Home   Open-Bar   Bolão   Parcerias   Contato  

Posts Tagged ‘Boca Jrs’

“Boca, muito prazer: Fluminense”

junho 5th, 2008 | 51 Comments | Filed in Fluminense, Futebol, Libertadores 2008

Lá em cima, a frase emblemática do técnico Renato na entrevista coletiva. Uma verdade é que o Boca não chegou aqui com a confiança que tinham ao final do primeiro jogo. Não apenas pelo resultado, mas depois de assistir à queda do São Paulo, ficou mais claro e eles viram de perto que o Fluminense não era o Atlas.

Quem quis torcer pelo Boca, não posso culpar. Aquela camisa é realmente imponente. E o futebol deles, nem se fala. Força, velocidade, raça, técnica. Muita experiência na competição, jogando com a mesma alma, seja em casa ou na do adversário.

Mesmo assim, aqui de casa, não ouvi nenhuma voz, absolutamente ninguém comemorando o gol dos argentinos.

Quem sabe, os quinze torcedores do Fla-Boca estivessem no Maracanã, apanhando da torcida argentina e aprendendo do pior jeito possível que torcer para um clube é questão de paixão, sem espaço para molecagem.

O Boca dominou, jogou melhor nas duas partidas. Passeou. Mas… A grande equipe, que é na verdade muito grande, não era imbatível.

O Fluminense venceu porque teve a sorte de empatar logo em seguida do gol do Boca, nos dois confrontos. E teve muito coração. O time acreditou que era possível, e se taticamente era dominado, todos correram atrás. Porque se o Boca queria levar, pelo menos, que não fosse fácil. Se não fosse assim, provavelmente a história seria outra.

Contra um time que tinha plena consciência do que fazer para chegar ao topo da América, um caminho que eles conhecem muto bem, saiu do banco de reservas, Dodô. Triste, sentindo-se desvalorizado, foi ele quem mudou o rumo tricolor, quando sofreu a falta que originou o gol de empate. Puxou contra-ataques, como quando encontrou Conca, e este contou com o desvio na zaga para bater o goleiro adversário. Criou e perdeu chances claras de gol. Roubou bolas, e quis o destino que na derradeira delas, decretasse que àquela altura, os esforços do time argentino não adiantariam mais nada. Não comemorou.

Dodô reclama que está infeliz no banco, que tem futebol para ser titular. Mal sabe ele que, como diria Nélson Rodrigues, estava escrito que seria assim e de nenhum outro jeito que o jogador iria fazer a meia-hora de jogo mais importante, e a arrancada para o título maior de sua vida.

O Fluminense tem, incontestavelmente, a melhor campanha da Libertadores 2008. O Davi tricolor derrubou, numa mesma jornada, os dois Golias das Américas. O discurso do time pequeno, do franco-atirador não combina mais com a realidade. Já é hora de se vestir de favorito, e que isso não seja motivo de arrogância ou salto alto, o primeiro passo para a queda. Que seja o momento de fazer o adversário da final tremer antes de entrar em campo, ao constatar tudo o que o Fluminense superou para chegar até ali. É hora de mostrar ao mundo os mais de cem anos da tradição tricolor, que há dez anos estava no fundo do poço, e agora, almeja o topo do mundo.

Agora é hora do Fluminense se mostrar enorme. Mais do que nunca, será necessário acreditar, e ter coração. A derrota do Boca foi injusta? Não, porque o único fator que se opõe a qualquer domínio ou superioridade técnica no futebol é o coração. Assim o Fluminense venceu, e assim é a natureza do futebol.

Poderia falar de atuações, de Thiago Silva, Cícero, Fernando Henrique, Conca, Washington, até do predestinado Dodô. Mas o fundamental é que ontem todos eles eram uma coisa só: Fluminense.

É hora de dizer, não ao Boca, mas ao mundo: Muito prazer, Fluminense.

E viva o futebol.

Você pode receber nossos artigos de graça pelo seu e-mail. Apenas inscreva-se pela caixa abaixo.

Aos secadores de Plantão

junho 4th, 2008 | 23 Comments | Filed in Fluminense, Futebol, Libertadores 2008

Tenho Duas Vagas na LibertadoresA Copa do Brasil será decidida entre Sport e Corinthians.

O Timão está na Série B, e este Sport, tri-campeão pernambucano, ninguém sabe qual seu limite.

Seja ele qual for, surpreenderá se chegar na zona de classificação para a Libertadores pelo Campeonato Brasileiro.

Não é verdade que os rivais estejam torcendo contra o Fluminense hoje. Pelo menos não de todo verdade.

