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Artigos sobre ‘Copa Sul-Americana’

Ingressos para Flamengo x Grêmio, com uma Sulamericana no meio do caminho

December 1st, 2009 | 58 Comments | Filed in Campeonato Brasileiro 2009, Copa Sul-Americana 2009, Flamengo, Fluminense

Flamengo x Grêmio

A confiante torcida rubronegra esgotou os ingressos da partida contra o Grêmio antes mesmo de saber se teria chances ou não de título neste último jogo, chances essas que ficaram à feição flamenguista ao fim da rodada 37.

O Grêmio cedeu seus 8.000 ingressos aos rubronegros, que teoricamente seriam vendidos no Maracanã à partir de quinta-feira.

Pois bem, 17 anos sem título e poucos ingressos disponíveis mobilizaram a Magnética alguns dias antes. Fila e acampamento montados no Maracanã em buscas dos bilhetes dourados que estarão disponíveis na quinta de manhã.

Fluminense x LDUPorém… quarta-feira noite teremos no mesmo estádio a final da Sulamericana com o Fluminense e pelo menos 40.000 torcedores para empurrar o time.

Juntando A + B, haverá no mesmo local e na mesma hora, duas torcidas.

Com mais preocupação e menos cinismo, o Fim de Jogo acompanha essa história (também pelo  seu Twitter)

Ingresso para Flamengo x Grêmio

Ingresso para Flamengo x Grêmio

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Contra a Quanti e a Quali

November 26th, 2009 | 25 Comments | Filed in Campeonato Brasileiro 2009, Copa Sul-Americana 2009, Fluminense

Sem dó nem piedade, a  LDU aplicou uma chinelada no Fluminense em Quito, jogo que discutimos em seus pormenores por aqui.

Evidentemente, a peculiar situação do Fluminense de matar ou morrer no Brasileirão suscitou discussões em ter levado ou não seus titulares para o Equador. E a discussão veio de antes do jogo, descaracterizando o hipotético aspecto oportunista motivado pela derrota tricolor. Toda a questão se dá pela prioridade que dizem ser mais importante no Brasileirão.

Pelo que ando lendo e ouvido, é quase unânime a opinião de que escapar do rebaixamento é mais importante que o título da Sulamericana. E faz assim parecer, que as pessoas de fato acham isso. Mas será mesmo?

Quem deve definir prioridades é ela

Quem deve definir prioridades é ela

Em qualquer discussão, é raro termos a oportunidade de fazer alguma verificação. No futebol então, raríssima. Entretanto, estamos à frente de uma oportunidade raríssima dessas e pouco nos damos conta.

Ontem, antes da derrota do Fluminense, foram postos à venda ingressos para os dois últimos jogos do Fluminense no Maracanã, ambos decisivos. Um contra o Vitória pelo Brasileiro para esse domingo e com arquibancada custando R$15,00, e outro contra a LDU pela Sulamericana na outra quarta com arquibancada custando R$30,00.

Pois bem, foram vendidos para o jogo do Brasileirão, 23.692 ingressos, e para a final custando o dobro do preço, 30.779 ingressos.

O torcedor pode até dizer da boca para fora que a prioridade é fugir do rebaixamento, mas quer ser mesmo é campeão. Quem analisa quer vender seu conceito, mesmo contrariado por essa baita pesquisa quantitativa e qualitativa.

Eu, pessoalmente, estou com o sentimento inconsciente da torcida, e preferiria ganhar o título. Título, coisa que cada vez é menos valorizado pelos explicadores. Agora valoriza-se acesso, e está piorando, no caso do Fluminense há exaltação pela campanha para ter o direito de disputar o mesmo campeonato ano que vem. Ridículo.

Meu ingresso para o jogo do Vitória já está comprado e lá estarei com minha máquina fotográfica. Caso vendam ingressos para o jogo contra a LDU quarta-feira, comprarei e irei ao jogo da mesma forma como tinha me planejado para ir. Isto é, se conseguisse o ingresso com facilidade iria, caso contrário, não. Nesse ponto a LDU me ajudou.

