Saulo Kfoury tem um antigo projeto de futebol com 20 equipes (ou 16, quem sabe 12) o ano inteiro disputando jogos entre si em 4 ou 5 metrópoles nacionais e o País inteiro acompanhando pela TV cada jogo como se fosse uma final.
Enquanto esse dia não chega, gente antiquada que ainda vai à estádio tenta convencer que futebol pode ser jogado em qualquer Estado e cidade alimentado por rivalidades locais. Quanta petulância.
Por André Bona
Rio Branco e Vitoria fizeram no sábado o clássico mais antigo do futebol capixaba. O Vitoria, data de 1912 e o Rio Branco de 1913.
O primeiro jogo, havia sido vencido por 1 x 0 pelo Rio Branco e bastava um empate para que o clube capa-preta se sagrasse campeão estadual. Já o Vitória, precisava de uma vitória simples ou por qualquer placar, uma vez que, por ter tido a melhor campanha na primeira fase, detinha a vantagem nos dois confrontos finais.
Interessante lembrar que, no segundo semestre de 2009, os dois clubes decidiram a Copa Espírito Santo. Na ocasião, o Rio Branco tinha a melhor campanha, chegou com vantagem nas finais, mas o Vitória sagrou-se campeão.
No capixabão de 2009, o Rio Branco havia sido finalista contra o time do São Mateus (cidade do interior do ES).
O Vitória havia sido campeão estadual em 2006, depois de um jejum de 30 anos sem vencer a competição. Já o Rio Branco, não vencia um estadual desde 1985, na ocasião, dirigido pelo técnico Wanderley Luxemburgo.
Essa final, portanto, traduzia não um acaso, mas um trabalho, para os parâmetros capixabas, consistente de ambos os clubes, uma vez que nas ultimas 3 decisões (Estadual 2009, Copa ES 2009 e agora Estadual de 2010) o Rio Branco estava presente e nas ultimas 2 decisões (Copa ES 2009 e agora Estadual de 2010) o Vitória estava presente.
Do ponto de vista do futebol capixaba, trouxe um embate entre dois clubes da Grande Vitória, o que não ocorria há alguns anos e reforçava a rivalidade do confronto mais antigo, uma vez que também esse foi o confronto da ultima Copa ES. Ter dois times da capital disputando o título fez muito bem ao torcedor capixaba que, carente de eventos “futebolísticos”, lotou o estádio demonstrando que, se tiver algo organizado, o futebol local pode renascer.
Antes da final começar, o Rio Branco buscava o seu 36º. título estadual e o Vitoria buscava o seu 10º. titulo.
O confronto estava armado!
PARA QUEM TORCER?
Durante a semana, recebi um email de meu pai convidando para assistir a partida. Eu estava aguardando chegar um móvel e precisaria que os entregadores chegassem em tempo.
Mas, a dúvida cruel: para quem torcer?
Qualquer pessoa diria: ué, torça para quem você torce! Essa questão bem que poderia ter sido tão simples assim.
Voltarei alguns anos para esclarecer a dificuldade da resposta.
Em 1986, o Rio Branco (campeão estadual de 1985) disputou o campeonato brasileiro e eu tinha 9 anos. Naquela ocasião, o Rio Branco venceu Cruzeiro, Internacional, Vasco, entre outros confrontos importantes, passou de fase e se garantiu na primeira divisão de 1987. E aí rolou a historia da Copa União, atirando o clube ao ostracismo completo de onde nunca mais saiu. Com a campanha de 1986, foi fácil tornar-me um torcedor “capa-preta”.
Ainda mais, porque o Rio Branco tinha sua sede no bairro da Ilha de Santa Maria, próximo a Escola Técnica Federal do Espírito Santo, que ficava no bairro de Jucutuquara e, portanto todos os servidores dessa escola desfilavam pela escola de samba Unidos de Jucutuquara e torciam pelo Rio Branco. O estádio que hoje faz parte da estrutura da mesma escola era o estádio do Rio Branco, o Estádio Governandor Bley. E foi vendido justamente para a construção de uma nova sede. Como meu pai sempre foi professor dessa escola, o sentimento rio-branquense era mais do que natural.
