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Très bien, Monsieur Felipe!!!

junho 23rd, 2008 | 12 Comments | Filed in Fórmula-1

 

Dessa vez, nada atrapalhou.  Felipe Massa contou com a sorte e encabeçou a dobradinha da ferrarista no GP da França. Mesmo tendo perdido a pole-position no sábado, para qual era favorito, e ter sido despachado na largada por Kimi Räikkönen, as vaquinhas de Magny-Cours já mugiam a favor dele. Quando estourou o escapamento da Ferrari do finlandês após o primeiro pit , o brasileiro viu o caminho aberto para assumir a liderança do campeonato com 48 pontos, seguido por Kubica (46), Räikkönen (43) e o novo manda-mal Hamilton (38).

Dos reais candidatos ao título, Massa é o que está em ascensão. Mantendo a ponta da tabela por mais duas ou três corridas, e de preferência abrindo mais alguns pontinhos para Räikkönen, que na prática é o principal rival, poderá se tornar a aposta da Ferrari para a temporada. E ainda conta a favor o trabalho que desempenhou no ano passado, tendo entregue até a vitória no Brasil, selando assim o campeonato para Kimi. Caso não houvesse zerado as duas primeiras etapas, o caneco já estava quase no bolso. Mas ele segue forte e pode ser o ano dele.

Toyota na fita

Jarno Trulli foi o nome da corrida. O italiano assumiu a terceira posição na largada e garantiu o pódio na raça, brigando até a última volta contra o assédio de Heikki Kovalainen, outro que tembém fez brilhante corrida e salvou a lavoura da McLaren.

No pódio, Trulli revelou o luto por Ove Andersson, ex-dirigente da equipe, morto recentemente num rali.

Falando em McLaren…

A equipe inglesa tem de se preocupar seriamente com a blindagem do wonder-boy Lewis Hamilton. Cada vez que ele fica sob pressão, desata a fazer besteira, e em Magny-Cours, ele foi punido com justiça por ter cortado caminho na chicane para fazer uma ultrapassagem, sobre Sebastian Vettel. Uma enxurrada de críticas, principalmente da imprensa britânica.

O mal é esse. Quando o cara vence bem e dá tudo certo, é gênio, é Senna, o escambau. Fez caquinha, não presta mais. Hamilton está apenas na segunda temporada. Já demosntrou que leva jeito, mas daí a ser Deus vai um longo caminho. E são os próprios jornalistas ingleses que o colocam nessa posição, mas quando as coisas não acontecem, as cobranças são pesadas. Ele não tem reagido nada bem.

Nem tanto ao céu, nem tanto ao inferno. O trabalho para Ron Dennis e sua trupe é orientar melhor o pupilo. Muito novo, muita grana, muita exposição. Uma receita bombástica para se desperdiçar um talento.

Na oitava corrida, a estréia

Nelson Piquet II, finalmente!!!!! Depois de uma qualificação acima da média (sofrível) que ele vinha tendo, foi bastante agressivo na corrida e se defendeu com competência nas disputas que travou com as duas McLarens. Só perdeu a posição para Kovalainen porque apertou o botãozinho errado na saída da primeira parada. Ao invés de desligar o limitador de velocidade, acionou o ponto morto. Mas se recuperou. Erro por erro, numa bobeada de ninguém menos que Fernando Alonso, ele roubou a sétima posição do parceiro e marcou seus primeiros dois pontos na carreira.

Bom resultado, quem sabe agora ele possa trabalhar mais tranqüilo e apresente uma performance condizente com sa capacidade e seu DNA.

Alonso errou na França e também no Canadá. Tudo bem, o Nelsinho tem errado muito mais. Mas não deve estar nada fácil guiar esse carrinho francês.

No mais…

Mark Webber, definitivamente na sua melhor temporada, foi sexto. Rubens Barrichello teve uma péssima classificação (17º), trocou o câmbio e largou em último. Chegou em décimo quarto, numa corrida de um único abandono (justamente Jenson Button, seu companheiro de calvário na Honda). Não foi ruim, mas deu a impressão de que já acabou o gás na reação do time japonês. Não andaram bem em nenhum momento do fim de semana.

