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Calendário Europeu

August 15th, 2009 por Victor | Categorias: Estrutura, Futebol, Musas.

A Lei Zico salvaria o futebol brasileiro. Não salvou.

A Lei Pelé salvaria o futebol brasileiro. Não salvou.

O Calendário Quadrienal salvaria o futebol brasileiro. Não salvou.

O Estatuto do Torcedor salvaria o futebol brasileiro. Não salvou.

Campeonato de Pontos Corridos salvaria o futebol brasileiro. Não salvou.

Jogo do bicho dos clubes Timemania salvaria o futebol brasileiro, Botafogo e Flamengo. Não salvou.

Diminuir a capacidade dos estádios salvaria o futebol brasileiro. Não salvou.

Sócio-torcedor salvaria o futebol brasileiro. Não salvou.

Por que querem que eu acredite que férias de 3 meses no meio do ano e futebol a 40º graus irá salvar o futebol brasileiro?

Calendário Europeu

Se o calendário europeu for esse, eu topo.

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    22 Comentários para “Calendário Europeu”

    1. Serginho Valente
      15/08/09

      Hoje em dia, em janeiro, não tem a tal janela de transferência aberta? O que vai adiantar essa porcaria?

      É tão simples, não tem janela lá? Determinem a janela internacional daqui APENAS em dezembro/janeiro.

      Quem precisa comprar, são eles ou somos nós? Quem tem o produto? Eles que comprem quando puderem.

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      Victor reply on August 15th, 2009 17:37:

      Isso que me motivou em fazer o post Serginho.
      Essa abordagem que a imprensinha Pollyanna boi de piranha de verdades do tio no churrasco trata qualquer assunto sem pensar no mais simles me irrita.

      Não entra na minha cabeça como os caras conseguem noticiar tanto, tanto, mas tanto que todos os jogadores de futebol são fatiados como uma pizza por investidores, grupos internacionais, empresários, vários clubes ao mesmo tempo, e ainda assim, não enxerguem que jogador aqui é como soja. Made for export.

      Os times mudam não porque os clubes precisem vender, mas porque hoje em dia são feitos para vender. Um abraço.
      Jogador de futebol é um produto nacional que deu certo.

      ****

      Nem devo levar muito essa discussão à frente porque acho que pelo menos esse tal calendário não passará. Essa aberração não vai ter.
      Mas supondo que passasse, os times seriam desmanchados assim mesmo, porque os empresários (e clubes), óbvio iriam continuar a fazer propaganda dos jogadores que se destacam na primeira parte do Brasileirão para vendê-los.

      E em algum momento, estaria a Pollyannada bradando contra qualquer coisa e do absurdo da saída de jogadores no meio do campeonato brasileiro novamente em janeiro e fevereiro.

      Tal qual um jogador de xadrez antevê o passo do adversário, sei que o a moda da mídia dita nacional (sic) de RJ-SP (SporTV/ESPN/Lance) seria então cogitar que se jogasse o Brasileiro tal qual na Argentina, com dois campeonatos por ano.

      E claro, ninguém lembraria que o calendário europeu foi tido como a salvação da lavoura.

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      Serginho Valente reply on August 15th, 2009 18:56:

      Hahaha…é bem provável, Clausura e Apertura…hehehe…Não existe mágica.

      O pior é que desviaram o foco do problema principal, que deixou de ser a facilidade com que os times são desmontados e passou a ser quando é mais conveniente que isso aconteça.

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    2. Serginho Valente
      15/08/09

      Em tempo, alguém mais ficou imaginando a contra-capa desse swimsuit calendar?

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      Rafael reply on August 17th, 2009 10:08:

      Imaginar? Eu tenho.

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    3. Renato
      15/08/09

      Uma dúvida sincera. O que foi o calendário quadrienal? Valeu pelo calendário.

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      Victor reply on August 15th, 2009 17:16:

      Renato,
      Lá pelo começo da década, uns figurões se reuniram e com pompa, circunstâncias e transmissão da emissora oficial, anunciaram o tal “calendário quadrienal”,
      Na mesa reuniram-se o ministro de Esportes da época, Ricardo Teixeira e Pelé (dois que se processavam mutuamente).

      Tal calendário foi divulgado com as datas gerais das competições que seriam disputadas pelos próximos 4 anos (daí o nome quadrienal).

      A peculiaridade do calendário, era que competições, por acaso eliminatórias, da CBF não se sobrepunham.
      Não consigo lembrar, mas ditava os meses a serem jogados os torneios regionais (Rio-São Paulo, Sul-Minas, Nordeste…), Estaduais e Copa dos Campeões (dos regionais), Copa do Brasil e Brasileiro (no 2º semestre).
      Não lembro dos detalhes e como era arrumado, mas era uma bagunça dessas.

