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Archive for dezembro, 2007

Jogador x Clube

dezembro 14th, 2007 | 6 Comments | Filed in Futebol

Não é segredo para ninguém que a legislação sobre as relações de trabalho no futebol é, no mínimo, deficiente. Não atende aos interesses dos atletas, e muito menos aos interesses do clube. Os únicos que não aparecem na mídia com alguma reclamação, são os empresários.

Atualmente, dois atletas de ponta, com contrato em vigor, se recusam a cumprir seus compromissos. Felipe, do Corinthians, e Leandro Amaral, do Vasco. A questão é que outros clubes fazem propostas bem superiores ao contrato em vigência, mas não se dispõem a pagar a multa rescisória. Os atletas acabam forçando a barra para sair e, de fato, tornando sua situação no clube insustentável.

O que deve acontecer a seguir? A justiça do trabalho libera o atleta pra exercer sua profissão, e o caso vai para FIFA, que estipula um valor indenizatório (nesses casos deveria prevalecer o valor da multa), ou alguma suspensão.

No caso do Leandro Amaral, ele chegou a afirmar que hoje estaria livre pra negociar com outros clubes. O BID da CBF mostra que o vínculo dele com o Vasco vai até o final do ano que vem. Faltou bom senso e profissionalismo ao jogador, que aos 30 anos tem histórico de descumprimentos de contratos, contusões e que pode estar desperdiçando talvez o último grande momento de sua carreira.

Faltou bom senso à diretoria vascaína, que poderia ter conduzido o caso mais politicamente, apesar de até ter concedido um aumento, que nem estava previsto no contrato. Mas não faltou direito. Liberar o Leandro Amaral, de graça, seria dilapidar (mais ainda) o patrimônio do clube.

O caso de Felipe, no Corinthians, é idêntico. O herói, que não salvou nada, atualmente ganha menos que seu reserva. Ele tem todo direito de pleitear um aumento, mas não pode se negar a cumprir o que assinou, a menos que paguem a multa rescisória.

Acho que falta nesses casos específicos uma visão mais “panorâmica” dos atletas, que vivem grandes momentos e estão correndo o risco de se prejudicarem por escolherem o confronto. Seria melhor “baixar a bola”, trabalhar e recuperar prejuízos momentâneos, um pouco mais à frente.

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Bla Bla Quiz

dezembro 14th, 2007 | 7 Comments | Filed in Musas

Descubra quem é a desportista.

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Abre o olho, Botafogo!

dezembro 13th, 2007 | 25 Comments | Filed in Futebol

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O goleiro Gatti, que fez um excelente Carioca 2007 jogando pela Cabofriense, acaba de ser dispensado pelo Cruzeiro. Acredito eu que por ter tido poucas oportunidades pra mostrar serviço, pois no celeste (ao contrário do Botafogo) a concorrência pela meta era acirrada.

Seria muito bom que o Botafogo se coçasse pra contratá-lo e tratasse de incrementar um intensivão a fim de recuperar a forma do arqueiro com vistas ao Carioca 2008. Seria uma solução boa e barata, um investimento que sem dúvida poderia valer muito a pena e que o Bebeto, como bom administrador esportivo que é, sabe que vale a pena.

Ou ainda, como agora a nova moda no Botafogo de Cuca (que queria muito ir pro Parmera e a diretoria alvinegra teve a brilhante idéia de não liberar) é fazer contratações para compor o elenco (sic) - como se o Botafogo tivesse um elenco* - essa sim seria uma bela contratação para composição, visto que hoje não tem goleiro nenhum. Só o Lopes, de quem o Cuca definitivamente não gosta.

O bom goleiro Gatti teria tudo pra ser mais um nome vindo do Cabofriense com boa passagem pelo Botafogo, a exemplo de Joílson e Têti-Marcel-Agostinho.

Corre, Bebeto, que dá tempo. Depois não diga que eu não avisei.

 

*A melhor contratação que o Botafogo poderia fazer para compor o seu elenco seria um técnico de verdade.

