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Ainda tem Pequim pela frente

julho 28th, 2008 | 6 Comments | Filed in Futebol
Poltavskiy encara Gustavo e Giba pela medalha de bronze

Poltavskiy encara Gustavo e Giba pela medalha de bronze

As finais da Liga Mundial de Vôlei masculino foram doloridas para a equipe brasileira. Jogando em casa, com o apoio incondicional da torcida e uma imensa vontade de vencer, o Brasil ficou de fora do pódio após dez anos na competição, na qual tentava o octacampeonato.

Na imprensa falou-se em vexame, trauma, ferida. Na fase final, o time de Bernardinho perdeu apenas duas partidas. Seguidas. O que não acontecia há muito tempo. Para os Estados Unidos, campeões com todo o mérito, na semifinal, e para a Rússia, na disputa do bronze, quebrando um tabu de seis anos. O Brasil foi derrotado anteriormente, na fase intercontinental, pela França e pela Sérvia. Esta última, pela primeira vez em oito anos.

A “pior campanha da era Bernardinho” desde 2001, quando o técnico assumiu, foi esse quarto lugar.

A conseqüência desse “desastre” doméstico é a pressão. Principalmente sobre os levantadores, Marcelinho e Bruno, já que durante a gestão do rebelde Ricardinho, o Brasil não falhou uma única vez em ir ao pódio.

A verdade é que ninguém é obrigado a vencer sempre. Manter-se no topo é muito difícil, uma vez que os adversários cada vez mais se preparam para enfrentar àqueles que estão em voga, e o Brasil já está nesta posição por longos anos. No entanto, é um sinal de alerta, uma necessidade crescente de renovação, que tende a acontecer após o corte de Nalbert após a fase de grupos da Liga e da já anunciada saída de Gustavo, ao fim do ciclo olímpico. É possível que outros sigam a decisão.

Os novos jogadores dos rivais já se lapidam observando e se espelhando no time brasileiro, e nossos jogadores e estratégias são exaustivamente analisados por eles. Como por exemplo dois garotões de vinte anos, o russo Mikhaylov, dono de um assustador poder de ataque, e o sérvio Podrascanin, o melhor bloqueador da competição, um dos destaques de seu time na final contra os americanos. O Brasil não pode deixar barato, e formar novos talentos fará parte do processo.

Como toda transição, vai dar trabalho. Porém, Bernardinho já dispõe de boas peças da nova geração para remontar o time, como Samuel, Sidão, Éder e seu próprio filho Bruno, que mesclados com alguns experientes que ainda têm lenha para queimar, como o capitão Giba, André Nascimento e Dante, poderão manter o Brasil no nível das demais seleções de ponta, e quem sabe, vir a emplacar uma nova hegemonia.

Mesmo com esses tropeços, os brasileiros chegarão a Pequim como uma das equipes favoritas, sem a menor dúvida. Valerá muito a pena torcer. A estatística é surreal (não encontrei os números, mas gira em torno de 85% de vitórias sob o comando de Bernardinho) e não será a menor surpresa para ninguém que cheguem ao segundo ouro olímpico consecutivo. Mas em caso de derrota desta bela geração, que não seja taxada de fracasso. Perder faz parte do esporte, e esse time já venceu o suficiente para ser considerado um dos melhores de toda a história do esporte.

No voleibol, ou fora dele, a vida tem sempre que continuar.

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OFF-TOPIC BLÁBLÁ: CHICO DESAPARECIDO EM NITERÓI

julho 24th, 2008 | 14 Comments | Filed in Futebol

O nosso amigo (e meu irmão de coração) Chico, FRANCISCO DAS CHAGAS DE SOUSA JUNIOR está desaparecido desde a madrugada de sábado para domingo, após fazer um show com a banda Brasília no Tio Sam, em Camboinhas. Ele foi visto pela última vez pelas câmeras de segurança do hotel, saindo de carro sozinho, no seu Uno 2008 4 portas preto placa KMW 1064.

Existe uma suspeita de que ele tenha ido de lá para o Candongueiro, portanto, por favor…

SE ALGUÉM ESTEVE NO CANDONGUEIRO NESSE SÁBADO, FAÇA UM ESFORÇO PARA SE LEMBRAR SE O VIU NO LOCAL, E SE ELE ESTAVA COM OUTRA PESSOA. DIVULGUEM O SITE www.vejaniteroi.com.br ENTRE PESSOAS QU COSTUMAM FREQÜENTAR O CANDONGA E POSSAM TER ESTADO LÁ NESSE FIM DE SEMANA.

