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Archive for the ‘Fluminense’ Category

Sobre Renato Gaúcho

agosto 28th, 2008 | 9 Comments | Filed in Campeonato Brasileiro 2008, Fluminense, Libertadores 2008

Lá vou eu arrumar sarna para me coçar.
Ia ser um comentário deste artigo. Mas como não tem muito à ver com o artigo original e foi ficando gigante. Melhor que vire post.

Talvez pelo Renato ter sido técnico do Fluminense durante muito tempo, e principalmente neste ano em que o Fluminense tinha time para se impor aos demais, eu tenho as restrições em relação a ele como treinador.

1) Dentre as restrições, a principal dela é exatamente a de não armar o time para se impor sobre o adversário, para controlar o jogo. O time do Fluminense adotava como esquema a segurança defensiva com auto-suficiência ofensiva, isto é, o time jogava de forma muito forte defensivamente e considerava que seus atacantes (digo todo mundo que poderia concluir, incluindo os zagueiros em jogadas de bola parada) resolveriam a parada na frente.

Por essas características, eu sempre achei (e por escrito) que o Fluminense era muito bom e perigoso quando não precisava buscar o jogo. Era muito difícil ganhar do Fluminense, por outro lado, podia-se segurar o Fluminense (vide jogos decisivos de Taças GB e Rio contra Vasco e Botafogo).
Sempre achei temerário toda vida a adoção de um esquema assim para um time com tantos jogadores bons de frente. Até porque defendo a tese que a Ásia se defende em Moscou e não no Aral.
A opção desse tipo de esquema foi dele. E teve tempo para escolher essa filosofia. E isso é um dos pontos concretos como treinador que eu tenho a criticá-lo.

2) Outra, foi a forma com que ele não trabalhou com o elenco. Principalmente reservas para mudar o jogo ofensivamente. De novo volto aos jogos contra Vasco e Botafogo onde Renato ficou segurando seus “11 titulares” para cobrar penalty.

Tartá, Alan, são novos e não tem cancha para a Libertadores? Então nem convoca para o jogo. Renato não os usava com mais freqüência em jogos de responsabilidade, ficou sem saber se podia usar quando precisou.
Vale ressaltar que ele definiu esse elenco, que classificou o suficiente para a Libertadores, “cascudo”. Faltando apenas um jogador, Leandro Amaral. Muito pouco para fazer diferença, considerando que não era nada anormal que ele estivesse machucado, suspenso ou o caralho de asas no fim.

3) Essas restrições não o fazem pior que a maioria dos técnicos que aí estão, porque esses fazem ou as mesmas coisas, quando não fazem pior, ou nem mesmo entendem o que fazem.

4) O jeito de ser do Renato, as coisas que ele diz, não vejo problema algum. Pelo contrário. Ele vai direto ao ponto, atacando de frente a questão. Tem um problema é que por querer se posicionar à respeito de tudo, mesmo do que não conhece, vestindo a camisa do seu time, dá batatadas (como se pronunciar no caso de Liminar Amaral que é um área longe de sua alçada de conhecimento e principalmente de atuação). Mas que em nada interferem no seu trabalho como treinador da equipe.

Um cara nas condições do Renato, neste 1º semestre de 2008, deve trabalhar por volta de 10h, 12h por dia por uns 6 dias na semana. Treinando o time, vendo (mesmo que não entenda nada) material sobre o adversário, pensando no próximo jogo e mais no futuro (mesmo que pense tudo errado), além dos jogos em si. Certo que não tem como ficarmos vendo como o sujeito trabalha, até porque nem mesmo sabemos como um treinador faz para treinar o time (alguém aqui sabe?), mas acho que uma boa para criticarmos o trabalho do cara é o comportamento do time em campo e sua atuação com relação a substituições e às situações que o jogo impõe.

Já é comodo fazer isso. Agora…, é forçar um pouco a barra do comodismo de sentar em frente a um teclado e avaliar (em definitivo) se o cara é bom ou mal técnico pelas frases das coletivas que aparecem no Globo Esporte ou que saem entre aspas no Lance.

