que-vamu e com Adriano que descansara no 1º tempo o Flamengo foi para o ataque na base do chuveirinho (aliás, por que diabos o Flamengo não adotou essa estratégia desde o início do ano?) e conseguiu marcar mais um gol. Em cotovelada não-intencional, mas que consagrou a transmissão de Lédio Carmona, Willians levou segundo cartão amarelo aferrecendo a esperança flamenguista de achar o 3º gol.

Highlights da eliminação rubropreta:

  • Lédio Carmona durante a transmissão no SporTV: Para tirar o Toró, seria melhor tirar o Willians que já tem amarelo.
  • Zarga: Tem horas que a derrota orgulha mais que muitas vitórias. Obrigado pela atitude de hoje, Flamengo. Parabéns, La U.
  • Júlio Cesar Bastos: Parafraseando o Gato Mestre: “Esse time do Flamengo me irrita!”
  • Serginho Valente: E que golaço…Montilla deveria jogar no Santos.
  • André Bona: Ainda nao foi dessa vez que grande parte da urubuzada teve o prazer de ver seu time vencendo uma libertadores…
  • Júlio Cesar Bastos: Eu já vi!
  • Douglas, Bicuda FC: O Universo Paralelo do Twitter

O melhor jogador atuando nas Américas está fora da Libertadores. Sai deixando de brinde um senhor lançamento aos 19′ de jogo que caso González não marcasse o gol, mereceria ser preso pelo vira-lata que rondava o campo sem direito a fiança.

Inter vai à semi com Alecsandro no ataque

De tão bonito o lançamento de Verón, a Divina Providência arrumou uma forma do gol valer por dois e fez com que no minuto seguinte Pérez acertasse o ângulo de Abbondanzieri.

Abbondanzieri, injustiçado por Desábato, uma vez que durante toda a partida tentou entregar a classificação para que o Estudiantes seguisse seu sólido caminho rumo ao bicampeonato da Santander. Pato não conseguiu e tal primazia ficou para o hincha Esteban Crustille, que empolgado com a vitória sobre os brazucas boludos de la mierda soltou rojões esfumaçando a meta de Orión quando Andrézinho encontrou o veloz Giuliano adentrando a área como uma flecha para eliminar a Argentina desta bagaça.

A Libertadores segue com o decisivo camisa 17 do Internacional enquanto Verón se concentra na Copa do Mundo e na última página do álbum de Gaburah.

Highlights da classificação colorada:

Qual será a final da Libertadores 2010?
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Não costuma dar certo…

May 20th, 2010 por Serginho Valente | 56 Comentarios | Categorias: Botafogo, Flamengo, Fluminense, Libertadores 2010, Vasco

O pessoal do Chile está deitando e rolando, todo dia tem uma piadinha com o time do Flamengo. A última é  que o “Império do Colesterol chegou com fome“.

Normalmente isso não dá certo, motiva o adversário e desconcentra o próprio time, parece a festa do pessoal da Gávea antes de enfrentar o Cabañas. E o La U não é nada demais, não é um time forte, apesar de ser melhor que o rubro-negro. Se não jogar sério vai perder.

Resta saber se mesmo com a ajuda motivacional chilena o Flamengo vai manter a apatia que reina na maioria dos seus jogos.

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Outra que coisa que não costuma dar certo é o Celso Roth.

Chegou berrando com os jogadores, e colocando o time pra treinar. Seria ótimo ficar sabendo que os jogadores treinaram passes e finalizações, e que a prioridade é acertar o setor defensivo, se fosse com outro treinador.

O script todos conhecem, o time melhora, dá impressão de que vai ser alguma coisa, e naufraga inexoravelmente. Prefiro Antônio Lopes.

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O Botafogo tem dito que vai investir uns R$11 milhões no Maicossuel. Um, outrora, abastado Vasco da Gama gastou uma nota pra repatriar o Edmundo da Fiorentina, perdeu todo investimento e ainda criou uma divida colossal com o Animal.

Muita gente cobra ousadia dos clubes cariocas, para depois martelarem a crítica situação financeira dos mesmos. O Botafogo é o clube que mais tem acertado, com belas gestões em seqüência. Torço pra que continue assim e sirva de exemplo.

Mas esses investimentos altos em atletas inconstantes também costumam dar errado. Muito errado.

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O Fluminense, pra mim, é que o há de pior no futebol carioca, talvez seja o que há de pior no Brasil até.

Continua montando “super times” sabe-se lá como, com qual manobra ilegal ignorada pelos órgãos que deveriam fiscalizá-la, continua a rapinagem com jogadores de outros clubes, a bola da vez é o Palmeiras, e continua afundando em dívidas cada vez maiores.

Mas de todas as coisas deste post, o Fluminense é o que tem mais chances de não dar certo.