Infelizmente, a polícia que nos atendeu muito bem, não tem efetivo ou recursos para ajudar com mais efetividade, e a “investigação” está sendo realizada pela família e por amigos mais próximos.

Faremos panfletagens e estamos tentando divulgar ao máximo pela internet e outros meios de comunicação, Quem tiver algum contato com a imprensa, seja jornal, TV ou rádio, por favor, ajude-nos a correr a notícia.

Para a tristeza de todos que o conhecem, isso não é um HOAX.

Peço a ajuda de todos.

www.vejaniteroi.com.br

Além de contatos pela área de comentários ou Contatos no Blá blá Gol, há também área de Contato e telefone do VejaNiterói.com.br:

3602-9561

Por mais boba que pareça, qualquer informação pode ser relevante.

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A primeira vez a gente nunca esquece

julho 21st, 2008 | 5 Comments | Filed in Fórmula-1

Mais um marco ao clã Piquet na Alemanha

Timo Glock se esborrachou no muro

Hospitalizado, Timo Glock deve ter recebido flores, bombons, cartões estimando melhoras e quem sabe, algumas grid babes vestidas de enfermeiras. Tudo presente de Nelsinho Piquet. Na mesma pista onde o pai estreou na Fórmula 1, o filho subiu ao pódio pela primeira vez. Largando de uma desanimadora décima-sétima posição, ele entrava no box para seu único reabastecimento no exato instante em que o alemão bateu violentamente a traseira de seu Toyota no muro, com a suspensão rompida. Guiou algumas voltas na liderança, manteve um bom ritmo e seu segundo lugar lavou a alma da Renault. Os franceses tiveram o melhor resultado no ano e entraram definitivamente na briga com Toyota e Red Bull para ser a quarta força da temporada. Fernando Alonso, que foi péssimo e chegou em décimo-primeiro, se roeu.

Piquet, o Pai, estreiou na Alemanha

E o maior mérito dele ainda veio após a corrida. Como sempre, a imprensa correu em cima, esperando um desabafo, um cala-boca aos críticos. Ao não rebater ninguém, tampouco prometer resultados sabidamente difíceis pela limitação do seu equipamento, ele mostra maturidade e se foca no que ele realmente precisa fazer para melhorar como piloto. Nada de papo furado para vender jornal. Palmas para ele.

Rala, Ferrari

Mesmo tendo demonstrado superioridade nos últimos testes, a Ferrari levou um baile da McLaren, na casa da Mercedes. Felipe Massa perdeu a pole no sábado e em nenhum momento teve possibilidade de disputar a vitória. Terminou a corrida no terceiro lugar sendo pressionado pela BMW de Nick Heidfeld. Este, mais uma vez superou Robert Kubica, que foi apenas o sétimo, apagado como Kimi Räikkönen. O homem de gelo já vinha mal e ainda teve que esperar na fila para fazer a segunda parada, quando os dois carros da Ferrari foram aos boxes na mesma volta durante a bandeira amarela. Fez uma boa progressão no último trecho, mas nada que o levasse além do quinto posto. Novamente, está atrás do parceiro na classificação, e cada vez mais se fala em sua aposentadoria ao fim de 2009.

Os engenheiros da equipe italiana, depois desse revés, parece ter ficado sem rumo. A próxima corrida em Budapeste favorece tradicionalmente aos rivais prateados, e se não quiserem que seus pilotos fiquem para trás na tabela, terão que tirar um coelhão vermelho da cartola. Os erros abundantes ao longo do ano começam a mandar a conta para Maranello.

CoultHARD de engolir

O David Coulthard é mesmo uma máquina de tirar os outros da pista. A vítima da vez foi Rubens Barrichello. O brasileiro nem reclamou. Disse que Coulthard provavelmente não o viu. Levando em consideração o que a Honda não andou no fim de semana, foi até um favor do escocês “Mr. Magoo”.

Se ele não fosse muito gente fina, teria feito muitos inimigos no seu ano de despedida. Mas não são poucos os que gostariam da antecipação de sua aposentadoria, marcada somente para o fim do ano.

Vettel, o funcionário do ano

O imberbe alemãozinho chegou em oitavo, marcando mais um pontinho. E teve confirmado o power-up para a próxima temporada. De Toro Rosso, ele passará a Red Bull.