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O Santos entrou na onda: 8-2-2

dezembro 13th, 2007 | 26 Comments | Filed in Futebol

O Santos resolveu entrar na Polêmica do Penta.

No que no seu caso, faz muito bem. O departamento de marketing lançou a camisa 8-2-2 comemorando seus 8 títulos nacionais, duas Libertadores e dois Mundiais Interclubes, na esteira da 5-3-3 do São Paulo, ou na do “Primeiro Penta” do Flamengo.

Foi o lado benéfico dessa palhaçada de auto-afirmação de Taça de Bolinha. Pois se algum time merece se auto-afirmar, esse time é o Santos, pois com a oficialização de Campeonatos Brasileiros à partir de 1971, parece que o Santos da era Pelé (aliás, Santos que já era um timaço antes de Pelé, até) é coisa de arqueologia. Parece um passado distante.

A idéia que se faz era a de futebol incipiente ainda. Nada mais errôneo. O Santos brilhou na Era de Ouro do futebol brasileiro, era em que ganhou-se um Bi-Campeonato Mundial.

E o Santos ganhou tudo na época, no Brasil e no exterior. Ganhou de todos os times e esquadrões do Mundo, e por bastante tempo. Equipe respeitadíssima em todo o Planeta. Faz bem o Santos, em ressaltar e colocar na mídia suas conquistas dessa época recente e importante.

 

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E não há momento melhor para o Santos lançar tal camisa comemorativa que a época que vive o Peixe. Há alguns anos atrás, o santista teria de ouvir a ladainha que o Santos vive de passado, que santista é viúva de Pelé. Mas de 2002 para cá, o Peixe se re-afirmou como um dos times de ponta no Brasil, sendo um dos maiores ganhadores de título no País nesse período e disputará títulos importantes em 2008.

Teria todo o direito de fazê-lo caso não estivesse bem, mas é inegável que o Santos escolheu bem a hora de fazê-lo, minimizando a água em seu choppe.

 

Em tempo 1: Falar de penta, só faz sentido no Brasil em se dizer do Santos que ganhou a Taça Brasil em 1961, 62, 63, 64 e 65. Os outros podem até ter 5 títulos (o São Paulo indiscutivelmente tem), mas penta só se aplica (caso se aplique, ó chatos) ao Peixe.

Os outros três títulos que compõem o 8 são a Taça de Prata de 1968 e os Brasileiros de 2002 e 2004, esses dois últimos com Robinho.

As Libertadores e os Mundiais foram conquistadas em 1962 e 1963

 

Em tempo 2: Há uma lista interessante sobre quem poderia ser considerado Campeão Brasileiro ao longo da história no Fantasma do Maracanã. Recomendo a leitura.

 

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Vasco fecha com Alfredo Sampaio

dezembro 13th, 2007 | 2 Comments | Filed in Futebol

Aldredo Sampaio será o braço direito de Romário na comissão técnica do Vasco. Em outras palavras, o Vasco fechou com Alfredo Sampaio como seu treinador.

No fim das contas, foi uma boa atitude da diretoria vascaína. O mercado de treinadores está altamente inflacionado e os times estão soltando a mão em busca dos mais valorizados.

Tendo a meta de disputar o Carioca e tentar a sorte na Copa do Brasil, com perspectivas inclusive de perder os melhores jogadores de seu plantel, não fazia mesmo muito sentido o Vasco ir atrás de um treinador da moda.

Também não precisava deixar o time sem treinador, como estava. Com Alfredo Sampaio, o time tentará a sorte, sem gastar muito, ou mesmo, sem queimar um bom nome, enquanto o time será armado ao longo do 1º semestre pelo que tudo indica.

Não há como negar que dos times grandes do Brasil, o Vasco parece o que está mais atrás em termos de planejamento de 2008. Mas já que resolveu adotar essa estratégia, foi coerente na escolha de um treinador.

De qualquer forma, vale ressaltar que os treinadores que tiveram boas passagens pelo Vasco na era Calçada/Eurico eram cariocas (ou radicados no Rio, caso de Renato Gaúcho).

