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Artigos sobre ‘SC’

Cruzeiro 5×0 Avaí – Em busca da regularidade perdida

August 14th, 2011 | 10 Comments | Filed in Avaí, Campeonato Brasileiro 2011, Cruzeiro

Que Papai Joel conhece do riscado, ninguém só o Saulo duvida. O que se pode discutir, por vezes, é a forma de trabalho do Natalino que se baseia, principalmente, na sua relação com seus comandados. Depois de um início de trabalho arrasador, o Cruzeiro sofreu para conquistar uma vitória. Não que o time estivesse mal. Quer dizer, contra Atlético-GO Botafogo e Flamengo o time não jogou. Só compareceu ao estádio. Já contra o Internacional, mantendo a tradição, grande jogo, mas nova derrota. Boatos de Dorival Júnior e Fred, pressão, mudança de estádio, enfim, a semana foi movimentada.

Mas nada como um jogo contra o pior time do Brasileiro para apaziguar ânimos e devolver a confiança. Com Papai Joel lançando um time ofensivo com dois meias de armação que pouco se encarregam da marcação atrás da linha do meio-campo, além de promover a reestreia de W. Parede ao lado do tanque Anselmo Ramon, o Cruzeiro foi pra cima disposto a não deixar dúvidas quanto ao POTENCIAL desse time. O jogo começou movimentado com Anselmo Ramon, mais uma vez, errando um gol fácil e Rafael Coelho, por outro lado, acertando um belo voleio na trave de São Fábio. Mas, após isso, o massacre começou.

Com Roger servindo à perfeição Fabrício (este último que é muito ÍDOLO), que só tocou no canto com muita categoria para marcar 1×0. Logo depois, o inútil Vitor fez valer a exceção que confirma a regra e cruzou para Anselmo Ramon guardar o segundo. O Cruzeiro se tranquilizou, mas não arrefeceu. Já no fim do primeiro tempo, W. Parede roubou a bola, sofreu o pênalti cometido por “Weltão” Felipe e Montillo guardou. E poderia ter guardado mais um, em pênalti cometido em Vitor, mas que o goleiro Felipe pegou bem.

Fabrício, o ÍDOLO!

No segundo tempo, Papai Joel tirou Roger para T. Ribeiro voltar e marcar o seu, o jogo correu sem maiores problemas e, já na metade final da 2ª etapa, Ortigoza fez lindo gol, ao receber a bola pela ponta direita, cortar para esquerda e bater no ângulo de Felipe.

Mas o jogo em si é mera desculpa para eu criar vergonha e voltar a escrever. Primeiro, sobre o problema do time do Cruzeiro. Apesar de parecer fazer efeito, a mudança de ares para jogar em Uberlândia é “para triangulino ver”. Não é a ALLIGATOR’S ARENA que faz o time perder seus jogos em casa, mesmo após vencer pedreiras como o Corinthians longe de seus domínios. Obviamente que também não é o técnico. Ou a parcela de culpa do Papai é muito pequena. Joel tem entrado para ganhar os jogos, joga ofensivamente, mas sem um camisa 9 de qualidade, fica complicadíssimo. W. Parede voltou, mas nunca foi um salvador. O que impressiona é a diretoria, sempre cuidadosa na sua política de contratações, investir cerca de R$ 200.000,00 por mês nos salários de Brandão e Farías. Manda as duas barcas embora e traz um de qualidade, porque ainda fica mais barato.

Por outro lado, o Cruzeiro não tem um problema político, apesar de eu achar que uma crise interna não seria de todo ruim. O patriarca da família Perrella, agora senador do Brasil (meu Deus!), não vai se candidatar nas próximas eleições. Assim como nenhum membro da “famiglia”. Resta saber como vão acontecer as coisas após outubro.

Por fim, uma boa notícia. O que parecia impossível de se pensar a alguns tempos, tem acontecido com certa regularidade nessa temporada. O Cruzeiro se negou a vender Montillo, de longe o maior camisa 10 desde Alex, pela bagatela de 10 milhões de euros. O que uma eleição, uma morte e uma ascensão ao poder não fazem, hein?