Há o barulho em torno da Fla-Boca, mas está sendo bastante alimentada pela mídia. Percebo trocando idéia, que há rivais (e bastante) torcendo pelo sucesso do Fluminense, até mesmo por conta das duas últimas exibições contra São Paulo no Rio e Boca na Argentina.

Um amigo flamenguista, B1, disse que começou torcendo contra, mas no fim estava a torcer pelo Tricolor.

Os pragmáticos também deveriam torcer pelo Fluminense. Uma vez que eliminado do Brasileiro, o Fluminense é ao menos hoje, visto como um time com potencial de chegar entre os 4 primeiros da competição (mesmo saindo lá de baixo onde está agora).

O título Tricolor na Libertadores 2008, pode siginificar mais uma vaga na Libertadores de 2009.

Em 2008, o Cruzeiro classificou-se sendo o 5º colocado do Brasileirão.

Aliás, se alguém da série A que seja pragmático quiser secar alguém, que seque o Corinthians, pois com Fluminense e Sport bem sucedidos, abre-se condições até do 6º colocado cavar sua vaguinha para a Libertadores.

Se você é pragamático, só vale secar o Flu se for Corinthiano.

****

Para os que não vão secar o Flu, torçam para que o Fluminense não entre nessa de marcação individual sobre Riquelme. Se tem uma coisa indiscutível, talvez a única coisa unânime, é a opinião que o sistema defensivo do Fluminense é muito bom.

O time vem passando se garantido nisso, e que o talento das estrelas ache os gols.

Não é hora de inventar agora marcação individual. Não funcionou na Argentina, não vai funcionar no Maracanã.

E olha que lá foi com o Arouca, e não com o Ygor que é doido para dar uma entregada, fazer um penalty.

O negócio é confiar no esquema e jogar bola. Quem tiver perto, marca firme, seja Ygor, Arouca, Junior Cesar, Luis Alberto, O Monstro, Cícero, Conca ou [medo]Gabriel[/medo].

****

Parafraseando Renato:

O Boca não é São Paulo, mas O Fluminense não é o Atlas

****

Daqui a pouco parto para o Maracanã, sendo assim, não esperem ler de minha parte qualquer coisa sobre o jogo amanhã de manhã. De Robínson podem esperar, se o coração dele deixar. Eu espero muito não ter de ler nenhum desaforo Robinsoniano à respeito de Fernando Henrique amanhã.

Aliás, a Globo já está secando. Fez no Globo Esporte (TV) já uma reportagem chamando-o de Muralha Tricolor. Reportagem secando, mas merecida.

****

Vou levar minha irmã (já foi outras vezes e viu o Flu vencer - não é pé-frio) ao jogo. Ela não é cardiologista mas é médica. Deve servir para me trazer vivo para casa.

Você pode receber nossos artigos de graça pelo seu e-mail. Apenas inscreva-se pela caixa abaixo.

Sem mamata para Fluminense

junho 4th, 2008 | 15 Comments | Filed in Fluminense, Libertadores 2008

LDU na FinalNão tem essa de definir ainda hoje no Maracanã quem vai ao Mundial.

Com o empate de 0×0 com o América de Cabañas, em Quito, a LDU se classificou para a final, que será à vera, valendo vaga para o Mundial de Clubes da FIFA no fim do ano.

Não foi dessa vez que a final da Libertadores ficou esvaziada com a presença de um time mexicano na final. Mas está se aproximando o dia em que será.

****

O histórico leva o favoritismo para os argentinos, a campanha leva para os brasileiros.

Quem enfrenta a LDU?
View Results

Eu sou mais o Flu. Por pouco, mas ainda sou mais o Flu. (se bem que rodei ao apostar no Cruzeiro contra este Boca).

Você pode receber nossos artigos de graça pelo seu e-mail. Apenas inscreva-se pela caixa abaixo.

Boca Jrs 2×2 Fluminense - Ficou para o Maracanã

maio 29th, 2008 | 20 Comments | Filed in Fluminense, Futebol, Libertadores 2008

Boca Jrs 2x2 Fluminense

E começou o 2º tempo.

Pressão maluca do Boca e Fernando Henrique devia só estar pensando que ia se dar bem, pois o Boca não mandava bola fácil para seu gol. Só pedreira. E com 10 minutos, 4 defesas difíceis. Uma delas em cabeceada frontal com um Palermo livrinho na área.

O Boca apenas esperava a hora de vencer Ferando Henrique, isto ia acontecer, e parecia que não havia o que o Fluminense fazer, a não ser confiar em seu goleiro e rezar para o ímpeto ofensivo do Boca esfriar.