Faltou falar de alguém?

Lewis Hamilton, o Soberbo

Claro!!! Do vencedor!!!! O soberbo!!! Lewis Hamilton simplesmente detonou a todos. Fez a pole, disparou na dianteira, e quando tudo indicava que a corrida seria chata, a McLaren resolveu dar emoção. Falharam grosseiramente ao não chamar o inglês para o reabastecimento durante a bandeira amarela. Mas tudo bem, porque voltando de sua segunda parada em quinto, ele superou um a um dos seus adversários. Massa ainda tentou resistir. Os outros, prudentemente, o deixaram ir embora. Numa temporada marcada por erros de parte a parte, Lewis fez a diferença quando o próprio time jogou contra. Ele se isolou na liderança do campeonato, com quatro pontos de vantagem para Massa. Crescendo no momento certo, pode ficar difícil batê-lo, num ano em que o desempenho de todos os postulantes ao título foi igual a uma gangorra.

Voltas finais

· O salto de qualidade da McLaren surpreendeu a todos. O fato é que a equipe desenvolveu um sistema que, através de um segundo par de borboletas atrás do volante, controla o torque do motor. Na prática, é como um controle de tração, só que manual. Depois de revelado o segredo industrial, logo os concorrentes terão o mesmo dispositivo. Mas enquanto não conseguem copiar, testar e usar nas corridas, a vantagem é toda de quem inventou.

· De um jeito ou de outro, estamos assistindo a um show de imprevisibilidade. Decisões de equipe equivocadas, barbeiragens dos pilotos de ponta, chuvas, batidas e Safety Cars estão dando ao povo o que o povo gosta: corridas disputadas, com direito à surpresas no final e equilíbrio na tabela de classificação. A tendência é que o campeão só seja conhecido aqui no Brasil. É o melhor campeonato dos últimos tempos.

O Santander ganhou o direito do jabá

· Começa a temporada de boatos sobre quem vai para onde em 2009. Vettel está garantido. Em menos de 24 horas, Button e Barrichello foram confirmados e desconfirmados. Nelsinho, outrora carta fora do baralho, depois que soube aproveitar a sorte e ir ao pódio, pode ter alguma chance, senão na Renault, em algum outro lugar. Especula-se de Alonso na Ferrari em 2010. Mas dependendo do destino do bicampeão para 2009 é que as outras peças irão se mover. Todos o querem, poucos são os que oferecem condições para tê-lo. Urubuzando, ainda estão os desempregados da Aguri, Anthony Davidson e Takuma Sato, aguardando um vacilo de alguém para voltarem às pistas.

· A próxima, na Hungria, dia 3 de agosto.

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Quando a seleção não é o que interessa

julho 19th, 2008 | 7 Comments | Filed in Basquete

Depois que o Victor jogou a bola laranja para o alto, aproveito para expressar o meu “eu acho”.

O time que o Brasil pôde mandar ao Pré-Olímpico Mundial é limitado tecnicamente. E a limitação pára por aí. Os caras deram tudo o que tinham para dar, mas o fato é que esses jogadores não tinham condição de encarar equipes como Grécia e Alemanha. Não se pode acusar nenhum deles de desinteresse. Pode-se sim acusar os que não foram.

A filosofia do técnico do Brasil, o espanhol Moncho Monsalve, que declarou logo de cara que se a equipe se classificasse para os Jogos Olímpicos, os convocados seriam esses, e não os outros, motivou o time a fazer todo o possível. Eles o fizeram com muita honra.

É lamentável que jogadores como Leandrinho, Nenê, Anderson Varejão, Valtinho Paulão e Guilherme Giovanonni tenham interesses particulares mais importantes do que uma participação olímpica, representando o Brasil. O fato é ainda mais contrastante quando se vê a humildade de verdadeiros astros do esporte, como Oscar e Hortência, expoentes não apenas do basquete, mas de todo o desporto nacional, em comparação com a onipotência desses atletas. Vale lembrar que o homem que ganhou o jogo para a Alemanha contra o Brasil, Dirk Nowitzki, é o principal jogador de seu time na NBA e estava lá defendendo sua seleção.

Nenhum deles, Leandrinho, Nenê, Anderson Varejão, Valtinho Paulão e Guilherme Giovannonni, é o jogador principal de seus clubes. Mesmo assim, quem eles pensam que são?

