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Archive for the ‘Estrutura’ Category

Além de 2008

novembro 14th, 2008 | 23 Comments | Filed in Campeonato Brasileiro 2008, Estrutura

Um time jamais será de Primeira caso habitue-se a jogar na Segunda.

Não é incomum que se coloquem 12 clubes em pé de igualdade no Brasil, por mais que não estejam.

São eles:

  • São Paulo
  • Santos
  • Corinthians
  • Palmeiras
  • Flamengo
  • Botafogo
  • Vasco
  • Fluminense
  • Grêmio
  • Internacional
  • Atlético-MG
  • Cruzeiro

Acontece que a estrutura do futebol no Brasil mudou. Inclusive a forma de se escolher o jogo que se vai ver.

É possível hoje em dia, que um torcedore veja todos os jogos de seu time. Vá a um bar e o jogo provavelmente passará.

Soma-se a isso a um formato de pontos corridos, e ninguém dá tanta bola a jogo de outro time.

Mesmo na liderança, ninguém dá muita bola ao time que disputa o título, caso o seu não esteja também disputando a mesma coisa.

E isso faz com que não haja mais espaço para que esses 12 times estejam em tanta evidência nacionalmente falando.

A evidência ocorre com os times que conseguem ir bem na Libertadores, vide casos de Fluminense este ano e Grêmio ano passado (isso para nem citar São Paulo e Inter que foram campeões).

Analogamente a Europa, há uma discrepância muito grande entre os times poderosos que sempre estão na UCL e os demais.

Não duvidem que isso ocorrerá por aqui.

Um clube já se beneficia de tal status, que é o São Paulo.

Desde 2002 o São Paulo brigava para voltar a Libertadores, com a adoção dos pontos corridos, ficou mais fácil de se planejar, afinal não era uma única partida que iria colocar por água abaixo todo um investimento (como aconteceu em 2002 ao ser eliminado pelo Santos de Diego)

Hoje em dia, o São Paulo já tem por default que se classificará para a Libertadores do ano seguinte, e isso já está incorporado em seu orçamento e planejamento.

E é algo que definitivamente passa a dar vantagem competitiva em relação aos demais, o que leva a um ciclo virtuoso de manutenção em Libertadores e títulos.

E outro time que estava ensaiando este caminho é o Flamengo.

O rubro-negro jogou a Libertadores de 2007 vindo via Copa do Brasil e 2008 pelo Brasileiro através de seu elenco caro. Este elenco manteve-se em 2008 muito pela Libertadores e para a disputa do Brasileiro.

Não estar na Libertadores de 2009, representará uma queda de visibilidade e um certo baque para o Flamengo. Além de uma puxada forte no freio de mão para uma torcida que voltou a se acostumar com a competição internacional.

Estar de fora da Libertadores 2009 deixaria o time novamente no estágio de Palmeiras, Cruzeiro, Grêmio, Fluminense e Inter. Times com potencial para entrar na Libertadores, mas que não começam o ano sabendo que contarão com a competição na temporada seguinte. Times que dependem de algum investimento momentâneo ou de um ano acima da média.

É essa manutenção de 3 anos como time de destaque que joga o Flamengo contra o Palmeiras no Maracanã esta rodada. Esta partida vale o que vem sendo investido na Gávea desde 2006. Com reflexos além de 2008.

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STJD discrimina torcida do Flamengo

novembro 5th, 2008 | 8 Comments | Filed in Botafogo, Campeonato Brasileiro 2008, Estrutura, Flamengo, Justiça, Torcidas Organizadas

Ou ao menos ratifica a discriminação feita pela PM e CBF com a torcida rubro-negra.

Decidiu a CBF após consulta a PM sobre as condições de segurança no Engenhão para Botafogo x Flamengo que o jogo ocorresse no Maracanã.

Oficializando assim a marginalização da torcida do Flamengo, justificando que por motivos de segurança pública seu time não pode jogar em um estádio onde todos os demais times do País (incluindo aí a Seleção Brasileira) podem.

O blogueiro que vos escreve não concorda com a atitude da CBF e com a ratificação do STJD. Muito embora o blogueiro quase concorde com o laudo da PM.

O blogueiro concorda que há problemas de segurança. Só não concorda que eles seriam resolvidos com a mudança do João Havelange para o Mario Filho.

