Cariocas rindo
outubro 6th, 2008 | 9 Comments | Filed in Botafogo, Campeonato Brasileiro 2008, Flamengo, Fluminense, VascoGrato a Ana Paula pelo desenho.
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Blá blá Gol Futebol por torcedores sensatos (se é que isso existe)
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Grato a Ana Paula pelo desenho.
É verdade que o Botafogo jogou mortalmente desfalcado, que Diguinho e Leandro Guerreiro tiveram atuações fraquíssimas, que o time do Inter jogou muito no primeiro tempo e que o tal do Guiñazu tava impossível (ô cara bom de bola!). Mas a verdade nua e crua é que Paulo Affonso tem razão.
Falta aquele algo mais de quem realmente quer ser campeão ao Botafogo - mas afirmo que assim como falta ao alvinegro, falta a todas as outras 19 equipes que disputam a série A. Depois de um tropeço importante como o do Grêmio (pra mim o Goiás já ganhou o título de time mais maluco deste campeonato), qualquer equipe realmente focada teria partido com todo o gás para sua próxima partida. A situação só não é totalmente trágica porque o final de semana serviu para embolar todo mundo na tabela - praticamente todos até o décimo tem possibilidade de beliscar uma Libertadores.
Na verdade o único time que parece ter seguido isso à risca foi o Parmera, que foi que nem bicho pra cima do apagado Cruzeiro (Marcos também tava com a macaca). E digo parece porque mesmo o verdão é um time muito irregular.
Enfim, o campeonato permanece aberto. E viva a Série B!
Que saudade do tempo em que um jogador motivava uma partida sem agredir os adversários! Saudade do tempo dos jogadores que levavam alegria aos estádios de futebol e tornavam as partidas (por mais decisivas que fossem) em espetáculos de entretenimento, em alegres tardes de domingo, em aguardadas noites de quarta-feira narradas pelo Januário de Oliveira (o Túlio é cruel, muuuito cruééééél!), em explosões incontidas de torcedores que sentiam-se comemorando de dentro do campo abraçados aos seus ídolos!
Último baluarte do futebol-alegria, Túlio Maravilha não perde o brilho. Nunca deixou de ser o cara alegre, palhaço (no bom sentido) e cativante. Um fanfarrão do bem, definitivamente, seguidor das escolas do Dadá Maravilha e (porque não) do próprio Mané.
Túlio é um cara que deixa saudade nos times em que passou, por ser a figuraça que é e por tratar o futebol como diversão (ainda que leve muito à sério o assunto para si mesmo).
Muito justas e bem colocadas as observações do Globoesporte.com à respeito da homenagem da torcida botafoguense ao Último Grande Herói do Glorioso, aquele que fez uma criançada adotar as cores alvinegras - para desespero de pais de outras torcidas.
Mais uma vez obrigado, Túlio Maravilha. Por representar tanto para o Botafogo e por ser do jeito que você é.
É por isso que NÓS GOSTAMOS DE VOCÊ!
[Atualizado] O Blá Blá Gol entra na contagem regressiva para o gol 1000 desta figuraça, e passa a acompanhar de perto a atualização dos números através da página oficial do Túlio Maravilha - com um porém: ao que parece, ainda não computaram Vila Nova 2X1 Ceará, onde Túlio marcou 1 e chegou aos 885 gols (Fonte: Globoesporte.com). A conferir. [Atualizado]

Se Botafogo 1×1 Náutico fosse na pelada do Marieta, todo mundo sairia de campo romentando que o jogo só acabou assim pela da enormidade de gols perdido pelo Botafogo e pronto.
Aliás, aposto que em quase todos os lugares, incluindo aí: arquibancadas, sofás, vestiário do Botafogo e até mesmo no vestiário do Náutico, a tônica foi somente essa.
O único lugar onde isso não aconteceu foi na coletiva de imprensa.
Chegou a ser constrangedor ver repórteres fazendo perguntas que não queriam fazer e Ney Franco respondendo o que não queria responder.