Robert Kubica não teve muitas chances com a BMW na prova, mas mesmo assim levou a quinta posição e cada vez mais ofusca Nick Heidfeld, apenas décimo-terceiro. O polonês continua amadurecendo a olhos vistos, não erra e se destaca, na minha modesta opinião, como o melhor piloto da temporada. O dia que ele estiver no lugar certo e na hora certa, será o cara a ser batido.

Quando o circo chegou ao fim de mundo que é o circuito francês, no meio do mais absoluto nada, era praticamente certa a despedida da pista para a F1. Não mais. Tio Bernie pode estar reconsiderando…

A próxima, Silverstone, dia seis de julho!!!!

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Fluminense, só pela TV

junho 21st, 2008 | 7 Comments | Filed in Fluminense, Futebol, Libertadores 2008, Vídeo

Muito obrigado aos “homens do Fluminense”.

Novamente o torcedor de futebol, tão consumidor quanto alguém que vai ao teatro ou que compra um carro, um celular, mesmo uma balinha, é tratado com descaso.

Nem quero mencionar o aumento no valor dos ingressos. Abusivo, sim, demais. Mas economicamente falando, o excesso de demanda força os preços para cima. Oportunistas dificilmente perdem a chance de extorquir um pouco mais. É a “mão invisível” reguladora do mercado, que no caso aparece bem visível, na forma de uma nota oficial que explica o raciocínio dos dirigentes em relação à sua própria torcida, mas não justifica absolutamente. O pior e ainda mais injutificável é fazer um torcedor-cidadão passar doze horas numa fila, para no final das contas, descobrir que terá de pagar, para assistir ao “jogo mais importante da história” do clube do coração, além do preço inflacionado, mais um ágio praticado pelos figuras nefastas dos cambistas.

Inexplicavelmente, e ao contrário dos torcedores como eu e você, os cambistas conseguem ingressos. E muitos. Predominantemente meias-entradas que eu, estudante de carteirinha não-falsificada, diversas vezes não consegui comprar. Essas pessoas “trabalham” por ali mesmo. Na boca da bilheteria, na cara das autoridades, na fila.

Na fila, onde a via-crúcis se inicia no dia anterior, porque simplesmente não há outro jeito. Quer presenciar a partida? Então, ature. A insônia, a fome, a falta de segurança na madrugada. Ainda bem que o brasileiro consegue levar tudo numa boa. Mas de manhã, a fila não anda, uns furam fila, outros se revoltam, e aí adicione um pouco de vandalismo, repressão policial (que não incide apenas sobre os vândalos, mas aos que estiverem por perto também), spray de pimenta bombas de efeito moral e balas de borracha. E decepção.

Após as cenas de batalha, os soldados do Choque almoçaram no restaurante do clube. Normalmente.

Os ingressos acabaram, oficial, ou oficiosamente. Agora, temos que abrir mão de mais dinheiro e da nossa dignidade, adquirindo as entradas com os malditos cambistas, que são a face visível dos interesses ocultos de pessoas que estão em seus gabinetes, com ar condicionado, que estarão nas tribunas confortavelmente instalados, com amigos, patrocinadores, autoridades, celebridades. Que não entraram na fila e muito menos pagaram ingresso.

E as organizadas?? Nossos torcedores profissionais estavam na fila???

Eu vejo o Fluminense há muito tempo. Nas Laranjeiras, no Caio Martins… No Maracanã, tenho até meu cantinho cativo. Vi a segunda divisão, vi a terceira divisão. Vi o clube se reerguer, vi perder a Copa do Brasil, e vi levar a taça no ano seguinte.

Graças aos “homens do Fluminense”, “o jogo mais importante da história”, eu vou assistir pela TV. Pela minha segurança, paz, minha dignidade.

Os “homens do Fluminense” também estão em outros clubes. Na federação, no governo do estado, na polícia, na imprensa…

Mas eles passarão. Eu, e o meu Fluminense, passarinhos.

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Já estava madurinha!!!

junho 10th, 2008 | 6 Comments | Filed in Fórmula-1

A primeira vez a gente nunca esquece.