O futuro é nebuloso, enfim. Se o time não mantiver o futebol apresentado ontem e em alguns jogos desse campeonato, ficará pelo meio da tabela. Título é quase impensável sem um camisa 9 top de linha. E uma mudança de direção sempre é complicada. Mas o time, como foi dito, tem potencial e, talvez, o melhor jogador de meio-campo do Brasil hoje, junto com Thiago Neves. Só resta esperar e torcer.

Os gols:

 

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Figueirense 2X0 Botafogo – Economizei!

August 3rd, 2011 | 22 Comments | Filed in Botafogo, Campeonato Brasileiro 2011, Figueirense

E eu IA até o Orlando Scarpelli assistir esse jogo. Não adianta… o Botafogo só vence lá ante minha presença.

Devido a um (a esta altura, providencial) desencontro de horários com a digníssima, a ida a Floripa para assistir a partida in Loco deu com os burros n’água. Pelo menos economizei uma grana :)

Não sei se graças ao violento frio que assola Santa Catarina, mas o fato é que o Botafogo entrou em campo com todos os freios puxados. Caio Junior repetiu a escalação da vitória contra o Cruzeiro, então pode-se dizer que – a não ser por Alessandro – acertou. Mesmo nas substituições fez o feijão-com-arroz e não inventou: tirou Alessandro e colocou Lucas, tirou Herrera e colocou O Inexplicável, e tirou Marcelo Mattos (que já tinha cartão) para a entrada de Felipe Menezes.

Foi o frio, só pode...

A entrada de Lucas, aliás, deu ao Botafogo mais ofensividade no segundo tempo. Com Alessandro em péssima noite (errou absolutamente tudo que tentou), o reserva imediato teria sido a melhor opção se tivesse sido escalado de início. Aliás, de início SEMPRE.

Além do Seu Boneco cover, a noite também reservou momentos horrorosos a Maicosuel (ainda expulso por bater boca com o árbitro) e Elkeson. Mas o time inteiro deu PT. A zaga (que não esteve lá tão ruim assim) bateu cabeça no primeiro gol do Figueirense (marcado pelo zagueiro Edson, outro que há pouco defendia o Botafogo… ah, a mística, sempre ela…) e no segundo o juizão marcou um pênalti inexistente justamente no momento em que a torcida da casa mais pressionava. A impressão é que o juizão amarelou bonito.

Pelo alvinegro da ilha, pode-se dizer que foi feliz em sua estratégia: ferrolho e tome contra-ataque. AINDA ASSIM, jogando no CONTRA-ATAQUE, chegava à frente com mais facilidade que o Botafogo.

Resultado ruim, mas já contabilizado nas possibilidades de revés. O Figueira faz campanha razoável e uma vitória era, de certa forma, esperada.

Estacionados nos 22 pontos. Um dos melhores dinheiros não-gastos da minha vida.

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Botafogo X Avaí – Winehouse feelings

July 27th, 2011 | 21 Comments | Filed in Avaí, Botafogo, Campeonato Brasileiro 2011
Hoje é dia…

Marque com um ‘X’ o próximo defunto a ser ressucitado pelo Botafogo: ( ) Elvis Presley ( ) Avaí ( ) Amy Winehouse

Caio Junior pela bola sete. Se não (abertamente) pela diretoria (que mantém o discurso do apoiamos treinadores e investimos no trabalho a longo prazo) mas com certeza pela torcida, que não quer nem saber se o time está cheio de desfalques ou não, mas está danada da vida com as invenções do outrora menino-buxo.

Botafogo de Winehouse e Regatas

A mais indesculpável delas: lançar o inexplicável Alexandre Oliveira como titular preterindo o garoto Alex, que inclusive no último jogo fez em quinze minutos o que o careca desconhecido não conseguiu em um jogo e meio. Falta de ritmo? Alex também não vem jogando…

Porém volta Herrera, que até a suspensão envergava uma discreta porém perceptível ascendente em seu futebol. O meio – com Marcelo Mattos, Renato, Elkeson e Maicosuel – tem tudo pra render bem. E além disso, com Fábio Ferreira (machucado) e Antônio Carlos (suspenso) fora, é a chance de uma nova zaga mostrar serviço. Jogam hoje Gustavo e João Felipe, na esperança SINCERA de que o façam bem o suficiente pra jogar pelo menos um dos dois titulares absolutos no banco.