Ainda mais que essas frases são feitas para analfabetos funcionais. Quando destacaram que o Parreira disse que o “gol era apenas um detalhe” alguém realmente achou que o Parreira quis dizer algo do tipo: “o gol é apenas mais uma coisa do jogo como um escanteio, quatro faltas ou o cara cortar direito a grama do lado esquerdo”?

****

Renato é ex-jogador e isso não deixará de ser, porque, ora bolas, ele foi jogador. Aliás, ao contrário, ele é um dos que não passa a imagem de boleiro, porque ele sabe falar, coisa rara em jogador de futebol. Para os que não acham que Renato é treinador, seria interessante ver o currículo dele em pouco tempo:

Começou em time grande efetivamente no Fluminense em 2002 (em 96 ele foi interino na draga total porque nem tinha mais o que ser feito. Eu não lembro nem quantos jogos foram, só lembro que ganhou o último). O time vinha lá por baixo na tabela e foi buscar uma semi-final de Brasileiro. Renato foi mandado embora em 2003 com o time entre os 10 primeiros. Foi chamado de novo com o time na ZR e tirou ele de lá.

O Vasco está há sei lá quantos anos numa merda só. Acho que o único período de luz foi com Renato (talvez isso até ajude a explicar um pouco a idolatria de Serginho [1] [2] pelo cara como técnico). Com aquele timeco horroroso do Vasco com aquele Sapo-Boi de Presidente ele chegou na final da Copa do Brasil e por muito pouco não conseguiu a vaga para a Libertadores. Com o time cocô do Vasco. Lembremos que Jean era um dos destaques.

Na vinda da Copa do Brasil para o Fluminense, pode ter pego o bonde andando, só que depois que Abel saiu no fim de 2005, um monte de gente pegou o mesmo bonde e nem sinal de colocar em linha reta: Ivo Wortman, Um-Cara-que-Esqueci-Quem-Era-e-Que-Ninguém-Vai-Saber-Mesmo, Oswaldo de Oliveira, Um-Interino-Que-Tomou-Um-Passa-Fora-do-Leão, Antonio Lopes, PC Gusmão e Joel Santana. No título da Copa do Brasil o Fluminense passou já um considerável número de jogos com Renato sendo o técnico do time. Não creio que tenha sido tão desprezível a participação dele neste título.

Depois disso ajustou bem o time no Brasileiro e chegou com a porra do time para uma final da Libertadores ganhando do São Paulo, bi-campeão brasileiro reforçado de um Adriano em forma jogando pra caralho, e do Boca na semi-final.

Pelos times que eram antes do Renato assumir e pelas situações que estavam, acho que sempre foi além da meta real que a equipe almejava, ou no caso da meta da Libertadores, que é foda de ser cumprida, chegou muito próximo dela.

A má posição do Brasileirão, foi uma escolha de prioridades feita nas Laranjeiras. Ou alguém tem dúvidas que o time teria faria mais de dois pontos apenas ao fim da Libertadores se resolvesse jogar desde o início com os titulares as duas competições simultaneamente?

Só que nesse caso, não condeno ninguém a duvidar que o Fluminense pudesse nesse caso, ter chegado a final da Libertadores também…

Quando chegou com a derrota da LDU para o Brasileiro, foi a volta à realidade. Sem sacanagem, eu acho que os resultados seriam mais ou menos os mesmos que ocorreram. Se tivesse vencido a Libertadores, poderia ter ganho um ou outro jogo a mais, ou perderia outros, mas a matemática estaria próxima. Nada de 15 pontos a mais do que está agora.

Acontece que a pressão sobre o treinador e sobre o time com um Mundial a disputar não seria a mesma que a de apenas a de um time com a porra da morte apontando uma foice para ele e apenas a perspectiva de fugir dessa merda no ano. De fato, a Libertadores é um desgaste dos infernos, mesmo para quem ganha, imagina para quem perde. No Brasil, até hoje, só Muricy resistiu. Até Abel com status de Campeão do Mundo pelo Inter foi cozinhado até cair (e depois retornar).

*Obs: Para quem chegou até aqui neste texto, então chuta o balde no trabalho e leia mais um texto enorme bem interessante sobre a condição pós-Libertadores. O foco é no Fluminense mas é genérico. Escrita por um são-paulino, prolixo como eu sou.