E parecia que o Boca se arriscava, que cederia o contra-ataque para o Tricolor carioca. Que falharia na louca marcação sobre pressão já na saída de bola do Flu e levaria o 2º. Mas não era isso que ocorria. Jogava no limite, e quando perdia a bola, não tinha a preocupação. Já estava recomposto na defesa.

O Fluminense todo atrás não parecia nem ao menos estar descansando. O Flu corria atrás. Definitivamente, não saberia o que fazer se estivesse na situação de Renato. Talvez colocar Dodô para ficar próximo de Washington, tentar tirar o Boca do campo de ataque. Mas isso poderia complicar ainda mais a vida do Fluminense, que aos trancos e barrancos se defendia.

Riquelme comemora gol de faltaRenato sacou Mauricio e colcou Romeu. Imagino que tenha optado em sacar o menos experiente do time, colocado um outro jogador de marcação e tentar melhorar o passe liberando um pouco Arouca de sua responsabilidade.

E sem ao menos que Romeu tenha tido tempo de tocar na bola, falta perigosíssima para um time que tem Riquelme. Gol de Riquelme. 2×1 Boca.

Ironicamente, a falta saiu de uma mão para lá de discutível. Mas de qualquer forma, o Boca já fazia por merecer.

Mas vai saber, se a alteração, o cansaço, ou o próprio gol do Boca, tenham tirado um pouco o ímpeto argentino. E foi-se a blitz dos 20 minutos iniciais.

O Fluminense manteve sua filosofia de jogo, só que conseguindo sair um pouco mais para o jogo. Mesmo assim, ainda parecia que o Boca tinha mais condições de fazer 3×1. Só que o Flu chegava com mais perigo no ataque. Junior Cesar conseguia subir mais. E Thiago Neves estava muito ligado na partida.

E o 10 tricolor foi premiado por estar no jogo, por arriscar. Chutou com veneno, e Pablo Migliore aceitou. Boca 2×2 Fluminense.

Thiago Neves mostrou porque é o 10

Claro que o Flu ainda ensaiou jogar para frente, mas logo depois se rendeu a segurar o ótimo* resultado. Faltando pouco, Roger entrou em jogo para segurar o resultado na maioria de jogadores na defesa. Era hora para tanto.

E o que aconteceu antes do 2º tempo?

Ora bolas, o 1º.

E pelo 1º tempo, nunca poderia esperar a blitz bostonera do início do 2º. Provavelmente nem Renato.

Riquelme marcou os dois do Boca. Joga fácilO 1º tempo começou naquele esqueminha tendendo um pouco para o Boca mas nada demais…

Ainda mais levando-se em consideração que o Fluminense já fora bem sucedido em amarrar partidas como contra a LDU na 1ª rodada e nos jogos de ida contra o São Paulo, e até contra o Nacional.

Mas logo, logo o Fluminense começou a se engraçar

Gabriel já arrancou pela direita driblando todo mundo e coisa e tal. E é nessa hora que o adversário se empolga que o Boca faz gol. 1×0.

Passou um pouco do tempo, e o Flu resolveu jogar bola. Tocar rápido no meio com vontade mas sem chutão. Aí saiu a falta.

Quem tem Thiago Silva não entrega jogoThiago Silva é foda. Gol. 1×1.

E o Flu jogava de igual para igual, se bem que deu campo ao Boca no fim que circundou bastante a área do Fluminense, algo percebido por Renato que comentou o mesmo na volta do intervalo.

Pelo menos o Flu fez um ataque perigoso no fim, mas que pela forma que o Boca voltou para o 2º tempo, não significou muita coisa.

****

Dátolo e Chávez foram os melhores do Boca sem contar Riquelme, porque definitivamente, Riquelme é um caso à parte. É complicado ser torcedor do time que está jogando contra ele porque acaba-se tendo de torcer contra o cara, e isso é difícil, pois ele joga tão fácil e bonito que não dá vontade.

É meio paradoxal torcer contra uma jogada do cara. O alento é que sendo tricolor, temos o alento de poder torcer sem que o futebol fique em segundo plano, pois sempre há a opção da bola ser cortada pelo Monstro (não foi o caso no jogo, é mais para tentar justificar minha torcida contra um cara que joga muita bola). Já posso imaginar minha angústia no Maracanã.

Eu não consigo entender porque diabos os espanhóis mandam esse cara embora.

Pelo lado do Fluminense, além da vontade do time e dos momentos em que fez valer o bom futebol, destaques individuais para Thiago Neves e Fernando Henrique, além do Monstro. Mas esse aí, assim como Riquelme, não surpreende ninguém. Apenas joga bola.