Hino inédito na Fórmula 1. O Grande Prêmio do Canadá marcou a primeira vitória de um polonês na categoria. Robert Kubica deu à BMW-Sauber o primeiro triunfo do time também. Para completar a festa tedesca, Nick Heidfeld completou a dobradinha histórica. Mesmo não tendo ainda equipamento para lutar diretamente com Ferrari e McLaren, a regularidade dos seus pilotos, com destaque para Kubica - que não à toa é o novo líder do campeonato - já credenciava a equipe a vencer, em certas circunstâncias. E o que aconteceu foi o seguinte:

Digno de Indy

Lewis Hamilton, após demonstrar incontestável talento nas ruas de Mônaco, arruinou sua própria corrida, levando consigo Kimi Räikkönen. A causa, o famigerado e já criticado sinal vermelho na saída dos pits, onde Kimi estava parado. Hamilton não viu, arrebentou a traseira do finlandês e mostrou que seu talento para vencer corridas é tão aflorado quanto sua capacidade de protagonizar bizarrices. Pela patuscada, o inglês vai perder, juntamente com Nico Rosberg, dez posições no grid da França, daqui a duas semanas. E quem poderia sair ganhando com isso???

Massa espetáculo

Em um único lance, dois candidatos ao título ficaram no zero. Cabia então a Felipe Massa fazer sua parte para poder sair até na liderança do campeonato. Mais uma vez, a Ferrari complicou a vida do brasileiro. Além do desempenho pífio na disputa pela pole position no sábado, uma falha na bomba de combustível no primeiro pit obrigou Massa a uma parada a mais, tirando a chance de vitória. Tudo bem, porque no meio do pelotão, ele partiu para cima dos adversários e culminou o seu show com uma ultrapassagem sobre Barrichello e Kovalainen, no grampo (mal) recapeado e que soltava asfalto a cada passagem, passando inclusive com duas rodas na grama. Ele ainda duelou com as Toyota, superando Jarno Trulli nas voltas finais, acabando na quinta colocação. Meno male, é vice no mundial, empatado com Hamilton.

Barrichello, bambino…

A boa participação de Rubens começou no sábado, levando seu Hondinha atá o Q3, acabando em nono, mas lotado de gasolina. E a tática de parar uma só vez proporcionou que o piloto guiasse várias voltas na liderança na primeira metade da prova. Ele esteve o tempo todo entre os pontos e estava em quarto, quando já com o equipamento em frangalhos, cometeu um erro e caiu para sexto. Terminou em sétimo, mas segurando o assédio de um voraz Vettel (oitavo) e do atrapalhado Kovalainen (nono) muito bravamente.

Veteranos em alta!!!!

David Coulthard, o último bon vivant da F1, pela primeira vez no ano teve uma boa atuação, e foi ele quem completou o pódio!!! Depois de tantos anos passados dos seus melhores dias, os caras ainda encontram a motivação para ver que aquele champagne ainda tem o mesmo gosto de quando eles freqüentavam a cerimõnia da premiação.

O destaque negativo (mais um)

Nelson Piquet Jr. Durante a semana recebeu o apoio de ninguém menos que Fernando Alonso. Mas na pista, está enfrentando muitas dificuldades. Mal foi à Q2, classificando-se em décimo-quinto. Na corrida, ia bem, estando atrás do companheiro de time, quando cometeu (mais um) erro, sozinho. Parou voltas depois. A batata segue assando…

Dia 22, a derradeira corrida em Magny-Cours, na França. Au revoir!!!

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“Boca, muito prazer: Fluminense”

junho 5th, 2008 | 51 Comments | Filed in Fluminense, Futebol, Libertadores 2008

Lá em cima, a frase emblemática do técnico Renato na entrevista coletiva. Uma verdade é que o Boca não chegou aqui com a confiança que tinham ao final do primeiro jogo. Não apenas pelo resultado, mas depois de assistir à queda do São Paulo, ficou mais claro e eles viram de perto que o Fluminense não era o Atlas.

Quem quis torcer pelo Boca, não posso culpar. Aquela camisa é realmente imponente. E o futebol deles, nem se fala. Força, velocidade, raça, técnica. Muita experiência na competição, jogando com a mesma alma, seja em casa ou na do adversário.