E para fechar, na saída de Renato surgiram vários descontentes dizendo que o Renato desmontou uma estrutura profissional do Fluminense, que o Fluminense tinha montado uma estrutura de comissão técnica permanente e o escambau. Apareceu um monte de gente dizendo que colocou Thiago Neves no clube, até um técnico cachaceiro dizendo que foi ele quem trouxe o jogador para o clube. Engraçado que foi o Renato que colocou o cara para jogar…

Essa estrutura profissional do Fluminense que resolveu contratar um técnico fazendo entrevistas de RH para detectar o perfil do profissional que melhor se encaixasse na cultura de trabalho do clube (sic). Essa porra foi lá no início de 2006 para trazer o Ivo Wortman que deve ter ficado um ou dois meses e conseguiu cair antes de acabar um Carioca. Depois disso, a estrutura profissional do Fluminense ficou quietinha. Dentro dessa estrutura profissional, antes de Renato, foram 7 treinadores em um ano e meio até acertar com Renato (o 8º), que ficou mais de um ano disputando as competições mais cavernosas. Agora, que o time foi Vice-Campeão da América todo mundo quer assumir a paternidade.

Resumo da Ópera:

Neguinho tem inveja do Renato porque ele tem um trabalho que geral queria ter, tira onda e come mulher à rodo.

Sexta-feira sem ninguém puto

agosto 22nd, 2008 | 31 Comments | Filed in Botafogo, Campeonato Brasileiro 2008, Flamengo, Fluminense, Futebol, Vasco

Os 4 times do Rio venceram na rodada.

Eu não me lembro qual foi a última vez que isso aconteceu.

Está bem que os times que visitaram adversários, Fluminense e Vasco visitaram carne morta. Náutico e Portuguesa.

Mas os que foram visitados, Botafogo e Flamengo, receberam vice-líder e líder desta bagaça.

E assim Fluminense e Vasco entram a sexta-feira fora da ZR.

O Botafogo como quem não quer nada, foi o único dos 4 primeiros a marcar pontos.

O Flamengo… bem, o Flamengo ao menos parou de cair, e ficou lá perto da turma da Libertadores ao menos.

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Não resta dúvidas que Náutico e Portuguesa são uma merda. Não é necessário que ninguém tenha visto os jogos para saber disso.

Mas gostaria de saber o que alvi-negros e rubro-negros tem a dizer de Cruzeiro e Grêmio.

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Alguém lembra a última vez que os 4 times do Rio venceram juntos?

Para que a choradeira?

agosto 7th, 2008 | 7 Comments | Filed in Campeonato Brasileiro 2008, Fluminense, Futebol

O time que tinha para entrar em campo jogou bem todo o tempo, ganhou e pronto.

Não teve onda por conta das negociações de Gabriel e Cícero. Thiagos na Seleção ou piti de Dodô.

O time do Fluminense que tinha para ser posto em campo, e que não é ruim, começou jogando bem. E percebendo isso, a torcida do Fluminense não vaiou ou pegou no pé de algum jogador.

Do meio do 1º tempo em diante, o jogo deu uma esfriada, mas o Fluminense ainda não jogava mal, e a torcida não pegava no pé.

No comecinho do 2º tempo o São Paulo fez 1×0. E mesmo assim não teve aquela bobagem que o Renato vinha se acostumando a fazer: ao tomar um gol, chamar um jogador qualquer para entrar (mesmo que não fosse colocar).

O time deu uma assustada, mas conseguiu empatar.

Com o jogo empatado, o São Paulo sei lá porque cargas d’água, entregou o meio-campo. Tomou a virada.

E com o time que tinha para jogar, com os reservas de Xerém, o Fluminense continuou atacando e marcou o 3º.

Jogo já definido, e o Flu tocou a bola e ainda assim atacou.

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Os desfalques podem até fazer com que o time não seja para ser campeão. Mas não dava para justificar uma lanterna por isso.

Com esse time, ganha-se e perde-se jogos. Coisas do futebol. Sem choradeira. Há muitos outros motivos que expliquem uma derrota que não sejam falta de reforços.

O time do Fluminense que entrou em campo foi Fernando Henrique, Carlinhos (lateral-direito de fato ao invés de um Mauricio improvisado). Luis Alberto, Roger e Junior Cesar; Fabinho (argh), Romeu, Conca e Tartá; Somália e Washington.