E não pensa o blogueiro que seja isso um problema exclusivo da torcida do Flamengo, pois afinal, já presenciei confusão e brigas envolvendo outras torcidas, e não raramente brigas em jogos de uma só torcida.

Sendo assim, o blogueiro recrimina o STJD pela discriminação à torcida do Flamengo, e lamenta pela diretoria rubro-negra e torcedores do clube deixarem passar batido tal episódio.

A mesma diretoria e torcida que manifestaram-se com toda razão contra a baixaria que cometeu a torcida do Vitória da Bahia ao estender uma faixa chamando os torcedores do Flamengo que lá residem como Vergonha do Nordeste.

Faixa lamentável da torcida do Vitória

Faixa lamentável da torcida do Vitória

Torcida que se revoltou por ser taxada como traíra no Nordeste, mas não se importa em ser tratada como marginal no Rio de Janeiro.

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CBF confirma inversão do mando de campo entre Botafogo x Flamengo

outubro 28th, 2008 | 67 Comments | Filed in Botafogo, Campeonato Brasileiro 2008, Estrutura, Flamengo

Hoje a CBF confirmou a putaria de inverter o mando de campo para o clássico Botafogo x Flamengo.

Segundo a entidade, o jogo deverá ser realizado no Maracanã por recomendação da PM, consultada pela entidade sobre as condições de segurança para a partida.

Sem nenhum problema de segurança, aconteceram jogos entre Botafogo e Fluminense, Botafogo e Vasco, Seleção Brasileira e jogo do Flamengo inclusive.

No Brasileiro deste ano, 19 clubes jogaram ou jogarão no Engenhão sem o menor problema. Apenas o Mais Querido não pode.

Pragmaticamente, a diretoria rubro-negra se omitirá, em atitude nada desportiva (lembremos que quando foi do interesse do clube, a diretoria divulgou nota pedindo que seus torcedores que preservassem a casa do Botafogo). Não duvido que sejam diferentes as argumentações dos torcedores rubro-negros.

Desta vez o chororô alvinegro é justo. Justo e válido. Ao menos a mim, fere o bom senso que um clube não possa obter todas as vantagens de jogar em sua casa, ainda mais sendo a casa um estádio de 1º Mundo.

Mesmo desanimado, Bebeto recorrerá. Ainda que seja sucedido em seu pleito, é lamentável que tenha-se de ocorrer desta forma.

Normalmente o dono da casa era para ser o time com o 1º escudo

Normalmente o dono da casa era para ser o time com o 1º escudo

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Antecipando aos chatos que buscarão discutir a semântica ao conteúdo, adianto que mesmo que digam que o Maracanã é campo neutro em clássicos, em minha opinião, ao menos neste Brasileirão, o estádio é casa de Fluminense e Flamengo, que no estádio mandam todas as suas partidas.

Neste estádio, que os jogadores dos times coloridos do Rio de Janeiro jogo sim, jogo não habituam-se com a grama, dimensões do gramado, posição do Sol, facilidades dos vestiários, etcetera, etcetera, etcetera.

Os alvinegros cariocas tem seus estádios próprios. Engenhão no caso botafoguense e São Januário no caso vascaíno. Onde da mesma forma de tricolores e rubro-negros em sua casa, conhecem todos os buracos, montinhos artilheiros, localização dos torcedores mais chatos, etcetera, etcetera, etcetera.

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O pleito poderia ser o mesmo por parte do Vasco. Só que não vejo o pessoal de São Januário muito a fim de mandar seus clássicos em seu estádio.

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Uma pena eu não ter comprado um camarote do Engenhão. Processaria o Botafogo caso não ocorresse o CLÁSSICO MAIS ESPERDO DO ANO por lá…

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Parece até que o Vasco x Flamengo jogado no Maracanã com suas brigas combinadas pelo Orkut foi uma calmaria só.

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Leia também:

Caso de Polícia por Futebol, Coisa & Tal.

Era para ser no Engenhão. Mas o Maraca não vai mudar o Campeonato por  Blog do PVC.

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Engenhão x Maracanã - Parte 1

outubro 16th, 2008 | 30 Comments | Filed in Estrutura, Seleção Brasileira

Dois fiascos da Seleção no Rio de janeiro pelas Eliminatórias: 0×0 tanto contra Bolívia no Engenhão como contra Colômbia no Maracanã.

O fiasco não é representado apenas pelas apresentações pífias da Seleção Brasileira dentro de campo. Começaram os fiascos antes quando a Seleção não conseguiu lotar os estádios.

