Home   Open-Bar   Bolão   Links Externos   Contato  

Archive for julho, 2008

Hoje é guerra!

julho 31st, 2008 | 42 Comments | Filed in Campeonato Brasileiro 2008, Futebol, Vasco

Vocês precisam se esforçar mais. Eu já joguei em times tão medíocres quanto o Vasco de agora e consegui ser campeão“, disse o presidente, tentando estimular os atletas do elenco cruzmaltino.

O tiro, entretanto, saiu pela culatra. Os jogadores não gostaram nem um pouco de ouvir o dirigente classificar o time como medíocre. Um dos principais membros do elenco, que preferiu não se identificar, deu a seguinte declaração:

Como ele pode falar isso para um time? Além disso, como ele pode nos chamar de medíocres se ele sequer paga o nosso salário“, afirmou.

Fonte: Jornal dos Sports

Vamos ver como o Vasco se comporta hoje… Roberto; Victor, Eduardo Luiz e Jorge Luiz; Wagner Diniz, Souza, Leandro Bonfim, Morais e Mádson; Leandro Amaral e Edmundo. Reservas: Rafael, Edu, Luizão, Byro, Vinícius, Alex Teixeira e Kardec. O time volta ao 3-5-2.

P.S.: Fonte, UOL: Um dia depois de ser alvo dos protestos da torcida do Vasco em São Januário, o apoiador Morais resolveu não enfrentar o Atlético-MG, nesta quinta-feira, às 20h30, no Rio de Janeiro, e fugiu da concentração cruzmaltina ainda na noite da última quarta-feira. O jogador teria se justificado dizendo que não tem condições psicológicas de entrar em campo por causa de toda a pressão que vem recebendo ultimamente.

Quem eu vou crucificar?

julho 30th, 2008 | 21 Comments | Filed in Campeonato Brasileiro 2008, Fluminense, Futebol, Vídeo

O jogo vinha legal. Gols bonitos de Conca para o Flu e Jonas para a Lusa.

Mas algo chamava a atenção, que era como Tartá, meia-atacante do Fluminense, jogava aplicado na marcação.

Este Fluminense contando com apenas um atacante de ofício e de fato, Washington. Um meio-de-campo com três volantes, Arouca, Romeu e Fabinho (se é que podemos dizer que Fabinho é alguma coisa), além do Conca que naturalmente é pegador para marcar.

Para que diabos Tartá tinha de em diversas oportunidades ficar quase na linha de fundo de defesa do Tricolor ajudando o time?

Parecia um Toró sem malícia. E como não nasceu para isso, Tartá mostrando vontade tomou o primeiro amarelo. Não se inibiu, e continuou jogando da mesma forma, tendo de atacar e ajudando o time lá atrás. E em outro lance em que nem falta fez, o juíz resolveu que ia ser educador do Tartá. E foi avisar que o 11 Tricolor seria expulso.

E mais tarde Tartá fez outra falta lá quase na linha de fundo de defesa. Estava óbvio para qualquer um que o juíz ia expulsar o Tartá. Não que merecesse, suas faltas não eram violentas nem mesmo daquelas para matar as jogadas. Eram mesmo de afobação de quem não sabe marcar.

Só que o juíz estava doido para expulsá-lo e nada do Renato fazer alguma coisa. Que fosse substituir Tartá, ou fazer o óbvio e simples: colocar o desgraçado para jogar lá na frente que é o lugar dele.

Em uma falta boba no meio-de-campo, lá foi o juíz saciar a sua ânsia de disciplinador, 2º amarelo para Tartá. Faltinha besta e expulsão.

Expulsão que foi para a conta do Renato. Era muito óbvio que o Tartá seria expulso.

****

O Fluminense até que voltou bem no 2º tempo. Mas aí o filho de uma égua, desgraçado, ladrão do juíz expulsou Washington porque um jogador da Portuguesa deu uma cabeçada no braço dele. Jogar o 2º tempo com 2 a menos é sacanagem.