      O primeiro ano em 2002 foi um sonho para Kfouris e afins, porque logo de cara Botafogo e Santos ficaram uns tantos meses sem jogar sendo eliminados da porra toda logo no 1º semestre.

      No ano seguinte, o calendário foi para o saco com a implantação do estatuto do torcedor (aliás, atualizei o post com isso) e criação do campeonato de pontos corridos em dois turnos.

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      Renato reply on August 15th, 2009 18:22:

      Valeu, me lembrei do fato.

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      saulo reply on August 15th, 2009 19:28:

      Foi um desastre aquela calendário. É inviável economicamente um grande time ficar quatro meses sem atividade. Pelo menos o campeonato de pontos corridos, os clubes tem a exposição garantida por todo o ano.

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    4. Rafael
      17/08/09

      Eu acho que o calendário europeu deveria se adequar ao calendário brasileiro.

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    5. Bola de Meia por Bernardo Pombo
      17/08/09

      [...]Agora a culpa é do calendário….
      Acabo de ler bom comentário de Victor no ótimo blog blablagol.
      [...]

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    6. Victor
      18/08/09

      http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk1808200908.htm (para assinantes)

      Folha de São Paulo – 18/08/2009

      Na coletiva, ao abordar a questão da adoção do calendário europeu, Teixeira defendeu discussão com todas as partes até que a decisão seja tomada.
      Mas o presidente da CBF fez uma ressalva ao apontar que uma simples mudança de calendário não solucionará todos os males do futebol nacional. E defende que os clubes cuidem de suas saúdes financeiras.

      Responda a este comentário

    7. Victor
      18/08/09

      http://colunas.globoesporte.com/olharcronicoesportivo/2009/08/18/os-arabes-voltaram-e-levaram/

      Olhar Crônico Esportivo – 18/08/2009

      Como se imaginava, os árabes voltaram e Emerson vai com eles, integrar-se a Al-Ahli e em dezembro dar um pulinho a Dubai e disputar o Mundial de Clubes, o primeiro na cidade-sensação das arábias.

      “Se a proposta for melhorada e bater ou ultrapassar 5 milhões de reais limpos para o Flamengo, a decisão, na minha opinião, deve ser uma só: vender.

      Porque nesse caso teremos dinheiro de verdade na parada, suficiente para uma certa tranqüilidade no clube. E se o jogador é importante para o bom desempenho da equipe em campo, salários em dia e cabeças tranquilas são mais importantes ainda.”

      Como dissemos, a questão não é quando comprar ou vender, mas sim, comprar e vender.
      Jogador brasileiro é produto de exportação. Os clubes, empresários e investidores precisam e querem vender.
      E se tiver alguém para comprar, irão vender seja em julho, seja em janeiro.

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    8. Serginho Valente
      18/08/09

      Mais um aspecto, Sheik vai, Skeik fica

      E agora? Será que o cara vai continuar rendendo no Flamengo? Não acredito muito não…

      Acho que a única maneira, hoje, dos campeonatos não serem esvaziados no meio é ter apenas a janela de janeiro/fevereiro. Quem vier, já sabe que vai ter que ficar no Brasil um ano e pronto.

      Mas como já foi dito, não é essa a intenção de nenhuma parte.

      Responda a este comentário

      Rafael reply on August 18th, 2009 18:40:

      Vai acabar não rendendo.
      A melhor saída AGORA seria que a negociação se efetivasse. Financeiramente é interessante pra todo mundo.

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      Serginho Valente reply on August 18th, 2009 19:10:

      Os dirigentes entendem quando a grana vai para o pagamento das dívidas do clube, como se o clube não estivesse recebendo nada.

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      Rafael reply on August 19th, 2009 10:16:

      Pois é… o problema é que eles não estão recebendo nada.

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    9. Victor
      20/08/09

      http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk2008200930.htm

      Folha de São Paulo – Rodrigo Bueno – 20/08/2009

      O BOM SENSO

      Bem mais inteligente do que “adaptar o nosso calendário ao internacional” é tornar as disputas do país simultâneas

