Marcio Braga, presidente do Flamengo enviou ofício ao presidente da FERJ ressaltando que o Flamengo não deve arcar pelas responsabilidades de mandante prevista no regulamento do Campeonato.
Rio de Janeiro, 29 de janeiro de 2008
FERJ
Att.: Sr. Rubens Lopes - Presidente
Ilmo. Senhor,
O Clube de Regatas do Flamengo não tem condições de administrar a operação logística da partida prevista para o próximo sábado contra o América F.C., em razão da alteração do local de jogo pela FERJ.
Em regra, cabe ao mandante a responsabilidade pela organização do jogo.
Excepcionalmente, o Conselho Arbitral do Campeonato Carioca 2008 convencionou que Flamengo, Fluminense, Botafogo e Vasco responsabilizar-se-iam pela operação dos jogos contra os demais times, mesmo quando não tivessem o mando de campo, pois estes jogos aconteceriam em seus estádios, no caso do Flamengo, o Maracanã.
Deste modo, como a FERJ determinou a realização do jogo no Estádio Olímpico João Havelange e o mando de campo é do América F.C., o Clube de Regatas do Flamengo não tem condições de assumir tais responsabilidades e solicita as devidas providências.
Art. 9º - Os jogos do primeiro e segundo turno serão disputados nos estádios indicados, quando da aprovação da tabela, e as semifinais e finais, bem como os chamados “Clássicos”, serão jogados no Estádio Mário Filho.
§ 1º - Terão o mando de campo das partidas as associações colocadas à esquerda da tabela, com exceção dos Clássicos, semifinais e finais, que não terão mandante.
§ 2º - “Clássicos” são as partidas realizadas entre as associações: Botafogo FR, CR Flamengo, Fluminense FC e CR Vasco da Gama.
§ 3º - As datas, horários e locais constantes da tabela só poderão sofrer alteração:
I - Por determinação do Departamento Técnico da FERJ;
§ 4º - Em nenhuma hipótese será permitida a inversão de mando de campo.
§ 5º - Os jogos das competições serão realizados nos estádios indicados pelas associações e aprovados pela Comissão de Vistorias e pelo Departamento Técnico da FERJ, observado o disposto no parágrafo 8º deste artigo;
§ 6º - Os estádios utilizados pelas associações durante o campeonato deverão atender às exigências técnicas e de segurança, conforme determina a Lei 10.671 – Estatuto do Torcedor.
§ 7º - A FERJ poderá antecipar ou adiar qualquer jogo constante da tabela, bem como alterar horários, para compatibilizar ou adequar à programação relativa ao contrato da televisão, desde que solicitado, expressamente, pela empresa detentora dos direitos televisivos ou, ainda, em casos fortuitos ou de força maior.
Mas seu estádio está liberado para ser usado na Copa do Brasil, oferecendo condições inclusive para ser utilizado em uma semi-final ou final, mesmo contra grandes do Rio de Janeiro. Já que o regulamento da Copa do Brasil (link leva a arquivo em PDF) exige capacidade mínima de 15.000 torcedores sentados e segundo site oficial do Volta Redonda, o Raulino de Oliveira possui 21.000 assentos.
E esses lugares que são mostrados nas fotos acima, e que são mostradas com mais outras do estádio no site do Volta Redonda, é que os moradores de Volta Redonda torcedores do Voltaço ou dos grandes times do Rio de Janeiro, que disputam o campeonato estadual estão privados de ver os jogos de maior apelo deste campeonato, e que só utilizarão caso o Volta Redonda vá seguindo adiante na Copa do Brasil.
Seria de fato bem curioso Vasco ou Botafogo disputando jogos em Volta Redonda pela Copa do Brasil.
Conselheiro Galvão do Madureira não passou segundo a Vigilância Sanitária e não poderá ser usado na 1ª fase da Copa do Brasil.
No primeiro jogo à vera em 2008 de um time brasileiro deu Cruzeiro.
O Campeonato Mineiro começou neste fim de semana. Em sua segunda partida da temporada o Cruzeiro encarou um mata-mata de vital importância. E sem fugir ao figurino de um time inevitavelmene desentrosado, o jogo começou morno.
