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A História do Tricampeonato Carioca de 1978/79/79

January 15th, 2010 | 81 Comments | Filed in Flamengo

Nunca me cheirou bem a história do Tricampeonato Estadual rubronegro em dois anos em 1978/79/79.  Não por ser de quem foi, mas pela simplesmente exdrúxula condição de ser um tricampeonato em dois anos!

Já vi muitas discussões e explicações sobre alguns eventos do passado do futebol. Os exemplos mais contudentes ficam por conta da indefinição de um campeão Brasileiro em 1987 e um campeão Carioca em 1907 (sendo que ambos os casos já foram julgados).

Em comum nos dois casos citados, há disputa entre dois ou mais clubes pelo reconhecimento do título, o que por sua vez geraram fatos novos à posteriori, até por andamento de processos, atraindo atenção midiática e consequentemente de público. O Tricampeonato 1978/79/79 à princípio, não causa tal briga, e possivelmente por esse motivo, fica condenado ao limbo das mesas de bar e fóruns, apesar do absurdo embutido em sua simples contagem, independente da correção ou não que os fatos retratem.

Eis que então, deparei-me com um artigo à respeito do assunto no Páginas Heróicas Digitais, blog que apesar de aparentemente ser de um clube em específico (Cruzeiro) é melhor para acompanhar o futebol de forma geral que na maioria das demais mídias, e pedi permissão para trazê-lo no Blá blá Gol.

Permissão concedida, artigo enviado e publicado com uma única alteração ao fim do mesmo feita por mim, na verdade, a supressão da conclusão definitiva, mas a mesma pode ser encontrada no blog cruzeirense citado acima.

Mastiguem antes de engolir ou cuspir.

O Golpe que deu certo

Por Auriel Martins e Marcos Pinheiro

Segundo a imprensa carioca, e mesmo a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro – FFERJ, o Flamengo foi tricampeão estadual no intervalo de dois anos, em 78 e 79. A origem dessa situação esquisita, e sempre mal explicada pela imprensa carioca, é decorrência da fusão entre o Estado da Guanabara e o antigo Estado do Rio de Janeiro, que ocorreu em 15 de março de 1975.

O relato abaixo é baseado nas pesquisas do pesquisador Auriel de Almeida, que durante três anos vasculhou os arquivos da Biblioteca Nacional e de jornais cariocas e fluminenses, com o propósito de resgatar a história do antigo campeonato fluminense, disputado desde 1915.(http://blog.soccerlogos.com.br/2008/10/07/averdadesobrecarioca1978/).

Vigorava à época da fusão o Decreto-Lei 3.199, de 14abr1941, que estabelecia uma rígida estrutura para o desporto no País, somente podendo haver um única federação de cada esporte por Estado. Em 08out1975 esse Decreto-Lei foi revogado pela Lei 6.251, que, em seu art. 14, §1º, repetiu o comando de não poder haver, em qualquer Estado, no Distrito Federal ou nos Territórios mais de uma federação para cada desporto. O novo Estado do Rio de Janeiro passou a contar com duas federações: a Federação Carioca de Futebol – FCF e a Federação Fluminense de Desporto – FFD. Era necessária uma fusão entre as federações para sanar a ilegalidade.

Os clubes cariocas resistiam a essa união. Afinal, o campeonato fluminense foi, talvez, o mais bagunçado campeonato que já existiu em terras tupiniquins. A fusão das federações foi sendo empurrada com a barriga e três times fluminenses participaram dos campeonatos cariocas de 76 e 77 como convidados: o Volta Redonda, o Goytacaz e o Americano. O campeonato fluminense continou existindo nesses anos, sem a participação desses três. Mas em 1978 o Conselho Nacional de Deportos – CND perdeu a paciência e determinou, por meio da Resolução nº 4/78, a fusão já naquele ano, com a organização de um campeonato unificado de imediato.