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Fluguês – LDU 5×1 FLU

November 26th, 2009 | 47 Comments | Filed in Copa Sul-Americana 2009, Fluminense

LDU 5x1 Fluminense

Mais uma pane em Quito na história do Fluminense. Desta vez, apesar do resultado direto ser a perda de um título “menor”, as conseqüências podem ser muito piores.

Além de ter posto fim na fabulosa seqüência tricolor, a derrota de ontem pode ter abalado o que era o ponto forte do time, o seu moral. É provável que, justo na hora das decisões mais agudas, o grupo sinta ainda mais o desgaste físico e emocional das últimas semanas. Derrotas, principalmente como as de ontem, na maioria das vezes tem esse efeito.

A ponderação a ser feita é: o Fluminense teria, ou tem,  alguma opção? Não. O clube está numa situação em que não pode, e não deve, se poupar para nada. É só a luta o que resta,  então, o negócio é administrar as contingências (derrotas, lesões e etc.) e ir para o embate, sem pensar muito no amanhã.

No jogo de ontem, o Fluminense jogou os primeiros 30 segundos e depois foi massacrado.  O Méndez, da LDU, foi o dono do jogo, inspiradíssimo. No lado tricolor, o goleiro Rafael foi nulo, talvez um cone fosse tão eficiente quanto ele.

Lamentável a transmissão Global. Criticar arbitragem está se tornando patológico. A regra é clara, o time que sofre uma falta não precisa de autorização para batê-la. Não vou nem comentar as críticas aos gândulas por serem rápidos.

OBS: Um alerta, vascaínos lembram bem o que o Vitória fez ano passado. A turma das Laranjeiras, se não lembra, deve pesquisar.

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Um jogo sulamericano de um time copeiro

November 19th, 2009 | 29 Comments | Filed in Copa Sul-Americana 2009, Fluminense
Fred comemora para sair na foto

Fred comemora para sair na foto

Um jogo sulamericano sem hífen e sem frescura. O chute na pequena área de Fred magistralmente defendido no reflexo pelo excelente Barreto prenunciava que o artilheiro tricolor passaria em branco. E o Surfista teve chances como nunca e a bola não entrava.

O Fluminense jogou em cima no 2º tempo atrás do gol que evitaria as cruéis penalidades para um time que pressionou quase 180 minutos. Mas o futebol pouco se importa com regularidade e vive de momentos, e até os acréscimos da peleja a partida seguia o script dos paraguaios quando Gum que fora enfaixado pelo… er… médico(?) do Fluminense marcou o gol de empate que classificaria o Fluminense para a final da Copa Sulamericana.

Comemoração catimbada para ganhar tempo com direito a cartão amarelo para Alan e Adeilson, ensaio de pressão do Cerro com contra-ataque pegando Barreto de calças curtas no meio de campo e o gol de alívio de Alan terminando o jogo e estancando a porradaria.

Jogadores do Cerro de cabeça quente

Jogadores do Cerro de cabeça quente

A Copa Sulamericana está mostrando a cara romântica da Libertadores de outrora. Enquanto o torneio de elite do continente é jogado à Européia, o espírito copeiro é trazido à tona na competição B. O Cerro Porteño mostrou as armas com pedradas no 1º jogo e punho cerrado no 2º partindo para cima de quem estivesse na frente: gandula, massagista, comissão técnica e Diguinho Baronetti.

Briga que culminou com a expulão de um personagem que não entrou em campo, mas mereceu post exclusivo por sua participação na partida. Partida esta que teve um primeiro tempo descrito por mim da seguinte forma no intervalo:

O começo do jogo, parecia uma inversão da partida do Paraguai com o Traiçoeiro se impondo. Especialmente pouco depois de fazer 1×0, resultado que iguala a parada.
Mas depois, o Fluminense voltou a jogar como em Assunção.
Aliás, no meu entendimento, pela sensação de estar perdendo, acho que o time busca mais o gol. Pressiona que está dando gosto de ver.
Conca tentando gol olímpico, trivela de esquerda de Mariano, sem contar que o time não está com medo de tentar dribles e mesmo deixadas de bola, e vem acertando.
Nada que garanta alguma coisa, pois a sensação foi a mesma em condições parecidas do Traiçoeiro contra o Goiás no Serra Dourada.
Silêncio sepulcral com a saída de Maicon. Eu acho Alan mais jogador, contudo, seria estupidez não reconhecer como Maicon e sua velocidade encaixaram bem no time.
Não será por essa substituição que o volume de jogo tricolor diminuirá (como não diminui), mas as opções devem diminuir, mesmo com maior ganho de presença na área para jogadas pelo meio (como esse fim de tempo mostrou).
Calafrios em pensar no Fluminense eliminado por Cesar Ramires.