Portanto, não há duvidas: Rio Branco.
Porém, por essas razões que a vida nos reservas, quis o destino que os irmãos do meu pai, esses torcedores do Vitória, se envolvessem de tal forma na vida social do clube, que se tornaram diretores e, posteriormente, presidentes do clube.
O Rio Branco, em seu novo estádio que nunca ficou pronto, ficou longe de casa, em outro município, e o Vitória, time de toda a família, ficava a não mais do que 10 minutos de nossa residência.
Começamos a freqüentar o Vitória. Inscrevi-me na escolinha de futebol do Vitória no sonho de virar jogador. Cá entre nós, sempre fui horroroso. Não tenho nenhum jeito para praticar tal esporte. E nenhum esporte coletivo, falar a verdade.
Mas, voltemos ao tema. A essa altura, eu assistia aos jogos do Vitória no estadual e também outros torneios. Portanto, assisti muito mais jogos do Vitória do que do Rio Branco, em minha vida. Algumas vezes, quando o adversário era o Rio Branco, eu entrava pela torcida adversária e na saída me encontrava com meus pais para ir embora. Situação tosca. Com tanto envolvimento, meus pais se desfizeram do titulo de sócios do Rio Branco e adquiriram o titulo de sócio do Vitória. Chegou a um ponto que meu pai foi padrinho de casamento de um dos jogadores da época.
Para finalizar com chave de ouro, em 1992 (se não me falha a memória), meu pai, fez o Hino do Vitória Futebol Clube e portanto, no caso dele, não havia mais o que negar: era torcedor do Vitória.
Eu, por minha vez, mantive minha torcida solitária pelo Rio Branco, sem nunca assistir aos jogos. Sem nunca freqüentar o clube e participando sempre dos churrascos com jogadores e dirigentes após as vitorias do Vitória, que insistia em não ser campeão de nada nunca. Situação idêntica ao do Rio Branco.
Em 2006, o Vitória finalmente chegou à decisão do estadual (sem que meus parentes fizessem parte da gestão do clube já há muitos anos) e meu pai me convidou para assistirmos a final. O adversário era um clube do interior, não existindo dúvidas portanto, de pra quem torcer. E o Vitória sagrou-se campeão estadual. O estádio Salvador Venâncio da Costa lotou (5 mil torcedores – recorde para o estádio!). E foi muita comemoração. Na seqüência, disputou a série C e pegou uma pedreira no seu grupo. Tinha lá um tal Grêmio Barueri, que virou Prudente e está na série A, tinha um América, acho que o do RJ e outro que não lembro. Ficamos (agora já escrevo “ficamos”) na primeira fase.
E agora chegamos nessa final, em 2010.
Pois bem, dadas as circunstancias, fui para o campo torcer. Combinei com meu pai que ficaríamos nas cadeiras. Assim cada um torceria para o seu. Entrei na louca fila de ingressos e, sendo esmagado pela multidão, o cara da bilheteria disse: “a cadeira acabou!”. Comprei dois ingressos na arquibancada do Vitória. E pra lá fomos.
Entrei e, bem, com todo esse histórico, fui torcer pelo Vitória. Fui torcer pela primeira vez contra o Rio Branco. Que situação!
A torcida do Rio Branco é a maior do ES. Disparada. E de frente pra eles, assistia a uma festa bonita, enquanto a torcida do Vitória, localizado em região mais nobre, assiste jogo sentado e não fala palavrão. Difícil hein?
Fiquei de pé e mandei tomar no c… quem insistia pra eu sentar. E assim fiquei. Gritei, xinguei, esperniei. Muito mais do que os “torcedores” do Vitoria.