Alegando falta de tempo hábil para organizar um campeonato unificado, os cariocas propuseram a seguinte fórmula, sugerida pelo presidente do Vasco, que foi aceita. Os times seriam divididos em dois grupos, um composto por times cariocas, e outro, por times do interior, ambos os grupos valendo taça (como também aconteceria com o Campeonato Brasileiro de 1987, em seus módulos Verde e Amarelo). Em fev/mar de 79 seria disputada a fase final, composta por 10 times, sendo 6 oriundos do grupo carioca e 4, do grupo do interior. O campeonato se chamaria I Campeonato de Futebol Profissional do Estado do Rio de Janeiro.
Desde o início da competição, os jornais fluminenses denunciavam que a imprensa carioca omitia de seus leitores a real fórmula do campeonato, deixando transparecer a impressão de que o grupo disputado pelos times cariocas fosse um campeonato a parte, nos moldes do já então extinto campeonato carioca:

“Não vamos começar com o célebre antes tarde do que nunca, porque ainda há gente trabalhando para que a situação continue para ajeitar certos interesses. Basta verificar a mistificação que anda por aí, com a cortina de fumaça em torno do que verdadeiramente está em disputa no futebol do novo Estado do Rio.

As federações antigas, naturalmente por pensarem em arrecadações não mostram vontade de esclarecer a mecânica da competição e se o torcedor pesquisar um pouco verificará que nem os meios comuns de comunicação parecem ter conhecimento do assunto.

Vejam bem a disparidade do que se anuncia ou do que está sendo comemorado. Nestes primeiros turnos, um já encerrado no município do Rio, o que está previsto é a conquista de Taças, a da Cidade do Rio, entre cariocas, e a Taça Sport Press (nota: a Taça do Interior foi patrocinada pelo jornal O Fluminense), para os fluminenses.

Agora parte-se para o segundo turno, mas para o espanto geral senão mesmo surpresa completa ouve-se por muitos lados que o time tal ou qual disputará o título carioca. Não somos dos mais formados em resoluções dos paredros fluminenses, mesmo os que ainda se julgam apenas cariocas, porém o aprovado é que a série de jogos em curso será para indicar seis representantes do Rio (da antiga FCF) para juntamente com os quatro melhores do Interior Fluminenses (da antiga FFD), competir pelo I Campeonato Fluminense (novo Estado do Rio criado pela fusão) de futebol profissional – o certame de 10 ou 12 clubes (os cariocas pretendem a inclusão de mais dois) a ter lugar nos meses de fevereiro e março. Ou será que andamos lendo ou ouvindo mal?

De acordo com o regulamento, mais tarde em 79 mesmo, haverá então uma primeira divisão ou divisão especial para um máximo de 20 clubes, naturalmente os doze das cadeiras cativas cariocas e mais seis que disputam a classe do lado de lá, havendo vagas (duas) para pretendentes interiores devidamente capacitados – Divisão de Acesso.

Assim, somente depois do Carnaval do próximo ano é que se terá o 1º campeão da fusão e antes do Natal seguinte o segundo titular do certame. Ao contrário do Chacrinha, não editamos aqui para complicar, porque nos faltam virtudes para confundir, que sobram aos mentores de clubes dos dois lados da Baía de Guanabara, com ou sem poluição.” (O Fluminense, 22out1978).

Findo o grupo do interior, o vice-presidente da FFERJ, Eduardo Viana, apressou-se a esclarecer que o Goytacaz não fora campeão estadual de 78, enquanto a impresa fluminense continuava criticando a desinformação veiculada aos torcedores cariocas:
“O título conquistado pelo Goytacaz, no entanto, não é reconhecido pela Federação. Segundo Eduardo Augusto Vianna da Silva, o Campeonato Fluminense desse ano é apenas uma fase classificatória do I Campeonato Estadual de Profissionais no ano que vem. O que o clube irá receber, de oficial, será o Troféu Sport Press (antigo Troféu do Interior, agora patrocinado pelo jornal O Fluminense). Ao que tudo indica a FFERJ não dará nem um diploma.” (O Fluminense, 14nov1978).