Esse time é fraco onde?

E Washington, que fez os três gols, não deve ser destacado apenas por esta partida. Há alguns jogos, mesmo com derrotas, vem jogando bem. Fazendo o que se espera dele dentro da área: conseguir chutar a gol com desenvoltura. Desde o jogo contra o Vasco ele vem bem nas partidas (não jogou contra o Inter).

Somália no lugar de Dodô é outra coisa para o time também. Somália já vinha entrando bem em outros jogos.

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Somando-se ao fato que o Fluminense jogou bem, O São Paulo jogou mal, especialmente no 2º tempo.

Destaque negativo para Hugo que me pareceu um dos responsáveis com perdas de bola ridículas em deixar os vazios que entregaram meio campo ao Fluminense, a Eder, o lateral ou zagueiro são-paulino que jogava pela direita onde o Fluminense deitou e rolou com Junior Cesar e Tartá (lado esquerdo do ataque) e a Richarlysson que além de fazer falta o tempo todo, tambem cedeu uma avenida para Carlinhos.

VISÃO SÃO-PAULINA:

Momentos

agosto 4th, 2008 | 12 Comments | Filed in Botafogo, Campeonato Brasileiro 2008, Flamengo, Fluminense, Futebol, Libertadores, Vasco

Muito bacana essa rodada, a antepenúltima do turno. Mais do que qualquer outra coisa, serviu pra evidenciar os contrastes entre os momentos que atravessam os quatro times do Rio de Janeiro:

Urubu careca

O framengo deixa cada vez mais evidente mesmo a condição de cavalo paraguaio de 2008. Por uma triste coincidência (ou não), depois do não do Caio Jr ao Qtar o urubu envergou uma descendente ao que parece sem volta. O pior foi ver a comemoração da torcida pela permanência do craque Ibson enquanto Marcinho e Renato Augusto (as verdadeiras perdas significativas para o time) davam adeus à Gávea pela porta dos fundos.

 

O Flu está com o Mico Preto, com a  miquelina, com o quati nas costas. Ainda vive intensamente a perda da Libertadores e entrou naquela ressaca que achei que era exclusividade do Cô-Cuca. O time tá numa deprê de dar dó, parece que nada dá certo, e o pior é ver todo mundo no clube se acostumando com as fatalidades que estão atrapalhando os resultados do time (sic), como se a fase fosse acabar sozinha. A segundona está muito aí para o Fluminense. É bom abrir o olho.

 

Dá-lhe Cachorro Louco!

Quanto ao Botafogo, só digo uma coisa: como é bom ter um técnico de verdade. Ney Franco sim é um talento, um cara que tem a ousadia de dar um padrão tático ao time e mandar pra cima do jogo sem afobações e desequilíbrio emocional. Vamos namorar a Libertadores sim, meu povo, porque o campeonato está looooonge de acabar e a diferença do Botafogo para o primeiro colocado são apenas 10 pontos.

 

Irregularidade, teu nome é Vasco. O time dá uma sapatada no Galo e leva outra do São Paulo, que definitivamente não é um timaço mas está começando a gostar do campeonato. André Lima mostrou a que veio ontem (o que pra mim não é novidade). Mas não acho o Bacalhau candidato ao rebaixamento. Só acho que o time é muito doido, isso sim.

O campeonato está longe do fim, e pra mim a disputa pelo título ainda está aberta. Até o décimo lugar tudo é possível.

Sonhar não custa nada.

Quem eu vou crucificar?

julho 30th, 2008 | 21 Comments | Filed in Campeonato Brasileiro 2008, Fluminense, Futebol, Vídeo

O jogo vinha legal. Gols bonitos de Conca para o Flu e Jonas para a Lusa.

Mas algo chamava a atenção, que era como Tartá, meia-atacante do Fluminense, jogava aplicado na marcação.

Este Fluminense contando com apenas um atacante de ofício e de fato, Washington. Um meio-de-campo com três volantes, Arouca, Romeu e Fabinho (se é que podemos dizer que Fabinho é alguma coisa), além do Conca que naturalmente é pegador para marcar.

Para que diabos Tartá tinha de em diversas oportunidades ficar quase na linha de fundo de defesa do Tricolor ajudando o time?