Serviu para ver que dessa vez, o Fluminense perdeu 3 pontos mesmo, porque o time da Portuguesa com toda essa vantagem jogou muito mal. Só o Jonas se salvando com dois gols bonitos.

Mas a raiva em cima do juíz por mim livrava a cara do Renato, acontece que o Pachecão jogou tudo para o alto na entrevista ao PFC na saída de campo.

Perguntado se a situação de poder acabar a rodada na lanterna, não é que ele me vem com algo do tipo:

Isso já era esperado. Estou esperando os reforços.

Ora bolas. Com reforço é mole. Não precisa de técnico.

E como assim era esperado?

Um erro que é esperado não é acidente. Um erro que pode ser previsto e que tem conseqüências danosas acontece denota enorme incopetência.

Além do que, tem ali no elenco alguns jogadores que eram titulares do time e jogadores de confiança do Renato:

Fernando Henrique, Luis Alberto, Roger, Junior Cesar, Fabinho, Ygor, Mauricio, Conca, Washington e Dodô.

Sem contar Somália e Tartá, que nem vou colocar na contagem dos jogadores de confiança do Renato, mas que vem entrando bem no time.

Que não seja um time para ser o campeão, é para ser o lanterna?

****

Consegui ficar com mais raiva do Renato que do juíz. Talvez porque a declaração do Renato me fez voltar a consciência que a situação do Tricolor não é relacionada com erros de arbitragem.

Vai brincando Renato, vai brincando…

Rodada quente (e não é a de Doha)

julho 30th, 2008 | 16 Comments | Filed in Futebol
Boa tradutora

Boa tradutora

Essa rodada do meio de semana será fundamental (como a maioria delas) para os times cariocas (e não cariocas também).

Não vejo as notícias do Flamengo com muita animação. O Clube contrata vários “inhos” que são excelentes jogadores da segunda divisão, série B ou módulo amarelo. Nada contra os nomes dos caras, mas esses terão que mostrar muito serviço para jogarem no time. As inéditas vaias para Obina no último jogo do time mostrou que a paciência acabou.

E para completar, o Flamengo é o carioca que tem a tarefa mais complicada hoje. O jogo no Palestra contra o time do Luxa é o jogo da rodada. O Porco ganhou todas lá nesse campeonato, apenas empatando uma partida. É o melhor desempenho em casa.

O Vasco amanheceu com os muros de São Januário pichados. Os alvos foram Eurico, Lopes e… Roberto (!?!?!?!). Ou seja, contra todo mundo. Parece que até os torcedores estão meio perdidos. Ainda não sabem quem apoiar ou não, o quê é situação ou oposição… Os torcedores ainda saem na porrada pelas divergências de opinião. Mas a maioria é a favor do Roberto, que terá muito trabalho para colocar a Nau vascaína no rumo certo.

De qualquer forma o Vasco joga amanhã em casa contra o fraco time do Galo. É a chance de um início de uma recuperação.

O Fluminense está acertando com Everton Santos (???). Branco está na Europa tentando trazer um monte de jogador de nível mais baixo dos que o Flu pode perder com a tal janela. Sem ter muito o quê fazer, Renato agora se diz um “novo técnico”. Acho melhor parar de brincar. O jogo contra a Lusa hoje no Canindé é vital.

Pelos últimos resultados podemos considerar o Botafogo como o carioca em melhor momento no campeonato. Parece que a chegada do Ney Franco deu uma cadenciada ao time, mas ainda é preciso uma regularidade nas próximas partidas. O Botafogo contratou bem dentro do possível. Carlos Alberto e Gil são bons jogadores. Não entendi porque Lúcio Flávio ficou no banco no último jogo. Considero a vitória sobre o Goiás em casa quase uma obrigação para o time crescer.