****

*Nas entrevistas no vestiário, tanto para jornalistas brasileiros como para argentinos, Renato fez questão de dizer que o Fluminense conseguiu um ótimo resultado, o que é uma verdade absoluta. Lógico que, os recentes resultados do próprio Boca fora de casa contra Cruzeiro e Atlas mostram que não tem nada resolvido. Mas esconder a alegria pelo resultado conquistado seria de uma hipocrisia sem tamanho.

Renato por um lado, vai buzinar na cabeça de seus jogadores e da mídia que nada está resolvido. Mas por outro lado, ele já incentiva o time do Fluminense e a torcida. Renato já disse ainda no vestiário que o Boca joga muito bem fora de casa, que construiu suas classificações fora, mas que ainda não jogou contra o Fluminense.

Não foi uma ou duas vezes que Renato repetiu que o Fluminense deveria impor sua força diante de 90 mil tricolores (palavras de Renato) na casa do Fluminense. Aliás, deveria não. Renato disse que o Fluminense mostraria sua força.

O mesmo Renato que disse ao fim do Brasileiro de 2007 que o time ainda era verde, é o que valoriza o time que vai ganhando cancha e chega à beira da final com toda condição do Mundo de disputá-la.

****

Os jogos que vi desta Libertadores não foram violentos, nem ao menos muito catimbado. Poderia até dizer que minha observação foi viciada por conta do fato dos times de Renato não baterem. Acontece que vi jogos de Santos, Cruzeiro e Flamengo, e não vi violência.

O detalhe é que acúmulo de cartão amarelo não suspende para partidas seguintes.

Vale essa observação, ainda mais comparando com os violentos campeonatos que vemos mundo afora em que 3 amarelos suspendem. Será que isso tem mesmo tanta influência. Acho que os jogos com boas arbitragens coibem mais que essas suspensões que os jogadores nem devem se dar conta mais, que estão no planejamento das equipes e tudo o mais.

****

A torcida do Boca é fantástica, como a de qualquer grande time

Pela transmissão da TV notou-se silêncio inúmeras vezes da torcida do Boca após os gols do Fluminense, momentos em que o time do Boca ficou morno. Quem esteve na Argentina garantiu que se a torcida do Fluminense não chegou a calar o estádio do Racing como fez no Morumbi, obrigou por umas três vezes que os bostoneros tivessem que vaiá-los. Não tem essa de torcida que canta o tempo todo independente do jogo. Isso seria coisa de autista. Perderia até o valor na hora de empurrar o time. A torcida do Boca é valorosa, porque o time assim o é. E assim espera-se que o Fluminense trata a sua no Maracanã, como fez em Avellaneda.

Time do Flu em sintonia com a torcida em Avellaneda

 

LEIA MAIS SOBRE O JOGO:

Você pode receber nossos artigos de graça pelo seu e-mail. Apenas inscreva-se pela caixa abaixo.

Boca Jrs. x Fluminense

maio 28th, 2008 | 43 Comments | Filed in Fluminense, Libertadores 2008

Leia como foi o 1º jogo entre Boca e Flu clicando aqui

****

Boca Jrs. x Fluminense

O Fluminense que começou o ano se preparando com três atacantes, vai para mais um jogo do ano com apenas um deles, Washington.

O time iria com 5 no meio de campo sendo Ygor mais recuado, virando 3º zagueiro com Arouca e Cícero protegendo o meio e mais responsabilidade para Thiago Neves e Cícero.

Acontece que Ygor está fora, e Roger (sempre ele) deve ser escalado como 3º zagueiro.

Algo que pode trazer mais Riquelme e Palácio para perto de Palermo, mas por outro lado traz mais experiência ao Flu. E experiência de campeão, que é o que o Roger é.

Claro que o Fluminense ainda corre o risco de ter outro campeão de Libertadores e Mundial também entrando no jogo. Fabinho. Mas isso será uma surpresa para mim, uma vez que ele tem perdido espaço para Mauricio, que aliás, é outro que pode entrar na vaga de Ygor.

Eu acho que o Fluminense enfraquece um pouco com a ausência de Ygor, até mesmo por conta do entrosamento.

Porém, para Serginho, o Fluminense certamente melhora.

O Fluminense sai da Argentina com chances?
View Results

Você pode receber nossos artigos de graça pelo seu e-mail. Apenas inscreva-se pela caixa abaixo.