Mesmo assim, aqui de casa, não ouvi nenhuma voz, absolutamente ninguém comemorando o gol dos argentinos.

Quem sabe, os quinze torcedores do Fla-Boca estivessem no Maracanã, apanhando da torcida argentina e aprendendo do pior jeito possível que torcer para um clube é questão de paixão, sem espaço para molecagem.

O Boca dominou, jogou melhor nas duas partidas. Passeou. Mas… A grande equipe, que é na verdade muito grande, não era imbatível.

O Fluminense venceu porque teve a sorte de empatar logo em seguida do gol do Boca, nos dois confrontos. E teve muito coração. O time acreditou que era possível, e se taticamente era dominado, todos correram atrás. Porque se o Boca queria levar, pelo menos, que não fosse fácil. Se não fosse assim, provavelmente a história seria outra.

Contra um time que tinha plena consciência do que fazer para chegar ao topo da América, um caminho que eles conhecem muto bem, saiu do banco de reservas, Dodô. Triste, sentindo-se desvalorizado, foi ele quem mudou o rumo tricolor, quando sofreu a falta que originou o gol de empate. Puxou contra-ataques, como quando encontrou Conca, e este contou com o desvio na zaga para bater o goleiro adversário. Criou e perdeu chances claras de gol. Roubou bolas, e quis o destino que na derradeira delas, decretasse que àquela altura, os esforços do time argentino não adiantariam mais nada. Não comemorou.

Dodô reclama que está infeliz no banco, que tem futebol para ser titular. Mal sabe ele que, como diria Nélson Rodrigues, estava escrito que seria assim e de nenhum outro jeito que o jogador iria fazer a meia-hora de jogo mais importante, e a arrancada para o título maior de sua vida.

O Fluminense tem, incontestavelmente, a melhor campanha da Libertadores 2008. O Davi tricolor derrubou, numa mesma jornada, os dois Golias das Américas. O discurso do time pequeno, do franco-atirador não combina mais com a realidade. Já é hora de se vestir de favorito, e que isso não seja motivo de arrogância ou salto alto, o primeiro passo para a queda. Que seja o momento de fazer o adversário da final tremer antes de entrar em campo, ao constatar tudo o que o Fluminense superou para chegar até ali. É hora de mostrar ao mundo os mais de cem anos da tradição tricolor, que há dez anos estava no fundo do poço, e agora, almeja o topo do mundo.

Agora é hora do Fluminense se mostrar enorme. Mais do que nunca, será necessário acreditar, e ter coração. A derrota do Boca foi injusta? Não, porque o único fator que se opõe a qualquer domínio ou superioridade técnica no futebol é o coração. Assim o Fluminense venceu, e assim é a natureza do futebol.

Poderia falar de atuações, de Thiago Silva, Cícero, Fernando Henrique, Conca, Washington, até do predestinado Dodô. Mas o fundamental é que ontem todos eles eram uma coisa só: Fluminense.

É hora de dizer, não ao Boca, mas ao mundo: Muito prazer, Fluminense.

E viva o futebol.

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… porque com chuva é mais gostoso.

maio 26th, 2008 | 13 Comments | Filed in Fórmula-1

Lewis Hamilton

A chuva, mais uma vez, nos brindou com uma super corrida, várias surpresas no Principado. Erros, acidentes, mudanças incessantes nas condições do asfalto, tudo imprevisível. Um verdadeiro festival de carros sem bico. No final, venceu Lewis Hamilton, que no início, tocou o guard-rail e teve um pneu furado, mas depois foi brilhante para superar Massa e Kubica. O inglês, com sua segunda vitória no ano, assume a liderança do campeonato.

Tudo parecia conspirar para uma vitória de Massa, pole position que fez valer sua condição e disparou na frente logo de início. Kimi Räikkönen largou mal, e caiu da segunda para a quarta posição. O brasileiro abria vantagem sobre o pelotão até a entrada do safety-car, após David Coulthard achar a parede e ainda ser colhido pelo carro de Sébastien Bourdais em seguida. O que estava bom, ficou ruim.