Como o Grêmio joga contra o Coritiba no Couto Pereira, a rodada pode ser excelente para o Cruzeiro, que pega o Náutico em BH, e pode sair líder dessa 16ª rodada. São Paulo também vem crescendo na competição e pega o fraco Figueira.

Bem mesmo está o Joel Santana. Alheio à tudo isso, foi para a África enganar uns trouxas, ganhar em 30 meses o quê não ganhou em 30 anos e agora tem a companhia da filha do Tita, que trabalha como tradutora para o narigudo cachaceiro rico.

Hehehe...

Hehehe...

Ainda tem Pequim pela frente

julho 28th, 2008 | 6 Comments | Filed in Futebol
Poltavskiy encara Gustavo e Giba pela medalha de bronze

Poltavskiy encara Gustavo e Giba pela medalha de bronze

As finais da Liga Mundial de Vôlei masculino foram doloridas para a equipe brasileira. Jogando em casa, com o apoio incondicional da torcida e uma imensa vontade de vencer, o Brasil ficou de fora do pódio após dez anos na competição, na qual tentava o octacampeonato.

Na imprensa falou-se em vexame, trauma, ferida. Na fase final, o time de Bernardinho perdeu apenas duas partidas. Seguidas. O que não acontecia há muito tempo. Para os Estados Unidos, campeões com todo o mérito, na semifinal, e para a Rússia, na disputa do bronze, quebrando um tabu de seis anos. O Brasil foi derrotado anteriormente, na fase intercontinental, pela França e pela Sérvia. Esta última, pela primeira vez em oito anos.

A “pior campanha da era Bernardinho” desde 2001, quando o técnico assumiu, foi esse quarto lugar.

A conseqüência desse “desastre” doméstico é a pressão. Principalmente sobre os levantadores, Marcelinho e Bruno, já que durante a gestão do rebelde Ricardinho, o Brasil não falhou uma única vez em ir ao pódio.

A verdade é que ninguém é obrigado a vencer sempre. Manter-se no topo é muito difícil, uma vez que os adversários cada vez mais se preparam para enfrentar àqueles que estão em voga, e o Brasil já está nesta posição por longos anos. No entanto, é um sinal de alerta, uma necessidade crescente de renovação, que tende a acontecer após o corte de Nalbert após a fase de grupos da Liga e da já anunciada saída de Gustavo, ao fim do ciclo olímpico. É possível que outros sigam a decisão.

Os novos jogadores dos rivais já se lapidam observando e se espelhando no time brasileiro, e nossos jogadores e estratégias são exaustivamente analisados por eles. Como por exemplo dois garotões de vinte anos, o russo Mikhaylov, dono de um assustador poder de ataque, e o sérvio Podrascanin, o melhor bloqueador da competição, um dos destaques de seu time na final contra os americanos. O Brasil não pode deixar barato, e formar novos talentos fará parte do processo.

Como toda transição, vai dar trabalho. Porém, Bernardinho já dispõe de boas peças da nova geração para remontar o time, como Samuel, Sidão, Éder e seu próprio filho Bruno, que mesclados com alguns experientes que ainda têm lenha para queimar, como o capitão Giba, André Nascimento e Dante, poderão manter o Brasil no nível das demais seleções de ponta, e quem sabe, vir a emplacar uma nova hegemonia.

Mesmo com esses tropeços, os brasileiros chegarão a Pequim como uma das equipes favoritas, sem a menor dúvida. Valerá muito a pena torcer. A estatística é surreal (não encontrei os números, mas gira em torno de 85% de vitórias sob o comando de Bernardinho) e não será a menor surpresa para ninguém que cheguem ao segundo ouro olímpico consecutivo. Mas em caso de derrota desta bela geração, que não seja taxada de fracasso. Perder faz parte do esporte, e esse time já venceu o suficiente para ser considerado um dos melhores de toda a história do esporte.

No voleibol, ou fora dele, a vida tem sempre que continuar.