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O avassalador Santos é o pesadelo de Dunga

May 19th, 2010 por Victor | 27 Comentarios | Categorias: Copa do Brasil 2010, Grêmio, Santos

Tivesse a Copa do Mundo começado imediatamente após a Copa das Confederações, o clima que Dunga iria encontrar para comandar o time na Copa seria um tanto quanto animador para o técnico e suas escolhas.

Para azar do treinador, havia um 1º semestre de 2010 no meio do caminho com um bissexto time de moleques do Santos. O avassalador Santos que não tomou conhecimento do ótimo Grêmio e tomou conta da partida semi-final na Vila Belmiro e que a cada apresentação encruada do Seleção Brasileira soará como mil vuvuzelas soprando Ganso e Neymar.

Desde o início, Grêmio armou o ferrolho e o Santos partiu para o jogo sem muito sucesso. Ledo engano pensar que os atacantes do Peixe não estavam bem, pois estavam.

As jogadas saiam, o passe era bom e o time da casa rondava a área adversária. Porém o Grêmio jogava na defesa e jogava bem no que se propunha. Defendendo com cautelosos contra-ataques para Borges e Jonas trabalharem.

Destoando da turma, estava Ganso, errando passes mobrais, apesar de deixar boa impressão em seu último lance do primeiro tempo com um chapéu e arrancada que cavou amarelo do adversário. Era um prenúncio. Neymar e André conseguiam ir um pouco além no ataque santista nas tentativas e Robinho joga para o gasto, como bom coadjuvante que foi no Santos em 2010, e que é na Seleção Brasileira onde não é brilhante.

O jogo “para frente” do Santos não fora o suficiente para marcar no Grêmio antes do intervalo, mas nada indicava que precisasse mudar, a não ser que o Tricolor mudasse de postura. O Grêmio deixou jogar buscando sair para a partida sem usar mão de catimba e faltas fazendo com que a bola corresse menos, tanto que não houve acréscimo no 1º tempo.

Na transmissão do SporTV, o comentarista André Risek batia na tecla que o problema do Santos para a falta de gols estava na fraqueza da marcação de Robinho, André, Neymar e Ganso, contrastando com o combate de Douglas, Jonas, Borges e Hugo. Bobagem. O Santos estava jogando no campo de ataque e com a bola no pé em jogo corrido. Não fez gol porque o Grêmio foi muito bem na defesa, e não porque marcou mal a saída de bola. Um pouco mais pontual, o mau aproveitamento de Ganso nos passes no meio-campo atrapalharam o time de Vila.

Mal aproveitamento de Ganso que foi por água abaixo logo no início do 2º tempo em bela tabelinha e golaço na gaveta. Coisa fina. Coisa para buzinarem a cabeça de Dunga. O Santos pressionava e Ganso na arte venceu a sólida marcação gremista.

Como jogava antes do gol, continuou a jogar o Peixe. Não havia de ser diferente, além de ser temerário. Em 2010, toda vez que o Santos abriu mão de atacar sofreu reveses. Incomum foi que com o placar desfavorável, o Grêmio continuasse a atuar da mesma forma.

Em um mundo utópico, uma equipe pode mudar de postura de uma hora para outra, e à reboque sua nova estratégia funcionar. Mas não é assim que a banda toca no mundo real. O Grêmio por mais que precisasse do gol, não tinha como ir para dentro do Santos. Ao menos não naquele momento. E como o dono da casa não havia desisitido de maltratar, o 2º gol aconteceu com Robinho encobrindo Victor.

A partida era excelente por parte das duas equipes. Futebol de muito toque de bola e velocidade. Coisa bonita de se ver. Mas a emoção já tinha ficado de lado ao ver o Grêmio sem forças para atacar, até que Silas começou a trocar o time, enquanto o receoso Dorival com seguidos erros anteriores não mexia em seu time. O Grêmio dessa forma conseguiu em um ataque achar um gol aos 30 minutos trazendo a improvável emoção à partida.

Neste momento, com duas alterações e novo ânimo, o Grêmio foi à frente e em seus 5 a 10 minutos no ataque assustou os mandantes que precisavam da vitória. Ainda no período de pressão, Borges sentiu fisgada e creio que neste momento, Silas pipocou em não fazer de cara a alteração.

O Grêmio perdia a vantagem física que Dorival tinha lhe dado ao não substituir e, em um contra-ataque como se fosse um elástico, Wesley marcou o 3º gol pondo fim a essa história e deixando a corneta tocando freneticamente no ouvido de Dunga.

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Renato Maurício Prado em: O aniversário de Nilton Santos

May 18th, 2010 por Asimov | 13 Comentarios | Categorias: Botafogo, Fluminense, Observatório

Renato Maurício Prado disponibiliza seu e-mail em coluna do O Globo e constantemente publica a comunicação de seus leitores. Segue e-mail enviado ao mesmo na data de hoje (links adicionados apenas aqui).