Na relargada, Massa saiu da pista e Robert Kubica assumiu a liderança. A Ferrari (que já havia vacilado com Kimi antes da largada, perdendo a hora de colocar os penus no carro nº1 e ganhando uma punição), acreditou na chuva e errou feio na estratégia do brasileiro, que acabou em terceiro e revoltado com o time. As apostas no tempo não terminaram por aí.

Nelsinho sob pressãoA Renault olhou para o céu e contrariou a previsão do tempo oficial, que afirmava que a chuva voltaria. Chamou seus pilotos e devolveu-os à pista calçados com pneus para seco, com a pista ainda úmida. Fernando Alonso (que alternou bons e maus momentos, fazendo ultrapassagens arrojadas, mas num toque em Nick Heidfeld, provocou um engarrafamento na Loews), perde o rumo, reequilibrou e seguiu. Já Nelsinho Piquet fazia uma corrida boa, cautelosa, mas na volta de saída dos pits escorregou duas vezes, e na segunda, bateu na Saint Devote. Não teve a manha de manter o carro na pista até que a condição melhorasse. Ficou torcendo para acontecer com mais alguém, para que a culpa pudesse recair sobre a equipe. Mas àquela altura, todo mundo estava colocando o mesmo tipo de pneu, e ninguém mais rodou. Já estou realmente ficando pessimista com a situação dele. Não sei até quando vai agüentar a pressão.

Novamente, o trapalhão foi justamente o campeão Räikkönen. Parou duas vezes para trocar o bico de sua Ferrari, vinha mal mas estava por ali, até que na última relargada, acertou a traseira do carro de Adrian Sutil, e acabou com a alegria da Force India (que compra motores de Maranello). Não pontuar foi um castigo merecido. Ele perdeu a liderança do campeonato e a vantagem que tinha para Massa caiu para um pontinho só. O mundial, e principalmente, a disputa interna da Ferrari ficaram totalmente abertos.

Destaque aos poucos pilotos que passaram incólumes pela prova:

Robert Kubica, liderou, chegou em segundo e está apenas a seis pontos do líder Hamilton. Corre muito por fora, mas pode ser considerado na disputa do campeonato. Andou bem mesmo na chuva.

Adrian Sutil, fazia a corrida de sua vida e levava seu modesto Force India na quarta posição, quando foi abalroado por Räikkönen. Apesar de eu ter tido a clara impressão de que ele vinha perdendo o carro no instante anterior ao choque. Consegui rever a cena algumas vezes. Mas como o erro que eu aponto pudesse não ter conseqüências tão graves, o culpado fica mesmo Kimi.

Rubens Barrichello, como sempre excelente na chuva, aproveitou as características do circuito para levar seu Honda, lentinho mas equilibrado, ao sexto lugar. Ganhou oito posições em relação à de largada. Três pontos muito comemorados pelos japonenses. Ele pontuou após 22 Grandes Prêmios. E vem batendo Button com facilidade, apesar de estarem empatados na classificação.

Sebastian Vettel saiu em décimo-nono e chegou em quinto. Fantástico!!! Ele, que só na Turquia completou a primeira corrida no ano, já pontuou pela primeira vez.

Vem bem, Mark WebberMark Webber, o campeão da minha antipatia, chegou em quarto e marcou todos os quinze pontos da Red Bull no campeonato. Bem decente. Está queimando minha língua.

Agora, dia 8 de junho, no Canadá.

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Fernando Henrique, até quando???

maio 19th, 2008 | 20 Comments | Filed in Campeonato Brasileiro 2008, Fluminense, Futebol, Vídeo

Eu te disse, mas eu te disse!!!

Cara, eu desisto.

Dois jogos, duas derrotas. O time não jogou lá grande coisa. Para falar a verdade, não jogaram nada, nem o time titular contra o São Paulo, nem os juniores contra o Náutico. Apesar de erros na escalação, na estratégia de jogo e na postura do time em campo, do rendimento aquém do esperado de peças importantes… com isso tudo, as derrotas foram por um só motivo: falhas do Fernando Henrique.

Cansei. não dá mais não.