Alfredo Sampaio cavava há muito essa vaguinha. Presidente do Sindicato dos Treinadores do RJ é bem chegado ao presidente do clube, Eurico Miranda (deve ser curioso como funciona tal sindicato…).

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Mundial de Clubes 2007

dezembro 13th, 2007 | 21 Comments | Filed in Futebol

Neste domingo, às 8:30h da manhã Boca x Milan fazem a final do Mundial. Apesar do tradicional confronto, por muito pouco não houve surpresas.

Os analistas do óbvio, vão dizer que não poderia ser diferente, que os times da Europa e da América do Sul são mais fortes, coisa e tal. Mas se os resultados confirmam a tese, na prática não foi bem assim.

O Boca e o Milan penaram pra conseguirem suas vagas na final, com vitórias magras por 1×0. Só vi o Urawa x Milan, e portanto vou falar desse jogo. O Milan teve 60% de posse de bola, mas na maior parte do tempo sem ameaçar o time japonês. Lá pela metade do segundo tempo, o Urawa chegou a ter boas possibilidades de marcar. Até que o Kaká, cada vez mais melhor do mundo, em grande jogada deixou Seedorf sozinho para marcar. E foi só isso.

Qualquer um dos times poderia ter vencido. Inclusive, o Washington (provável reforço do Fluminense) está em grande fase, e poderia até ter decidido a partida. Esta é a diferença entre um campeonato mundial e um campeonato intercontinental. Por mais que os chamados favoritos ganhem, é preciso que times de todos os continentes disputem. Me arrisco a dizer, inclusive, que não está longe o dia em que teremos boas surpresas no Japão.

 

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Mico Preto

dezembro 13th, 2007 | 7 Comments | Filed in Futebol

mico pretoO Flamengo não renovou com Roger faz tempo. O Corinthians vai tentar se livrar dele de qualquer forma. Alega-se que o salário de Roger é muito alto para a realidade da Série B, quando na verdade, seu salário é muito alto para qualquer realidade.

Sabendo ser Roger um chinelinho clássico, o Flamengo propôs contrato por produtividade, como deveria fazer. E Roger fez o que dele se espera, não aceitou.Coalhada Havaianas

Afinal, querendo ou não, o Corinthians se não conseguir passar o Mico Preto para frente, com ele no time ou não, na Série B ou não, terá de pagar o salário da criança.

E não duvidem que à partir de agora apareçam especulações no mercado com o Corinthians oferecendo o jogador para deus e o mundo, tentando trocar por alguém de certo destaque.

Sabe-se lá porque cargas d’água, esse tipo de jogador sempre encontra lugar em algum clube da 1ª divisão. E alguém que pague caro por isso. Nem que seja um time de menor expressão no cenário nacional como Sport, Goiás ou Figueirense em busca de um prestígio ou mesmo a esperança de contar com um jogador com “algo a mais”.

Em outra situação, acho que Roger iria baixar um pouco a bola, mas com contrato em vigência com o Corinthians, é capaz do chinelinho ficar mantendo a forma pelo Parque São Jorge mesmo.

Será que nem para a Arábia, o Corinthians consegue empurrá-lo?

 

Quem deve ser o insano a ficar com Roger?
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A força da marca Flamengo

dezembro 11th, 2007 | 44 Comments | Filed in Flamengo, Futebol

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É sempre uma mesmice ficar falando do poder e força da marca do Clube de Regatas Flamengo, sua maior torcida, maior patrocínio com a maior empresa do país, a Petrobras, com a maior marca de artigos esportivos do mundo, a Nike… e blablabla…

Mas realmente espanta quando você vive na pele e fica com evidências empíricas do fato.

Minha saga começou em meados de novembro. Querendo comprar a camisa lançada no modelo de 1981 (mundial em Tóquio) fui ao Plaza, principal Shopping de Niterói.