OFF-TOPIC BLÁBLÁ: CHICO DESAPARECIDO EM NITERÓI

julho 24th, 2008 | 14 Comments | Filed in Futebol

O nosso amigo (e meu irmão de coração) Chico, FRANCISCO DAS CHAGAS DE SOUSA JUNIOR está desaparecido desde a madrugada de sábado para domingo, após fazer um show com a banda Brasília no Tio Sam, em Camboinhas. Ele foi visto pela última vez pelas câmeras de segurança do hotel, saindo de carro sozinho, no seu Uno 2008 4 portas preto placa KMW 1064.

Existe uma suspeita de que ele tenha ido de lá para o Candongueiro, portanto, por favor…

SE ALGUÉM ESTEVE NO CANDONGUEIRO NESSE SÁBADO, FAÇA UM ESFORÇO PARA SE LEMBRAR SE O VIU NO LOCAL, E SE ELE ESTAVA COM OUTRA PESSOA. DIVULGUEM O SITE www.vejaniteroi.com.br ENTRE PESSOAS QU COSTUMAM FREQÜENTAR O CANDONGA E POSSAM TER ESTADO LÁ NESSE FIM DE SEMANA.

Infelizmente, a polícia que nos atendeu muito bem, não tem efetivo ou recursos para ajudar com mais efetividade, e a “investigação” está sendo realizada pela família e por amigos mais próximos.

Faremos panfletagens e estamos tentando divulgar ao máximo pela internet e outros meios de comunicação, Quem tiver algum contato com a imprensa, seja jornal, TV ou rádio, por favor, ajude-nos a correr a notícia.

Para a tristeza de todos que o conhecem, isso não é um HOAX.

Peço a ajuda de todos.

www.vejaniteroi.com.br

Além de contatos pela área de comentários ou Contatos no Blá blá Gol, há também área de Contato e telefone do VejaNiterói.com.br:

3602-9561

Por mais boba que pareça, qualquer informação pode ser relevante.

Bolão do Gustavo Nery

julho 24th, 2008 | 7 Comments | Filed in Futebol
Gustavo Nery no Grêmio, ops..., Inter

Gustavo Nery no Grêmio, ops..., Inter

Não é possível que um cara desses consiga emprego em time de 1ª Divisão.

Esse é o pior de todos. Os outros chinelinhos clássicos, ao menos enganam e dão esperança.

Esta aí nem isso.

Não consigo não pensar que muita gente leva grana em cima desse sujeito.

A torcida que terá de aturar ele agora é a do Grêmio Inter.

n
Quanto tempo o Grêmio, ops..., Inter leva para mandar Gustavo Nery embora?
View Results

Fla vai perdendo a força

julho 22nd, 2008 | 78 Comments | Filed in Campeonato Brasileiro 2008, Flamengo, Futebol
Impedimento mal marcado

Impedimento mal marcado

O Flamengo perdeu mais uma por 1×0, a segunda derrota seguida no brasileirão. A diferença para a última derrota foi o fato dessa ser em casa, no Maracanã.

O impedimento mal marcado, prejudicando mais uma vez o Flamengo nesse campeonato, não pode ser usado como desculpa. O Vitória fez o seu gol aos 9 minutos do 2º tempo e o Flamengo nem empatar conseguiu. Jogou mal demais. Obina, na entrada da pequena área, chutou e a bola acabou na lateral.

O time da Gávea vai mostrando que não tem todo esse potencial mostrado no início da temporada e do campeonato em questão. Não pode ser considerado forte para um brasileirão longo desse um time que não tem um meia armador original. Na falta de, Caio Jr. coloca o Erik na maior fogueira, podendo queimar a maior revelação na Gávea depois do Renato Augusto.