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Pachecão tricolor em ação

maio 15th, 2008 | 29 Comments | Filed in Fluminense, Futebol, Libertadores 2008

Peguei o jogo a partir dos 35 do primeiro tempo. De cara, estranhei duas ausências: Conca e Dodô.

Sobre o Conca, Renato Fanfarrucho se mostrou incoerente. Ele estava vibrando pelo fato do Jorge Wagner estar praticamente fora do jogo,, o que se confirmou. O Conca foi elogiado pelo Muricy durante a semana, que revelou ter tentado levar o jogador para o Morumbi, que ele deveria ser bem marcado durante a partida, uma preocupação a mais para o São Paulo, e o que o Renatão faz??? Põe o cara no banco!!! Muricy deve ter gargalhado.

Sobre o Dodô, um cara que depois de dois meses parado ficar entrando direto como titular… complicado. Ele tem que ser opção no segundo tempo até readquirir forma, não pode precipitar. Não vi o Dodô em campo, simples assim.

(Na segunda é o julgamento, temos que torcer para que não tenha sido uma das últimas apresentações dele no Fluminense)

Quem sabe, com o Conca dividindo a armação com Thiago Neves, o desempenho do 10 não tivesse sido tão ruim. A marcação só tinha ele para se preocupar. Mas “se” não existe no futebol.

De qualquer jeito, é bom ele esfriar a cabeça. Mas gostei da atitude do Renato de não crucificá-lo pelo piti. Sem passar a mão na cabeça, o técnico disse que o 10 está irritado mesmo por não estar exibindo seu melhor futebol. E é verdade. E que ele continua titular e que será decisivo nos próximos noventa minutos. E é verdade.

O Washington, coitado. Todo mundo agora fica dizendo que ele está muito mal, isso e aquilo. Mas ele estava totalmente fora da sua posição e impossibilitado de jogar a sua bola. Ele não é driblador, é finalizador. E faz muito bem o pivô. Ficar no círculo central tentando catar os chutões que vêm diretos da zaga não é a dele. O atacante a toda hora pedia para o time chegar à frente. Numa bola que ele claramente desviou de peito para a descida do lateral, no caso o esquerdo, ficou com cara de que “o Washington não domina uma bola!!!” de tão longe que o Juninho estava, mas não era para estar.

O Renato só fez uma substituição. Não quis ganhar. Não quis arriscar nadinha. Achou que perder de 1 a 0 estava legal. Só que agora eu quero ver ele fazer dois gols no São Paulo e não levar nenhum, com o Fernando Henrique no gol. Quero ver o que ele vai fazer se por acaso o Fluminense tomar um gol logo de cara no Maracanã. Quero ver, se o Fluminense fizer um gol, se ele não vai acionar a tática do “não substituir para ter os titulares para cobrar pênalti”. Contra o Botafogo já não funcionou, imagina contra o São Paulo.

Perder não é legal. Empatar ainda vai. Mas perdendo, o adversário chega aqui muito mais na boa. Renato quis só perder de pouco.

O Fluminense tem capacidade para vencer, mas com o Professor Pardal Gaúcho, vai ter que contar com a sorte. E vai ser sofrido, como sempre.

Para ter um time caro e aspirar ser campeão da Libertadores, não adianta pegar “dicas” com o Luxemburgo. Tem que pegar O Luxemburgo.

Aquele zé roela do L.A.S.E.R. … Espero que esse cara seja proibido para sempre de entrar no estádio. Ridículo, patético, irritante. A CONMEBOL e/ou a CBF devem tomar alguma atitude contra o São Paulo.

Vamos então, usar o poder da Garra Norueguesa para empurrar o verdadeiro Tricolor para a vitória. Afinal, Tricolor é o Fluminense; os outros, apenas têm três cores.

Agora, o Fernando Henrique…

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Na Turquia, só dá ele…

maio 11th, 2008 | 25 Comments | Filed in Fórmula-1

Felipe Massa confirmou o favoritismo e venceu pelo terceiro ano consecutivo o GP turco. Com três pole-positions. O brasileiro agora é vice-líder do campeonato, sete pontos atrás de Kimi Räikkönen. Mais um final de semana perfeito, apesar de adrenalizado por um surpreendente Lewis Hamilton, que no final ainda deu uma ajudinha ao brasileiro em relação ao campeonato.