Búlgaros comemoram classificação tricolor

Alan deve ter preferido apanhar dos paraguaios

Além de Maicon que teve tudo embolado (sic) na coxa, o Tricolor perdeu sua Scania Vagas para o resto do ano com fratura em um dedo no pé.

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Torcedora

Estaria o Fluminense transformando-se em um time copeiro?

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Madrugaram escrevendo sobre o Fluminense 2×1 Cerro Porteño:

E para os que ainda não entenderam o que a foto de Mauricio e Obina fazem nesse post:

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Alguém sabe quem era o torcedor botafoguense no Maracanã? Gaburah, Rafael Botafoguense, Asimov, Zobaran, Karlitus, Boca-de-Aratéia ou Anderson Paiva?

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A atuação de Fernando Henrique

November 19th, 2009 | 2 Comments | Filed in Copa Sul-Americana 2009, Fluminense
Fernando Henrique prepara um Houndhouse Kick

Fernando Henrique prepara um Houndhouse Kick

O camisa 1 tricolor teve atuação marcante durante a vitória tricolor contra o Cerro Porteño, mesmo com Rafael como titular.

Fernando Henrique atuou nas seguintes posições:

  • Auxiliar técnico ouvindo pelo walkie-talkie as recomendações de Cuquinha e repassando a Cuca.
  • Médico tratando de Gum com corte na cabeça enquanto o outro médico tratava de Digão do outro lado do campo.
  • Segurança protegendo de novo Diguinho de apanhar e dando um bico bem dado em um paraguaio.

Sua atuação foi coroada com um cartão vermelho com o jogo terminado.

Os outros jogadores são comentados no post referente a Fluminense 2×1 Cerro Porteño.

Como assim “chute covarde” de Fernando Henrique?  Achei que era uma porradaria generalizada.

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Young Flu. Que Fluminense é esse?

November 12th, 2009 | 11 Comments | Filed in Copa Sul-Americana 2009, Fluminense

Se prometerem não me processar, eu juro que devolvo a grana com a devida correção. Este não é o Fluminense sobre o qual venho escrevendo durante o ano.

Que Fluminense é esse do fim de ano? Onde estava escondido esse time?

Os resultados tem sido magros, mas engana-se quem crê que o futebol está na conta do chá. Pelo contrário, a bola está sobrando. Caso Gaburah se baseasse na partida do Cerro Porteño contra o Tricolor no Paraguai, jamais temeria o time paraguaio porque nada jogou contra o Fluminense.

Fora de casa, os tricolores pressionaram com muita propriedade até aos 27 minutos do 1º tempo, como se necessitasse do gol para não perder uma Copa do Mundo. Luis Roberto, narrador da TV Globo de forma muito feliz fez a analogia do Cerro Porteño com um boxeador nas cordas de tão atônito que estava.

Após os 30 minutos, a pressão terminou, mas o padrão ofensivo do Fluminense manteve-se. Manteve-se até o fim da partida.

Já está ficando monótona esta imagem

Já está ficando monótona esta imagem

O artilheiro Fred, que tomou como pessoal a cornetada Blablagoliana, assim como nos demais jogos da arrancada tricolor, não aparecia muito para a partida. Quando apareceu, dominou a bola carregou e fez o gol. Fred tem se caracterizado por não perder gols, mesmo que para isso, dê poucos chutes. Tal característica tem como efeitos positivos os de não irritar a torcida (antítese – Tuta e Washington) e preocupar o adversário 90 minutos (similaridade – Romário).