Outras semelhanças entre os dois jogos é que o Brasil veio de vitórias expressivas fora de casa contra Chile e Venezuela, os dois jogos terem sido depois da novela quarta-feira contra adversários que por si só não atraem público (ao contrário do que seria enfrentar uma França de Zidane, por exemplo)

As principais diferenças eram as localizações dos estádios e os preços dos ingressos.

No jogo do Engenhão contra a Bolivia, a CBF esperava que esgotasse a carga de ingressos logo no primeiro dia, em um fenômeno similar à venda de ingressos dos jogos decisivos do Fluminense pela Libertadores. E esperava com preços lá nas alturas. Não aconteceu. Aliás, não apenas isso, como também não vendeu a carga de 45.000 ingressos até a hora do jogo.

Preços dos ingressos de Brasil x Bolivia no Engenhão - clique na imagem para reportagem do Globoesporte.com

Preços dos ingressos de Brasil x Bolivia no Engenhão

Com um valor do ingresso exagerado para o espetáculo em questão, criticaram o Engenhão e sua localização para o baixo público.

A ficha técnica do jogo indica público de 31.422 pagantes.

Sendo a capacidade de 45.000 torcedores, ficamos com ocupação de aproximadamente 70%.

Para a partida do Maracanã, com os ingressos bem mais baratos, obteve-se uma taxa de ocupação do estádio também de aproximadamente 70%.

A ficha técnica de Brasil x Colômbia dá conta de 54.910 presentes, o que também ficaria em aproximadamente 70% considerando-se uma capacidade de 80.000 torcedores (Brasil x Equador tiveram 85.000 torcedores). Acontece que o público pagante foi de 46.210 ingressos, o que não chega a 60%.

No Globo Esporte de hoje, foi dito que 25.000 ingressos não foram vendidos. Um número considerável.

Preços dos ingressos de Brasil x Colômbia no Maracanã - clique na imagem para reportagem do Globoesporte.com

Preços dos ingressos de Brasil x Colômbia no Maracanã

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No fim das contas, o Engenhão sai vitorioso.

??? Como assim, Victor? Já que mesmo com o público do Engenhão ganhando proporcionalmente, o do Maracanã, mesmo pagante foi maior absolutamente?

Ora, porque as contas não acabaram.

Nas fichas técnicas dos jogos linkadas acima, há a arrecadação bruta das partidas. A do Engenhão foi R$3.047.770,00. Enquanto a do Maracanã foi R$1.697.170,00.

Esses números falam por si só.

O preço médio do ingresso no Engenhão custou R$97,00, enquanto no Maracanã custou R$37,00 (levando em conta só o público pagante nos dois casos, senão seria uma covardia maior com o velho e obsoleto Maraca).

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Com os números acima, acredito que haja diferença também entre os motivos dos fiascos de público nos dois jogos.

  • Para o jogo do Engenhão, a combinação do jogo xêpa com preço abusivo afastou o carioca do estádio.
  • Nesta partida contra a Colômbia, ficou o jogo xêpa e a recente decepção do carioca no jogo contra a Bolívia.

Mas deixo a subjetiva questão:

Com o valor médio de R$97,00, qual seria o público da partida de ontem no Maracanã?

Tudo fica bem resumido pela frase de Zargarotinho:

A culpa não é do estádio. É da seleção brasileira.

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Decepção no/do Engenhão

setembro 11th, 2008 | 99 Comments | Filed in Estrutura, Futebol, Seleção Brasileira

Em 2003, Renato Maurício Prado publicou em sua coluna os problemas de logística que envolveriam um grande Estádio que seria construído no Engenho de Dentro para os Jogos do Pan. Colocou o título da coluna de “Gorilão”, pois o estádio seria um grande mico. Quando disse que os torcedores das Zona Sul e Oeste teriam dificuldades com o acesso e problemas com a violência, foi taxado de preconceituoso.