Depois de rodar todas as lojas de artigos esportivos, fui apelar para as lojas de calçados que também vendem camisas de times. O resultado foi o mesmo. Não só não tinha a camisa que eu queria (de R$ 59,00), como não tinha nenhuma camisa do Flamengo, nem de malha, nem de treino, nem a oficial de R$ 170,00. Fiz a procura também no Rio Sul, mas o resultado foi o mesmo.

A capa do Caderno de Esportes do Jornal do Brasil trouxe na semana passada a matéria falando sobre o assunto. Na legenda da foto está escrito: “Torcedores procuram e não encontram camisas oficiais do Flamengo nas principais lojas do Rio. Frustração pela falta do manto é compensada pela alegria de Joel, que já fala em títulos e provoca o Fluminense“.

No Lance!, do dia 06 de dezembro, tinha uma nota dizendo: “A Nike prometeu ao clube que resolverá a falta de camisas nas lojas até janeiro“.

Conversando com a dona de uma loja especializada em artigos esportivos ela me disse: “Recebi um lote de 60 camisas do Zico antes do feriado (2/nov) e acabou tudo em 4 dias. Já pedi outro, e até já paguei, mas ainda não recebi“.

O Flamengo foi recordista de público e renda no campeonato brasileiro 2007. Além disso, a recente liberação da grana da Petrobras (presa a meses pela dívida com o INSS, e liberada após a apresentação da Certidão Negativa de Débito), também encheram ainda mais os cofres do Clube. Não preciso nem falar em ganhos com venda e compra de jogadores, cotas de transmissão dos jogos, e outros mais.

Pegando carona na arrancada do time e no atual sucesso, o Departamento de Marketing do Flamengo lançou um “estudo” provando que o poder da marca Flamengo é maior que qualquer outro Clube brasileiro, inclusive do forte São Paulo, em termos de valor, consumo… Na boa, acredito que a torcida brasileira não precise de nenhum estudo para saber isso. Os dirigentes já começam a perder o foco.

camisafla.jpgIsso tudo só serve para, cada vez mais, perceber que um mínimo de organização e seriedade de seus dirigentes, o Flamengo pode voltar a ser o maior time do Brasil. Irrita saber que um potencial desses não é aproveitado.

promocao1.jpgQuanto à minha saga, consegui comprar a camisa que queria numa loja do Centro do Rio. Acabei perguntando para a vendedora, e só tinha mais 3 daquelas (modelo de 81) e outra de tecido por R$ 149,90. Mas também encontrei outras coisas interessantes na loja.

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Impacto

dezembro 11th, 2007 | 10 Comments | Filed in Sem categoria

O mundo da StockCar brasileira viu uma página muito negra em Interlagos no último fim de semana. Num acidente com cenas dignas do filme “Faces da Morte”, o jovem piloto Rafael Sperafico perdeu sua vida aos 27 anos no encerramento da Stock Light e acendeu a luz vermelha para os organizadores, agora mais preocupados com a segurança oferecida aos pilotos, tanto no carro quanto na pista.

Uma seqüência trágica de de fatos levou ao ocorrido. Infelizmente, a posição vulnerável em que o piloto se encontrou no instante da batida é o maior dos pesadelos em qualquer tipo de carro, seja monoposto, turismo ou nos nossos carros de rua. Num acidente semelhante na Indy, Alessandro Zanardi por muito pouco não foi conhecer Elvis, e ter as duas pernas amputadas foi até bom negócio. Naquele ângulo e na velocidade em que ocorreram os impactos, não há engenharia que consiga proteger o ocupante do veículo.