E a torcida do Rio Branco fazendo a festa lá do outro lado… Num momento cantaram: “Vamos Rio Branco, vamos ser campeões, vamos Rio Branco…” Aí eu pensei: ta vendo, são a maior torcida e cantam música do urubu. Não posso ser Rio Branco… Mas a torcida do Rio Branco é tão maior do que qualquer outra por aqui, que a próxima música foi… “E ninguém cala, esse nosso amor, e é por isso, que eu canto assim, é por ti Branco…” Essa musica, ainda que botafoguense, é muito bonita… e na sequencia imendaram a Ana Júlia vascaína capa preta com o refrão: “sou capa pretaaaaaaaa”… Enfim, como vascaíno euriquista, não gosto de ficar em cima do muro e não tem esse negocio de torcida que canta musica de 3 clubes diferentes. Foda-se. Continuo sem saber pra quem torcer, porque o Vitória na verdade é um elitista escroto e o Rio Branco é a maior torcida, como o urubu, o que é deplorável. Não gosto de fazer parte do senso comum.
Então, essa foi toda a história da final, do meu ponto de vista.
O RESULTADO
No final, o jogo foi muito bom, com boas chances de parte a parte, um cai cai natural de uma decisão e o resultado final foi 0 x 0, Rio Branco campeão estadual de 2010.
Enfim, uma tarde de bom futebol, no Espírito Santo, com estádio lotado… Muito bom! Muito bom! Espero ansiosamente por novas oportunidades de tardes como essa por essas bandas.
Na primeira vez que torci contra o Rio Branco, ele venceu. Dessa forma, devo entender realmente que o desafio pessoal agora é aceitar o alvi-anil em meu coração de maneira definitiva.
O alvinegro fez boa partida contra o até então líder do campeonato, jogando de igual pra igual o tempo todo. Diversos destaques individuais:
Jefferson – a segurança de sempre. Assumiu a culpa pelo gol no final, mas eu não compro essa. A falha foi da defesa e pronto;
Alessandro – a naba do jogo. O primeiro gol foi culpa dele, assassinou diversos contra-ataques e errou passes até não poder mais;
Fábio Ferreira e Antônio Carlos – surpreendente boa partida de ambos. No fim, Danny Moraes entrou e manteve o nível. Porém pra mim a culpa do escanteio convertido em gol foi deles, pois deixaram o jogador do curintia livre no primeiro pau;
Marcelo Cordeiro – grande partida. Titular JÁ pela esquerda com o Usain Bolt alvinegro na direita;
Leandro Guerreiro – seguro, preciso;
Sandro Silva – vaiado no primeiro tempo. Torcedor burro. Talvez tenha feito sua melhor partida pelo Botafogo até agora;
Lúcio Flávio – aplaudido, com mérito. Não me surpreende sua subida de produção. Tenho devaneios de como será caso Maicossuel venha mesmo;
Renato Cajá – perdido no primeiro tempo, se entendeu com LF na segunda etapa e juntos causaram calafrios na defesa paulista;
Caio – anulou Roberto Carlos. Grande partida, fundamental na performance do Fogão. Está levando uma surra das finalizações (ansiedade?), o que o torcedor burro compra como mau desempenho. Isso me irrita. Partidaço hoje, só faltou o gol;
Papai Joel – montou uma equipe como podia com seis desfalques importantes. Surpreendentemente ofensivo (talvez mesmo pela falta de opções), entrou com um 4-4-2 que não se mostrou na prática a tragédia que eu poderia supor.
Mas sina é sina. O Botafogo paga por jogar bem, correr atrás do resultado e levar gol no fim. Incrível como isso acontece sistematicamente.
Falta de atenção é pouco. É o apagão alvinegro que sempre entra em campo. Lamentável.
A despeito de tudo isso, o Botafogo joga e convence – porém ainda é uma equipe irritantemente irregular. Foda vai ser se isso continuar acontecendo, pois é muito revoltante torcer, ver o time jogar bem e perder no fim.
