Ainda tem Pequim pela frente
julho 28th, 2008 por Robinson | Categorias: Futebol.As finais da Liga Mundial de Vôlei masculino foram doloridas para a equipe brasileira. Jogando em casa, com o apoio incondicional da torcida e uma imensa vontade de vencer, o Brasil ficou de fora do pódio após dez anos na competição, na qual tentava o octacampeonato.
Na imprensa falou-se em vexame, trauma, ferida. Na fase final, o time de Bernardinho perdeu apenas duas partidas. Seguidas. O que não acontecia há muito tempo. Para os Estados Unidos, campeões com todo o mérito, na semifinal, e para a Rússia, na disputa do bronze, quebrando um tabu de seis anos. O Brasil foi derrotado anteriormente, na fase intercontinental, pela França e pela Sérvia. Esta última, pela primeira vez em oito anos.
A “pior campanha da era Bernardinho” desde 2001, quando o técnico assumiu, foi esse quarto lugar.
A conseqüência desse “desastre” doméstico é a pressão. Principalmente sobre os levantadores, Marcelinho e Bruno, já que durante a gestão do rebelde Ricardinho, o Brasil não falhou uma única vez em ir ao pódio.
A verdade é que ninguém é obrigado a vencer sempre. Manter-se no topo é muito difícil, uma vez que os adversários cada vez mais se preparam para enfrentar àqueles que estão em voga, e o Brasil já está nesta posição por longos anos. No entanto, é um sinal de alerta, uma necessidade crescente de renovação, que tende a acontecer após o corte de Nalbert após a fase de grupos da Liga e da já anunciada saída de Gustavo, ao fim do ciclo olímpico. É possível que outros sigam a decisão.
Os novos jogadores dos rivais já se lapidam observando e se espelhando no time brasileiro, e nossos jogadores e estratégias são exaustivamente analisados por eles. Como por exemplo dois garotões de vinte anos, o russo Mikhaylov, dono de um assustador poder de ataque, e o sérvio Podrascanin, o melhor bloqueador da competição, um dos destaques de seu time na final contra os americanos. O Brasil não pode deixar barato, e formar novos talentos fará parte do processo.
Como toda transição, vai dar trabalho. Porém, Bernardinho já dispõe de boas peças da nova geração para remontar o time, como Samuel, Sidão, Éder e seu próprio filho Bruno, que mesclados com alguns experientes que ainda têm lenha para queimar, como o capitão Giba, André Nascimento e Dante, poderão manter o Brasil no nível das demais seleções de ponta, e quem sabe, vir a emplacar uma nova hegemonia.
Mesmo com esses tropeços, os brasileiros chegarão a Pequim como uma das equipes favoritas, sem a menor dúvida. Valerá muito a pena torcer. A estatística é surreal (não encontrei os números, mas gira em torno de 85% de vitórias sob o comando de Bernardinho) e não será a menor surpresa para ninguém que cheguem ao segundo ouro olímpico consecutivo. Mas em caso de derrota desta bela geração, que não seja taxada de fracasso. Perder faz parte do esporte, e esse time já venceu o suficiente para ser considerado um dos melhores de toda a história do esporte.
No voleibol, ou fora dele, a vida tem sempre que continuar.
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Vi partes dos jogos, tanto o de sábado quanto o de domingo. Não vi nenhum inteiro. Mas percebi que o problema não era levantador. O passe que estava muito ruim.
Os brasileiros sacavam mal demais. E quando os americanos ou russos sacavam só vinha porrada, daí a dificuldade do passe.
Somente Giba e Dante foram bem. Os outros deixaram a desejar. Não lembro de nenhum outro esporte tão coletivo como o volei (tirando aquelas ginásticas e nados que os movimentos são iguais). Quando metade do time (3 no caso) não vai bem, um abraço. A galera tem que estar muito sincronizada na quadra.
De qualquer forma foi bom acontecer agora. A importância das Olimpíadas é muito maior.
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Acho que agora o ouro tá garantido. Esses caras já são fora de série, mordidos então…
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Fui ao ultimo jogo. Os brasileiros ja entraram em quadra derrotados, cabisbaixos, deviam estar com vergonha. Mas pelo menos em quadra poderiam ter jogado um pouquinho melhor né?
Ja o jogo dos Estados unidos com a Servia foi muito mais emocionante, apesar do mesmo placar em sets.
Entao, apesar de ter pago 120 reais pra ver o Brasil perder, valeu assistir a final.
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Inegavelmente, o volei tem planejamento.
O Ciclo Olimpico é bem definido por conta dele.
E o encerramento deste ciclo, vitorioso ou não, apresentará as mudanças (que Robinson já citou no artigo).
No Caderno de Esportes do Globo de domingo, há uma entrevista com o Bernardinho feita por Sanny Bertoldo. A primeira resposta dá conta disso:
O GLOBO: O que passa pela sua cabeça a duas semanas das Olimpíadas?
BERNARDINHO:É um misto de emoções. Há a ansiedade de fechar bem este ciclo olímpico tão vitorioso, o que para mim, significa ganhar uma medalha. Não necesseraiamente essa demanda ufanista de que só o ouro que vale. Por outro lado, sinto um pouco de nostalgia de um período que vai acabar. Ainda que eu fique ou não, o grupo não será o mesmo, alguns sairão. A final olímpica é dia 24 de agosto, e dia 25 é meu aniversário (49 anos). Será uma data especial.
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Outra resposta interessante é sobre a situação do basquete.
Mas essa vira post depois.
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Vôlei masculino é um saco…
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6 de cada lado. Eu tb tenho restrições.
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