Exageros à parte (de ambas as partes) o colunista não estava tão delirante assim. O Engenhão lotou em sua partida de estréia num clássico regional entre Botafogo x Fluminense, e depois…

O 1º jogo da Seleção Brasileira de Futebol principal no Estádio mais moderno do país foi um fiasco de público. Claro que o alto preço dos ingressos interferiram, mas não foram fundamentais. Pode até ser usado como desculpa, assim como jogo sem muito apelo, horário ruim…

Ridículo

Ridículo

São vários, diversos, muitos os relatos que já escutei da falta de acesso ao Estádio. Não há uma melhor forma unânime de se chegar lá. Não há Metrô. Não há estacionamento. As ruas adjacentes são extremamente estreitas e ficam congestionadas. Não há uma Avenida Maracanã de um lado e uma Radial Oeste do outro. Até a insegura Linha Amarela fica relativamente longe do Engenhão. Dizem que trem é a melhor opção. O botafoguense do trabalho diz que estaciona o carro no shopping e anda de 15 a 20 minutos por ruas não muito agradáveis.

Quando colocamos a questão do custo do Estádio, a situação piora de vez. Orçado em R$ 60 milhões e feito por R$ 350 milhões, vem à tona a discussão do Estado como empreendedor. Sobram suspeitas de superfaturamento e certezas de má administração.

O excelente Futebol e Negócios publicou um post falando do Payback (retorno sobre o investimento realizado) do Engenhão que é de 150 anos. Nenhum empresário racional colocaria sua grana em um projeto desses.

Quanto seria reconstruir o Maracanã? Um local central, com toda a logística favorável. Colocar o antigo Maracanã abaixo e fazer um novo, moderno, seguro, para 100 mil pessoas, com estacionamento grande e acesso fácil. Mas esse distante mundo perfeito não deve ser muito bom para os políticos. O negócio é construir mais. E a próxima reforma do Maraca já está marcada para o ano que vem.

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Ah sim… Futebol ontem? Diego e Juan correram, tentaram, mas o Brasil de Dunga só jogou bem nos contra-ataques. Ronaldinho Gaúcho está muito mal. Robinho não se achou ontem. Vamos ver se com a volta do Kaká as coisas melhoram.

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Sobre o valor dos ingressos - Fluminense x LDU

junho 21st, 2008 | 15 Comments | Filed in Estrutura, Fluminense, Futebol, Libertadores 2008

Fluminense metendo a facaO Fluminense dobrou o preço dos ingressos para a final contra a LDU.

O valor nominal dos ingressos varia entre R$60,00 e R$NOTA PRETA.

Naturalmente que tal atitude levanta muitas discussões e opiniões. E muitas dessas opiniões um tanto quanto negativas ao Fluminense.

Fato que o Fluminense decidiu aumentar o preço dos ingressos frente à oportunidade que encontrou. Mas não quer ficar com a imagem manchada, mesmo que ache que não há motivos para tal. Razão pela qual, levou o clube a emitir nota oficial sobre o aumento dos ingressos.

Para mim parece claro que já era certo o aumento de preços em uma eventual classificação para as finais. Justificada apenas pela demanda pelos ingressos.

Assim como muita coisa do que fazemos, criamos as razões para justificar uma atitude, depois do ocorrido. E é o que espelha o teor da nota.

Penso, porém, que é possível argumentar, neste caso, contra o Mercado puro e simples. Afinal de contas, sabemos que os clubes de futebol recebem zilhões de benefícios e regalias por conta de seu crédito social. Vale então o argumento, que a onda deveria ser segurada neste momento.

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Mas também não levo pelo lado de que o clube falte com respeito ao torcedor. Tanto que a resposta será enorme a procura por ingressos, mesmo com essa majoração de preços. Mas acho que por conta dos subsídios que os clubes recebem, vale à chiadeira dos torcedores (muito embora estejam chiando pelos motivos errados), e valeria uma ação de orgãos de defesa do consumidor, ou insitituições jurídicas atuando contra esse aumento.

Estou escrevendo agora este artigo, e recebendo desde a manhã, ligações de amigos nas filas (já me ligaram do Maracanã e de Laranjeiras). Todas as ligações dão conta de ser impossível comprar ingressos.

Em todas as ligações, há relatos de confusão.

Vale nesse caso, ressaltar que houve um aumento de 100% no valor dos ingressos, e os serviços pioraram. Isto é mais alguma coisa que possivelmente justificaria ação de órgãos de defesa do consumidor. Inegável que o valor é absurdo para o serviço prestado.

12:11 - minha irmã ligou dizendo que ouviu no rádio que os ingressos acabaram com uma hora de vendas.

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Mas irei desconsiderar essas considerações do direito do consumidor, até porque não tenho maiores conhecimentos da área, para comentar os pontos da Nota Oficial Tricolor.