Uma pena, Cruzeiro

maio 7th, 2008 | 5 Comments | Filed in Futebol, Libertadores 2008

Que pena, CruzeiroPor conta da merda que deu hoje por aqui na Região Oceânica, minha aula foi cancelada e pude ficar em casa para ver Cruzeiro x Boca Juniors. Sorte a minha.

Jogaço. Daqueles que deixam a sensação que deveriam ser times para se encontrar mais à frente na competição (ainda mais depois de ter visto duelos horrorosos entre Fluminense x Atlético Nacional).

Não foi injusto que o Cruzeiro tenha sido eliminado, pois afinal de contas, o Boca fez por merecer sua classificação e a vitória, inclusive, no Mineirão.

E jogou como Boca. Sem abafar, deixando o adversário gostar do jogo mas se fazendo de morto, sai com qualidade para o ataque e faz seu gol. Daí o rival volta a ir para cima, e de novo, em outro ataque vadio, mais um gol. Sem se desesperar.

O Cruzeiro voltou no 2º tempo ensandecido e partindo para cima. E aos 10 minutos Wagner fez um golaço. O Cruzeiro atacava, e atacava bonito, tocando a bola certo, virando o jogo e com velocidade. E o Boca deixava o Cruzeiro jogar, principalmente com Wagner pela esquerda e Apodi (joga fácil) pela direita. Talvez dos 15 aos 30 minutos do 2º tempo, o Boca estivesse de fato sem conseguir jogar.

Mas por volta dos 30 do 2º tempo, o Cruzeiro foi ficando sem gás, e aí o Boca voltou a tocar a bola.

Ramirez foi expulso e os ataques do Cruzeiro já não resultavam em ataques efetivos, apesar do time ir para cima.

No fim, restava torcer para que o Cruzeiro fizesse um golzinho de empate para servir de prêmio de consolação. O gol não saiu, mas a equipe saiu merecidamente aplaudida do Mineirão por sua torcida.

Uma pena, Cruzeiro. Esse time vai dar em coisa boa no Brasileirão.

E na Libertadores, Fluminense e São Paulo* podem ter certeza que a moleza acaba para eles nas oitavas.

Com o Cruzeiro, vai-se embora a chance de haver uma final brasileira nesta edição de Libertadores.

 

 

*São Paulo ainda enfrenta o Nacional do Uruguai daqui a pouco. Vê se não vai dar mole, tricolor.

LEIA PELA ÓTICA DO BOCA:

Você pode receber nossos artigos de graça pelo seu e-mail. Apenas inscreva-se pela caixa abaixo.

Grupos da Libertadores 2008

dezembro 20th, 2007 | 21 Comments | Filed in Futebol, Libertadores 2008

Sorteados os grupos da Libertadores.

Ao contrário do que ocorre com a Champions League, é muito difícil por aqui saber que grupo é forte ou não.

Por convenção, assume-se que os grupos são fáceis e por isso argentinos, brasileiros e mexicanos passem de fase.

Na Europa, até por maior exposição dos clubes, é mais fácil fazer prognósticos, até pelos times tradicionais conseguirem se manter como soberanos por longos períodos.

Não duvide que escolherão grupo da morte, grupo fácil, etcetera e tal. Mas será com pouca base para tal. É foda querer saber como andam os times dos países vizinhos.

Eu acho que será a primeira vez que nenhum dos clubes brasileiros sofrerá desmanche para disputar a Libertadores, imagina como deve andar a situação nos vizinhos.

Nem mesmo pela última Libertadores, ou pela Sul-Americana, recém encerrada e vencida pelo Arsenal da Argentina que jogará a Libertadores pode-se fazer alguma idéia.

Talvez o único prognóstico unânime será que Boca e São Paulo são os favoritos ao título.

Os grupos:

GRUPO 1:

 

  • San Lorenzo (ARG)
  • Real Potosi (BOL)
  • Caracas (VEN)
  • Cruzeiro (BRA) ou Cerro Porteño (PAR)

Acabam que todos nesse grupo são conhecidos. O Real Potosi até pela notoriedade dos jogos na altitude (a FIFA proibiu a altitude, depois voltou atrás e abrandou a proibição. Mas Potosi está acima do último limite da FIFA)

O mais difíci para o Cruzeiro deve ser passar pelo Cerro, daí parte para se classificar com o San Lorenzo

GRUPO 2:

 

  • Estudiantes (ARG)
  • Danubio (URU)
  • Cuenca (EQU)
  • Lanús (ARG) ou Olmedo (EQU)

Porra. Sei lá! Passa Estudiantes e mais um, vai o Lanús só por ser da Argentina.