Outra boa notícia é que esta partida completa a sequência de jogos em que Loco Abreu está suspenso (coincidentemente desde o jogo contra o mesmo piolhento Avaí, na Batalha da Ressaca). Juntando-se a falta de ritmo do (#SoyCeleste) campeoníssimo ÍDOLO que volta hoje ao clube, acabou que o tempo foi certo para preparar a grande esperança alvinegra de gols para o próximo jogo contra o Cruzeiro de Papai Joel (ah, as ironias do destino…).

Why so down, Botafogo?

Nem vou me iludir que a torcida não vai vaiar desde o primeiro minuto de jogo. Lamento por isso, porque vai deixar um time desfigurado nervoso logo de cara.

Por isso…

*****

Adiantei o post porque provavelmente só conseguirei assistir o final do jogo, que insistem em colocar nesse pavoroso horário das 19:30h dum dia de semana.

Quem quiser ir contando por aqui logo mais, agradeço (menos Saulo e seus asseclas).

*****

Com a semana marcada pela cantada pra subir de Amy Winehouse fica aqui o meu registro, tanto pela falta que seu talento vai fazer quanto pela grande amante de animais (especialmente cães) que ela foi. Doidona pacas, às vezes não sabia cuidar nem de si, muito menos dos bichos – que ainda assim adotava de coração aberto.

Rest in peace, Amy. At last.

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Porque o Coritiba não será um novo Avaí

May 27th, 2011 | 24 Comments | Filed in Avaí, Copa do Brasil 2011, Coritiba

O hype Avaí de Silas vai rodar no Brasileirão, estima-se.

Parabéns ao Vasco por ter colocado um ponto final nessa farsa chamada Avaí – um dos mais sérios candidatos ao rebaixamento em 2011.
Em tempo: eu já sabia.
Não ia ‘atropelar’? Sei… pagou pela língua.
O desafio do Vasco é encarar o melhor time do campeonato até o momento. O desafio do Coritiba é não se tornar o novo Avaí.

Além de estar engasgado conheço bem esse timeco.
Escreve: é um dos quatro que cai esse ano. Pode cobrar.

Já o desconhecido recordista de número de vitórias Coritiba, irá despencar mais dia, menos dia. Se com os grandes acontecem, não seria diferente com um médio.

Mas cabe lembrar que o momento do Coxa está calcado em bases sólidas criadas desde seu rebaixamento de 2009 com a manutenção de Ney Franco e a transição para Marcelo Cordeiro.

O segredo do meu sucesso

Tudo que Ney Franco pôs a mão funcionou e, mais importante, continuou funcionando depois por razoável período de tempo. Não é diferente com o Coritiba.

O time seguirá colhendo frutos da Neyzificação. Um dia, cairá, mas o período da bonança pode ser prolongado.

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O passional ‘Me Engana Que eu Gosto’ de luxo. Flamengo 4×0 Avaí

May 22nd, 2011 | 117 Comments | Filed in Avaí, Campeonato Brasileiro 2011, Flamengo

Por Saulo Paixão, via Open-Bar

Antes dos rubro-negros mais exaltados se iludirem, o Flamengo precisa continuar a colocar os pés no chão e ter a conciência de ter enfrentado um Avaí recheado de reservas. Apesar dessas ponderações, é nítida a evolução técnica de alguns jogadores. Dentre eles, Ronaldinho Gaúcho. Diferente das outras partidas, foi recuado e voltou a exibir sua técnica refinada cheia de recursos e repertórios variados.

Para que fui gritar Barrabás?

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Avaí 1X1 Botafogo – eliminado, de cabeça erguida

April 21st, 2011 | 77 Comments | Filed in Avaí, Botafogo, Copa do Brasil 2011

De cara: FODAM-SE OS CRÍTICOS E DETRATORES, sejam eles botafoguenses ou rivais.

O que eu testemunhei ontem, de corpo e alma presentes na Ressacada, foi uma apresentação digna das tradições e história da instituição Botafogo de Futebol e Regatas. Um jogo brioso, valente; um time aguerrido, concentrado; um técnico inteligente, fazendo o alvinegro jogar como o time grande que é e impondo seu futebol da maneira que SEMPRE tem que ser.