A diretoria do Fluminense Football Club vem através desta esclarecer para a nossa imensa torcida e ao público em geral os motivos pelos quais optou pela majoração do preço dos ingressos para o jogo Fluminense x LDU, dia 02 de julho de 2008, no Maracanã, que definirá o grande campeão da Copa Santander Libertadores 2008.

Sei. Quem lê isso acha até que os motivos foram elaborados antes, e que através deles decidiu-se aumentar os ingressos…

1. Trata-se do jogo mais importante dos 106 anos de história do Fluminense Football Club. Além de poder propiciar a conquista inédita da Copa Libertadores, este título também asseguraria a presença do time na disputa do Mundial Interclubes promovido pela FIFA, em dezembro, no Japão, e a volta ao maior torneio sul-americano de clubes em 2009;

Natural que a atual diretoria do clube venda que na gestão dela ocorra o momento de maior importância da história do FFC. Mas isso é uma questão tão relativa, mas tão relativa que não deveria ser levada em conta. Só para ficar no exemplo desta mesma competição, eu tenho para mim que os jogos contra o São Paulo e contra o Boca foram mais importantes que esse será (vencendo ou perdendo). Quando o Vasco foi campeão da Libertadores de 98, o confronto mais importante foi o da semi-final contra o River, e não da final contra o Barcelona do Equador.

2. Será maior decisão envolvendo um clube carioca em toda a história do Maracanã;

Por que? Complicado falar de um jogo que nem ocorreu. Além do que, pelo que me consta, já houveram decisões com times melhores que esses dois.

A decisão do Campeonato Carioca de 1963 entre o próprio Fluminense e o Flamengo teve o assombroso público de 194.603, sendo 177.656 pagantes. Como qualificar um negócio desses?

(ao menos tiveram bom-senso de colocar clube carioca, e não passaram por cima do Santos de Pelé).

Curioso que o ítem 1) ressalta a importância do Mundial de Clubes da FIFA. Eu repudio essa abordagem, porém, a diretoria do Fluminense está claramente usando a abordagem sobre importância das competições em seu favor, e nessa abordagem, a partida entre Corinthians e Vasco pelo tal Mundial da FIFA em 2000 no Maracanã não teria sido mais importante que essa de Libertadores será?

3. Na partida realizada contra a mesma LDU, dia 17 de abril, no Maracanã, válida pelo returno da primeira fase da Copa Libertadores, a diretoria do clube optou por reduzir pela metade o preço dos ingressos. Naquela ocasião, o Fluminense já estava classificado às oitavas-de-final da competição;

Foda-se.

Fez isso porque do contrário ninguém iria ver esse jogo e ele seria mais deficitário. Esse ítem 3) teria até valor hoje, se na época fosse explanado que em caso de ir para uma final, aumentariam-se os valores dos ingressos. Esse é um ítem que está na cara foi colocado aqui só para fazer volume.

4. Nas partidas contra São Paulo e Boca Juniors, disputadas no Maracanã e válidas, respectivamente, pelas quartas-de-final e semifinal da Libertadores, aproximadamente 70% dos ingressos vendidos foram de meia-entrada;

Foda-se. [2]

Aliás, aqui é mais que foda-se. Creio que essa é uma justificativa criminosa. Não sei até que ponto é permitido que se use do artifício de se dobrar o valor para burlar esse incentivo aos estudantes. Eu concordo que essa onda de carteirinhas de estudante é uma palhaçada. Mas acho que complica o clube OFICIALMENTE utilizar esse argumento.

Sem contar, que isto é um problema do CLUBE. 70% dos ingressos vendidos são de meia-entrada, e estimo que mais de 50% desses ingressos de meia-entrada fiquem nas mãos dos cambistas que tem esquema para conseguir as entradas, SEM ENTRAR EM FILA.

5. Mensalmente, o clube arca com alto custo para poder manter um elenco qualificado, proporcionando a cada um de seus atletas a melhor das infra-estruturas através do pagamento em dia dos salários e prêmios e da meticulosa atenção com a logística envolvendo viagens e hospedagens;

Foda-se. [3]

Pensei que o clube arcasse com alto custo para oferecer conforto e segurança aos seus torcedores/consumidores. É claro que ele tem de arcar com alto custo para poder MANTER SEU NEGÓCIO.