      RODRIGO BUENO
      DA REPORTAGEM LOCAL

      O TEMA é importante e atual, o que me obriga a voltar a ele.
      Não vi ainda ninguém discutir mesmo um meio-termo para a adaptação do calendário brasileiro ao mundial, europeu ou de parte da Europa (a das ligas mais importantes). Há quem defenda mudanças, e você que lê a coluna sabe que estou nesse time. E há, claro, quem quer deixar tudo como está. Filtre as opiniões desse segundo time, pois alguns dos que são contra a mudança do calendário brasileiro são mais do que suspeitos por razões comerciais.
      Sabemos, todos, quem faz a maior oposição a mudanças e tem medo.
      A criação da Copa do Brasil foi uma acertada adaptação ao calendário mundial e europeu. Quase todos os países têm seu campeonato e sua copa. Hoje, ninguém discute se a Copa do Brasil é boa ou ruim, apenas há os que querem melhorá-la, como eu.
      A implantação do Brasileiro por pontos corridos foi outra acertada adaptação ao calendário mundial e europeu. Hoje, são imensa minoria os que ainda criticam a fórmula mais simples e justa de se apontar o campeão do torneio mais nobre do país.
      Quem é mais antigo vai se lembrar de Brasileiros que, além de inchados e bagunçados, começavam num ano e terminavam no outro. De certa forma, não seria tão novidade assim um campeão brasileiro 2010/2011.
      Mas o que quero mostrar aqui é que dá para fazer o Brasileiro num ano só, sem “problemas maiores”.
      Basta usar o bom senso e tornar todas as disputas do país simultâneas. É assim que funciona no tal “calendário mundial” ou da elite europeia.
      Neste meio de semana, por exemplo, temos uma rodada bem bacana do Brasileiro. Se o campeonato fosse esticado e tomasse nove/dez meses, praticamente todos os jogos aconteceriam nos finais de semana. Às terças, quartas e quintas teríamos uma Copa do Brasil turbinada (com TODOS os clubes do país) e Estaduais enxutos, com jogos sempre decisivos, ótimos para a televisão. Imagine como seria legal para uma TV mostrar todo fim de semana um Brasileiro robusto e todo meio de semana, além de Libertadores/Sul-Americana, um mata-mata (os Estaduais poderiam funcionar como a Copa da Liga da Inglaterra, o terceiro torneio do país). Dá para desafogar o calendário em junho/julho, adequando-se a Mundial, Olimpíada, Copa América, Copa das Confederações ou só aos torneios de verão europeu (e ao nosso inverno, que reduz o público), e manter as férias dos jogadores para dezembro/janeiro. Mas e o êxodo dos atletas brasileiros, agora um livro essencial do PVC? Isso não cairá substancialmente com um novo calendário, pois os boleiros ainda vão querer sair, os clubes ainda vão precisar vender e há mercados alternativos com outros calendários. Não acho, porém, que o maior motivo para mudar seja esse. Devemos mudar porque é mais lógico, é o bom senso.

      rodrigo.bueno@grupofolha.com.br

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      Serginho Valente reply on August 20th, 2009 19:59:

      Falamos isso há não sei quanto tempo…

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    10. Carlos Sousa
      22/08/09

      É bobagem discutir a mudança de calendário com argumentos simples e patrióticos tipo “nós é que temos os jogadores” ou “eles que se adaptem ao nosso calendário” ou “vamos ter jogos com 40 graus de temperatura”.
      Nosso celeiro de craques tem produtos muito baratos e que rapidamente está sofrendo a concorrência de outros pontos do planeta. Essa mina não é infinita.
      O calendário deles é muito mais organizado que o nosso. Aliás, nem é bom falar em organização. Vamos passar vergonha.
      Já jogamos com temperaturas elevadas nos Estaduais do Rio, do Nordeste, do Centro-Oeste, do Norte, ou seja, em quase todo o país. Jogos às 15:00 (16:00 no horário de verão)são imposições da TV. Isso precisa mudar.
      Para concluir, a discussão sobre a mudança de calendário é uma excelente oportunidade para discutirmos também outros problemas correlatos que são crônicos em nosso futebol.

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      Serginho Valente reply on August 23rd, 2009 11:45:

      Ou você não entendeu o que foi escrito, ou nem leu…

      Não tem nada de patriótico em dizer que nós temos o produto (jogadores), isso é um fato. Assim como é um fato, que em janeiro são registradas as maiores temperaturas do ano no Brasil. E ninguém falou para Europa se adaptar ao nosso calendário.

      Sim, nossos “produtos” estão baratos e mudar isso deveria ser a prioridade, coisa que ninguém aqui acha que vai acontecer com mudanças no calendário.

      Agora, em matéria de exportação de jogadores, o Brasil não sofre nenhuma concorrência relevante. Gostaria de saber, qual outro ponto do planeta ameaça a supremacia brasileira neste segmento?

      Sim, exatamente. Já jogamos em temperaturas elevadas, querem piorar isso, e no início do seu texto você disse que é “bobagem” ou “patriotismo” criticar isso.

      Para concluir, você não disse nada. E discutir a mudança de calendário é uma perda de tempo, deveríamos é discutir os problemas que são de fato crônicos em nosso futebol.

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    11. saulo
      22/08/09

      Os russos não precisam adequar ao calendário do resto da Europa. Por causa do intenso frio, a temporada atravessa o verão europeu. Seria melhor reduzir os estaduais e acabar com a Copa do Brasil. A Sul Americana deveria sr disputada paralelamente com a Libertadores e durante todo o ano. Isso daria mais importãncia a competição. Sobraria uma folga de inverno do brasileirão para os clubes viajarem para os torneios da Ásia e Europa.

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