GRUPO 3:

 

  • Boca Juniors (ARG)
  • Colo Colo (CHI)
  • Maracaibo (VEN)
  • Um 3º time do México ou um 3º time da Colômbia

Aqui o palpite tem de ser Boca e o 3º time do México. Colo Colo é o mais conhecido dos chilenos. Bem… não dá para o Boca colocar time reserva para o grupo, não.

GRUPO 4:

 

  • Flamengo (BRA)
  • Nacional (URU)
  • Coronel Bolognesi (PER)
  • Cienciano (PER) ou Montevideo Wanderers (URU)

Coronel Bolognesi? Tá de sacanagem! O Flamengo caiu em grupo só com uruguaio e peruano. Já está na 2ª fase. O Nacional que se vire para pegar a 2ª fase dos outros. O grupo encrespa um pouquinho (um pouquinho para o Nacional, porque o Flamengo tem de passar) se passar o Cienciano.

GRUPO 5:

 

  • River Plate (ARG)
  • 2º do Chile
  • San Martin (PER)
  • 2º do México

Fica de bom tamanho para o River que não vem com auto-estima muito elevada. Deve passar com o time do México, seja lá ele qual for.

GRUPO 6:

 

  • Santos (BRA)
  • San Jose (BOL)
  • Chivas (MEX)
  • 2º da Colômbia

Na minha opinião, foi o Santos o brasileiro que mais se fudeu no sorteio. O Chivas já é conhecido dos brasileiros e é time bom. O 2º da Colômbia deve ser o Cúcuta, que tinha ótimo time na Libertadores 2007 (embora isso não seja grandes parâmetros, mas é ao menos um indicativo) e tem um time da Bolívia que vai fazer o Peixe jogar lá nas alturas (lembremos que Chivas não sentirá o efeito) e pode deixar pontos por lá que possam vir a fazer falta. Lombrou meu prognóstico. Tenho de escolher dois entre Santos, Chivas e o Cúcuta (se esse for o 2º da Colômbia). Vou ficar sem a menor convicção com Santos e Chivas.

GRUPO 7:

 

  • São Paulo (BRA)
  • Luqueño (PAR)
  • Atlético Nacional (COL)
  • 3º da Colômbia ou Audax Italiano (CHI)

O São Paulo pode muito bem começar o ano dando prioridade ao campeonato paulista. Esse grupinho aí é baba. Se pudesse escolher as duas vagas para o São Paulo eu escolheria. Vai a outra vaga para o Atlético Nacional. Ganhou o campeonato colombiano, deve servir para alguma coisa.

GRUPO 8:

 

  • Fluminense (BRA)
  • Libertad (PAR)
  • LDU (EQU)
  • Arsenal (ARG) ou Mineros (VEN)

Nesse grupo, ao menos os times tem nomes conhecidos (supondo que o Arsenal passe). Arsenal aliás foi o campeão da Sul-Americana e por isso está gabaritado a passar de fase junto com o Fluminense. Mas lembremos que o Arsenal não é um time de muita tradição na Argentina, aliás, sua tradição é zero. Vai ver é mais ou menos quando se classifica por aqui um Paraná, Juventude ou Payssandu. De qualquer forma, nesse grupo é meio complicado de dizer que algum time esteja descartado de início, é comum que Libertad e LDU consigam passar para 2º fase de Libertadores.

****

Volto a lembrar que meus palpites sairam meio que na base da orelhada, de memória pelas tradições e pelo que li por aí. Quem quiser que faça seu prognóstico.

Resumo de meus palpites de classificação:

 

  • Grupo 1: San Lorenzo e Cruzeiro
  • Grupo 2: Estudiantes e Lanús
  • Grupo 3: Boca Jrs. e o Time do México
  • Grupo 4: Flamengo e Cienciano (troquei, acho que o Nacional sucumbe)
  • Grupo 5: River Plate e o Time do México
  • Grupo 6: Santos e Chivas
  • Grupo 7: São Paulo e Atlético Nacional
  • Grupo 8: Fluminense e Libertad (troquei aqui também. O Arsenal vai perder o goleiro pro Botafogo, ou para o próprio Fluminense)

Você pode receber nossos artigos de graça pelo seu e-mail. Apenas inscreva-se pela caixa abaixo.

Dida teve culpa?

dezembro 17th, 2007 | 13 Comments | Filed in Futebol

Saulo levantou a questão da culpa de Dida no 1º gol do Boca contra o Milan, gol de Palacio. Na visão de Saulo, um goleiro de 2,00m de altura não poderia não ter saído naquela bola.