Kimi saiu da quarta posição e largou mal, mas se recuperou e alcançou a segunda posição. Só foi superado pela estratégia da McLaren, que manteve Lewis com o carro leve e em ritmo frenético, com a condição de ser obrigado a fazer um pitstop a mais. Valeu, pois em condições normais, a McLaren não conseguiria acompanhar a Ferrari e chegaria em terceiro. O time inglês tentou o pulo do gato e levou momentos de tensão à equipe vermelha, que ainda temeu até perder a vitória pelo desempenho de Hamilton na corrida. A segunda posição coroou uma bela atuação do inglês, tendo inclusive feito uma bela manobra de ultrapassagem sobre o vencedor. O nome da prova.

Massa teve sorte, e deve uma ao Hamilton, pois ele conseguiu tirar quatro pontos da vantagem de Kimi ao invés de dois, caso o finlandês tivesse chegado em segundo. Mas Räikkönen ainda tem uma gordurinha para queimar, e ele vai saber usá-la muito bem. O brasileiro parece recuperado das instabilidades do início e continuará no limite. A dupla da Ferrari hoje está bem forte e, se a equipe permitir, tende a uma disputa muito acirrada pelo título, sem maiores interferências dos demais.

Os pilotos da BMW, discretos porém competentes, chegaram em quarto e quinto, com Kubica novamente superando Heidfeld. O time alemão se mantém na segunda posição entre os construtores, mas com apenas dois pontos de vantagem para a McLaren (44 a 42). A Ferrari, com 63, já é vista de binóculos.

Alonso empolgou, fez uma ótima classificação e completou a corrida em sexto. A melhora na performance do espanhol não foi acompanhada pelo companheiro Nelson Piquet, que não passou da Q1 no sábado e foi apenas o décimo-quinto na prova. Tudo bem que o carro francês não é lá uma maravilha, mas o brasileiro está sendo muito mais lento do que Alonso e na F1, a paciência é bastante curta. Tem que trabalhar muito para justificar o pedigree.

Mark Webber, pela terceira vez na temporada, chegou em sétimo. E pontuou em quatro dos cinco GPs. Vem mostrando mais do que o “leão de treino” que sempre foi. E Nico Rosberg completou a zona dos pontos.

Rubens Barrichello agora é o piloto que mais disputou corridas na F1. Teve bolo, foto, capacete e pintura comemorativos. E a festa acabou em ressaca, com um carro muito lento nas retas e numa estratégia de apenas um pitstop. no fim, um decepcionante décimo-quarto lugar, três posições atrás de Jenson Button, também da Honda. E falando na montadora japonesa, essa semana foi anunciado o óbito da Super Aguri (Stupid Aguri, segundo David Coulthard). Nada mais previsível. Após dois anos de atividade, a Honda fechou a torneira da filial, criada (extra-oficialmente) para empregar o ídolo nipônico Takuma Sato. Isso não aconteceria se a equipe principal estivesse na crista da onda, mas ficou claro na decisão que a Honda A não queria uma concorrente quando decidiu apoiar a entrada do timinho no campeonato. Assim, todos os recursos disponíveis serão aplicados para tirar Button e Barrichello do limbo. Se bem que a central paddock de boatos já coloca o nome de Taku-San no lugar do brasileiro. Será?

Barbeiro da semana: Giancarlo Fisichella. Furou o sinal de saída dos boxes e saiu antes que o trieno fosse iniciado. Já de cara perdeu três posições no grid como punição. Na largada, encheu a traseira da Williams de Nakajima, e ficaram os dois por ali mesmo. Lamentável. Mais sorte da próxima vez.

E, até que enfim!!! Sebastian Vettel conseguiu chegar ao fim de um GP nesse ano. Foi o último carro a cruzar, mas depois de acidentes, quebras espíritas e abandonos na primeira curva, já dá um certo ânimo. Avante, Toro Rosso.

A próxima parada é em Mônaco, no dia 25.

Felipe Massa tem bala na agulha para ser Campeão Mundial?
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Um teste para todas as torcidas

maio 6th, 2008 | 12 Comments | Filed in Futebol

Será que ele é? Ou será que é ela?