Que venha a Copa, e após o torneio que retorne o maior goleador da Seleção Celeste de todos os tempos, pois sua presença é fundamental para o Botafogo.
O Fluminense que vai para o recesso da Copa é um time pronto e muito bem postado em campo. Time que toma a iniciativa de jogo dentro e fora de casa e joga futebol de quem busca o título.
Além de ter todas as posições funcionando à contento, possui jogadores comprovadamente acima da média como Fred, Conca e Diguinho, além de outros em ótima fase como Mariano e Diogo.
Com Muricy, o Tricolor resolveu seu problema de jogar com 3 zagueiros sem que Dalton estivesse no time, passou a jogar com apenas 2, Gum e Leandro Euzébio. Formação que que expõe a equipe, mas por outro lado permite maior consistência no ataque. O Fluminense é um time que martela os adversários, busca o gol.
Os contra-ataques adversários causam pânico ao torcedor tricolor pela sensação mano-a-mano que fica. Contudo, a dupla de zagueiros tem se saído muito bem nesta tarefa, enquanto no esquema com 3 zagueiros, esses batiam cabeça.
Outro ponto fortíssimo do time é a saída pelas laterais. Ambas. Mariano e Carlinhos oferecem ao time escape pelos dois lados aos contra-ataques, além de serem igualmente fortes no ataque para as jogadas em velocidade pela linha de fundo, o que por sua vez facilita a vida de Conca, Fred e Alan.
Os 4 meio-campistas do time misturam suas características de uma maneira interessante. Enquanto Conca e Diguinho conseguem armar a equipe, um em faixa mais avançada enquanto o outro mais recuado e no momento em que rouba a bola, Marquinho e Diogo alternando as mesmas faixas de campo destacam-se no combate e marcação. Nas duas últimas partidas Marquinho se livrou da lateral esquerda deixando que Carlinhos jogasse por onde deve.
Estranho mesmo apenas a escalação de Rodriguinho no ataque quando Alan é e mostra ser melhor, tanto individualmente quanto para melhorar o desempenho dos companheiros. Mas nem isso escapa à vista do treinador, que sitematicamente faz a substituição no intervalo. A observar a solução que Muricy dará após o período de treinamentos na Copa.
O pacote de partidas contra Corinthians, Flamengo e Atlético-MG está descrito aqui. Contra o Vitória no Maracanã o Fluminense fez sua pior apresentação e contra o Avaí não foi tão vistoso como nos três anteriores citados, mas impôs seu ritmo e foi ligeiramente melhor que o adversário na Ressacada, contando com os pontos fortes dos laterais para desequilibrar à peleja em seu favor.
Alexandre N. nos comentários considerou também que o time foi, todavia considerando que o time chama o adversário para seu campo de jogo em determinado momento da partida. Eu também identifiquei esta característica em determinadas partidas, especialmente quando Muricy lançava Digão como terceiro zagueiro, mas neste embate contra o Avaí não notei o caso. Sim, o Avaí em algum momento pressionou, como é de se esperar em uma partida de futebol, mas não pareceu ser determinação tática do Fluminense.
Também preocupa as atuações dos goleiros do Fluminense que passam insegurança. Não é o caso de imaginar que o time tenha os melhores goleiros do campeonato com nível de Seleção, não tem. Mas não creio que sejam bizonhos a ponto de ameaçar o time caso esse venha a efetivamente brigar pelo título. Por outro lado, mesmo não sendo uma Brastemp, o Fluminense tem dois goleiros que podem tranquilamente ser titular da equipe. A saída de um e entrada de outro não cai drasticamente a qualidade.
O que está bombando mesmo na Copa é o Departamento Médico
Às vésperas da abertura de cada Copa do Mundo, uma maldição parece rondar grandes jogadores de importantes seleções. A Copa da África não poderia ser diferente. e já não veríamos em campo jogadores como Michael Ballack na Alemanha, David Beckham na Inglaterra, Michael Essien em Gana, Lassana Diarra (vítima de uma inacreditável diarreia) na França, Salvador Cabañas no Paraguai.