Discordo de Saulo. Com os 6 zagueiros do Milan marcando Palacio, poderia até ser Ronaldo com sua pança de goleiro que a bola não poderia ser cabeceada pelo argentino.

O que acham?

 

Dida foi o culpado?
View Results

Você pode receber nossos artigos de graça pelo seu e-mail. Apenas inscreva-se pela caixa abaixo.

Futebol de Play-Station

dezembro 16th, 2007 | 12 Comments | Filed in Futebol

Diferente dos anos anteriores vencidos por brasileiros, esse ano a Final do Mundial Interclubes foi um jogaço de futebol.

Por mais que seja um barato quando o David derrota o Golias, a beleza só aparece mesmo se o Golias conseguir impor sua força. E foi o que ocorreu entre Milan e Boca.

Como bem citou Paulo Affonso, a bola parecia que grudava nos pés dos jogadores. As jogadas, especialmente no 2º tempo aconteciam a todo o momento, principalmente pelo lado do Milan. E o melhor que valorizadas pelo espírito combativo do Boca. Parecia futebol de video-game.

Grande jogo para uma final de clubes mundial. Os jogadores pareciam q tinham cola nas chuteiras. Acredito q a media de passes errados tenha sido infima.
Grande, enorme, maravilhoso Kaka.
Estupendo Seedorf.
E o Boca, o Lutador de sempre. Grande tb.
Jogaço!!!
Já tava na hora de fazer um giro nesse torneio pq o Japão não pode ser o único a ter o privilégio de ver isso.

No plano tático, Carlo Ancelotti teve o timing correto. Mexeu no time mantendo o Milan sempre superior ao Boca. Foi uma espécie de Joel às avessas, segurando o time à medida que o tempo passava (Joel ao contrário, começa pianinho o jogo e vai soltando o Flamengo à medida que o tempo avança).

E isso faz diferença contra o Boca, pois é característica do time se aproveitar traiçoeiramente de jogo morno ou amarrado para marcar gols e vencer. Característica aliás, que São Paulo e Internacional adotaram nas últimas edições.

Só que o Milan não deu essa moleza.

Somando-se a isso, as atuações individuais dos jogadores foram um espetáculo. Faz bem à vista de qualquer um quando as jogadas dão certo. A atuação espetacular de Kaká justifica com sobras sua iminente escolha de melhor de 2007 pela FIFA e a escolha da Bola de Ouro pela France Football.

Caso o brasileiro tenha fôlego para manter atuações como essa pelo resto da carreira marcará sua geração, como fizeram Zidane, Romário, Maradona e Cruyff (é melhor parar a regressão em Cruyff que antes dele é sacanagem).

Kaká além de realmente jogar um futebol esplendoroso, tem algo essencial para ficar na história: Adora ser campeão.

kaka-bla-bla-gol.jpg

Por fim, há de se agradecer mesmo a Milan e Boca, pois se jogos horrorosos como os da Copa de 2006 (excetue-se o passeio de Zidane no Brasil) diminuem o gosto pelo futebol, uma partida como essa em jogo de tanto destaque só bem podem fazer ao esporte.

****

Para quem se incomodou com o jabá religioso de Kaká, leia o texto de Diogo Mainardi da Veja de 11 de junho de 2003 - Menos deus, por favor. A minha ressalva é que ao contrário da torcida e observação do articulista (que em 2003 era até verdade) o futebol de Kaká melhora a cada dia (e em minha opinião, inclusive na Seleção)

****

As declarações de quem está à frente do Milan não parece de quem não dá importância devida à competição (depoimentos retirados do site do Milan, que aliás, tem tradução para português do Brasil). Legal ver também o espírito de vingança (que não deixa de mostrar respeito aos rivais que em outra ocasião bateram a equipe milanista) que imperava em Milão:

CARLOS ANCELOTTI (TREINADOR):

Estamos contentes por ter mantido a promessa feita ao presidente Berlusconi. Queríamos fortemente a vitória e a obtivemos. Agora esperamos que possa chegar um 2008 igualmente fantástico, mas com certeza não será fácil. Foi um ano inesquecível e irrepetível. Era utopia pensar no verão de 2006 que poderíamos vencer, e no entanto cuidamos de todos os detalhes e vencemos. Levo para casa todos os gols feitos, as entrevistas, as ações e assim se recordam com menos sofrimento os momentos mais difíceis. Chegar até aqui não é fácil, chega só quem faz grandes coisas. A Bola de Ouro deu a Kaká grandes estímulos. Ele está mostrando grandes coisas, partida após partida. Agora marquei encontro com Inzaghi na final de Moscou e a partir de hoje os milanistas são um pouco mais milanistas.