6. Assim como ocorre em diversos jogos decisivos de torneio internacionais, os valores dos ingressos foram adaptados de acordo com o apelo proporcionado pelo espetáculo;

Finalmente a justificativa real. A nota deveria ser apenas essa, mas pegaria mal.

7. Por fim, conclamamos todos os torcedores do Fluminense a comparecerem ao Maracanã no dia 2 de julho para ajudar nosso time a conquistar o troféu mais importante da centenária história deste clube. Confiamos na fidelidade dos tricolores, fato que sempre ocorreu nos jogos do time este ano na Libertadores.

VTNC! Quem confia na fidelidade do torcedor é a LDU, que fez um cadastro dos torcedores que compareceram aos jogos anteriores e deu-lhes a preferência na compra dos ingressos da final em Quito. A confiança aqui é apenas no citado no ítem 6).

A diretoria

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12:47 - já sei que cambistas vendem arquibancadas verde/amarela por R$140,00. Branca por R$170,00 - não duvido nada que estes sejam os destinados a estudantes.

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Mas o que eu penso, de fato?

Penso que o Fluminense deva cobrar o máximo possível, que faça uma projeção bem feita visando o máximo de lucro, o que necessariamente acabaria por levar à estádio cheio com ingressos relativamente caros.

Por outro lado, penso que os órgãos de defesa do consumidor/torcedor, insituições de justiça, devam atuar contra as ações tomadas ao bel-prazer pelo Fluminense, exigindo diminuição dos preços, ou contra-partida satisfatória.

Este seria o quadro ideal, uma pena que a realidade não é essa.

Tudo é feito de forma pontual, localizada. Não há um planejamento (no real sentido da palavra) que dite o que seria uma contra-partida satisfatória. É tudo cagado, as decisões são mais pelo tal bom-senso (sic) que por trabalho.

A justiça simplesmente não fará nada, porque nem mesmo sabe o que fazer.

No fim, estão todos do mesmo lado.

Tricolor, se[1] fode aí.

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[1] uso equivocado da colocação de pronome oblíquo pelas normas cultas de texto formal.

 

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A força do Mata-Matas

maio 25th, 2008 | 2 Comments | Filed in Estrutura

Não é de hoje que simpatizo com a idéia de um campeonato brasileiro por pontos corridos nos moldes como ocorre desde 2003.

Basicamente por motivos de organização e possibilidade de investimentos serem feitos com maior previsibilidade de metas e resultados.

Mas sempre que fala-se em Pontos Corridos pelo Brasil, invariavelmente o contra-ponto é o Mata-Mata. E enquetes pipocam com opções 8 ou 80: “Você prefere Pontos Corridos ou Mata-Mata?”

Pois bem, as duas coisas não são excludentes. E como acontece na Europa, há possibilidade das duas formas de disputas serem contempladas em um calendário.

E os Pontos Corridos garantem um orçamento regular, um mínimo para que os clubes se planejem. Garantia de jogos o ano todo e delimitação das forças de um País, além da possibilidade de se comparar evolução ou decadência de um clube.

Mas inegavelmente, é o Mata-Mata que chama a atenção. Que coloca um clube no foco de torcedores de outro, mesmo torcedores de outras regiões. O Mata-Mata é quem tem mais poder de arregimentar novos espectadores, mobilizar os não-iniciados.

Mulheres que gostam de futebol, mas não-fanáticas, são uma excelente fonte de observação.

Tive duas amostras deste poder hoje.

Sport e Fluminense jogavam pela 3ª rodada do Brasileirão e o jogo era transmitido para o Rio de Janeiro pela TV Globo. Ambos os times eram mistões, uma vez que teriam jogos decisivos, um pela Copa do Brasil e outro pela Libertadores no meio da semana. Fui para a academia e pedi para deixar o jogo rolando na TV.

Ana Paula estava comigo e perguntou:

Quem é SPT?

Depois de fazer brincadeiras com a sigla, respondi que se tratava do Sport. Ela levantou as orelhas dando mais atenção e indagou:

Ué? Então é o Vasco que está jogando?

Pouco depois, outra mulher se mostrou um tanto interessada pelo jogo. Olhou para a TV, ficou lá parada com cara de dúvida, até virar para perguntar (já estava 1×0 para o Sport):

É o Fluminense?

Sim

Se perder hoje, o que acontece?

Nada. Este é outro campeonato

Ah… não é a Libertadores, né? A Libertadores é quarta, né? É contra o argentino ?!