O ponto da pista em questão é a Curva do Café. Pessoalmente, nunca tinha ouvido falar no termo “a Tamburello de Interlagos”, mas o fato é que o histórico de acidentes nessa curva é extenso. Feita em subida e de pé embaixo, ela não passa de um ligeiro desvio para a esquerda indo desembocar na reta dos boxes. Até a F1 já prendeu a respiração quando em 2003 (aquela corrida da pane-seca da Ferrari do Barrichello) Mark(eting) Webber bateu nesse ponto e espalhou frangalhos de seu Jaguar pelo asfalto. Fernando Alonso, à toda, achou um pneu perdido no caminho e saiu rodando, batendo com muita força em ambos os lados da pista. Deu muita sorte, coisa que o Sperafico não teve. A vilã em ambos os casos foi a mesma: a barreira de pneus. Dita pelos pilotos mais experientes, como Ingo Hoffman e Luciano Burti. Culpabilidade controversa sim, pois em muitos acidentes ela salva a vida dos pilotos. Mas especificamente no Café, ela simplesmente ricocheteia o carro de volta à pista, restando ao piloto apenas torcer para que o pior não aconteça.

Mesmo sabendo que não há estrutura tubular que ofereça segurança contra um petardo de uma tonelada vindo a duzentos quilômetros por hora, a gaiola da Stock merece uma revisão séria. Criado pelo projetista argentino Edgardo Fernandez em 1999 e construído pela empresa de Zeca Giafonne, o chassi utilizado tanto na Stock V8 quanto na Light não sofreu revisão significativa em sua parte de segurança. Além de ser ridículo, desportivamente falando, pela péssima visibilidade ocasionada pela posição do piloto (eles guiam quase como se estivessem sentados no banco de trás). O milagre do Gualter Salles sair praticamente ileso de um acidente na corrida da Argentina no ano passado passou a idéia de que era bastante seguro, mas a forma como os Stocks simplesmente esfarelam nas colisões mais fortes é algo a ser pensado com mais seriedade. E nesse quesito, ainda há muito para a categoria aprender com a Nascar americana.

No final das contas, o bolo da responsabilidade deve ser repartido também com a organização das provas e PRINCIPALMENTE, com os próprios PILOTOS. Há muito tempo a Stock tolera uma quantidade insuportável para quem vê, e irresponsável para quem faz, de toquinhos, totozinhos, fechadinhas e coisas do gênero. Em raríssimas ocasiões um piloto chega ao fim da corrida sem a cor dos adversários na sua carenagem, esta ainda mais raro de escapar inteira. E nesse quesito, há muito o que “desaprender” em relação à Nascar americana. A conseqüência disso é larga. Pilotos que fazem uma corrida irrepreensível, que lá pelas tantas tomam um “chega pra lá” de algum barbeiro (que pode até ser retardatário) e estacionam na brita. Pilotos chorões, que gostam muito de “intimidar” os adversários, mas quando provam o próprio veneno, se sentem injustiçados. Várias entradas de Safety Car. Batidas, batidas, e mais batidas.

Automobilismo é coisa séria e perigosa, e não pode virar brinquedinho de bate-bate de milionários e filhos de empresários. Quem sabe por ter um teto sobre suas cabeças, os pilotos mais irresponsáveis podem pensar que não há mal algum em colocar seu rival para fora da pista. Mas não é bem assim que a banda toca. A segurança de todos eles é muito frágil e se eles não colaboram, é o pescoço deles mesmos que está na berlinda. Tolerância zero ao toquinho. Menos toquinhos, menos batidas, menor risco e maior espetáculo. E menos dor, para Milton, Dilso, Elói, Fabiano, Guilherme, Alexandre e os gêmeos Rodrigo e Ricardo, toda família Sperafico, nas pistas do Brasil e do mundo. Na pista não se pode dar sopa ao azar. Uma vez naquela situação, é muito difícil de sobreviver, e todo piloto deve estar consciente disso.

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E o Bolão chegou ao fim

dezembro 9th, 2007 | 16 Comments | Filed in Futebol

Até hoje, somente a página principal, como não poderia ser diferente, teve mais visitas que a página do Bolão. Sucesso total de público, e por que não dizer, de crítica.

Sucesso de crítica?

Claro. Afinal de contas, o Blá blá Gol lançou uma medida inovadora, que engloba todos os aspectos positivos de todas as vertentes de fórmulas de disputa.