Parecia um Toró sem malícia. E como não nasceu para isso, Tartá mostrando vontade tomou o primeiro amarelo. Não se inibiu, e continuou jogando da mesma forma, tendo de atacar e ajudando o time lá atrás. E em outro lance em que nem falta fez, o juíz resolveu que ia ser educador do Tartá. E foi avisar que o 11 Tricolor seria expulso.

E mais tarde Tartá fez outra falta lá quase na linha de fundo de defesa. Estava óbvio para qualquer um que o juíz ia expulsar o Tartá. Não que merecesse, suas faltas não eram violentas nem mesmo daquelas para matar as jogadas. Eram mesmo de afobação de quem não sabe marcar.

Só que o juíz estava doido para expulsá-lo e nada do Renato fazer alguma coisa. Que fosse substituir Tartá, ou fazer o óbvio e simples: colocar o desgraçado para jogar lá na frente que é o lugar dele.

Em uma falta boba no meio-de-campo, lá foi o juíz saciar a sua ânsia de disciplinador, 2º amarelo para Tartá. Faltinha besta e expulsão.

Expulsão que foi para a conta do Renato. Era muito óbvio que o Tartá seria expulso.

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O Fluminense até que voltou bem no 2º tempo. Mas aí o filho de uma égua, desgraçado, ladrão do juíz expulsou Washington porque um jogador da Portuguesa deu uma cabeçada no braço dele. Jogar o 2º tempo com 2 a menos é sacanagem.

Serviu para ver que dessa vez, o Fluminense perdeu 3 pontos mesmo, porque o time da Portuguesa com toda essa vantagem jogou muito mal. Só o Jonas se salvando com dois gols bonitos.

Mas a raiva em cima do juíz por mim livrava a cara do Renato, acontece que o Pachecão jogou tudo para o alto na entrevista ao PFC na saída de campo.

Perguntado se a situação de poder acabar a rodada na lanterna, não é que ele me vem com algo do tipo:

Isso já era esperado. Estou esperando os reforços.

Ora bolas. Com reforço é mole. Não precisa de técnico.

E como assim era esperado?

Um erro que é esperado não é acidente. Um erro que pode ser previsto e que tem conseqüências danosas acontece denota enorme incopetência.

Além do que, tem ali no elenco alguns jogadores que eram titulares do time e jogadores de confiança do Renato:

Fernando Henrique, Luis Alberto, Roger, Junior Cesar, Fabinho, Ygor, Mauricio, Conca, Washington e Dodô.

Sem contar Somália e Tartá, que nem vou colocar na contagem dos jogadores de confiança do Renato, mas que vem entrando bem no time.

Que não seja um time para ser o campeão, é para ser o lanterna?

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Consegui ficar com mais raiva do Renato que do juíz. Talvez porque a declaração do Renato me fez voltar a consciência que a situação do Tricolor não é relacionada com erros de arbitragem.

Vai brincando Renato, vai brincando…

Que o Palmeiras vá bem

julho 17th, 2008 | 25 Comments | Filed in Campeonato Brasileiro 2008, Fluminense

Palmeiras 3x1 Fluminense

Por mais que eu queira torcer contra a Seleção Brasileira, por todos os motivos que existam para isso, prefiro torcer para que esses problemas deixem de existir.

E um desses problemas é ter de aturar uma Seleção com um interino no banco.

E isso quando tem clube no Brasil que tem técnico de verdade no banco.

E talvez por ter um técnico no banco do Palmeiras, o contraste com o Pachecão tenha sido mais evidente.

O que houve no Parque Antártica foi o jogo de um time contra um bando. A impressão que passa é que o Fluminense não treina. Pelo menos não treina para criar.

O Fluminense deixa  a impressão que joga para se segurar e confiando nas jogadas de bola parada para marcar. O Fluminense joga para receber faltas.

Fabinho pelo jeito tem uma única função no Fluminense: justificar a contratação de Ygor. É impossível um time que queira jogar bola contar com Fabinho no time.

Outra coisa que não dá para entender, é a insistência em Washington jogar atrás puxando jogo. No 1º tempo isso irritava. Washington faz gol. Ponto. Lá atrás, ele só faz besteira. Não faz o menor sentido ele recuar.

