Até hoje, somente a página principal, como não poderia ser diferente, teve mais visitas que a página do Bolão. Sucesso total de público, e por que não dizer, de crítica.
Sucesso de crítica?
Claro. Afinal de contas, o Blá blá Gol lançou uma medida inovadora, que engloba todos os aspectos positivos de todas as vertentes de fórmulas de disputa.
Os detratores dos Pontos Corridos alegam que falta emoção e que não privilegia uma disputa direta. Já os amaldiçoadores do Campeonato com Play-Offs no final insistem na tecla que a justiça não prevalece.
Com seu ineditismo no regulamento, o Blá blá Gol conseguiu juntando emoção e justiça, premiar seu vencedor.
O grande Campeão do I Bolão Blá blá Gol abriu para o Vice-Campeão da competição em pontuação absoluta, 14 pontos, mas correu risco grande de perder o título até a última rodada, chegando um mísero ponto à frente pelo regulamento do Bolão Blá blá Gol.
O prêmio do Bolão não fica no Rio de Janeiro. Vai para o Nordeste. O rubro-negro Antônio Ramalho que com regularidade liderou a maior parte do Bolão mostra que ao contrário da difundida crença popular, flamenguista pode sim entender de futebol.
Não fosse Serginho Valente ser vice de novo (na opinião de Serginho, do 2º ao último é a mesma coisa) em último lugar, a dupla de botafoguenses, Flávio e Gaburah, do Bolão igualariam o feito tricolor das temporadas (coisa de europeu) 1998/1999 e seriam rebaixados direto para a 3ª Divisão do Bolão.
Uchôa chutou o balde no final, talvez já acomodado pela distribuição de taças de isopor e ficou lá embaixo também.
O burocrático saxofonista cavalo paraguaio Lincoln de Castro® não ficou de todo triste, pois afinal, sua ardilosa velha máxima prevaleceu: “Vencer de Victor é um campeonato à parte.“
Os dois concorrentes mais identificados com sistemas europeus de premiação disputaram a 5ª posição ferrenhamente, iniciando uma rivalidade medíocre mas eterna. No fim, Robínson derrubou Pablo por 1 ponto de diferença. Certamente Pablo irá se emergir em livros de estatísticas no 1º semestre em 2008, o que permitirá com que ele se qualifique a roubar essa 5ª posição de Robinson no 2º semestre.
Ana Paula contente está por ter ficado no G4 (o Blá blá Gol insiste em saber que porra é essa? Para que chamam no Brasileirão uma faixa de colocações de G4 se até o 5º colocado se classifica para a Libertadores?). Garante ela que se tivesse mais uns três Náuticos no Brasileirão, ela ganhava a parada.
Bender deve ter sido um dos que ficou mais satisfeitos com sua colocação. Tanto é que resolveu colocar na última rodada palpites que não permitiriam que ele ultrapassasse líder e vice-líder. Se repetir a comemoração que fez com a conquista de seu time do coração ao alcançar o 3º lugar no Brasileirão, o Chalé ficará pequeno. Bender já solicitou ao Governo do Estado do Rio de Janeiro um troféu. O Blá blá Gol já adianta que no futuro, não reconhecerá livros de isopor como título do I Bolão Blá blá Gol.
E o Bolão teve até vilão na última rodada (sim, pois no meio da competição quem arrumou quizumba foi Pablo Martinez). Alface. Encarnado no melhor estilo Paulo Baier, Alface, apoiado por blindado esquema jurídico, aproveitou a brecha (s/trocadilhos) no regulamento do Bolão e na última volta do ponteiro copiou os palpites de seu adversário Antônio Ramalho, trocando apenas um palpite. Mas, ironicamente, o Galo Vingador acabou com os planos de Alface, que ficou com o Vice-Campeonato.
A pontuação que vale, é a primeira, com o descarte de 08 rodadas. A ao lado foi o total de acertos. Cabe ressaltar, que não palpitamos em 100% dos jogos. Eu lembro, por exemplo, que o jogo Botafogo 4×0 Vasco não foi computado. Não lembro se houve algum outro desconsiderado.


Quero agradecer a todos que participaram do Bolão. Não apenas ao Clube dos 12, que participou do início ao fim, mas àqueles demais que conseguiram participar por algumas rodadas.
Espero que em 2008, comecemos com mais participantes e que encerremos também com mais participantes.
Boas festas à todos.