Para ilustrar: Hortência derrotou a sempre fortíssima seleção cubana, em pleno quintal de Fidel, no Panamericano de Havana. Oscar, só para se ter uma idéia, após a derrota para O Dream Team americano (aquele, que tinha Jordan, Johnson, Barkley, Bird, Malone, Pippen, Ewin, Stockton, Robinson… não eu!!!) foi efusivamente cumprimentado pelos astros da NBA, e vários tiraram fotos com o brasileiro. O que fizeram Leandrinho, Nenê, Anderson Varejão, Valtinho, Paulão e Guilherme Giovannoni? Absolutamente nada.

Se o problema é a federação, que sejam homens e usem a força para mudar o quadro, antes que o Grego consiga uma nova reeleição. Ou que declarem que não têm interesse de jogar pela seleção, colocando um ponto final, o que também seria direito deles. Mas pedir dispensa, dando desculpas esfarrapadas, enquanto o Brasil fica de fora da terceira Olimpíada consecutiva, merece uma reflexão.

A situação serve de alerta também para o futebol. Ex-jogadores como Zico e Nilton Santos, lembram que em outros tempos, o jogador só não servia à seleção se estivesse sem uma perna. Hoje, as primadonas pedem dispensa porque estão cansadinhos. Até aí estaria tudo bem. Entretanto, quando chega a Copa do Mundo, eles batem no peito, se dizem “melhores do mundo” e querem seu lugar cativo, do 1 ao 11. O futebol brasileiro já viu esse filme na Copa da Alemanha.

Se o jogador tem dentro dele o espírito da seleção, que coloque uma cláusula no contrato expressando sua vontade de servi-la. Duvido que o Milan deixasse o Kaká de bandeja para Chelsea ou Real Madrid se ele impusesse tal ponto. Porém, isso deve partir dele, pois da parte do clube, óbvio que nunca será.

Se a seleção é apenas uma ambição pessoal, o melhor a se fazer é deixar a estrelinha de fora. Quando o discurso vaidoso do EU se sobrepõe ao do coletivo, melhor reconsiderar tudo. Por esse motivo o Ricardinho não joga mais na seleção brasileira de vôlei. Na manutenção dessa mentalidade coletivista está um dos grandes méritos do Bernardinho, e talvez por isso sua equipe seja tão hegemônica no esporte.

Michael Jordan já disse que a diferença entre o craque do time e o último reserva é o salário. Todo o resto, treino, concentração, dedicação, empenho, é igual para todos, sendo que o craque ainda tem maior responsabilidade. Mas para os garotos, que saíram do nada, e hoje moram nos Estados Unidos e na Europa, têm carros sensacionais, quantas mulheres e pares de tênis quiserem, pode ser o suficiente. Então, que o basquete brasileiro aprenda a viver sem Leandrinho, Nenê, Anderson Varejão, Valtinho, Paulão e Guilherme Giovanoni. Eles não fazem falta mesmo.

Basquete

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Weather Forecast: rain!!!!

julho 7th, 2008 | 7 Comments | Filed in Fórmula-1

De novo ele!!!! São Pedro deu às caras no GP da Grã-Bretanha e fez a turma cortar um dobrado para completar a prova. A pista de Silverstone - que por politicagem, infelizmente se despede da Fórmula 1, substituída por Donington Park a partir do ano que vem - já oferece vários pontos de ultrapassagem, mas sob aquele aguaceiro, qualquer previsão, mesmo as mais, lógicas poderiam ir por água abaixo. Ou não.

Do céu ao inferno

Felipe Massa. Lamentável. Sofreu com erros da equipe, na classificação (não conseguiu sair do box a tempo de fazer a última tentativa de volta rápida) e na estratégia de corrida (escolha equivocada de não trocar os pneus no primeiro pit), mas quem errou muito mesmo, foi ele. Rodou pelo menos cinco vezes e chegou em último, duas voltas atrás de Hamilton, o vencedor. Já deu provas de que tem poder de recuperação e dessa vez admitiu os erros. Mas nessa, afundou.

Do inferno ao céu

Lewis Hamilton fez uma excelente largada, pulando de quarto para segundo e supernando Kovalainen ainda no início. Depois disparou e calou a boca da imprensa inglesa, que vinha atirando pedras no seu telhado depois dos últimos erros. Deu show para a sua torcida, que continua apoiando. Saiu das profundezas das críticas para a liderança do mundial.