Tá olhando o quê?? ISSO AQUI É BOTAFOGO, PORRA!

O resultado não veio? Não, infelizmente não. E o mais triste é que mais uma vez não pelos deméritos do Botafogo, mas por novo erro crasso de uma arbitragem visivelmente perdida e cedendo às pressões da torcida da casa. Quanto à arbitragem, não vou me alongar. Deixo as palavras do amigo fLamenguista Vinícius, em seu Twitter:

A arbitragem brasileira é uma vergonha: Garfaram veementemente o #Botafogo. Alô @Gaburah,com vagabundo apitando contra fica mais complicado.

Prefiro reverenciar o Botafogo face aos noventa minutos de sangue, suor e lágrimas com que seus jogadores (MEU TIME) me presentearam em Florianópolis.

Amigos, eu vi:

  • A melhor partida de Arévalo Ríos com a camisa do Botafogo – um GIGANTE na marcação, incansável nas roubadas de bola, conferindo toda sobriedade e confiança mesmo nos momentos em que seus companheiros de marcação cediam à tensão. Partidaça do ‘Pequeno Gigante’ El Cacha, coisa que a TV talvez não tenha conseguido mostrar. Era o Arévalo da Copa do Mundo 2010 em campo ontem;
  • A garotada fazendo bonito – e se não fez mais bonito, tenho certeza que é pelo pouco tempo que Caio Júnior (o apelido de Harry Potter – BRUXO – lhe cai cada vez melhor) tem à frente da equipe. Tivesse Lucas Zen sido lançado mais cedo no time, seria com certeza hoje aquele zagueiro de que o Botafogo TANTO precisa; o habilidoso Cidinho (nervoso demais ontem, lançado na fogueira numa partida desesperada) que igualmente poderia estar muito mais adaptado ao mundo dos grandes e fazendo uma apresentação melhor (apesar de boa);
  • Lucas – um CRAQUE de bola. Joga fácil, arma, corre o campo todo, municia o ataque e não foge do jogo em momento algum (sério candidato a vice-ídolo do time);
  • #FAILhel pouco ou nada errando, muito superior ao estabanado, nervoso e ofensivamente inoportuno João Filipe;
  • Cortêz, titular inquestionável da lateral-esquerda. Se ainda não é craque, tem a grande qualidade de não comprometer numa posição que vitima o Botafogo há DÉCADAS. Ainda quase meteu um gol no primeiro tempo, bem debaixo de minhas retinas já tão fatigadas porém felizes com o que testemunhavam;
  • Jéfferson e suas impressionantes frieza e simpatia. Um craque, um grande profissional e, ao que tudo indica, um grande ser humano também;
  • O ÍDOLO CAPITÃO Loco Abreu. Um cara que definitivamente contagiou o seu time com a famosa Garra Charrúa no momento em que mais se precisou da figura de um grande CAPITÃO. Não vi a confusão no fim do jogo (a área de visitantes da Ressacada fica atrás do gol do outro lado do campo), mas sei que a porrada estancou MESMO e o uruguaio não afinou. Fez um gol de categoria (matou de primeira a sobra de Herrera) e como sempre mostrou grande visão de jogo quando era acionado como pivô na intermediária. É ÍDOLO mesmo, não tem discussão. E não foge à luta.
  • Caio Junior é valente/ousado, mas não é maluco/desarvorado. Armou o time soberbamente ontem e conseguiu – mesmo com três volantes e um apagado Cidinho em campo – fazer o Botafogo jogar irrefreavelmente no ataque, sem passar perrengue na defesa. O futebol apresentado no primeiro tempo foi coisa de time grande, coisa pra emocionar. O Botafogo INEBRIAVA no primeiro tempo, etapa em que o Avaí – EM MOMENTO ALGUM – ofereceu QUALQUER perigo ao time. Tirou um zagueiro e colocou um atacante quando precisava e sacou um atacante para a entrada de um marcador quando se fez necessário. Um técnico sem medo de fazer o feijão-com-arroz, por incrível que pareça.