Claro que o Pachecão faz isso porque ele é alto, para defender em bola aérea.

Azar que o cara é alto. Coloca outro lá atrás para marcar. Parece até que os times que tinham Romário ou Bebeto (ou os dois) sentiam  falta deles na sua área em escanteio.

Já Luxemburgo, armou um Palmeiras onde Thiago Neves, supostamente o mais perigoso jogador do Fluminense foi marcado por Léo Lima (e como marcou bem). Jogador que quando pega  a bola sabe o que fazer, ao contrário de Fabinho, que aliás não consegue nem  sem a bola (o que foi aquela queda ridícula dele). Junior Cesar era marcado por Denilson (que aliás, marcou bem).

Todo mundo no Palmeiras saia para o jogo e o Porco já foi melhor no 1º tempo por mais que parecesse equilibrada a partida.

No 2º tempo Vanderlei brincou com Renato. A partida ficou fácil para o Palmeiras. O Palmeiras fez a partida ficar fácil. Fez 2×1 em uma moleza da zaga tricolor e de Fernando Henrique. Claro que o Fluminense poderia empatar em um daqueles gols de bola parada ou que saem do nada, mas não era a tendência. O jogo se transformou em um duelo Diego Souza x Fernando Henrique. E o goleiro tricolor nessa brincadeira se deu bem. Mas parecia que ninguém do Fluminense fazia questão de interrompê-la.

Diego Souza não fez gol, mas se destacou no 2º tempo, junto com Leandro, quando só o Palmeiras de Luxemburgo jogou. E olha que Valdivia nem apareceu para o jogo neste 2º tempo.

Renato, bem, Renato fez o de sempre. Perdendo, tirou Fabinho para colocar Tartá. O que demonstra não ter convicção no time que escala. Ou ter a convicção de escalar um time para não tomar gol. Se levar, aí corre atrás. Dessa forma, a volatilidade dos resultados acontecerá com freqüência. Sem contar que assistir a um jogo do Fluminense é sempre uma surpresa. É complicado assistir a um time com tantos bons jogadores sem padrão de jogo.

Eu acho pouco para quem quer se colocar como treinador TOP.

Vanderlei Luxemburgo - O cara é cheio de marra, mas é bom de fato

Não estou dizendo que o Renato não deva ser o técnico do Fluminense. Ele não é pior que a maioria que por aí está, mas bom mesmo, são poucos.

E dentre esses poucos, Luxemburgo é um deles. Podia ter mais uma chance na Seleção.

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Vi com ressalva esse estilo sul-americano de apitar que o juíz usou em Palmeiras 3×1 Fluminense.

Está certo que o juíz deixou o jogo correr. E isso aparentemente deixa o jogo melhor.

Só que não se deve combater um erro com outro. Senti que muitos lances, por não parecerem faltas claras, o juíz deixou o jogo correr. A confirmação vai ficar para outro jogo porque a SporTV fazia questão de não repetir os lances.

Mas teve um que filmou bem, que não foi de uma falta mal marcada, mas sim de uma mal cobrada.

Em uma falta para o Fluminense, Conca bateu com a bola rolando e muito. O juíz viu e mandou que seguisse, certamente para que o jogo corresse. Um erro que ali não teve conseqüências, mas vai se perdendo critério. Quando vai valer cobrar falta com bola rolando ou não?

Sem contar que pareceu-me um pouco randômico o processo de marcação das faltas, o que tirou um pouco a graça, pois me pareceu que várias jogadas de contra-ataques nasceram dessas faltas não marcadas.

Eu não gostei. Falsa emoção. Quem gosta de aleatoriedade que vá assistir Fórmula-Indy.

VISÕES PALMEIRENSES:

Vira-te, Fluminense

julho 8th, 2008 | 10 Comments | Filed in Campeonato Brasileiro 2008, Fluminense, Pequim 2008, Seleção Brasileira

Thiago Silva convocadoO Fluminense de 2008 poderá ser lembrado de várias maneiras.

O Fluminense ds Quartas-Feiras de Libertadores

O Fluminense que perdeu a Libertadores

e… o Fluminense dos Thiagos.

E não é que o Fluminense vai brincar no Brasileirão sem os Thiagos em mais alguns jogos.