Isso.

 

Inegável, como esses exemplos comprovam, a força de marketing de um Mata-Mata. Não dá para abrir mão deles. Só não seja 8 ou 80. Nem todos precisam ser Mata-Matas. Já há garantia de emoção para o ano todo com alguns sendo.

 

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Bye, bye, Cerveja

abril 27th, 2008 | 11 Comments | Filed in Estrutura

No Maracanã não pode maisEm 2008, Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil à seco.

A CBF e o Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais de Justiça (CNPG) assinaram o Termo de Adendo ao Protocolo de Intenções celebrado entre os próprios no dia 31 de agosto de 2007. O que este termo traz de novidade é a proibição da comercialização de bebidas alcóolicas nos estádios (leia-se, o fim da cervejinha).

Toda justificativa é a diminuição da violência. No adendo, considera-se que houve diminuição da violência nos estádios onde tal medida foi adotada, citando exemplos de Belo Horizonte, São Paulo e Porto Alegre.

Medidas que colaborem com a diminuição da violência nos estádios sempre serão bem-vindas. Mas, mexer logo com a minha cervejinha no Maraca?

Sempre fico receoso quando medidas como esta são tomadas na orelhada, mesmo que sejam com as melhores das intenções.

O adendo diz que houve diminuição nos índices de violência nos estádios onde não se vende cerveja, contudo, não há referência sobre alguma metodologia. Não se diz qual foi utilizada, ou se ao menos foi utilizada alguma.

Não se diz também se nos casos dos estádios onde se vende cerveja como o Maracanã, por exemplo, também não houve diminuição da violência. Eu fui inúmeras vezes no estádio com a venda de cerveja, em algumas delas fiquei bêbado como um gambá, e não presenciei nada de violência, por outro lado, lembro da época quando não se vendia cerveja (na época em que o assento era de concreto) de muita confusão no Maracanã.

Eu não sou contrário á proibição de venda de cerveja nos estádios se isso de fato diminuir consideravelmente a violência no estádio, mas gostaria de ter certeza que estão tratando a proibição da minha cervejinha que bebo na paz no Maracanã com a devida responsabilidade. E disso eu duvido.

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Eu coloco essa proibição não na conta da CBF, e sim dos babacas de torcidas organizadas. Esses babacas que vão ao estádio exclusivamente para defender seu território. Arrumam confusão e como bebem, fazem naturalmente essa associação entre violência e cerveja.

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Agora mais do que nunca faz-se necessário que os times do Rio de Janeiro classifiquem-se para a Libertadores.

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Quem será o mandante da Final da Taça Rio?

abril 13th, 2008 | 13 Comments | Filed in Botafogo, Campeonato Carioca 2008, Estrutura, Fluminense, Futebol

O que diz o regulamento do Campeonato Carioca à respeito do mandante do jogo:

Art. 9º - Os jogos do primeiro e segundo turno serão disputados nos estádios indicados, quando da aprovação da tabela, e as semifinais e finais, bem como os chamados “Clássicos”, serão jogados no Estádio Mário Filho.

§ 1º - Terão o mando de campo das partidas as associações colocadas à esquerda da tabela, com exceção dos Clássicos, semifinais e finais, que não terão mandante.

Não terão mandante é a puta que os pariu.

Vamos ao que diz o Estatuto do Torcedor (as colocações abaixo estão editadas para não fugir do foco. o link traz o estatuto completo)

Art. 13. O torcedor tem direito a segurança nos locais onde são realizados os eventos esportivos antes, durante e após a realização das partidas.

E quem é responsável pela segurança do torcedor em evento esportivo?

Art. 14. Sem prejuízo do disposto nos arts. 12 a 14 da Lei no 8.078, de 11 de setembro de 1990, a responsabilidade pela segurança do torcedor em evento esportivo é da entidade de prática desportiva detentora do mando de jogo e de seus dirigentes

E qual é a entidade de detentora do mando de jogo?

Art. 15. O detentor do mando de jogo será uma das entidades de prática desportiva envolvidas na partida, de acordo com os critérios definidos no regulamento da competição.

Onde entra a responsabilidade da entidade responsável pela organização da competição?

Art. 19. As entidades responsáveis pela organização da competição, bem como seus dirigentes respondem solidariamente com as entidades de que trata o art. 15 e seus dirigentes, independentemente da existência de culpa, pelos prejuízos causados a torcedor que decorram de falhas de segurança nos estádios ou da inobservância do disposto neste capítulo.