Já disse aqui, um time para ser campeão, não pode se dar ao luxo de perder pontos assim tão conformado. Com todo respeito ao Coritiba e ao Vitória, o Flamengo jogou 6 pontos na lata de lixo. O Flamengo tinha a obrigação de ganhar desses pois almeja o título. Essa “gordura” era para ser queimada (ou não) contra Cruzeiro, Palmeiras… (os jogos contra São Paulo, Inter e Grêmio já ocorreram nesse turno). O tricolor paulista já ganhou 3 seguidas e está apenas a 3 pontos do líder.

Lucidez do técnico Caio Jr

Lucidez do técnico Caio Jr

Não gosto muito de falar de técnico. Quando falo, geralmente é para malhar o cara. Mas tenho que dizer que o Caio Jr. foi uma grata surpresa, apesar de não concordar 100% com suas opiniões. O cara parece sério e colocou os melhores para jogar e em suas posições originais, aquelas nas quais o jogador rende mais. Já percebeu que o time precisa de um meia. Só falta perceber que o ataque é fraco ainda.

Ele, Muricy Ramalho, os leitores do Globo on line e muita gente que eu conversei acha que a queda de rendimento do time do Flamengo deve-se à perda do Renato Augusto e Marcinho para a tal janela. Sinceramente, isso é desculpa. Não questiono a qualidade desses dois, mas eles não eram tão fundamentais assim para o Flamengo como é o Bruno, Leo Moura e Juan. O clube ainda conta com esses mais Fábio Luciano, Kléberson e Ibson. E a dupla de ataque titular hoje deveria ser Tardelli e Maxi.

De qualquer forma já estão querendo achar muitas explicações quando o time ainda é líder do campeonato. Ainda não os avisaram que é assim mesmo? Nenhum time vai manter sempre o mesmo (bom) padrão de jogo. Altos e baixos vão rolar. É preciso ter mais altos que baixos. A parada é colocar a cabeça no lugar, partir pra cima da Lusa e trazer os 3 pontos.

A primeira vez a gente nunca esquece

julho 21st, 2008 | 5 Comments | Filed in Fórmula-1

Mais um marco ao clã Piquet na Alemanha

Timo Glock se esborrachou no muro

Hospitalizado, Timo Glock deve ter recebido flores, bombons, cartões estimando melhoras e quem sabe, algumas grid babes vestidas de enfermeiras. Tudo presente de Nelsinho Piquet. Na mesma pista onde o pai estreou na Fórmula 1, o filho subiu ao pódio pela primeira vez. Largando de uma desanimadora décima-sétima posição, ele entrava no box para seu único reabastecimento no exato instante em que o alemão bateu violentamente a traseira de seu Toyota no muro, com a suspensão rompida. Guiou algumas voltas na liderança, manteve um bom ritmo e seu segundo lugar lavou a alma da Renault. Os franceses tiveram o melhor resultado no ano e entraram definitivamente na briga com Toyota e Red Bull para ser a quarta força da temporada. Fernando Alonso, que foi péssimo e chegou em décimo-primeiro, se roeu.

Piquet, o Pai, estreiou na Alemanha

E o maior mérito dele ainda veio após a corrida. Como sempre, a imprensa correu em cima, esperando um desabafo, um cala-boca aos críticos. Ao não rebater ninguém, tampouco prometer resultados sabidamente difíceis pela limitação do seu equipamento, ele mostra maturidade e se foca no que ele realmente precisa fazer para melhorar como piloto. Nada de papo furado para vender jornal. Palmas para ele.

Rala, Ferrari

Mesmo tendo demonstrado superioridade nos últimos testes, a Ferrari levou um baile da McLaren, na casa da Mercedes. Felipe Massa perdeu a pole no sábado e em nenhum momento teve possibilidade de disputar a vitória. Terminou a corrida no terceiro lugar sendo pressionado pela BMW de Nick Heidfeld. Este, mais uma vez superou Robert Kubica, que foi apenas o sétimo, apagado como Kimi Räikkönen. O homem de gelo já vinha mal e ainda teve que esperar na fila para fazer a segunda parada, quando os dois carros da Ferrari foram aos boxes na mesma volta durante a bandeira amarela. Fez uma boa progressão no último trecho, mas nada que o levasse além do quinto posto. Novamente, está atrás do parceiro na classificação, e cada vez mais se fala em sua aposentadoria ao fim de 2009.

