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Posts Tagged ‘História’

70 anos de Futebol e Regatas

December 8th, 2012 | 8 Comments | Filed in Futebol

Da união de dois grandes se fez o colosso

No dia 8 de Dezembro de 1942 foi oficializada a união entre o Clube de Regatas e o Football Club do Botafogo. O fato que parecia natural mas que ia ficando de lado, acabou sendo aceito extra-oficialmente em Junho de 42, logo após a morte de Armando Albano, durante um jogo de basquete entre os alvinegros. A partir daí a fusão se deu e a estrela solitária, companheira dos remadores durante o amanhecer, passou a fulgurar nas vestes futeboleras.

Filho e sobrinho de Albano deram a camisa histórica ao Botafogo

Aqui uma recriação muito boa da história feita pelo Globo Esporte.

“Nas disputas entre os nossos clubes só pode haver um vencedor: o Botafogo!” – Eduardo Góes Trindade, presidente do Botafogo Football Club.

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Debute Vovô

May 13th, 2012 | 330 Comments | Filed in Futebol

Quando Botafogo e Fluminense adentrarem o relvado do estádio alvinegro estarão dando início a 1ª final clássica, de mata-mata, do histórico do confronto geriátrico. O clássico apresenta um passado grandioso: um time nascendo para desafiar o outro, vizinhos de bairro, alternantes em conquistas de taças, recordes e hegemônicos nos primórdios futeboleros. Uma rivalidade puramente desportiva, pioneira, nascida para a eternidade. Pena que não foi/é alvo de apelos publicitários ou devaneios populistas como outros clássicos do Rio, mas para isso existem os blogs.

Essa falta de finais se deve ao regulamento pontocorridense que permeou o futebol carioca ao longo dos tempos. Nos anos 80 e 90 e, principalmente, 2000 foram quando as finais matamateiras tomaram as rédeas, mas nesse tempo Botafogo e Fluminense passaram por maus momentos. O alvinegro nos 80’s e 1ª metade dos 00’s e os tricolores nos 90’s e 2ª metade dos 00’s.

Alguns jogos decisivos na história dos pontos corridos entre as duas equipes:

1910 – O Glorioso

O time de rapazes, que já botava medo no time de bigodes, resolveu que após a quizumba de 1907 deveria apelar para a destruição para sair campeão. E com um campanha irrepreensível o alvinegro venceu 9 dos 10 jogos, fez 66 gols, sofreu 9 e levou a pecha de “O Glorioso” para todo o sempre. A taça foi assegurada ante o tricolor, na penúltima rodada, com uma vitória por 6 tentos a 1.

1946 – “Dêem me Ademir que lhes darei o campeonato”

Essa foi a frase profética de Gentil Cardoso antes do início do torneio de 46. Se referia ao avante Ademir de Menezes do Vasco, que só jogou essa temporada pelo Flu.
Naquele ano o campeonato terminou empatado entre 4 equipes: Botafogo, Fluminense, Flamengo e América. E o tricolor assegurou o troféu do 1º Supercampeonato carioca contra o Botafogo, vencendo por 1 a 0, justamente com gol de Ademir.

1957 – Massacre alvinegro

O Fluminense liderava o campeonato com 35 pontos, um a mais que o alvinegro, e detinha o favoritismo para a última rodada, onde ambos se encontrariam. Mas Paulo Valentim (5 gols!) escoltado por Garrincha (1 gol) destruíram o tricolor: 6 a 2. Segundo Roberto Porto, Telê Santana pediu clemência a Didi durante o jogo, quando estava 4 a 1, o pedido não foi atendido e os dois trocaram pontapés durante a contenda. Depois dessa conquista o Manequinho virou lenda.

1971 – O Grande Roubo

Ao contrário de 1957, em 1971 o Botafogo que entrava como o favorito e detentor da vantagem do empate. Paulo Cézar, o Caju, chegou a tirar foto com a faixa de campeão mas no encontro derradeiro o tricolor venceu por 1 a 0, com gol irregular de Lula, após a falta de Marco Antônio em Ubirajara, aos 43′ do 2º tempo. O mais doloroso é que o Botafogo só precisava de uma vitória nos últimos três jogos contra Flamengo, América e Fluminense. Perdeu duas e empatou uma.

1975 – Final Triangular

O campeonato de 1975 foi dividido em três turnos, vencidos por Fluminense, Botafogo e Vasco respectivamente. O Fluminense inaugurou o triangular vencendo o Vasco por 4 a 1. Dias depois o Vasco descontou no Botafogo: 2 a 0. Com isso, no Vovô da última rodada, o Botafogo precisaria vencer o tricolor por uma diferença de três gols, o que não aconteceu. 1 a 0 alvinegro e título tricolor.