A militância não deixa mais uma resposta como essa, mas ela resolveria todo o trabalho da coletiva depois do jogo:
Não ganhamos porque perdemos um carrilhão de gols
Só isso.
Cabe ressaltar que, o Botafogo perdeu seu caminhão de gols quando já ganhava de 1×0.
Aliás, um deles foi uma pena não ter entrado, pois seria o gol mais bonito do campeonato.
Os 4 times do Rio venceram na rodada.
Eu não me lembro qual foi a última vez que isso aconteceu.
Está bem que os times que visitaram adversários, Fluminense e Vasco visitaram carne morta. Náutico e Portuguesa.
Mas os que foram visitados, Botafogo e Flamengo, receberam vice-líder e líder desta bagaça.
E assim Fluminense e Vasco entram a sexta-feira fora da ZR.
O Botafogo como quem não quer nada, foi o único dos 4 primeiros a marcar pontos.
O Flamengo… bem, o Flamengo ao menos parou de cair, e ficou lá perto da turma da Libertadores ao menos.
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Não resta dúvidas que Náutico e Portuguesa são uma merda. Não é necessário que ninguém tenha visto os jogos para saber disso.
Mas gostaria de saber o que alvi-negros e rubro-negros tem a dizer de Cruzeiro e Grêmio.
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Alguém lembra a última vez que os 4 times do Rio venceram juntos?
Munido da minha diária fornecida pelo Blá Blá Gol, parti para Floripa.
E antes de mais nada: ser visitante é engraçado pra caramba. A gente tá acostumado a ir pro estádio - que é a nossa casa por assim dizer - e ficar olhando aquela dezena de coitados espremidos lá no cantão com uma ou outra cabeça pulando de uma cadeira para a outra. Sempre que eu olhava aquilo achava meio triste o negócio.
Mas ontem eu era uma daquelas cabeças. Centenas de cabeças muito animadas diga-se de passagem, numa quantidade muito acima do que eu esperava encontrar no estádio do Figueira (limpinho, organizadinho e tal, mas não supera em nada o Caio Martins - a não ser em capacidade). Uma torcida que gritou bastante e não deu sossego à comportada torcida catarinense, muito civilizada e com direito à criançada jogando uma animada pelada na parte interna do alambrado.
Quanto ao jogo, bem: como é bom ter um técnico de verdade! Tive o prazer de ouvir de minha querida esposa (framenguista daquelas chatas como só os framenguistas sabem ser) que o golaço de voleio do craque Túlio foi o mais bonito que ela já teve a oportunidade de ver ao vivo. Só isso já teria valido o preço dos ingressos. Mas não para o Ney Franco.
Como é bom ter um técnico de verdade!
Chato foi ver o participativo, o combativo, o irritante Carlos Alberto ser expulso ainda no primeiro tempo por um lance de puro preciosismo, que nos animados rachas do La Salle qualquer um não teria o menor pudor em chamar de secura. Carlos Alberto não passa a bola nem por decreto, mesmo que à sua frente se encontre um Wellington (Paulista é o caralho) sem marcação alguma. E lá se foi o cabeludo pro chuveiro, e mesmo assim sob os aplausos da torcida. Não aplaudi, mas vá lá.
Aí o Wellington se machucou. Pronto, fudeu.
O fato é que a partir daí o jogo que estava parecendo a favor do Botafogo tomou ares de sufoco. Na arquibancada um ou outro mais apressado ou eufórico pedia de imediato pelo Gil, no que retruquei à minha querida esposa: eu duvido o Ney Franco ser maluco de colocar outro atacante agora. Se fizer isso vai abrir a marcação de vez - pois o Figueira atacava sem descanso e menos um homem na defesa seria suicídio. Mas…
Como é bom ter um técnico de verdade!