Os detratores dos Pontos Corridos alegam que falta emoção e que não privilegia uma disputa direta. Já os amaldiçoadores do Campeonato com Play-Offs no final insistem na tecla que a justiça não prevalece.

Com seu ineditismo no regulamento, o Blá blá Gol conseguiu juntando emoção e justiça, premiar seu vencedor.

O grande Campeão do I Bolão Blá blá Gol abriu para o Vice-Campeão da competição em pontuação absoluta, 14 pontos, mas correu risco grande de perder o título até a última rodada, chegando um mísero ponto à frente pelo regulamento do Bolão Blá blá Gol.

O prêmio do Bolão não fica no Rio de Janeiro. Vai para o Nordeste. O rubro-negro Antônio Ramalho que com regularidade liderou a maior parte do Bolão mostra que ao contrário da difundida crença popular, flamenguista pode sim entender de futebol.

Não fosse Serginho Valente ser vice de novo (na opinião de Serginho, do 2º ao último é a mesma coisa) em último lugar, a dupla de botafoguenses, Flávio e Gaburah, do Bolão igualariam o feito tricolor das temporadas (coisa de europeu) 1998/1999 e seriam rebaixados direto para a 3ª Divisão do Bolão.

Uchôa chutou o balde no final, talvez já acomodado pela distribuição de taças de isopor e ficou lá embaixo também.

O burocrático saxofonista cavalo paraguaio Lincoln de Castro® não ficou de todo triste, pois afinal, sua ardilosa velha máxima prevaleceu: “Vencer de Victor é um campeonato à parte.

Os dois concorrentes mais identificados com sistemas europeus de premiação disputaram a 5ª posição ferrenhamente, iniciando uma rivalidade medíocre mas eterna. No fim, Robínson derrubou Pablo por 1 ponto de diferença. Certamente Pablo irá se emergir em livros de estatísticas no 1º semestre em 2008, o que permitirá com que ele se qualifique a roubar essa 5ª posição de Robinson no 2º semestre.

Ana Paula contente está por ter ficado no G4 (o Blá blá Gol insiste em saber que porra é essa? Para que chamam no Brasileirão uma faixa de colocações de G4 se até o 5º colocado se classifica para a Libertadores?). Garante ela que se tivesse mais uns três Náuticos no Brasileirão, ela ganhava a parada.

Bender deve ter sido um dos que ficou mais satisfeitos com sua colocação. Tanto é que resolveu colocar na última rodada palpites que não permitiriam que ele ultrapassasse líder e vice-líder. Se repetir a comemoração que fez com a conquista de seu time do coração ao alcançar o 3º lugar no Brasileirão, o Chalé ficará pequeno. Bender já solicitou ao Governo do Estado do Rio de Janeiro um troféu. O Blá blá Gol já adianta que no futuro, não reconhecerá livros de isopor como título do I Bolão Blá blá Gol.

E o Bolão teve até vilão na última rodada (sim, pois no meio da competição quem arrumou quizumba foi Pablo Martinez). Alface. Encarnado no melhor estilo Paulo Baier, Alface, apoiado por blindado esquema jurídico, aproveitou a brecha (s/trocadilhos) no regulamento do Bolão e na última volta do ponteiro copiou os palpites de seu adversário Antônio Ramalho, trocando apenas um palpite. Mas, ironicamente, o Galo Vingador acabou com os planos de Alface, que ficou com o Vice-Campeonato.

A pontuação que vale, é a primeira, com o descarte de 08 rodadas. A ao lado foi o total de acertos. Cabe ressaltar, que não palpitamos em 100% dos jogos. Eu lembro, por exemplo, que o jogo Botafogo 4×0 Vasco não foi computado. Não lembro se houve algum outro desconsiderado.

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Quero agradecer a todos que participaram do Bolão. Não apenas ao Clube dos 12, que participou do início ao fim, mas àqueles demais que conseguiram participar por algumas rodadas.

Espero que em 2008, comecemos com mais participantes e que encerremos também com mais participantes.

Boas festas à todos.

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