Os engenheiros da equipe italiana, depois desse revés, parece ter ficado sem rumo. A próxima corrida em Budapeste favorece tradicionalmente aos rivais prateados, e se não quiserem que seus pilotos fiquem para trás na tabela, terão que tirar um coelhão vermelho da cartola. Os erros abundantes ao longo do ano começam a mandar a conta para Maranello.

CoultHARD de engolir

O David Coulthard é mesmo uma máquina de tirar os outros da pista. A vítima da vez foi Rubens Barrichello. O brasileiro nem reclamou. Disse que Coulthard provavelmente não o viu. Levando em consideração o que a Honda não andou no fim de semana, foi até um favor do escocês “Mr. Magoo”.

Se ele não fosse muito gente fina, teria feito muitos inimigos no seu ano de despedida. Mas não são poucos os que gostariam da antecipação de sua aposentadoria, marcada somente para o fim do ano.

Vettel, o funcionário do ano

O imberbe alemãozinho chegou em oitavo, marcando mais um pontinho. E teve confirmado o power-up para a próxima temporada. De Toro Rosso, ele passará a Red Bull.

Faltou falar de alguém?

Lewis Hamilton, o Soberbo

Claro!!! Do vencedor!!!! O soberbo!!! Lewis Hamilton simplesmente detonou a todos. Fez a pole, disparou na dianteira, e quando tudo indicava que a corrida seria chata, a McLaren resolveu dar emoção. Falharam grosseiramente ao não chamar o inglês para o reabastecimento durante a bandeira amarela. Mas tudo bem, porque voltando de sua segunda parada em quinto, ele superou um a um dos seus adversários. Massa ainda tentou resistir. Os outros, prudentemente, o deixaram ir embora. Numa temporada marcada por erros de parte a parte, Lewis fez a diferença quando o próprio time jogou contra. Ele se isolou na liderança do campeonato, com quatro pontos de vantagem para Massa. Crescendo no momento certo, pode ficar difícil batê-lo, num ano em que o desempenho de todos os postulantes ao título foi igual a uma gangorra.

Voltas finais

· O salto de qualidade da McLaren surpreendeu a todos. O fato é que a equipe desenvolveu um sistema que, através de um segundo par de borboletas atrás do volante, controla o torque do motor. Na prática, é como um controle de tração, só que manual. Depois de revelado o segredo industrial, logo os concorrentes terão o mesmo dispositivo. Mas enquanto não conseguem copiar, testar e usar nas corridas, a vantagem é toda de quem inventou.

· De um jeito ou de outro, estamos assistindo a um show de imprevisibilidade. Decisões de equipe equivocadas, barbeiragens dos pilotos de ponta, chuvas, batidas e Safety Cars estão dando ao povo o que o povo gosta: corridas disputadas, com direito à surpresas no final e equilíbrio na tabela de classificação. A tendência é que o campeão só seja conhecido aqui no Brasil. É o melhor campeonato dos últimos tempos.

O Santander ganhou o direito do jabá

· Começa a temporada de boatos sobre quem vai para onde em 2009. Vettel está garantido. Em menos de 24 horas, Button e Barrichello foram confirmados e desconfirmados. Nelsinho, outrora carta fora do baralho, depois que soube aproveitar a sorte e ir ao pódio, pode ter alguma chance, senão na Renault, em algum outro lugar. Especula-se de Alonso na Ferrari em 2010. Mas dependendo do destino do bicampeão para 2009 é que as outras peças irão se mover. Todos o querem, poucos são os que oferecem condições para tê-lo. Urubuzando, ainda estão os desempregados da Aguri, Anthony Davidson e Takuma Sato, aguardando um vacilo de alguém para voltarem às pistas.