E do meio do primeiro tempo em diante o que se viu foi isso: o Botafogo recuado, Jorge Henrique sozinho na frente e a marcação reforçada pela entrada do craque Leandro Guerreiro. No segundo tempo o jogo foi assim o tempo todo, com o Botafogo saindo apenas em momentos plenamente a favor, e num desses contra-ataques veio o gol do Thiaguinho.
A pequena mas barulhenta torcida em êxtase. Eu já totalmente rouco e sob os olhares assombrados dos botafoguenses de Santa Catarina, educados demais pra entender um alvinegro desbocado proferindo termos e xingamentos que talvez eles nunca tenham escutado. Mas ouviram. E gostaram, porque tava todo mundo rindo entre um “LADRÃO DE GALINHA!” e um “ANÃO TORRADO FDP!!”.
E piorou quando o mal-acabado do juiz validou o gol do Figueirense (eu estava a 15 METROS do gol) que foi uma falta clamorosa sobre o goleiro do Botafogo. Um absurdo e poucas vezes me lembro de ter ficado tão transtornado em um estádio de futebol. Aí já não tinha nem mais controle sobre as palavras que saiam de minha boca, um niteroiês furioso enriquecido pelos perdigotos.
E aí vem o Figueira que nem louco. E tome de desespero na arquibancada. E aí após os inexplicáveis 4min de acréscimo, fim da partida, suspiros aliviados, aplausos, cantoria e a terceira vitória consecutiva do Botafogo, a segunda consecutiva fora de casa.
Tudo isso pra chegar aqui onde eu queria: o que vi ontem foi uma torcida feliz, de bem com a vida e com o seu time (milagres dos resultados) e além disso em lua-de-mel explícita com seu treinador. Foi uníssono o coro para Ney Franco na saída do campo e a resposta do treinador foi totalmente simpática. Como é bom ter um técnico de verdade!
Que o Engenhão domingo siga o caminho do que foi visto aqui em Floripa ontem.
Ney Franco é o cara!
É com você, Paulo Affonso!
Muito bacana essa rodada, a antepenúltima do turno. Mais do que qualquer outra coisa, serviu pra evidenciar os contrastes entre os momentos que atravessam os quatro times do Rio de Janeiro:
O framengo deixa cada vez mais evidente mesmo a condição de cavalo paraguaio de 2008. Por uma triste coincidência (ou não), depois do não do Caio Jr ao Qtar o urubu envergou uma descendente ao que parece sem volta. O pior foi ver a comemoração da torcida pela permanência do craque Ibson enquanto Marcinho e Renato Augusto (as verdadeiras perdas significativas para o time) davam adeus à Gávea pela porta dos fundos.
O Flu está com o Mico Preto, com a miquelina, com o quati nas costas. Ainda vive intensamente a perda da Libertadores e entrou naquela ressaca que achei que era exclusividade do Cô-Cuca. O time tá numa deprê de dar dó, parece que nada dá certo, e o pior é ver todo mundo no clube se acostumando com as fatalidades que estão atrapalhando os resultados do time (sic), como se a fase fosse acabar sozinha. A segundona está muito aí para o Fluminense. É bom abrir o olho.
Quanto ao Botafogo, só digo uma coisa: como é bom ter um técnico de verdade. Ney Franco sim é um talento, um cara que tem a ousadia de dar um padrão tático ao time e mandar pra cima do jogo sem afobações e desequilíbrio emocional. Vamos namorar a Libertadores sim, meu povo, porque o campeonato está looooonge de acabar e a diferença do Botafogo para o primeiro colocado são apenas 10 pontos.
Irregularidade, teu nome é Vasco. O time dá uma sapatada no Galo e leva outra do São Paulo, que definitivamente não é um timaço mas está começando a gostar do campeonato. André Lima mostrou a que veio ontem (o que pra mim não é novidade). Mas não acho o Bacalhau candidato ao rebaixamento. Só acho que o time é muito doido, isso sim.
O campeonato está longe do fim, e pra mim a disputa pelo título ainda está aberta. Até o décimo lugar tudo é possível.
Sonhar não custa nada.