2012 – …

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Quarentinha, o artilheiro que não sorria

December 31st, 2008 | 13 Comments | Filed in Botafogo

Como encarregado de avaliar o referido texto (presente de Natal é o cacete!!!) pude constatar o quão perverso é este mundo da bola. O texto conta a biografia do meia esquerda que fez história no áureo Botafogo dos anos 50-60 do século passado. Caso típico do despreparo a que são expostos estes atletas que, desde novos, abrem mão de uma formação convencional para se dedicar integralmente ao futebol.

O artilheiro que não sorria

O artilheiro que não sorria

Nosso Quarentinha, nosso porque era querido por todos, assim como o Garrincha e todo o Botafogo, possuía aquela ingenuidade e timidez, típica dos gênios, que fez com que sua não-atitude, de desdenhar dos próprios gols, fosse tomada como frieza e passividade. Isso fez com que algumas portas fossem fechadas, mas não impediu que se tornasse o maior artilheiro da história do Botafogo. E sua impressionante média de gols é a 2ª maior entre os artilheiros cariocas.

Atuou no Rio de Janeiro de 1954 a 1964, 9 anos no Bota e um no Bonsucesso. Brilhou num time que tinha Didi, Garrincha, Zagallo, Amarildo, Nilton Santos, Manga entre outros. Um acidente de percurso o tirou da Copa de 62 (estava voltando de contusão no joelho e saiu na última peneira), mas o Gérson, que era juvenil na época, diz que “foi um absurdo terem tirado o Quarenta daquela Copa”. Menos mal que seus companheiros de time e ataque Amarildo e Garrincha resolveram a parada. Mas o Didi lamentou o fato e disse que tinha sido armação do Pelé para colocar seu parceiro Coutinho. Coisas do futebol…

Quarentinha, mesmo barrado, continuou jogando o fino no Botafogo e sua fama, como o time, correu o mundo. Acabou saindo meio brigado do Botafogo e a reconciliação só aconteceu na recuperação da sede de General Severiano, algumas semanas antes do título de 95.

Os fatos acima são muito conhecidos e acho que não impedem a leitura do livro, que tem muito sobre os bastidores do futebol. As brincadeiras e molecagens daqueles grandes heróis, suas viagens, suas puladas de cerca, seus vícios e manias. A relação de trabalho entre o clube e os atletas também merecem atenção, pois os caras eram tolhidos pra caramba, ao mesmo tempo que assinavam contratos em branco. Uma coisa meio síndrome de Estocolmo.

O livro tem alguns lances históricos “traduzidos” por imagens digitais que ilustram alguns belos momentos do craque e favorecem a compreensão dos rubronegros, mas, mesmo assim, ficam faltando imagens em movimento que devem existir no youtube ou outro canto qualquer. Quem conseguir passa o link.

Abraços e bom Ano Novo pra todos.

PS: O livro já foi doado à Biblioteca Blablagol e poderá ser emprestado depois que todos os alvinegros que conheço terminarem de ler o livro, talvez na semana que vem.

LEITA TAMBÉM:

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Para quem viu Corinthians 0x1 Botafogo na Globo

September 16th, 2007 | 13 Comments | Filed in Futebol, Vídeo

Duas coisas extra-jogo chamaram minha atenção na transmissão.

A 1ª foi o Baú do Esporte que mostrou curiosidade com gandulas em jogos do Botafogo. Um contra o América e outro contra o Vasco. Será, mas será mesmo que não tinha nada de interessante nos arquivos da Globo sobre Corinthians x Botafogo para mostrar mesmo?

Mas já que mostrou sobre a gandula que chorou na derrota para o Vasco, poderia falar o resto da história da menina, que é bem interessante, ainda mais para um clube cheio de supertições como é o Botafogo.

Esse jogo foi uma derrota para o Vasco por 3×0 (nem o resultado do jogo foi dito na reportagem).

O time do Vasco era disparado o melhor da Copa União de 1988 (o Vasco acabou eliminado nas quartas-de-finais para o Fluminense, que teve a pior campanha entre os oito classificados. Aliás, entre os 8 não. Teve campanha até pior que times não classificados) e sapecou 3 no Botafogo já quase no fim do 2º turno.

Essa menina aí caiu no choro, virou reportagem e o escambau.

À partir de então, o Botafogo, que era um timeco, não perdeu mais jogo algum. Nada adiantou para a Copa União de 88, mas o Glorioso continuou sem perder jogo também em 1989, o que culminou com a quebra do jejum de 21 anos naquele jogo que Mauricio empurrou Leonardo.