Como dito antes, ainda depois do gol, o Fluminense ditou as ações e assim terminou a partida, sem que a equipe tivesse um único destaque negativo para contar história. Nem mesmo Marquinho improvisado na lateral-esquerda.

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Na partida em si, também não houve aquele jogador que tivesse sido iluminado (se fosse para escolher o melhor em campo, escolheria Conca). Mas quero registrar aqui mais uma partida sóbria do zagueiro Dalton. Jogando na sobra (esquema de 3 zagueiros) mostrou tranquilidade de veterano e pode dar caldo, isto é, pode ser um jogador de Seleção Brasileira.

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O “Novo Flu” sem Fabinho, Ruy, Luis Alberto, Edcarlos e  Wellington Monteiro é rápido, muito rápido. Maicon Bolt e Mariano correm desesperadamente (aliás, correm tanto que erram chutes e cruzamentos na mesma proporção) e abrem espaços para Conca jogar. O argentino ainda conta com a proteção de Diogo e um mais contido Diguinho com função agora mais de marcação e saída de bola que propriamente aparecer no ataque, papel que está sendo muito feliz.

O “Young Flu” está correndo, e correndo certo.

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Notas anti-pedrada:

  • O futebol de Fred não é comparável ao de Romário
  • Dalton mostrou requisitos de jogador de Seleção Brasileira. Tornar-se um no futuro são outros quinhentos…

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Por falar em anti-pedrada, já perdi até o saco em comentar sobre pedras, garrafas e pilhas voadoras pelos estádios da América Latina. E ainda achamos aqui ruim.

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Um adversário insosso

November 6th, 2009 | 9 Comments | Filed in Copa Sul-Americana 2009, Fluminense

A Universidad de Chile foi um time insosso e deixou a partida para que o Fluminense jogasse como bem entender. Dito isso, nada mais resta que analisar cada jogador tricolor individualmente

Goleiro e Defensores:

A Universidade do Chile foi inoperante durante toda a partida. Estranhamente não pressionou por jogar em casa e tampouco articulou o contra-ataque por ter vantagem no resultado. Nem antes, nem depois de sofrer o gol. Só posso dizer que o sistema defensivo do Fluminense foi então, muito bem na partida. Eventuais avaliações individuais negativas não comprometeram o todo que deixou ótima impressão:

Rafael – à vera teve de fazer uma defesa, ainda assim que tinha obrigação de defender. No fim da partida pregou um susto primeiro espalmando uma bola para escanteio que deveria defender, depois sainda como uma pata choca e catando cavaco. Não há razão para que Rafael deixe de ser titular do time, mas que ele assusta, assusta.

Digão – Estava nervoso chutando errado e ainda perdendo lances bobos para os inofensivos atacantes chilenos. Ganhou pontos no fim do 2º tempo quando comemorou uma roubada de bola ganhando as vaias da torcida chilena e depois sem perder uma jogada. Mas na bola não foi muito bem.

Gum – Eu tenho medo de Gum. Quando exigido aprontou com algumas espanadas. Gum tem feito gols lá na frente, mas é temeroso na sua posição. De qualquer forma, assim como Rafael não foi muito exigido

Dalton – A Sub-20 fez bem para os jogadores do Fluminense. Dalton esteve muito bem na partida quando teve de jogar como zagueiro, além de ter tranquilidade para sair a bola, como deve ser feito por um bom zagueiro.

Diogo e Diguinho – Os dois não sairam para o jogo. Nem no primeiro tempo, e especialmente no segundo tempo. Diogo foi apagado na partida, já Diguinho fez grande 2º tempo na marcação e especialmente tirando com simplicidade e segurança as bolas da defesa para o meio-campo. É possível que sem obrigação de atacar, coisa que não sabe fazer, Diguinho possa agregar algum valor ao time.

Atacantes:

O time foi bem, teve volume de jogo mas não criou grandes chances efetivas, apesar de que durante os 90 minutos parecia que venceria e rondava a área chilena com relativa tranquilidade.