Diversos jogadores passaram por momentos de angústia e quase não se apresentaram em condições de jogo, como Kaká, Lionel Messi, Wayne Rooney, Cesc Fàbregas e Andrés Iniesta da seleção espanhola, onde inclusive a presença de Fernando Torres ainda está ameaçada.
Na reta final da preparação, o Mundial ganhou sérios (ou no mínimo potenciais) desfalques com as lesões inesperadas de Rio Ferdinand, capitão do English Team; Didier Drogba, principal atração da Costa do Marfim, adversária do Brasil; Andrea Pirlo, o volante-maestro da Itália; John Obi Mikel, nigeriando jogador do Chelsea (coincidência ou não, time onde jogam também Ballack, Essien e Drogba); e de úlima hora o holandês Arjen Robben, que se contundiu no último amistoso antes do embarque para a África do Sul, não viajará junto com os demais jogadores e é dúvida.
No Brasil, Júlio César vem sendo poupado das atividades e Michel Bastos nesse momento reza para não repetir o drama vivido por Émerson em 2002 e Edmílson em 2006.
Pelo bem do futebol, vamos torcer para que a bruxa dê um tempo para que mais artistas da bola não acabem assistindo ao espetáculo da Copa pela TV. Ou mesmo se apresentando fora de suas melhores condições.
Não adianta nada ter estrelas e o time ser deficitário! Tem que comprar vários jogadores bons ou muito bons ao invés de comprar um jogador caríssimo que pode não fazer nada.. e mesmo que não faça nada, um jogador só resolve um jogo ou um campeonato de curta duração, mas nunca uma liga…
Frescura zero e nenhum trabalho de ficar atualizando resultados durante a Copa do Mundo.
Já demos livros e camisa da Portuguesa em bolões anteriores. Neste aqui o prêmio será um vale-compras no valor de R$100,00 na El Cabriton Y Amigos, que já passou pelo BBG.
Para aqueles que querem se embrenhar em maiores detalhes, comecem a seguir The White Rabbit no link para a página do Bolão, que também aparecerá no consagrado espaço superior do BBG, junto aos links do Open-Bar, Pergunte ao Saulo e Cartolão do Lincão. Ali tem explicações chatas e demoradas á respeito de pontuação e pormenores como quem pode participar e prazo para envio da planilha (10:00 de 11/06/2010).
Participem dessa joça porque deu trabalho fazer (sou relutante em ficar fazendo nosso Bolão em sites de terceiros). Se divulgarem, agradeço mais ainda.
Tal questionamento está sempre pairando o ar em discussões de quem gosta de futebol. Não só importa qual foi a melhor, mas também diversos aspectos inerentes às conquistas tais quais a mísitca de cada time, as circunstâncias de cada Copa com seus diferentes adversários, o modo como a Seleção chegou para disputá-la, como foi se moldando e por fim, os personagens que marcaram cada conquista.
O começo de cada discussão é marcado invariavelmente com os debatedores cravando seus respectivos times, expondo e contrapondo posições e por fim chegando à conclusão de que o melhor time era o que já tinha em mente no início dos sempre conturbados debates. Mesmo que em outra roda de discussões sua Seleção tenha mudado, o que importa é defendê-la de cabo á rabo.
Todavia, o verbo aceita qualquer opinião sem maiores consequências, mas… e ficando diante de uma situação em que essa escolha irá se materializar. Isto é, a tua opinião terá uma consequência material ao escolher uma Copa em detrimento à outras. E não há com quem discutir para formular opinião a não ser consigo mesmo.
Nesta situação que me encontrei há alguns dias quando recebi o contato da El Cabriton Y Amigos sobre o projeto Sala, Copa, Cozinha referente ao lançamento de uma coleção de camisas homenageando as 5 Seleções Brasileiras Campeãs do Mundo.