Foto do Botafogo Campeão Carioca de 1989

A 2ª coisa foi o comentário de José Roberto Wright sobre a jogada de Kerlon, a foquinha cruzeirense, no lance em que Coelho foi expulso no jogo Cruzeiro 4×3 Atlético-MG.

O comentarista de arbitragem da Globo disse que Coelho deveria ser expulso, mas fez a ressalva que Kerlon tinha provocado.

PORRA! Quando Kerlon ficou fazendo aquela palhaçada na Seleção Sub-Qualquer Coisa, a Globo fez reportagem no Globo Esporte, Esporte Espetacular. Disse que o drible era produtivo e o escambau.

Aí agora bem dizer que o cara estava provocando? Ah… vai pra plantar batata no asfalto.

Até porque, o maluco driblou o outro e já ia para a área.

O ex-juíz ainda insinuou que o momento do jogo indicava a provocação.

Ah sim… 4×3 era praticamente jogo decidido para o Cruzeiro.

Tomara que quando tiver Fluminense x Bangu, a Globo coloque esse vídeo no Baú do Esporte.

 

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Corinthians e seu tamanho

May 20th, 2007 | 7 Comments | Filed in Futebol

No artigo Média? onde comento sobre a declaração de Paulo Cesar Carpeggiani, técnico na época recém-chegado ao Timão, sobre o Corinthians ser muito maior que o Flamengo houve uma resposta de um anônimo corinthiano afirmando que a grandeza de um clube não deve ser contabilizada apenas com títulos (e muito menos com os apenas os reconhecidos pela FIFA).

Concordo inteiramente.

Creio e afirmo que o Corinthians é maior pela sua relação com a torcida na época dos 22 anos de jejum, maior pelo singular movimento da Democracia Corinthiana que culminaram com o bi-campeonato paulista de 1982/1983, maior pelo espisódio da invasão corinthiana em 1976 contra o Fluminense pela semi-final do Brasileirão que pelos títulos Brasileiros das nebulosas parcerias em 1998, 1999 e 2005.

O anônimo corinthians considera que eu rebaixo o Corinthians pelas conquistas de 1998 e 1999 (bom saber que o corinthiano lembra da nebulosidade de 2005 com a MSI). Eu não rebaixo o Corinthians. Rebaixo essas conquistas. 1998 foi a era Exel (a Wikipédia é concisa e 100% eficiente na definição desse banco em 1998) e 1999 foi a parceria com a Hick Muse. Parceria como as famosas ISL do Flamengo, Nations Bank do Vasco, mesma ISL com o Grêmio.

O time do Corinthians em 1998 e 1999 era de fato muito bom, e pelo time mereceu vencer mesmo esse bi-campeonato, mas foram, em minha opinião, campeonatos menores que os demais, até por toda essa lavagem de dinheiro em que ficou envolvido o Corinthians, o que lhe proporcionou vantagem competitiva sobre os demais (assim como o Botafogo de 1992 de Emil Pinheiro, que felizmente perdeu para o Flamengo de Junior na final).

Não desemereci o Corinthians, Carpeggiani é quem o superestimou. Minha opinião ainda é a mesma. O Corinthians é grande, mas é menor, pela sua história que seus rivais paulistas e que o Flamengo (com Santos e Botafogo então…).

Os 5 títulos brasileiros do Flamengo não se deveram a dinheiro estatal, e sim a Zico, Adilio, Carpeggiani, Junior, Nunes, Zinho, Aldair e uma penca de jogadores formados na Gávea.

Outra forma de constatar a grandeza de um clube, é ver a relação de sua torcida com seus maiores ídolos e grandes jogadores. Tem-se no Palmeiras referência em Ademir da Guia. São Paulo com Raí, Pedro Rocha, Falcão, Gérson. Recuso-me a comentar sobre os jogadores do Santos.

Quanto ao Corinthians, lembremos novamente da invasão em 1976, que a Fiel dividiu o Maracanã para jogar contra o Fluminense de Roberto Rivellino, melhor jogador a usar a camisa alvinegra e escorraçado pela Fiel na época do jejum de 22 anos. Talvez com ele em campo, o Corinthians vencesse o Internacional na final, e fosse páreo para o Fluminense sem dilúvio.

De qualquer forma, vale à pena voltar lá no artigo Média? e conferir o comentário do anônimo corinthians, até porque ficou muito bem colocado, e certamente, discutir a história e valores me agrada mais que comentar sobre os jogos insignificantes desse domingo.

Fato que o assunto não se encerra aqui, e ressalto que é a minha opinião (embasada pelo meu conhecimento até hoje, que é pouco, mas o suficiente para que eu fale besteiras com certa propriedade), mas torço para o anônimo corinthians (e não só ele, como os demais fiéis que por aqui passarem) responder com um nome, o que facilita a colocação de opiniões.

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