Senhor Jornalista,

O senhor se manifestou em recente Redação Sportv sobre a não comemoração dos alvinegros do aniversário de seus ídolos.

O senhor depreciou a torcida, a diretoria, e o seu interlocutor, o Dapieve, por não comemorarem as datas festivas de seus jogadores históricos.

O apresentador do programa ainda foi considerado desconhecedor das mazelas rubronegras com relação ao ZIco, o seu messias, que certamente deve ter sentido vergonha de tal sandice.

O senhor comumente recebe a alcunha de jornalista mais bem informado do país. Então o senhor deve ter sido informado sobre o aniversário do Nilton Santos, fato que foi manchete do caderno de esporte do Globo de hoje.

Então por que tal fato não lhe gerou interesse?

Por que o acerto do Deco com o Flu, a viagem do imperador e seus asseclas ou o curso de treinador do Leonardo, a quem muito admiro, são fatos mais importantes que o aniversário da “Enciclopédia”? O Junior estava lá!!! E carinhosamente se considerou um livrinho de cabeceira em comparação com o mestre de duas Copas e carreira irrepreensível.

Suas atitudes ou a ausência delas mostram a sua essência de um torcedor travestido de jornalista. Ou de uma pessoa rancorosa e egoísta que não valoriza o que não lhe pertence. Talvez por isso sua Mãe tenha lhe causado tantos problemas na juventude.

Sei que é utopia, mas acredito que um dia o senhor conseguirá rever seus conceitos.

Paulo Pimentel

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Adendo Por Victor Pimentel

Para os que não leram nada na coluna de RMP sobre o aniversário de Nilton Santos, cujos fãs identificam-se mais com a o secularismo ao misticismo, podem fazê-lo no blog do Roberto Porto, de onde a foto abaixo foi retirada. Aliás, devem fazê-lo.

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Webber deu as cartas nas ruas do Principado

May 18th, 2010 por Robinson | 4 Comentarios | Categorias: Fórmula-1 2010

Cheio de champagne na cabeça, o vencedor dá o seu duplo twist carpado

Depois de ser bastante discreto nos treinos livres, Mark Webber arrebatou a pole-position do GP de Mônaco. No domingo, o  australiano fez valer o favoritismo daqueles que largam na frente em Monte Carlo com uma corrida irrepreensível. Como Sebastian Vettel completou a segunda dobradinha da Red Bull no ano – a primeira fora na Malásia com o alemão à frente – vemos que a Fórmula 1 levou seis corridas para que a perspectiva do início do ano se concretizasse: os touros com asas são os carros a serem batidos. Os dois pilotos estão empataram em pontos (Webber tem vantagem por ter duas vitórias) e assim como a equipe, saíram de Mônaco no topo da tabela. Pela primeira vez na carreira de piloto de F1, o australiano não vê ninguém à sua frente.

Realmente, Webber vem fazendo uma temporada muito competitiva. O problema dele é que, com todos os azares de Vettel até aqui, tudo o que o australiano conseguiu foi empatar com seu companheiro. No frigir dos ovos, o talento do alemão poderá virar essa balança.

O pódio foi completado pelo impressionante Robert Kubica, que insistentemente mantém sua Renault – consolidada como a quinta força do campeonato, almejando a mais caso Vitaly Petrov resolva ajudar – correndo entre os carros do G4. Por essas e outras, o polonês é fortemente especulado para se transferir para a Ferrari.

No time de Maranello, Felipe Massa foi na média: uma classificação razoável e corrida idem. Sem ser ameaçado nem tampouco ameaçar ninguém, chegou na mesma quarta posição que largou. Não é ruim, mas se comparar com Fernando Alonso… o espanhol largou dos boxes após dar PT em seu carro no último treino livre e sequer participou da classificação. Graças à pancada de Nico Hülkenberg – incomodadíssimo por estar andando atrás do companheiro de equipe – logo na primeira volta, pôde fazer de cara a troca obrigatória de pneus e escalou o pelotão até chegar ao sexto lugar. Apesar da atuação épica, o espanhol teve que engolir uma ultrapassagem do velho Michael Schumacher nos últimos metros, só que a manobra, em meio ao disse-me-disse das regras rendeu uma punição ao heptacampeão. Uma pena. O drible foi fantástico. Mas quem se importa com as regras??? Levar ou não os pontos não interessa. O que interessa é que a ultrapassagem foi o lance mais inesperado da corrida. Ele chegaria à frente de Nico Rosberg, mas com o acréscimo de 20 segundos ao seu tempo, ficou para trás. Para quem estava curtindo criticar o ex-aposentado, sua diversão pode estar bem próxima de acabar…

De Hill pai para Hill filho: "Don't make such a mess, son!"