O grande defeito testemunhado por mim – e corroborado pela dezena de torcedores que já me cercavam durante a partida, talvez devido à minha performance, digamos, pouco convencional na arquibancada (para os provincianos padrões catarinenses) – foi a cobertura da marcação alvinegra na segunda etapa. O pênalti foi escandalosamente mal marcado, isso é fato. Mas a verdade é que o Botafogo errou ao começar a marcar por zona após o gol. Havia marcadores presentes a cada avanço do Avaí, porém não havia quem desse o combate à bola. Resultado: com espaços gigantes, o Avaí começou a chegar perigosamente à area alvinegra nos momentos finais do jogo. E corroborando a máxima…

E corroborando a máxima, quis o destino que o Botafogo fosse eliminado da Copa do Brasil 2011 justamente naquela que foi (ao lado do clássico contra o Fluminense na Taça Guanabara) a melhor partida do time neste ano.

A imprensa não noticiou e os jogadores talvez não tenham percebido (Jefferson com certeza viu), mas mesmo eliminado o Botafogo saiu de campo aplaudido pela sua torcida, como há muito não se via. Se houver torcedor falando coisa diferente, é mal intencionado por qualquer razão.

*****

Quanto ao Avaí, lamento, mas é um arremedo de time. Com certeza sai na próxima fase da Copa do Brasil.

Sobre a Ressacada, cheguei bastante cedo e consegui boa vaga no estacionamento e tranquilidade para comprar os ingressos, mesmo nas bilheterias da casa. Banheiros decentes e uma lanchonete razoável. Cadeiras resistentes (…). O trânsito para sair do estádio é que é realmente muito ruim, pois só existe uma única via de acesso. A polícia transforma a pista em mão única na saída, mas ainda assim o engarrafamento é um saco.

Mas louve-se o fato de não ter presenciado nenhuma confusão entre torcedores, mesmo com o risco de toda aquela confusão em campo contagiar os ânimos. Além disso, a saída da arquibancada de visitantes (setor G) é praticamente dentro das saídas dos setores A e H (ambos da casa). Mesmo assim, saída tranquila e nenhuma grande provocação testemunhada.

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O confronto de Caio Junior

April 13th, 2011 | 26 Comments | Filed in Avaí, Botafogo, Copa do Brasil 2011

Em sua saída do Botafogo, uma das bolas que Joel levantou foi de como ganhou o grupo de jogadores apoiando aqueles que eram execrados pela torcida com faixas  e tudo que fosse direito. Emblemáticos foram os casos de Fahel e Lúcio Flávio.

Desta forma, Joel foi campeão fluminense e fez campanha sensacional no Campeonato Brasileiro brigando na parte de cima da tabela com time de folha salarial da parte de baixo.

O novo treinador identificou o mesmo feroz comportamento da torcida que Joel soube capitalizar tomando partido de seus jogadores. Caio Junior, que assim como Joel ou qualquer técnico consciente, sabe que tem de se valer com os jogadores que possui e não com os que a torcida quer e também tomou partido de seus atletas, porém publicamente confrontando a torcida e chamando essa a colaborar.

A torcida não pode vaiar com dois minutos de jogo. Desse jeito, precisaremos de psicólogo. Precisamos reverter este quadro desfavorável. A carga psicológica sobre o Alessandro e o João Filipe é muito dura. Mas vou conversar com eles no vestiário e vamos reverter.

While my guitar gently weeps

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Avaí 0X0 Botafogo – jogo duro (de se ver)

November 7th, 2010 | 127 Comments | Filed in Avaí, Botafogo, Campeonato Brasileiro 2010

Equipe Avaiana já se prepara para a Série A 2012

Diante de um setor F (de Fogão) completamente lotado, o Botafogo co-protagonizou um jogo horroroso em Floripa. Os dois times presentearam as torcidas com um vasto repertório de passes errados, pouca produtividade no meio-campo e ataques apáticos. Nem parecia que o empate era um PÉSSIMO resultado para AMBOS.

No primeiro tempo, destaque para Marcelo Mattos (que novidade) que fazia a cobertura da zaga enquanto #FAILhel exercia a marcação na lateral-esquerda. Previamente destacado para a posição, Edno foi logo no início deslocado para o meio onde igualmente não fez nada digno de nota. Devia estar com o casamento na cabeça. A proposta de Joel para a partida era claramente a mesma utilizada contra o galo mineiro. A diferença é que o Avaí não tem um meio/ataque minimamente próximo da qualidade do Atlético-MG e sendo assim o time ficou muito menos vulnerável a contra-ataques.