“Tá triste, papai? Vou rezar para chover…”

Quando Rubens Barrichello abriu a janela do hotel e viu aquele tempo horroroso, deu uma risadinha e resolveu dar aquele carrinho de controle remoto para o filho Eduardo. Tudo bem, na Inglaterra chove muito, mas que reza boa!!! Se o menino acordou cedo, viu uma das melhores atuações da carreira do paizão. Enquanto os outros sofriam com as aquaplanagens calçados de pneus intermediários, Ross Brawn mostrou sua categoria e mandou o brasileiro para a pista com compostos para chuva extrema. E ele voou. Chegaria em segundo, se o segundo pitstop não fosse prejudicado. Mas o pódio valeu vitória. Declaração de Brawn: “Tudo como nos velhos tempos.” Mais um trunfo para a renovação de contrato por mais um ano.

Kubica? Button? Piquet? Fisichella? Sutil? Vettel? Coulthard?

TODOS rodaram e ficaram pelo caminho. Piquet, quando vinha em quarto, com boa estratégia e com ultrapassagem (de novo!!!) sobre Fernando Alonso. Pena, mas a pista estava traiçoeira demais, enquanto os times insistiam nos pneus intermediários. Pior para os pilotos. É a vida.

De resto…

A corrida foi um festival de rodadas, e dos destemidos que chegaram ao final, poucos se salvaram de dar uma passeada pela grama, inclusive alguns viram a corrida em mão inglesa. Heidfeld chegou em segundo e saiu um pouco da sombra do parceiro Kubica. Räikkönen aprontou várias, mas seus movimentos friamente calculados o levaram a um quarto lugar. Alonso, sexto, Webber, sétimo, Nakajima oitavo.

A temporada está uma gangorra para os pilotos de ponta. Já se foi metade do campeonato, e a disputa daqui para a frente promete ser acirradíssima, daquelas para se decidir bem no final, e nos detalhes.

Classificação:

Hamilton 48, Massa 48, Räikkönen 48 (isso está ficando muito interessante…) Kubica 46, Heidfeld 36, Kovalainen 24.

A próxima, na Alemanha, dia 20!!!!

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Reverências aos Monstros

julho 7th, 2008 | 5 Comments | Filed in Tênis

Lugar-comum elogias esses dois jogadores.

Impossível não falar do que foi a final do GrandSlam de Wimbledon, na grama sagrada da Inglaterra.

Rafael Nadal, mais uma vez, conseguiu bater Roger Federer. Só que dessa vez, na especialidade do suíço, a grama. Foi épico.

Nadal levou os dois primeiros sets por 6×4, explorando as pouquíssimas falhas de Federer. O número um mostrou sua categoria e a disposição para conquistar o torneio inglês pela sexta (sim, sexta!!!!!) vez seguida. Empatou a partida, salvando match points e vencendo o terceiro e o quarto sets por 7×6.

Depois de mais de quatro horas de partida e duas interrupções por causa da chuva, os dois tenistas levaram o público ao delírio com a raça, precisão e principalmente, o inspirado repertório de jogadas bonitas. No set decisivo, Nadal bateu Federer por 9×7.

Quebrou-se uma invencibilidade de 65 partidas na grama e cinco títulos consecutivos em Wimbledon do suíço. Ainda, Nadal se aproxima definitivamente de Federer no ranking.

Ao final, Roger Federer reconheceu que deu o seu melhor, e todo mérito da vitória era de Rafael Nadal. Este respondeu afirmando que a partida foi a mais emocionante de sua carreira, por ter superado o verdadeiro número um de todos os tempos.

Os dois jogaram demais, são monstros no que fazem além de serem desportistas sensacionais, grandes cavalheiros. Respeito e admiração mútuos. Se for mesmo a hora do Federer passar a coroa, o sucessor já está à altura da responsabilidade.

Aplausos.

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Como ter serenidade na derrota

julho 4th, 2008 | 9 Comments | Filed in Fluminense, Futebol, Libertadores 2008

Fluminense

O Fluminense venceu o jogo. Uma batalha que só poderia ser vencida por homens, de fibra, fé e força, como definiu um certo Pedro Paulo. Ficou sem o título. E o que se viu foram seres humanos, que correram, se superaram, deram o próprio sangue do encarnado, e que caíram com honra.