O chato é que coube a Damon Hill, o campeão de 1996 e o piloto convidado para a comissão de fiscais no GP de Mônaco, descascar o abacaxi da última volta da corrida. A situação ocorrida foi como um ‘bug’, a interpretação da exceção da exceção da letra miúda do regulamento da F1, contando ainda com uma provável falha da direção de prova. Como essa definitivamente não é a praia do ex-piloto de Brabham, Williams, Arrows e Jordan, ele foi acusado injustamente de ter “levado a questão como vingança pessoal”. Duas coisas: 1) a FIA precisa fazer a regra clara, à la Arnaldo; 2) a participação de ex-pilotos precisa ser mais bem pensada, pois a iniciativa  é interessante mas não deve criar saias justas desnecessárias entre pilotos do presente e do passado.

Jenson Button perdeu a liderança do campeonato em uma das mancadas mais épicas da história da categoria: um dos mecânicos da McLaren simplesmente esqueceu de tirar a proteção da entrada de ar que resfria o motor, que em poucas voltas abriu o bico.

Rubens Barrichello ia muito bem. Colocou seu limitado Williams no Q3 e saltou de nono para sexto na largada, ultrapassando inclusive a dupla da Mercedes. Mas após o pitstop sua sorte mudou. Caiu para décimo e acusou algum problema na traseira do carro. O resultado foi óbvio: direto no guard-rail. Apesar da pancada, o brasileiro fez o seu comercial. O moleque do box ao lado que o diga.

A Force India continua de vento em popa. Pontuou novamente, e dessa vez com os dois carros. Adrian Sutil à frente, Vitantonio Liuzzi atrás.

Da turma do fundão ninguém chegou ao fim para contar a história. Um a um, foram todos quebrando pelo caminho até que quando sobravam apenas dois deles, Jarno Trulli, da Lotus paraguaia malaia foi demasiadamente otimista ao tentar ultrapassar Karun Chandhok, da Hispania. Os carros se misturaram e o piloto indiano deve ter levado uma bela raspada no capacete do carro do italiano “voador”, que ao menos, pediu desculpas no fim. Destaque para Lucas Di Grassi, que deu uma dose de trabalho extra para um Alonso que corria atrás do tempo perdido.

A próxima corrida é na Turquia, dia 30. Lá, das cinco corridas realizadas até hoje, Massa venceu três. Quem sabe?

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O Fim da Paradinha

May 18th, 2010 por Victor | 16 Comentarios | Categorias: Futebol

A International Board pôs fim às paradonas como Fred e Neymar fazem constantemente. Tal recurso sucitou inúmeras discussões enquanto utilizada.

Chorão

A coisa nunca foi muito organizada e gerando inúmeros casos de imprevisibilidade de consequencias.

De cabeça, lembro de casos como um atacante do Atlético-PR tomando cartão amarelo por fazer paradinha, e do recente penalty defendido por Rafael do Fluminense em cobrança de Geraldo do Ceará, mas que teve cobrança repitida pois  o goleiro se adiantara quando da paradinha.

Infelizmente, as discussões davam-se em torno da legalidade ou não do recurso e mesmo de moralismo. As divergências ideológicas buscavam dois polos, onde um acreditava ser covardia e humilhação com os goleiros e o outro polo defendendo que o penalty cometido era o último recurso antes de se impedir o gol, logo, todo o castigo para o defensor era pouco.

Entre os polos, pouco se levantou que o penalty tal como qualquer outro acontecimento dentro de um campo de futebol faz parte da partida, e no pensamento da International Board, deve trazer o elemento de aleatoriedade definido pela defesa do goleiro. A FIFA fez o papel dela ao trazer uniformidade da aplicação das regras acabando com confusos pormenores que avacalham o simples jogo de bola. Nada mais broxante que penaltys tendo de ser cobrados de novo. Não trata-se de justiça, mas sim das coisas como elas são

E nas coisas como elas são, enquanto a paradinha esteve disponível para ser usada com seus recursos mais cruéis, fizeram certo os cobradores que dela se beneficiaram. Seus torcedores cobram o gol, e nada mais pragmático que aumentar o máximo possível a chance disto acontecer.

Tal recurso inclusive, diferenciou cobradores. A simples frieza deu lugar para frieza e técnica. Era certo ou errado a permissão da paradinha? Isto pouco importava para o cobrador.

À partir de junho, tudo como dantes no quartel d’Abrantes. Seria, não fosse o caso que o exigente torcedor acostumou-se com sua vantagem na hora da cobrança. Eu, por exemplo, não gostaria de ver Neymar e Fred randomizando suas cobranças. Desses, a exigência passa a ser acertar o ângulo. Sempre.

Você aprova o fim da paradinha?
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