No segundo tempo, o jogo que já era mais ou menos ficou péssimo de vez. O Botafogo passou a não criar absolutamente nada enquanto o Avaí não deixava por menos. Porém, a equipe catarinense chegava ao ataque com mais eficiência e maior perigo, o que fez crescer a figura do goleiraço Jefferson (outra que novidade) na etapa. Pintou séria candidata d’A Defesa do Campeonato.

Lucio Flávio fez partida nula. Pra não dizer que passou em branco, Jobson concluiu dois chutes a gol e isolou ambos no Orlando Scarpelli. Até o ÍDOLO Loco Abreu esteve apagado, apesar da raça de sempre.

De maneira geral, a atuação do Botafogo esteve abaixo da crítica.

Rumo ao Ceará para encarar o Vozão. Com vitórias dos times da ponta, aumenta a pressão sobre o resultado. #ArrancadaFinal

*****

ATENÇÃO: EU NÃO TENHO ABSOLUTAMENTE NADA A VER COM O RESULTADO. Nem sequer consegui comprar ingresso para a partida.

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Cruzeiro 3×0 Atlético-GO – Passeio na Arena

September 30th, 2010 | 27 Comments | Filed in Atlético-GO, Avaí, Botafogo, Corinthians, Cruzeiro, Fluminense

18:00h. Hora de sair do trampo, pegar aquela carona esperta e ir direto pra PUC pra mais um noite feliz e tranquila com aulas de Direito Processual Civil e Filosofia. E o Cruzeiro? E a “Raposa Mai Linda do MUNDO?” Só no radinho? Ou na bolinha do SporTV enquanto assisto à, sei lá, qualquer jogo sem qualquer importância, tipo Fluminense x Avaí? Não, não dá. O último jogo ao meu alcance na Arena em 2010 necessitava da minha presença. A chance de presenciar, literalmente, o time do Mestre Cuca jogar pela primeira e, talvez, a última vez nesse ano me chamavam. E a fiel companheira de todos os jogos não me dava sussego (mesmo com uma prova de Direito Administrativo pra fazer, Gi não queria saber: “Foda-se, vambora pra essa merda!”).

Pegamos o carro (da Gi, porque, vocês sabem, universitário, morando sozinho, é aquela coisa, né?) e enfrentamos os 50 quilômetros que separam BH da Arena do Jacaré. Um estádio até bastante simpático e aconchegante, estilo caldeirão, onde qualquer grito do tipo “marca, Everton, cruza, Everton, não deixa passar, Everton, porrada nele, Everton” é facilmente entendido pelo Everton. Aliás, jogador este que é ótima opção. Não tinha visto com mais atenção, desde sua chegada ao Cruzeiro, mas o cara é tranquilo, marca e apoia bem e deve ter vaga futuramente nesse meio-de-campo do Cruzeiro. Na boa? Vacilo do Flu de perder um cara desses pra manter Marquinho.

  

 

Everton logo ali na ponta-esquerda

Everton logo ali na ponta-esquerda

 

Enfim, o jogo. Pra variar, cheguei na metade do 1º tempo. 50 km, saindo de BH 1 hora antes, tendo que passar em casa e sem conhecer o caminho? Não tinha como dar muito certo. Até que a gente não se perdeu, mas rodovia é rodovia e entrar quente nas curvas não é a minha praia. Chegamos tão atrasados que perdemos o 1º gol de Caçapa (absoluto na zaga ontem e deixando o seu gol). Até então, o Cruzeiro dominava o jogo tranquilamente. Caçapa só fez valer esse domínio. Continua o 1º tempo e T. Ribeiro, em boa jogada pela direita, cruza para Montillo (um dos jogadores mais inteligentes que tive o prazer de ver ao vivo) fingir que chegaria chutando, dar um drible de corpo, esperar o zagueiro passar tal qual um caminhão lotado e tocar tranquilamente no canto para fazer um golaço!