Então, que porra é essa de não terão mandante?

Determinar o mandente do jogo acarreta em pelo menos duas implicações:

  1. Um dos clubes será o responsável legal pela segurança do torcedor
  2. Tanto Botafogo quanto Fluminense tem programas de sócio-torcedor, onde no valor pago no serviço estão incluso todos os jogos com mando de campo de sua equipe. Ora bolas, independente de qual clube seja o mandante, há torcedores que terão o direito de entrar utilizando seu cartão de sócio-torcedor sem a necessidade de pagar mais por isso.

Eu gostaria de saber se há alguma forma para reclamar sobre essa situação que não dê muito trabalho.

Gostaria de saber quem deveria ser o responsável para fazer valer este direito do Consumidor.

 

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Considerado…

março 13th, 2008 | 14 Comments | Filed in Estrutura, Futebol

Liguei o Premiere FC para assitir Fluminense x Resende onde poderia ouvir o Junior comentando ao invés do Noronha na Globo. E o jogo ia rolando bem legal, 1×1 no placar, quando o repórter de campo manda:

Este empate é muito importante para o Resende, ainda mais por se tratar de um ponto conseguido de um considerado grande

E logo o narrador emenda:

Os considerados pequenos travam uma briga particular contra o rebaixamento. Seria muito importante mesmo.

(Nenhum dos dois usou exatamente essas palavras, mas foi por aí)

Para não correr o risco de perder o respeito por Junior, troquei correndo o canal para a Globo, de onde continuei a assitir ao jogo.

É uma chatice essa lenga-lenga-pseudo-politicamente-correta. E o pior, é que quando isso é usado para um erro.

Ora pipocas. Um time é grande e outro é pequeno. Não tem essa porra de “considerado”. Os adjetivos servem exatamente para diferenciar, e a militância vem torrar o que é simples para complicar.

Parece inofensivo, mas são dessas atitudes que desenrolam em outras como “Não existe mais bobo no futebol” (engraçado que a mesma imprensa do considerado até hoje mete o malho em Luxemburgo por essa frase) e declarações evasivas no futebol.

O discurso pomposo mascara a sinceridade e as metas. Hoje, um jogador praticamente tem a obrigação burra de dizer sobre um adversário fraco: “Com todo o respeito ao Camaçari do Oeste, mas nós do combinado Milan/Barcelona/Boca vamos buscar os três pontos neste jogo”.

Dá licença, mas você falar a realidade de um time muito melhor que o outro não é falta nenhuma de respeNarradores do Premiere estudando para a Copa do Mundo de Futebolito. Além do que, esse discurso bunda não ameniza em nada uma derrota. Ela é vexaminosa de qualquer forma.

Confundem imparcialidade com chatice, com falta de emoção. Além dessa questão do “considerado, as narações dos jogos pela TV em via de regra são de uma chatice ímpar, lineares, monótonas. Parecem seguir um formulário. Outro dia comentei à respeito do assunto quando ouvi a narração muito maneira do gol de Zidane em uma final de UEFA Champions League que definitivamente deixou o gol muito mais foda.

Não faço idéia quais os pré-requisitos para ser locutor, se o cara precisa ser jornalista ou simplesmente narrador. Passar emoção eu sei que não é. Para ser chato e falar friamente sobre o jogo como se fosse um especialista existe a figuta do comentarista.

Talvez não seja à toa, que Galvão Bueno, para o bem ou para o mal, destaque-se na turma. O narrador principal da Globo é adorado ou odiado, mas faz perfeitamente o papel dele. O cara tem de narrar o jogo em tempo real, sem tempo para respirar, errar está no contexto desta profissão. É melhor que ele erre que se omita em passar emoção. Repito, quem está ali para com toda calma do mundo e sensatez dar uma opinião, é o comentarista.

Acho importante que eu goste do comentarista, mas é dispensável, afinal, sempre posso recorrer ao Open-Bar se quiser saber outras opiniões durante o jogo, mas narrador chato é dose para mamute. Pelo visto, vou ter de aturar muito comentário de Noronha ainda…

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Eu não estou omitindo no texto os nomes do repórter e do comentarista do Premiére com intuito de preservá-los da crítica, não. É que eu não sei mesmo.

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