Abrace Maicon

Abrace Maicon

Marquinho – No papel seria o lateral-esquerdo, mas acabou que o Fluminense não teve esse jogador, ficando capenga pelo lado esquerdo. Marquinho acabou sendo meia-esquerda e foi muito mal, especialmente no primeiro tempo. Esse é um jogador que mostrou não ter o mínimo de inspiração e sinceramente, não sei porque o Fluminense insiste com ele. Como o time não tem mesmo um lateral esquerdo que participe de forma cadenciada na partida, talvez até justifique-se sua escalação. Mas que fique claro que ele só serve como quebra-galho. Irritou um pouco menos no 2º tempo

Mariano – Por sua vez, o lateral direito participou bastante do ataque. Claro que ele fez coisas de Mariano levando qualquer um à loucura. Erra muito e de forma estúpida, mas ao contrário de Marquinho, de vez em quando inventa alguma coisa que dá certo. Sem contar que inventou uma jogadinha mineira com Fred que vem funcionando. É meio bizarro escrever isso, mas Mariano está segurando a onda na lateral direita, ainda mais contando com outro jogador ofensivo caindo por ali.

Conca – O argentino estava ligadíssimo em campo. Roubando bolas e puxando os contra-ataques. Como sempre fazendo aquelas jogadas em que se engalfinha com a bola e marcadores. Em uma dessas saiu o gol tricolor.

Fred – Não fazia boa partida. Apesar do time buscá-lo, a bola não ficava com ele. Conseguiu uma boa jogada com Maicon e ajudou Mariano. Muito pouco. No 2º tempo, Fred fez com que baixasse minha bolinha. Fez um gol de cabeça de quem domina o fundamento e ainda conseguiu mandar seu recado para a filha com áudio e tudo. Eu tenho de dar a mão à palmatória: Fred é de fato um centro-avante diferenciado e bem acima da média. Meti o malho anteriormente, então me adianto no oposto: seria ótimo que o Fluminense mantivesse esse jogador neste nível para 2010.

Maicon – MVP. O melhor da partida. Fazia de tudo: roubava a bola, tabelava, criava chances na área, driblava e cruzava. Muitos erros de fato. Mas foram tantas jogadas criadas que acertos surgiram, dentre eles a bola na cabeça de Fred para  o gol. Maicon foi o melhor até na entrevista pós-jogo, quando pedido para contar sobre a jogada do gol,  que transcrevo de cabeça sem o menos rigor com a fidelidade:

Dei uma tapa longo para cima do marcador, porque o pessoal diz que eu sou bom nisso e sou mesmo. Quando eu parto eu ganho quase sempre porque minha passada é larga e sou mais rápido. Me incentivam a fazer, dá certo e vou levar vantagem

Adorei. Para os que gostam do papinho humilde, vale lembrar que fim levou a carreira de Lenny quando ele acabou com o Cruzeiro no Mineirão e depois ficou cheio de dedos para dizer que estava jogando pra dedéu. No jogo seguinte já começaram as desculpas que já duram mais de 3 anos.

As entradas de Mauricio, João Paulo e Alan tiveram relevância apenas para fazer o tempo passar.

Arbitragem e Torcida Chilena – A se lamentar. Faltas sem bola não eram marcadas, além de não ter saído um cartãozinho vermelho. O lance n0 Digão foi ridículo porque o juíz deu a falta e o amarelo por uma porrada por trás já sem a bola. A torcida chilena jogou coisas em Cuca. A arbitragem não levou a sério. Mas então jogaram uma pilha no bandeirinha. Ri à rodo.

Não foi o caso desse jogo, mas é lamentável ver cenas de jogadores precisarem de escudos policiais para cobrar escanteio. Sem xenofobismo, mas acho que assim como a FIFA torra nossa paciência para colocar banco de couro e ar-condicionado nos nossos estádios, CBF e clubes brasileiros deveriam pressionar para que a CONMEBOL exigisse um mínimo de segurança América do Sul afora. Eu fico cada vez mais convencido que o Brasil deveria priorizar mesmo suas competições nacionais e parar de emprestar o prestígio de seus clubes e seu PIB para as competições continentais.

E digo isso do ocorrido em um País como o Chile, de notórios avanços econômicos e sociais nas últimas décadas.