Alguns torcedores ilustres rubro-negros podem apresentar dificuldades para resolver o teste.

Mãos à obra!!! Descubram quem é menina e quem tem tromba!!!

Clique no link:

http://hemaleorshemale.com/

 

   

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Nada como uma areiazinha do deserto

abril 8th, 2008 | 16 Comments | Filed in Fórmula-1

Felipe Massa repetiu a dose de 2007 e faturou a vitória no GP do Bahrein. Foi a estréia do piloto na temporada, num final de semana em que ele fez tudo certinho e só não conseguiu mesmo foi a pole-position. O resultado levanta a moral do brasileiro, açoitado pela crítica nas útimas semanas. Assumiu a liderança logo na largada e dessa vez conseguiu manter Kimi Räikkönen numa distância segura, e o campeão garantiu a dobradinha vermelha. Kimi foi amplamente dominado nos treinos e na corrida, mas se continuar chegando em segundo, o brasileiro precisará de mais cinco atuações como essa para superá-lo. De bom, uma boa ultrapassagem por fora sobre Kubica, para conseguir a segunda posição.

E se Massa teve uma grande atuação, do outro lado, Lewis Hamilton esteve irreconhecível. Depois destruir o seu carro no treino de sexta (e assumir o próprio erro) teve uma largada lastimável e ainda encheu a traseira do Renault de Fernando Alonso, ficando sem o bico da McLaren e arruinando qualquer chance na corrida. Ficou em décimo-terceiro e já está sentindo um calor do seu companheiro Heikki Kovalainen. Ambos estão empatados com 14 pontos na classificação.

Mas o maior destaque da corrida foi polonês Robert Kubica, que fechou o pódio com seu BMW-Sauber. Ele conseguiu a proeza de superar Felipe Massa no fim do treino classificatório e conseguiu a sua primeira pole-position da carreira, o mesmo para a equipe. Lembremos que ele só não largou na posição de honra na primeira etapa do campeonato por um errinho na volta rápida. O time alemão assumiu a liderança no campeonato de construtores e sua dupla de pilotos vem dando o que falar. Nick Heidfeld foi o quarto e é vice-líder na tabela. Depois de alguns anos, finalmente, McLaren e Ferrari têm uma boa razão para se preocupar com a concorrência.

A partir daí, começam a se estabelecer as forças no segundo pelotão. Williams, Toyota e Red Bull vêm pontuando e estão em vantagem em relação à Renault, Honda e Toro Rosso. Sobre Super Aguri e Force India não há muito o que falar. Fisichella até deu trabalho para ser ultrapassado e chegou em décimo-segundo (à frente do Hamilton barbeiro), e mais nada.

Coulthard??? Bateu de novo, amigo. E quem pagou o pato foi Jenson Button, que ficou de fora. O escocês chegou ao final em décimo-sétimo, com o carro todo torto. Seu parceiro de Red Bull, Marketing Webber foi sétimo de novo, e vai catando seus pontinhos.

No time francês, Alonso e Piquet estão com dificuldades. O espanhol terminou apenas em décimo  e Piquet, sem a segunda marcha desde a volta de apresentação, e sem as outras na volta 41, abandonou.

Barrichello respeitou todas as leis de trânsito e não levou nenhuma multa, mas seu Honda não passou da décima-primeira posição. Ele, Button e Ross Brown certamente terão que cortar um dobrado para melhorar o carro, mas 2007 ficou para trás mesmo. Dá para batalhar pelo Q3 e sonhar com pontos.

Voltas rápidas!!!

- O controle de largada está deixando saudades. Kubica e Hamilton que o digam.

- Felipe Massa se redimiu das péssimas corridas na Austrália e na Malásia. Mas nada que justifique os delírios ufanistas de Galvão Bueno. Venceu bonito sim, mas não “calou os críticos”, pois nenhum crítico questionou sua capacidade de ganhar corridas, mas sim por ter falhado em duas oportunidades e não ter assumido. Essas atitudes podem fazê-lo perder prestígio na equipe, além de que é a constância ao longo do ano deve definir o campeão. Não pode mais dar bobeira daqui pra frente.

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