Os dois foram convocados para a Seleção Olímpica que irá a Pequim.

Claro que o Fluminense vai chiar, mas, é problema dele.

Thiago Silva tem idade acima da obrigatória pela FIFA, mas o Fluminense deve liberar. Faz parte do planejamento para se vencer a Libertadores de 2008.

Foi o próprio Fluminense quem pediu a liberação dos Thiagos de um amistoso furreca da Seleção Olímpica antes da partida contra a LDU em Quito. Agora a CBF vai cobrar o favor.

Soma-se a isso, que o presidente, que exerce alguma função na FIFA, deve ter ambições políticas um pouco além de ser presidente do FFC.

O Fluminense usou o cartão de crédito para conquistar a América. Está chegando a fatura.

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Thiago Neves convocadoNão que eu dê muita bola para a participação brasileira em Olimpíada. Eu tenho a idéia que a Olimpíada é um reflexo da cultura esportiva de uma Nação como um todo. Contar medalhas de ouro como se fosse um avanço é uma enorme bobagem.

Os poucos altletas de ponta do esporte nacional não representam essa cultura, mas nem por isso, deixo de torcer para eles.

E isso também no futebol.

Acho uma palhaçada essa história de única conquista que falta ao futebol brasileiro, mas nem por isso deixaria de torcer pela Seleção Brasileira na Olimpíada.

E acho que qualquer clube no Brasil, mesmo que a FIFA permita o veto, ou que não deva favores diretos a CBF, deveria ceder qualquer jogador seu que fosse convocado. Quantos fossem.

Afinal de contas, os clubes recebem um monte de subsídios em troca de sua função social para com o desporto nacional. Nada mais justo então, que em contrapartida com quem paga as contas, ceda seus jogadores para deleite da população do País nos Jogos Olímpicos. É o mínimo.

Vai se prejudicar no Brasileiro? Problema dele.

Garanto que sai mais barato jogar a 2ª Divisão que pagar tudo o que deve.

Aliás, é curioso que se reclame de dois jogadores convocados e desfalcando o time.

É bem capaz de tricolor torcendo para a Seleção ser eliminada logo para os craques voltarem logo.

Eu pelo contrário, desfrutarei. Não sei quando terei a oportunidade de ver dois jogadores do Fluminense vestirem novamente a camisa do Brasil. E dois jogadores que podem ser decisivos.

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Confira a escalação e porque essa equipe vai jogar solta no Futepoca.

Você acredita?

julho 5th, 2008 | 9 Comments | Filed in Campeonato Brasileiro 2008, Fluminense, Goiás

 Goiás x Fluminense

Acreditar na iminência de ser campeão da América é moleza. Um jogo só. A glória é suprema ou a dor é fatal. Não requer esforço nem sofrimento.

Acreditar no Brasileiro é que angustia. Não há glória, e o sofrimento é prolongado, contínuo. O sofrimento da Libertadores molda caráter, é exemplar. O do Brasileiro desgasta.

É hora dos craques brilharem sem holofotes, sem glamour.

Você acredita?

Onde vai brincar o Fluminense no Brasileiro?
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Protagonistas

julho 4th, 2008 | No Comments | Filed in Fluminense, Futebol, Libertadores 2008

Guerrón silencia o MaracanãEu sei lá se o cara vai ser alguma coisa. Mas pelo que vi nas finais, Guerrón é um jogadoraço.

Nos três jogos à vera contra o Fluminense, Guerrón arrebentou (Paulo Affonso, conferi e de fato o Guerrón iniciou o primeiro jogo mesmo, ele foi é substituido).

Em todos eles levou vantagem sobre os marcadores do lado esquerdo.

Sim, marcadores. Porque no primeiro jogo, desconhecido, passava como queria por Junior Cesar. Nas finais, Junior Cesar tinha auxiliares. Não adiantou, ou pelo menos, só minimizou.

Dribles, arrancadas, cruzamentos, chutes, gol, personalidade, simplicidade e título.

O craque do campeonato. Auto-entitulado inclusive.

Na cabine da SporTV depois do jogo, não titubeou em responder aos jornalistas brasileiros que ele mesmo tinha sido o craque do campeonato. Está certo o equatoriano.