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Na semi-final, o Fluminense enfrentará o Traiçoeiro Cerro Porteño, que ao contrário da Universidad do Chile já mostrou saber jogar muito bem na casa do adversário tendo vantagem e suportando pressão. Que o digam Goiás e Botafogo.

De bom, fica que o time paraguaio preocupou-se em jogar futebol, ao contrário do chileno.

Moonwalker da Baronetti

Moonwalker da Baronetti

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Quem mais além de Diguinho trabalhou na madruga escrevendo sobre a classificação tricolor:

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Eu já sabia – Recordar é horRiver

November 5th, 2009 | 20 Comments | Filed in Botafogo, Copa Sul-Americana 2009

Sabia sim.

Tô vendo um monte de gente elogiando o Botafogo do jogo de ontem, na imprensa e aqui. Isso me leva à conclusão de que só posso ter assistido outro jogo.

Na partida que assisti, visitando pela primeira vez o belíssimo estádio do Engenhão, o técnico Estevam Soares escalou o time do Botafogo da seguinte maneira: Jefferson, Alessandro, Juninho, Diego e Gabriel; Fahel, Jônatas, Lucio Flavio e Renato; Reinaldo e André Lima.

Na partida que assisti, o técnico entrou com um meio de campo absolutamente pavoroso e com Reinaldo jogando atrás da intermediária. No jogo que assisti, o time do Botafogo fez um primeiro tempo ridículo – onde não se encontrou em campo, o que nem poderia ser diferente. No jogo que assisti, uma só pergunta ecoava na minha cabeça fazendo-na latejar dolorosamente: o que é Jônatas?

In loco, pude comprovar tudo o que já observava pelas transmissões: Jônatas não corre, Jônatas não marca, Jônatas não cria, Jônatas não dá combate aos adversários que estão mais perto dele do que de qualquer outro companheiro de equipe. Jônatas transparece vestir a camisa do Botafogo com desprezo e desdém. Enfim, Jônatas é um filho-da-puta de um merda, um sanguessuga, um produto da flapress. Jônatas estraga o time, pois enquanto recebe afagos do técnico por apresentar um comportamento exemplar, peças como Batista (que dá o sangue pelo time sempre que entra) são preteridos em prol da escalação do crack. Não vejo a hora do ano acabar, com o pedido para o Papai Noel de que possa assistir esse verme jogar com a camisa do Boavista no ano que vem. Jônatas precisa ir embora do Botafogo.

Fahel errou praticamente tudo que tentou dentro de sua mais do que conhecida limitação; Lúcio Flávio mais uma vez se omitiu do jogo e só fazia toquinhos sem qualquer objetividade para os lados; Renato foi vaiado injustamente, pois foi escalado pra fazer o que Lúcio Flávio deveria fazer e se entregou ao trabalho enquanto esteve em campo.

Culpar o cabeça-de-vento do Alessandro pela derrota (como um todo) é no mínimo exagerado. Ele teve a sua parcela de culpa sim, mas o que se poderia falar dele depois que Estevam volta para o segundo tempo sem fazer qualquer alteração no time, com Jobson e Rodrigo Dantas inexplicavelmente no banco, com Reinaldo recuado fazendo o que não sabe e – pra coroar – me tira Gabriel e coloca Victor Simões (!!!!!!!!!)? A única coisa que poderia ser dita veio de um grito na arquibancada:

Agora joga maizena que o mingau tá pronto, porra!

Victor Simões entrou pra quê? Não correu, não marcou, não apoiou. Só fez o que fez sempre: nada. Aliás, o nada atrapalharia menos.

Quer saber? Alessandro foi só a cereja do bolo.

De volta às batalhas pra fugir da degola.

*Como estou viajando, as ilustrações do post ficam pra depois. Não estou com paciência nem apoio midiático adequados.

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Alguma coisa está fora da ordem

November 5th, 2009 | 63 Comments | Filed in Botafogo, Campeonato Brasileiro 2009, Copa Sul-Americana 2009, Grêmio, São Paulo

Os jogos da noite de quarta-feira trouxeram duas situações peculiares:

Quem diria? Tulio Gente Boa apanhando.

Quem diria? Túlio Paulada apanhando.