ADRIANO GALLIANI (VICE-PRESIDENTE):

Desejávamos fortemente este troféu. Sempre dissemos isso, desde o início desta temporada, desde o verão. Eu diria que foi fantástico também pelo modo como aconteceu: vencemos contra o Boca, depois de eles nos derrotarem há 4 anos… da mesma forma como aconteceu em Atenas, contra o Liverpool. Pecado o Presidente não estar aqui, mas ele estará no aeroporto, na nossa chegada. Justamente com Berlusconi, no início da temporada, havíamos colocado na cabeça dos jogadores que para nós era importante vencer este mundial de clubes, porque queríamos ser os primeiros e levar para a Europa o troféu e ainda nos tornarmos a equipe mais vitoriosa do mundo. Volto a dizer que o destino foi incrível: deu-nos a possibilidade de vencer contra aqueles times que anteriormente haviam-nos vencido. Agora acertamos as contas com Liverpool e Boca, mas o importante para nós é a nossa galeria: agora somos o clube com o maior número de títulos e isso tem que ser lembrado. Pippo é estratosférico. Prepara-se para os grandes eventos de modo único, marcou 5 gols nas 3 finais, o que dizer? Agora vamos a Zurique com Kaká em vantagem sobre Messi e C.Ronaldo. Kaká decidiu destinar o cheque de 2 milhões de yen à Fundação Milan, um gesto belíssimo, que faz compreender o caráter deste rapaz. Finalmente devo dizer que em 16 de dezembro de 1899 nasceu o Milan, em 16 de dezembro de 1999 eu desejei fortemente a criação do Milan Channel e 8 anos depois retorna-se à liderança mundial exatamente nesta data. Incrível.

****

Antes que eu esqueça, o Milan deixou um recadinho para Esteban.

Você pode receber nossos artigos de graça pelo seu e-mail. Apenas inscreva-se pela caixa abaixo.

Provando do mesmo remédio

setembro 27th, 2007 | 11 Comments | Filed in Copa Sul-Americana 2007, Futebol

O Boca começou jogando contra o São Paulo no Morumbi da mesma forma que fez contra o Grêmio no Olímpico pela final da Libertadores. Com o intuito de cozinhar o jogo e a paciência do São Paulo.

Mas ora bolas, não é isso que o São Paulo vem fazendo durante o Campeonato Brasileiro? Então, dessa vez o Boca jogou contra um time que como sabe fazer, deve saber como desfazer. E o tricolor não se fez de rogado. Continuou jogando seu futebol, no seu estilo.

Aliás, nada mais natural para o São Paulo. A vitória simples bastava, e durante há algum tempo o São Paulo não vê dificuldades em fazer isso no seu estádio (e nos demais estádios também).

Durante o primeiro tempo, até que o jogo de enrolação que o Boca Juniors funcionou. Até porque o time não fez apenas a cera, como marcou bem o São Paulo. Contudo, fica meio arriscado fazer tal jogo com apenas o empate para segurar.

Com Borges e Dagoberto não saía jogada. Tanto que o São Paulo voltou com Aloisio no lugar de Borges, possivelmente já pensando no abafa na área.

Por volta de 15 minutos do 2º tempo, Aloisio fez por merecer seu lugar em campo, dando uma de centroavante inteligente.

Vendo a bola lá no alto na área, sentado na minha poltrona já pensava alto: “Vê se não faz a porra da falta Aloisio”. E Aloisio ficou mesmo esperando a falta de traquejo dos defensores para usar o corpo para proteger e ajeitar a bola e fuzilar o gol do Boca Jrs.

1×0 São Paulo.

Aí… Um outro Boca teve de jogar. O Boca que teve de sair para o jogo, e logo contra quem? Contra o São Paulo, time que vem se mostrando implacável na defesa quando quer.

E à partir desse momento, o Boca passou a se servir do próprio remédio. A cera mudou de lado. E dá-lhe argentino nervoso, apressado em campo.

E a angústia portenha aumentava quando Aloisio pegava na bola. Sem ser necessariamente perigoso, o atacante jogava de forma muito inteligente. Ainda mais quando Muricy deixou-o sozinho no ataque sacando Dagoberto para reforçar a zaga com André Dias. Aloisio por três vezes carregou a bola para a bandeirinha de córner segurando-a por lá infernizando os zagueiros argentinos.

O tempo passava e só bola alçada na área do São Paulo, sem levar perigo ao gol de Rogério Ceni. Até o fim.

Você pode receber nossos artigos de graça pelo seu e-mail. Apenas inscreva-se pela caixa abaixo.