Fim de 1º tempo, Cruzeiro 2×0 e, apesar da recente recuperação capitaneada por René Simões, tínhamos certeza de que esse time do Atlético-GO não dava pra brincar com o Cruzeiro. Uma boa defesa de São Fábio no 2º tempo só foi necessária para que não passasse batido o aniversário do ídolo-mor (parabéns, Muralha Azul). Enquanto isso, Farías aprontava um fuzuê danado na zaga do Dragão, correndo de um lado para outro, marcando, puxando a marcação, abrindo espaço, Montillo continuava esbanjando categoria, deixando Rômulo toda hora na cara do gol ou em boa situação para cruzar e o Cruzeiro ia levando o jogo debaixo do braço. O Atlético ainda teve um jogador expulso, Daniel Marques, que fez falta em Farías. Último homem, segundo amarelo, não tem jeito, amigão. A torcida pediu Roger “Galera” que entrou, no lugar do Pirata, com “sangue-nos-zóio” e manteve o mesmo nível na armação, quase marcando um belo gol de fora da área, inclusive.

E, por fim, com belíssimo passe de Fabrício (falar bem do jogador que hoje é o coração desse time do Cruzeiro, junto com Henrique, é desnecessário), Wallyson, que tinha acabado de perder um gol que Saulo faria, deixou o dele e prestou bela homenagem ao pai.

Cruzeiro 3×0, uma chuva dos diabos pra voltar pra casa e a certeza de que esse time pode ser campeão. Não pelo jogo de hoje, mas por ter se levantado bem de uma derrota difícil como a do Santos de Neymar (sem mais!) para, aos poucos, continuar encostando nos líderes. Se a diferença já foi de mais de 7 pontos, hoje é apenas de 4, com confrontos diretos contra o Flu, em casa, e o Timaum, em São Paulo. Como o Botafogo mostrou ontem, dá pra ganhar, a não ser que aconteçam aqueles erros que acontecem pra todos (?!?!?!) os times.

Valeu a pena perder aula.

*****

E o Galo? Bom, o Galo tá naquela coisa, né? Precisa “só” de 7 pontos pra sair do Z4. Facim, facim, quase um mamão com açúcar, como diria Dadá Maravilha.

Rá!!!

*****

Passei batido no fim de semana, mas fica aqui o agradecimento:

VALEU, “DINAMITA”! EL MEJOR JUGADOR DEL MUNDO!

 

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Fluminense voltou a jogar em casa

September 30th, 2010 | 4 Comments | Filed in Avaí, Campeonato Brasileiro 2010, Fluminense
  • Fluminense: relativo ou pertencente ao Estado do Rio de Janeiro

Casa do Fluminense

Apesar do público presente no Estádio da Cidadania não ser numericamente significante para um líder de campeonato, a forma com que o torcedor em Volta Redonda abraçou a equipe fez valer o fator casa.

O Avaí deu a entender que andava de saco cheio do Delegado e fazia partida renhida e encrespada a ponto de Muricy optar em algum momento substituir Deco por Marquinho. O Fluminense pressionava enquanto os visitantes assumiam-se nesse papel e amarravam o possível a partida com toda a cera permitida. A torcida apreensiva e participativa entrou no jogo definitivamente após o gol de Loco Abreu empurrando o Tricolor à frente até o desafogo com gol dentro da área do Abnegado Conca.

Feras Tricolores comemoram gol Abnegado / Foto: Site do Fluminense

Nesse momento em diante, o Raulino com seu aspecto de Caldeirão fez seu papel na marcação do ataque avaiano com a mãozinha de Muricy com sua convicção em tirar um atacante Ruimdriguinho para colocar o terceiro zagueiro em campo.

A efusiva comemoração da torcida em Volta Redonda dita a tônica de como o Fluminense e sua torcida em qualquer estádio do País devem se portar caso almejem campeonar. Torcendo como Abnegados.

Muricy sobre a torcida do Flu em Volta Redonda e o Raulino de Oliveira:

A torcida ajudou bastante, jogou junto e foi fundamental. Esta vitória foi de quem quer algo a mais no campeonato.  Os torcedores tiveram paciência conosco no primeiro tempo e sentiram que precisávamos deles. Temos que estudar com carinho e ver a sequencia de jogos para saber se poderemos atuar novamente em Volta Redonda. Foi muito legal que a torcida aqui ficou mais perto do time, diferente o Engenhão e do Maracanã.

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