Melhor morrer de pé do que viver de joelhos.

O Fluminense entrou em campo derrotado. Se terminasse com um zero a zero, o título seria equatoriano por causa daqueles malditos quarenta e cinco minutos do primeiro jogo. Mas como ficar triste quando se vê um time que mereceu confiança, retribuiu à torcida o carinho com esforço, entrega, lutou contra o juiz, e com momentos de espetáculo, até? Durante toda a partida, todos os jogadores se empenharam e deram a todo apaixonado pelo clube o verde da esperança.

Não há tricolor no mundo que não tenha visto a camisa do clube ser tão honrada, em muito tempo. O choro não foi por causa do bicho que eles deixaram de ganhar. Foi por ter perdido algo que eles realmente buscaram. Até o fim.  Num Maracanã sem Maracanazo. Não houve a soberba alardeada pela imprensa que só quer vender jornal. Houve festa, luta, respeito, canto, explosão, choro. Os deuses do futebol estavam lá. E eles deixaram o estádio em branca paz e harmonia.

O Fluminense perdeu um título, mas ganha cada vez mais a sua torcida. Há de ser muito especial, para que mesmo derrotado, seja vencedor. Assim o Fluminense hoje se sente e assim o é.

Fernando Henrique, Gabriel, Thiago Silva, Luiz Alberto e Juninho, Ygor, Arouca, Conca e Thiago Neves, Cícero e Washington. Dodô, Maurício, Roger.

Valeu.

Agora, é juntar os cacos e seguir em frente. É assim mesmo.

E viva o futebol.

****

Posts sobre a derrota do Fluminense na Final da Libertadores 2008:

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Por que quarta-feira é o Dia D tricolor?

junho 30th, 2008 | 15 Comments | Filed in Fluminense, Futebol, Libertadores 2008

A final da Libertadores ganha contornos mais dramáticos para o Fluminense a cada hora que passa. Não apenas pela importância do jogo e do título em si, mas por todo o contexto do time no momento. 

Renato Gaúcho, gente boa, dá umas entrevistas maneiras, parece que em certos momentos não sabe o que está fazendo, ou dizendo. Ao invés de se vestir como favorito desde antes do primeiro jogo da final, tivemos que ouvir e engolir seco a declaração: “muito prazer, Fluminense, LDU”. Precisou que o time saísse com uma desvantagem de dois gols para que ele trocasse o discurso, de que agora no Maracanã, “ele é muito mais o time dele”. Certamente. Mas no final das contas de muitos acertos e alguns erros cruciais, o Fluminense se vê hoje obrigado a vencer o torneio continental. Por quê? 

Porque só o título, numa forma maquiavélica de ver os fatos, justificaria as tantas desculpas do treinador para que o time rendesse tão mal em alguns jogos, inclusive decisivos, tanto no Carioca, quanto no Brasileirão, e também na própria Libertadores. Falhou-se muito na motivação dos jogadores para um aproveitamento menos pífio no Campeonato Brasileiro. Porque a janela para a Europa já está aberta, e a única forma de manter alguns jogadores importantes até o fim do ano seria a vitória na próxima partida. Porque o clube não se antecipou no reforço ao grupo, o que poderia ter inclusive evitado as chacotas do time reserva. E sem esses jogadores, será muito difícil a recuperação no Nacional. 

A favor dele? Basicamente: a qualidade do time do Fluminense, que sem a menor dúvida é maior que a do adversário. Mas não se pode esquecer que a LDU pode ter vencido a Libertadores com apenas quarenta e cinco minutos de futebol, e não é prudente subestimá-los; a sorte que o Renato costuma ter em suas fanfarronices, situações e declarações esdrúxulas em que ele sai rindo por último, nem que seja de barrigada. Ele é sortudo mesmo, isso conta e ponto final; para fechar, a torcida, que sofreu e pagou caro para presenciar o jogo, e não vai desistir em momento algum e que tem tudo para dar um dos maiores espetáculos já vistos no futebol brasileiro. Há muito tempo os tricolores esperam por esse momento e para todo mundo, a hora é agora. 

Porque se o Fluminense perder, pode acordar já na quinta-feira sem seus melhores jogadores, sem o título que tanto almejava, segurando pateticamente a lanterna do brasileiro, míseros três pontos em oito rodadas, cinco atrás do Botafogo, primeiro time fora da zona de rebaixamento, e dezesseis atrás do (grande!!!!) líder, absoluto, Flamengo. Para quem sonhou tão alto, seria uma queda demasiado brusca.