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Que pena, Goiás

October 1st, 2009 | 52 Comments | Filed in Copa Sul-Americana 2009, Fluminense, Goiás

Torcida do Goiás

Agradeça Botafogo, pois seu adversário nas quartas-de-finais da Sulamericana será o Cerro Porteño e não o Goiás.

Apesar da equipe esmeraldina buscar sempre Léo Lima para rodar o jogo, seu gol saiu em um chutão de Harlei para a frente que acabou indo parar de qualquer forma com Felipe dentro da área adversária e abrir o placar para o Goiás. A tônica do jogo mostrava que sim, o time da casa marcaria com tranquilidade seu 2º gol com mais de um tempo por jogar e teria tudo para buscar a classificação.

Mas para colocar um pouco de dramaticidade e imprevisibilidade, Everton decidiu que nada poderia ser fácil, chutou o pau da barraca e tomou o 2º cartão amarelo antes do intervalo largando para sua equipe o dilema do cobertor curto. Cobre a cabeça deixa o pé descoberto ou vice-versa.

Vamo pra dentro‘ – disseram os jogadores do Goiás ao voltar do vestiário. E mesmo com um a menos, atacou de forma organizada, criando volume de jogo.

Entretanto, atacar de forma organizada não é a fiel tradução de defender de forma organizada, a não ser que considere-se Harlei e Leandro Euzébio apenas lá atrás um primor de tática defensiva. E o Cerro não estava tão autista na partida com seus contra-ataques.

Heróicamente, algumas bolas foram tiradas dos pés de atacantes paraguaios no instante das estocadas finais. Contudo, o empate veio.

Empate que não desanimou os bravos goianos que com Felipe em jogada de vencedor não desistiu e marcou o 2º. Nessa altura, o Goiás fazia por merecer, não apenas pela gana e pela disposição física (como corriam), mas também pela bola que jogavam e pelos riscos que topavam assumir. Léo Lima, Felipe, João Paulo e Julio Cesar com mais intensidade e Iarlei com talento e nem tanta explosão jogavam vistoso futebol e fizeram por merecer o 3º gol em cabeçada para baixo, de almanaque, de Léo Lima.

Isto com mais de 10 minutos para o fim do jogo, e talvez nem tantas pernas restantes para o Goiás, que contudo, jogando bola não deu espaço para o Cerro fazer nem mesmo cera, o que não impediu o time paraguaio de fazer contra-ataques, dessa vez sem nem mesmo Leandro Euzébio para proteger Harlei. O gol paraguaio não saiu nem o goiano, e a partida ficará arquivada apenas para consumo interno.

De qualquer forma, se psicólogo houver no clube, tem bom material a capitalizar em prol da briga esmeraldina pelas primeiras posições no Brasileiro. E claro, um senhor time nas mãos.

Bonus:

Fernandão estava ligado, inegavelmente que se portou bem na partida até sair machucado. Mas não se destacou como os companheiros grifados acima.

– O Botafogo pode agradecer à expulsão de Everton, mas o Cerro não foi um time ruim de bola, apesar dos gols perdidos. É de longe bem melhor que o Emelec.

E no jogo de fundo…

 

Alianza treina firme

Alianza treina firme

 

Preguiça do inferno de fazer post para o jogo do Fluminense, que nem foi futebol. O time peruano só dava porrada. Foi assim até acabar a testosterona, acho.

Ainda assim, Fabinho conseguiu fazer um pênalti bossal, e Luis Alberto resolveu fazer cagadinha e foi expulso.  Ora pipocas, estava óbvio que iam ter expulsões a penca do outro time. Mas o assessor de imprensa tricolor Luis Alberto resolveu provocar dando um chutinho em um maluco com amarelo e rodaram os dois.

Não dá nem para avaliar os jogadores por essa partida. Acho que quando um time cai da 4ª Divisão ele vai jogar o campeonato peruano.

Forçando a barra para não ficar pouco texto sobre o jogo, posso dizer que enquanto parecia que tinha jogo, Conca e Diguinho (sim, é verdade) sobressairam-se um pouco, e Ruy foi fraco e João Paulo pouco se viu em campo.

Futebol hoje? Só no Serra Dourada.

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