“O ex-Campeonato Carioca, agora simples torneio de classificação para a indicação de seis candidatos ao verdadeiro campeonato fluminense, está sendo realizado sem que os comandantes da ex-entidade carioca assumam as verdadeiras finalidades da competição.” (O Fluminense, 19nov1978)

“…afinal estamos na terra fluminense, que reúne, depois de séculos de separação, a antiga capital federal que já foi estado e hoje é município, com o antigo Estado do Rio. De um modo geral andam espalhando nas promoções, histórias sobre uma disputa de um pseudo campeonato carioca, já extinto, para saber quem ganhará a Taça Rio de Janeiro. O que existe, pelo menos se houver o milagre da palavra ser cumprida, é que os seis primeiros colocados de cá, contra Goytacaz, Americano, Volta Redonda e um quarto que está para ser decidido.

Lá para fevereiro-março, no Rio, se terá chances de conhecer os campeões de 78, sob os figurinos os mais excêntricos criados pelos falsos ditadores da moda nas tabelas do futebol brasileiro. E nada terá sido ensinado e muito menos aprendido pelos que estão dos dois lados da sala. É que professor e aluno costumam se confundir na mediocridade dos conhecimentos, errando para transmitir e, pior, sem a menor capacidade de entender o que se tenta oferecer como esclarecimento. O resto todos sabem como acaba.” (O Fluminense, 26nov1978)


“Eduardo Vianna, o homem forte dos clubes do interior começou falando sobre uma possível virada de mesa no atual campeonato carioca, dizendo que este já é o I Campeonato Estadual em sua fase de classificação, pois a fase final será no próximo ano, com os seis primeiros da capital e os quatro do interior:

– O artigo 106 parágrafo 2 da deliberação da CBD não permite a alteração como querem os desclassificados.” (O Fluminense, 01dez1978)

A pedra estava cantada e, contando com a omissão de quem devia informar, assim que terminou a chave dos cariocas, a FFERJ proclamou o Flamengo campeão estadual. Passou por cima do regulamento solenemente. Os fluminenses recorreram à Justiça que anulou a decisão da nova federação:

“Escrever, realmente escrevemos falar, não fizemos economia de palavras, mas decididamente, andamos clamando no deserto, porque terá havido muita ingenuidade da maioria (o que é possível), ou excesso de má fé de uma certa minoria. Certo. O Fluminense publicou em seguidas semanas, a ponto de ficar meio sobre o aborrecido, comentários nossos sobre o que se realizava no interior do Estado do Rio, como preparativo para o I Campeonato Estadual depois da fusão. Existiam, anunciavam os com base em regulamento, que os interessados é que aprovaram, que com as taças sairiam seis clubes daqui e quatro de lá para a competição, a ser realizada entre fevereiro e abril, tudo com a aprovação de fluminenses e cariocas, já então convencidos de que tinham voltado a integrar a velha província.

Interesses outros pesaram para que em nenhum momento houvesse a divulgação honesta do regulamento que contrariava contratos e promoções e atendiam principalmente a vaidade dos participantes de qualquer grau. Foi esquecida a intervenção do presidente da CBD, Almirante Heleno de Barros Nunes, que encontrou a fórmula quando estava certa a suspensão do campeonato carioca por força de mandato judicial. Todos se puseram de acordo e foi a última vez em que se cuidou a sério do novo sistema de disputa, por que daí em diante para o inferno as promessas e neste ponto brilhou mais uma vez o incrível ex-candidato a deputado, derrotado quando do MDB e agora também na legenda da Arena.