Mas é possível sim, e não há tricolor que não acredite. Como sempre, para o Fluminense, vai ser difícil, sofrido, no finalzinho, no último Fio de Esperança (com licença ao Mestre Telê). O time tem plenas condições de sair vencedor, e vai precisar se impôr sua autoridade durante todos os noventa (ou cento e vinte) minutos.

 

Agora, é guerra. Que vença o melhor, e que seja o Fluminense.

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Nada a declarar…

junho 30th, 2008 | 16 Comments | Filed in Futebol

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Viva España!!!

junho 30th, 2008 | 7 Comments | Filed in Futebol

Dessa vez a Fúria chegou lá. A tremenda final da UEFA-Euro 2008 (Eurocopa era mais interessante…) coroou a equipe de melhor campanha, campeã invicta, melhor defesa e o melhor aproveitamento no ataque, inclusive com o artilheiro, David Villa, que por contusão, não disputou a final. O time do vovô Aragonés, tal como na semifinal contra a Rússia, apresentou um futebol irresistível, inapelável. E nem os alemães conseguiram pará-los. Vencer a Alemanha engrandece e muito a conquista.

No lado vencedor, a mescla de jovens, revelações como os Davids, Villa e Silva ou de maior projeção, como Cesc Fàbregas e Fernando Torres, com a experiência dos zagueirões Puyol e Marchena acabaram com o estigma espanhol de nunca ganhar nada, apesar de serem freqüentemente citados como favoritos. Sobre a nova - e agora, vencedora - geração dos espanhóis, cabe uma análise bem interessante.

As duas superpotências do futebol na Espanha estão modestamente representados na seleção. Pelo Barcelona, estão o zagueiro Carles Puyol e os meias Andrés Iniesta e Xavi Hernandes, merecidamente eleito o melhor jogador da Euro. Do lado do Madrid, apenas o goleiro Iker Casillas e o lateral Sergio Ramos. Muitos jogadores de equipes médias e pequenas. Bétis, Zaragoza, Mallorca, Villareal, Sevilla e Valencia, este com o maior número de jogadores. Até o Getafe teve seu representante. Eles formaram uma equipe realmente de âmbito nacional, e não polarizada entre os dois gigantes. As grandes cifras envolvidas e a presença massiva de estrangeiros nos dois principais clubes os leva muitas vezes a deixar de lado jovens talentos em detrimento de contratações de visibilidade. Uma lição aos dois.

Fosse eu presidente de um destes clubes, trataria de mover mundos e fundos para a repatriação dos maiores destaques na conquista: Fàbregas, e o artilheiro da final, Torres. Pois seriam negociações altamente “marketizáveis”, além de abrir espaço para que estes talentos atuem no seu país e proporcionar uma maior valorização e desenvolvimento do “produto nacional”. Uma nacionalização do futebol, principalmente no Barcelona e no Real Madrid favoreceria tremendamente o aparecimento de novas surpresas para a Fúria.

Na comemoração, uma singela homenagem na camiseta de Sergio Ramos a Antonio Puerta, companheiro que certamente estaria no grupo espanhol, mas que teve a a carreira abreviada aos 22 anos. Lembrar é preciso.

Em suma, a Espanha demonstrou três coisas que vêm faltando flagrantemente na seleção brasileira: talento, identificação nacional e amor à camisa. Até o “ex-brasileiro” Marcos Senna mostrou o empenho e entrosamento com seus companheiros, sendo ele também importante na conquista. Jogar em uma seleção requer muito mais do que ser bom. Muito mais do que a fogueira das vaidades, politicagens por dólares e euros, características atuais do time da CBF.

Fechamento de uma Euro para deixar saudade. As equipes (à exceção da Itália, claro) jogaram com muita ofensividade e fizeram do torneio um espetáculo. O reaparecimento do Carrossel Holandês e do futebol russo (Guus Hiddink é o cara), Portugal, as toalhas de mesa da Croácia, e a zebra turca correndo sempre pelos gramados. De ruim mesmo só a França, coitada, que morre de saudades de Zizou. O Brasil que se prepare, pois a próxima Copa do Mundo será uma pedreira, se chegarmos lá.

Foi assim. E viva o futebol.

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