· A próxima, na Hungria, dia 3 de agosto.

Perdido no Espaço

julho 21st, 2008 | 13 Comments | Filed in Campeonato Brasileiro 2008, Vasco

Lopes

Nunca achei o Lopes um grande técnico, mas sempre reconheci as suas virtudes. Ele sempre soube acertar o sistema defensivo de suas equipes, sempre revela novos valores com competência, administra o grupo razoavelmente e, no caso específico do Vasco, se identifica bastante com o clube.

Porém, nesta que deve ser sua última passagem pelo clube, o “delegado” se perdeu. Não conseguiu dar jeito na terrível defesa vascaína. Não consegue extrair o máximo dos novos valores, alguns “descobertos” por ele mesmo, como o excelente Pablo.

O grupo parece estar rachado, não há sinal de cooperação dentro de campo. Leandro Amaral que largou o Vasco no meio do seu contrato, e lá está obrigado pela justiça, é capitão do time na ausência do Edmundo que, por sua vez, não cansa nunca, não cansa nunca de dizer que o grupo do qual faz parte é fraco, e que não agüenta mais jogar futebol.

O Lopes não consegue mais acertar nem a escalação do time, mais perdido do que Léo em Ouro Preto (ou cego em tiroteio, pra quem não conhece), lança titulares instantâneos e os tira antes do fim do 1º tempo. Parece um treinador inseguro, ou inexperiente.

Não vê que o Pablo tem que jogar na cabeça-de-área, que o Madson não pode jogar no Vasco, que o Edmundo não pode ser o cobrador de faltas do time, que o Luizão é o pior dos fracos zagueiros vascaínos, que este time não pode jogar com três atacantes, e que o único atacante titular absoluto, hoje, é o Jean.

Não vê que esse tal de Tiago é um frangueiro, ou está em má-fase, sei lá. Se ele realmente merece ser titular do Vasco, os seus reservas deveriam ser mandados embora.

A diretoria reluta em demiti-lo, dizem que por conta de uma alta multa rescisória. Porém, acho que se trata de uma questão irreversível, esse prejuízo é certo, adiá-lo só vai propiciar mais desperdício de tempo.

Em tempo, o Abubakar pareceu um bom jogador, com ritmo de jogo pode ser bastante útil. Ontem eu não o substituiria, sacaria o péssimo Leandro Amaral. Mas no Vasco, o time tem donos, insubstituíveis, Edmundo, Leandro Amaral e Tiago.

Obs:

A diretoria continua a reclamar da herança que recebeu, ora, apure os motivos disso, responsabilize e cobre os culpados.

Acredito que em médio prazo a situação financeira vai melhorar sensivelmente, acho acertada a opção de cumprir os contratos assinados, dá um bom recado ao mercado.

Acertado também o enxugamento da folha salarial vascaína, restam ainda vários jogadores que não farão a menor falta ao elenco.

O objetivo primordial da diretoria deveria ser garantir a renovação do Pablo e do Phillipe Coutinho, sem perder porcentagens dos seus principais ativos.


Quando a seleção não é o que interessa

julho 19th, 2008 | 7 Comments | Filed in Basquete

Depois que o Victor jogou a bola laranja para o alto, aproveito para expressar o meu “eu acho”.

O time que o Brasil pôde mandar ao Pré-Olímpico Mundial é limitado tecnicamente. E a limitação pára por aí. Os caras deram tudo o que tinham para dar, mas o fato é que esses jogadores não tinham condição de encarar equipes como Grécia e Alemanha. Não se pode acusar nenhum deles de desinteresse. Pode-se sim acusar os que não foram.

A filosofia do técnico do Brasil, o espanhol Moncho Monsalve, que declarou logo de cara que se a equipe se classificasse para os Jogos Olímpicos, os convocados seriam esses, e não os outros, motivou o time a fazer todo o possível. Eles o fizeram com muita honra.