Lá para o fim do 1º tempo, Wagner na sua intermediária meteu um drible que levantou o Mineirão e me fez prestar atenção maior à TV. Deu prosseguimento ao lance puxando o contra-ataque até Guilherme que deixou para o volante Ramires marcar o gol do Cruzeiro. Foi a 1ª explosão para valer de uma torcida de massa no Brasil em 2008.
Mas a Massa Azul não terminou o 1º tempo com a sensação de que poderia ter sido de mais. O Cruzeiro não teve volume de jogo.
Veio o 2º tempo, e aí sim, o Cruzeiro tinha mais volume debaixo da chuva.
Quando Adilson Batista colocou Kerlon em campo no lugar de Guilherme, por coincidência Marcelo Moreno acertou o pé e ampliou para 2×0.
E lá foi o Cruzeiro, jogando melhor, 2×0, sem Guilherme e com Kerlon.
Chegou a fazer o 3º com Ramires de novo, mas foi mal anulado (o bandeira até que pegou a nuância da inversão do goleiro com o zagueiro, mas o goleiro dava sim condição para o Ramires)
Eu tenho antipatia gratuita por Kerlon (nada a ver com o lance do Coelho, quando aliás, reprovei o lateral) e ele nada fez para diminuir essa antipatia. No pouco tempo que teve, pareceu peladeiro e catimbeiro. Aí deu azar, e em uma entrada de um paraguaio que, embora tenha sido para impor autoridade sobre o Foquinha não foi para quebrar, lesionou-o e deverá deixá-lo de molho por mais 6 meses. E com Kerlon fora de campo, Charles do Cruzeiro fez um pênalti bobo toda vida ( foi tão bobo que vendo de primeira na TV nem pensei em pênalti, mas o replay não deixa dúvida) e o Cerro diminuiu.
E nesse instante, sem Guilherme, Wagner que já fora substituído e com Marcinho no lugar de Kerlon, o Cruzeiro ficou todo desarrumado. O Cerro não era lá grandes coisas, mas passou até a rondar, desorganizadamente, a área cruzeirense.
Mas então, Ramires chamou a bola e marcou o terceiro gol, do alívio cruzeirense. Um seguro contra a zebra no Paraguai.
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Vendo o jogo, eu já pensava em comentar que gostei do jeitão de Marcelo Moreno jogar. Mas o gol que ele perdeu no último lance me fez desistir da idéia.
Engraçado, no sábado tem Vasco x Botafogo, que possuem seus próprios estádios, no Maracanã. Nenhum dos dois tem acordo com a SUDERJ para pagarem as taxas reduzidas, como Fluminense e Flamengo, mas o regulamento do campeonato obriga que os clássicos ocorram ali.
Como se não bastasse isso, no mesmo sábado, tem América x Flamengo, marcado aonde? No Engenhão. É mole? Detalhe, segundo Bebeto de Freitas, quem quiser jogar lá tem que pagar uma taxa, e até hoje o Botafogo sequer foi consultado sobre o preço, ou se o estádio está disponível. Além disso, a torcida do Flamengo, pelo Orkut, já ameaça depredar o estádio alvi-negro.
Realmente é complicado entender o futebol brasileiro.
PS: Saudoso o tempo em que Flamengo x América era considerado um clássico.
É curiosa a situação de um time na tal “Pré-Libertadores”. Não aconteceu ainda de um time brasileiro ser desclassificado nessa fase, mas, e se acontecer? Vai ficar assistindo os outros times disputarem a fase de grupos e não pode jogar a Copa do Brasil. Em dois jogos, chega no pior dos mundos.
Em suma, o Cruzeiro, 5º colocado no Brasileirão 2007, decide em duas partidas mata-mata contra um time estrangeiro todo seu 1º semestrede 2008.
Classificar-se para a tal “Pré-Libertadores” para os times brasileiros pode ser visto então como um negócio de risco.
Quarta-feira começa a Libertadores para os times brasileiros. Ao menos a “Pré-Libertadores“* (para mim já é Libertadores. Pré para os times daqui são o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil. O Mineirão vai encher como jogo de Libertadores).
Cruzeiro e Cerro Porteño se enfrentam no tradicional horário das partidas importantes de meio de semana, depois da novela.