Aconteceu só hoje o que por mim já tinha acontecido faz tempo. Mas muitas vezes a razão tem razões que a própria razão desconhece:
Ney Franco é o novo técnico do Botafogo
Gosto do Ney Franco porque pra mim é um cara que faz milagre. Foi assim com o Ipatinga, com o framengo e com o Atlético-PR, que em sua “gestão” passavam longe de serem times bons. E foram mais longe do que se esperava deles.
Bem vindo ao Botafogo, Ney Franco. O Gaburah torce por você! (mesmo que na segundona, ai como eu era feliz!)
O Botafogo não vem bem das pernas na pontuação do campeonato.
E se o futebol do time for o que empatou com os reservas do Fluminense, o ano vai ser duro para os alvinegros.
Foi um jogo pavoroso de se ver. Faz tempo que não via um jogo tão ruim.
O Botafogo conseguiu ser pior do que o ruimzinho time reserva do Fluminense.
Dos jogadores de linha em campo, só salvaram Tartá, Maurício e Rafael pelo lado do Fluminense, e para quem não conhece o histórico da criança, Carlos Alberto para o Botafogo.
Sim, Carlos Alberto só alvou para quem não está acostumado. Porque para variar ele teve entrega, tentou, chamou o jogo. Tudo como manda a cartilha. Só que daí não saiu nada. Ele não é para ser o jogador da entrega. Para isso tem outros 10. Ele tem de resolver. Por isso, só salvou o Castillo no Botafogo.
Mas não se iludam, tricolores, porque Castillo não salvou porque foi milagroso. Salvou porque saiu bem em todas as bolas, com muita confiança, sem dar rebote e até mesmo com os pés. Mas nada que destacasse para quem visse um Melhores Momentos (sic).
A equipe com o Cuca, definitivamente, jogava de um jeito bastante interessante. Definitivamente diferente e chamava atenção. Não duvido nada que o Botafogo de Geninho acabe um campeonato longo como o Brasileirão em posição parecida com o Botafogo de Cuca do ano passado. Só que a sensação neste ano deve ser a de sair do sufoco, enquanto a de 2007 a de que poderia ter feito um algo mais.
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O Fluminense deve se preocupar com o Brasileiro somente à partir da próxima rodada. Mentira.
Passa-se agora, que em 24 pontos disputados o Fluminense conseguiu só 3, a impressão que não era responsabilidade do time reserva tricolor conseguir algo mais. Balela. Duvido que imaginava-se essa pontuação.
Talvez até mesmo estar lá pela zona do rebaixamento, mas não com tantas derrotas e sem nenhuma vitória pelo caminho.
Porém, tenho de concordar que não dá para projetar o Fluminense no campeonato por essas 8 rodadas iniciais (duas com time titular).
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3 pontos em 24 não querem dizer também, que o Fluminense não tenha bons reservas. Não tem dois times, mas não necessariamente está desprovido de reservas.
Temos de levar em conta que não entrarão em condições normais, 11 reservas em um jogo.
Claro que em um ambiente normal, esses jogos ao menos devem ter servido para observações.
Eu não gostei, especificamente, de dois jogadores que já passaram entre os titulares. David e Carlinhos.
Achei que Carlinhos não voltou bem do período de contusão dele no ano passado (coincidindo com o retorno de Gabriel ao Fluminense). Tanto que Rafael que não agradava conseguiu se destacar um pouco entre os reservas no jogo contra o Botafogo.
David, bem, David nunca jogou nada mesmo. Esse tinha de comer a bola com os reservas. Levou a 10 tricolor e nada fez. Lembra Luis Antônio (um que lá pelo meio dos anos 90 saiu do Flamengo para o Fluminense).
Fabinho é o Fabinho. Dele sabe-se o que se espera.
Os zagueiros, Sandro e Anderson foram bem.
Outros jovens que também tiveram um certo destaque, em algum momento mostraram alguma coisa, foram Tartá e Marinho (reserva do Tartá).