Um detalhezinho que não muda em nada, mas quero registrar:

Quando Guerrón cobrou o penalty dele e fez o gol, saiu fazendo sinal de silêncio para os torcedores do Fluminense. Tomou cartão amarelo. Tremenda bobagem esse cartão. Ele fez o sinal e já ia voltando para o seu lugar. É muito chato essa vigilância. Ficou bem claro para mim que esse é o jeito do cara, ele está no momento dele, e sentiu que era a hora da LDU. Não ofendeu de morte os torcedores tricolores. Grande bobagem ter sido punido. Menos mal que a punição não teve efeito algum.

Créu

Para Thiago Neves foi pior3×1 para o Fluminense no meio do 2º tempo. Não tenham dúvidas que todas as redações já preparavam capas e matérias sobre o camisa 10 tricolor.

Thiago Neves se imbuiu do espírito da camisa que vestia.  Só pelos gols já seria o suficiente. 3 gols na final da Libertadores (e ainda fez um em Quito), e com o time que precisava de pelo menos 3 já é um feito. E não bastou isso. Thiago buscou o jogo. Esses 3 gols não sairam à toa.

No primeiro, drible e chute que o goleirinho aceitou.

No segundo, Thiago se mostrou muito ligado mesmo. Saiu lá de trás e foi aparecer na frente de todo mundo.

No terceiro, gol de falta (bate muito na bola) que ele mesmo sofrera.

Dos jogadores tricolores, é ele quem mais tem motivos para lamentar a derrota nas penalidades. Alguém consegue imaginar o fuzuê que estaria formado em torno dele hoje.

Sem medo de estar exagerando, aposto que hoje já estaríamos ouvindo sugestões para que Thiago Neves ganhasse a 10 amarelinha.

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Outra coisa legal é que não parece que Thiago Neves estivesse preocupado com essa vaidade. Tanto é que estava preocupado com o juíz e essas preocupações que mostram que o foco dele estava mesmo no título, na conquista.

Muita sorte de quem foi ao Maracanã que o craque tricolor estivesse em seu dia.

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Posts sobre a derrota do Fluminense na Final da Libertadores 2008:

 

Como ter serenidade na derrota

julho 4th, 2008 | 9 Comments | Filed in Fluminense, Futebol, Libertadores 2008

Fluminense

O Fluminense venceu o jogo. Uma batalha que só poderia ser vencida por homens, de fibra, fé e força, como definiu um certo Pedro Paulo. Ficou sem o título. E o que se viu foram seres humanos, que correram, se superaram, deram o próprio sangue do encarnado, e que caíram com honra.

Melhor morrer de pé do que viver de joelhos.

O Fluminense entrou em campo derrotado. Se terminasse com um zero a zero, o título seria equatoriano por causa daqueles malditos quarenta e cinco minutos do primeiro jogo. Mas como ficar triste quando se vê um time que mereceu confiança, retribuiu à torcida o carinho com esforço, entrega, lutou contra o juiz, e com momentos de espetáculo, até? Durante toda a partida, todos os jogadores se empenharam e deram a todo apaixonado pelo clube o verde da esperança.

Não há tricolor no mundo que não tenha visto a camisa do clube ser tão honrada, em muito tempo. O choro não foi por causa do bicho que eles deixaram de ganhar. Foi por ter perdido algo que eles realmente buscaram. Até o fim.  Num Maracanã sem Maracanazo. Não houve a soberba alardeada pela imprensa que só quer vender jornal. Houve festa, luta, respeito, canto, explosão, choro. Os deuses do futebol estavam lá. E eles deixaram o estádio em branca paz e harmonia.

O Fluminense perdeu um título, mas ganha cada vez mais a sua torcida. Há de ser muito especial, para que mesmo derrotado, seja vencedor. Assim o Fluminense hoje se sente e assim o é.

Fernando Henrique, Gabriel, Thiago Silva, Luiz Alberto e Juninho, Ygor, Arouca, Conca e Thiago Neves, Cícero e Washington. Dodô, Maurício, Roger.

Valeu.

Agora, é juntar os cacos e seguir em frente. É assim mesmo.

E viva o futebol.

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Posts sobre a derrota do Fluminense na Final da Libertadores 2008:

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