Em pronunciamentos bombásticos e extensos, como é de seu habitual, falou em defesa dos clubes do interior e que nada pudera fazer por culpa dos filiados da capital, cuidou de esquecer o regulamento e lançou proclamação. Aí apareceu inclusive o respeito à própria palavra e deixou para o Tribunal de Justiça a responsabilidade de lembrar que o campeonato da nova entidade era outro.

Naturalmente o torcedor rubro-negro já está pensando que houve tapetão ou mesmo esbulho, pois o boletim do Octávio Pinto Guimarães diz uma coisa e o tribunal da mesma entidade resolve outra. Culpa de quem?” (O Fluminense, 09dez1978)


“Embora tida como uma demonstração de unidade granítica – como disseram alguns verborrágicos – a Coligação dos Quatro Grandes não passou de um golpe de inteligência aplicado pelo Flamengo (…). Pelo que ficou sacramentado, o I Campeonato da Fusão teria três etapas, a saber: Campeonato do Rio, Campeonato do Interior e Campeonato Estadual, este com a participação dos seis primeiros colocados no Rio e dos quatro do interior. De maneira que, definidos os dois campeonatos, com as vitórias de Flamengo e Goytacaz, falta o mais importante – o Estadual – o que explica o golpe do Flamengo tentando torpedear o cumprimento do regulamento, porque pode acontecer que outro clube ganhe o “verdadeiro campeonato”. (O Fluminense, 04jan1979)

Como simplesmente ignorar o regulamento não deu certo, os grandes cariocas resolveram mudar o regulamento, extinguindo a fase final ou, se não desse, desvinculá-la do campeonato estadual de 1978, tranformando-a num torneio extra, um tapa-buraco. Convocou-se o Conselho Arbitral do torneio para deliberar sobre as alterações propostas pelos rubro-negros. Numa primeira votação, por 9 a 8 decidiu-se pela manutenção do regulamento (com a abstenção do Goytacaz, que também lucraria um título estadual com a proposta flamenguista). Os representantes flamenguistas não aceitaram a decisão e, com o tumulto formado, forçaram a suspensão da reunião do Conselho Arbitral. No dia seguinte, na continuação da reunião, o Madureira, sabe se lá porque, mudou seu voto, aprovando-se a mudança do regulamento por 9 a 8, favorecendo-se o Flamengo e o Goytacaz:

“O que houve antes, foram apenas três etapas do certame, tendo o Flamengo ganho duas Taças – Guanabara e Rio de Janeiro – enquanto o Goytacaz foi o Campeão do Interior. O que vencer o certame a ser iniciado dia 3 ou 10 será o Campeão Estadual, quer dizer, o verdadeiro Campeão. O Flamengo, quando muito, pode se considerar campeão municipal, o que explica a luta do alto comando rubro-negro para que o certame se refira a 79 e não a 78.” (O Fluminense, 20jan1979)


“O representante do Flamengo na Federação informou que manteve contato com o Sr. Aghartino da Silva Gomes e que o Vasco está inteiramente de acordo com o rubro-negro, isto é, aceita que o certame de 10 clubes pertença à temporada de 79.” (O Fluminense, 20jan1979)


“Hoje, finalmente, ficaremos sabendo quando começará o campeonato, quer dizer, quando recomeçará, por que o que se vai disputar – contrariando os desejos do Flamengo – é a terceira e mais importante fase do certame de 78, quando então se conhecerá o verdadeiro campeão, o campeão estadual.” (O Fluminense, 23jan1979)


“Os clubes cariocas estarão hoje reunídos às 18 horas, em Conselho Arbitral, para a definição do número de clubes e fórmula de disputa do Campeonato Estadual, que ainda não se sabe se será de 78 ou 79, outro ponto a decidir.” (O Fluminense, 23jan1979)


“O Flamengo não concordou com a validade do I Campeonato Estadual do Rio de Janeiro para o ano de 1978 e provocou a suspensão do tumultuado conselho arbitral do EFFERJ de ontem à noite, que teve três horas de duração, começando às 19h e terminando às 22h. Por 9 votos contra 8 (o Goytacaz foi o único a não votar) os clubes foram favoráveis à realização da competição como sendo válida pelo ano de 78.