É lamentável que jogadores como Leandrinho, Nenê, Anderson Varejão, Valtinho Paulão e Guilherme Giovanonni tenham interesses particulares mais importantes do que uma participação olímpica, representando o Brasil. O fato é ainda mais contrastante quando se vê a humildade de verdadeiros astros do esporte, como Oscar e Hortência, expoentes não apenas do basquete, mas de todo o desporto nacional, em comparação com a onipotência desses atletas. Vale lembrar que o homem que ganhou o jogo para a Alemanha contra o Brasil, Dirk Nowitzki, é o principal jogador de seu time na NBA e estava lá defendendo sua seleção.

Nenhum deles, Leandrinho, Nenê, Anderson Varejão, Valtinho Paulão e Guilherme Giovannonni, é o jogador principal de seus clubes. Mesmo assim, quem eles pensam que são?

Para ilustrar: Hortência derrotou a sempre fortíssima seleção cubana, em pleno quintal de Fidel, no Panamericano de Havana. Oscar, só para se ter uma idéia, após a derrota para O Dream Team americano (aquele, que tinha Jordan, Johnson, Barkley, Bird, Malone, Pippen, Ewin, Stockton, Robinson… não eu!!!) foi efusivamente cumprimentado pelos astros da NBA, e vários tiraram fotos com o brasileiro. O que fizeram Leandrinho, Nenê, Anderson Varejão, Valtinho, Paulão e Guilherme Giovannoni? Absolutamente nada.

Se o problema é a federação, que sejam homens e usem a força para mudar o quadro, antes que o Grego consiga uma nova reeleição. Ou que declarem que não têm interesse de jogar pela seleção, colocando um ponto final, o que também seria direito deles. Mas pedir dispensa, dando desculpas esfarrapadas, enquanto o Brasil fica de fora da terceira Olimpíada consecutiva, merece uma reflexão.

A situação serve de alerta também para o futebol. Ex-jogadores como Zico e Nilton Santos, lembram que em outros tempos, o jogador só não servia à seleção se estivesse sem uma perna. Hoje, as primadonas pedem dispensa porque estão cansadinhos. Até aí estaria tudo bem. Entretanto, quando chega a Copa do Mundo, eles batem no peito, se dizem “melhores do mundo” e querem seu lugar cativo, do 1 ao 11. O futebol brasileiro já viu esse filme na Copa da Alemanha.

Se o jogador tem dentro dele o espírito da seleção, que coloque uma cláusula no contrato expressando sua vontade de servi-la. Duvido que o Milan deixasse o Kaká de bandeja para Chelsea ou Real Madrid se ele impusesse tal ponto. Porém, isso deve partir dele, pois da parte do clube, óbvio que nunca será.

Se a seleção é apenas uma ambição pessoal, o melhor a se fazer é deixar a estrelinha de fora. Quando o discurso vaidoso do EU se sobrepõe ao do coletivo, melhor reconsiderar tudo. Por esse motivo o Ricardinho não joga mais na seleção brasileira de vôlei. Na manutenção dessa mentalidade coletivista está um dos grandes méritos do Bernardinho, e talvez por isso sua equipe seja tão hegemônica no esporte.

Michael Jordan já disse que a diferença entre o craque do time e o último reserva é o salário. Todo o resto, treino, concentração, dedicação, empenho, é igual para todos, sendo que o craque ainda tem maior responsabilidade. Mas para os garotos, que saíram do nada, e hoje moram nos Estados Unidos e na Europa, têm carros sensacionais, quantas mulheres e pares de tênis quiserem, pode ser o suficiente. Então, que o basquete brasileiro aprenda a viver sem Leandrinho, Nenê, Anderson Varejão, Valtinho, Paulão e Guilherme Giovanoni. Eles não fazem falta mesmo.

Basquete