Eu fiquei com a doce tarefa de escolher uma dentre os 5 modelos e ter a oportunidade de conhecer o material da melhor forma possível… usando. E para quem usa como avatar uma camisa atemporal remetendo à construção do Maracanã para a Copa de 50, não poderia haver missão mais a calhar.
A complicação começou, entretanto, olhando as camisas. Qual escolher?
Caprichosa caixinha com o mimo
Quando se gosta e tem motivos para escolher várias, é bom começar por exclusão, e assim descartei 2002 pela proximidade da mesma, a Copa que curiosamente menos maturei em minha mente. A vida não se tornou fácil, pois ainda restavam 4 Seleções, cada uma com motivos suficientes para a escolha.
Podendo ser chamado de louco, a segunda camisa que exclui foi a de 1958, Copa em que primeiro recebi avalanche de informações e logo me encantei. Talvez por isso, estivesse saturado da mesma. Algo como conhecer os Beatles por seus primeiros discos e mais tarde ir amadurecendo o gosto pelas fases derradeiras.
As três Copas seguintes não tinham mais os aspectos de proximidade e distância para excluí-las, necessitando de abordagens diferentes para a exclusão.
Pelo forte amarelo e a tipografia característica, a camisa referente à Copa de 1970 saltou aos olhos como provável escolha, mas preteri-a em virtude do ar retrô setentista que acompanha o torcedor do Fluminense. Nem a Seleção pode concorrer com o clube do coração. Rivellino jamais vestiu uma camisa amarela ou alvinegra.
Fiquei então com 1962 e 1994, camisas que prezam por momentos indistingüíveis (com trema como nesses anos) passando por personagens marcantes da Copa. 1962 com o mito Garrincha e 1994 com o inusitado foco em… Roberto Baggio.
Como 94 foi a Copa perfeita (sim. A perfeição de uma Copa é medida em quantos anos você tem ao ver o Brasil ganhar) e curti em demasia a referência off-Brasil decidi que seria essa. No entanto… como deixar Garrincha de lado. Até na final a dúvida pairou, quando decidi fazer o que deveria ter feito desde o início do processo: pedir para Ana Paula escolher que sem pensar muito mandou na lata:
"A de 58 é linda. Escolhe a mítica do Garrincha para você e COMPRA para mim a do Pelé"
Resultado da brincadeira:
Como ainda quero bastante a de 94 e Ana Paula atiçou quanto à 58, já vi que vou acabar mandando ver no kit.
Aos demais interessados, o caminho é por um dos tantos links espalhados pelo post (imagens inclusas). As estampas são de séries limitadas contendo 200 de cada peça (199 do Garrincha).
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Aconselho a quem visa participar do Bolão dar uma olhada na loja como um todo, porque o prêmio será um vale-compras no valor de R$100,00. Quem sabe o vencedor dê sorte e ainda consiga pegar uma camiseta da Sala, Copa, Cozinha.
Souza joga bem pela direita, Roth o escala na esquerda. Jéfferson rende mais pela esquerda, Roth manda ele jogar pela direita.
Élder Granja é ótimo como barreira nos treinamentos de cobrança de falta, Roth o escala na lateral do Vasco. O Élton se machuca, e o Roth prefere não colocar ninguém em seu lugar.
O Vasco não tem esquema tático, seus jogadores não sabem o que fazer. Eles não tem nem ao menos solidariedade, assistem a seus companheiros serem marcados por três ou mais jogadores, com total indiferença, e do mesmo modo assistem aos atacantes adversários envolverem um defensor vascaíno em desvantagem.
Todos entram tão perdidos em campo, que os erros individuais se sucedem, com isso a confiança acaba, e os erros só aumentam.
Falei a exaustão durante a campanha do rebaixamento, coloquem os juniores para jogar. Mandem TODO mundo embora. Façam um novo time. Se tudo der errado, o Vasco não terá perdido nada que já não esteja perdido. Mas, no mínimo, terá economizado uma grana, e já terá começado a montar o time do ano que vem.