O Flamengo desejava que o I Campeonato Estadual do Rio de Janeiro valesse pelo ano de 79 e como não conseguiu os seus objetivos, seu representante Dunshee de Abranches provocou a suspensão da reunião, ameaçando entrar com uma ação na Justiça Comum.

Com isso, novo Conselho Arbitral ficou marcado para amanhã, quando ficará resolvido se o certame valerá, mesmo, pelo ano de 78 ou 79.” (O Fluminense, 24jan1979)


“Campeonato Especial do Rio de Janeiro”: com essa denominação, a crise do futebol carioca foi superada e a solução foi encontrada durante a tranquila reunião dos 18 clubes filiados à FERJ, em Conselho Arbitral, que aprovaram por unanimidade a nova nomenclatura, em substituição à de I Campeonato Estadual do Rio de Janeiro, que seria válido pelo ano de 78. A idéia partiu de Antônio do Passo, representante do Vasco.

Dez clubes disputarão o Campeonato Especial, serão eles os seis primeiros do Campeonato Carioca de 78 – Flamengo, Vasco, Fluminense, Botafogo, América e São Cristóvão – e os quatro primeiros do Campeonato Fluminense de 78 – Goytacaz, Americano, Volta Redonda e Fluminense.

Os oito clubes que não farão parte do Campeonato Especial disputarão o Torneio Oduvaldo Cozzi.

Por último, ficou acertado que o I Campeonato Estadual do Rio de Janeiro, válido pelo ano de 79, será disputado de 6 de maio a 29 de setembro, com a participação dos 18 filiados.” (O Fluminense, 26jan1979)


“Chegamos finalmente à semana do início do Campeonato (Municipal, Estadual Carioca ou Fluminense, ninguém sabe) grotescamente denominado de “Campeonato Especial”, quando deveria chamar-se “Campeonato do Grito”. Foi na base do grito que o Flamengo levou a Federação a passar por cima dos estatutos de uma deliberação da própria CBD. Regulamentarmente, o campeão de 78 seria o clube que vencesse o certame que se iniciará sábado, com 10 agremiações, ficando o Fla como Campeão Municipal. E estava tudo decidido quando o Flamengo conseguiu que o Madureira – sabe Deus como – reconsiderasse o seu voto.

O que aconteceu foi pura e simplesmente subversão regulamentar. Escamoteando o verdadeiro motivo – o medo de ver seu título de campeão carioca raspado com borracha – o Flamengo gritou que “disputar em 79 o campeonato de 78 não fazia sentido”. O que “faz sentido” para os ilustres dirigentes dos clubes, é a disputa de dois cameponatos do mesmo ano: Campeonato Especial, com 10 clubes, e I Campeonato Estadual do Rio de Janeiro, com 18 clubes.” (O Fluminense, 30jan1979)

Por fim, o torneio tapa-buraco, denominado “Campeonato Especial”, foi também vencido pelo Flamengo. Ironicamente, o mesmo Flamengo que lutou para que esse torneio não fizesse parte do campeonato estadual, passou a considerá-lo como estadual após vencê-lo, tudo com apoio da imprensa local e mesmo da FFERJ, que lista esse título como se fosse um título estadual. Foi com voto do próprio Flamengo que se decidiu que o I Campeonato de Futebol Profissional do Estado do Rio de Janeiro fosse aquele disputado de 6 de maio a 29set1979, mas tudo foi esquecido posteriormente, em prol do tri em dois anos.

Auriel de Almeida Martins, 25 anos, torcedor do Botafogo e do Canto do Rio, designer e museólogo, mora em Niterói.

Marcos Pinheiro, 37, cruzeirense, carioca, engenheiro, pós-graduado em Economia, bacharel em Direito, mora em Belo Horizonte.

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