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Archive for novembro, 2007

Isso sim é final que todo mundo torce

novembro 28th, 2007 | 25 Comments | Filed in Campeonato Brasileiro 2007, Futebol

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Torcer para um time grande que não é o seu ser campeão pode não ser (e não é) interessante para muita gente, mas secar um para cair, todo mundo seca.

Palmeiras, Cruzeiro e Grêmio disputam a última vaga para a Libertadores (e blá blá blá o Flamengo pode ir para a Pré-Libertadores caso o Palmeiras blá blá blá). E daí?

Com poucas verbas, fiz uma pesquisa com o universo de 5 opiniões de não-corinthianos* que tem aqui em casa contando comigo. 80% torcem para o Corinthians cair e 20% não deram sua opinião (Karlitus preferiu não se manifestar e disse apenas querer beber com Paulo Affonso e Gaburah para esquecer 2007).

Domingo, irei ver o jogo do Corinthians e na rebarba dará para acompanhar o Grêmio com sua remota possibilidade de classificação para a Libertadores.

Quem quiser saber as chances de classificação de Palmeiras, Cruzeiro e Grêmio para a Libertadores 2008 que espere outro post. Eu estou interessado é na Morte.

Dos três times pela Bola 7, Paraná, Goiás e Corinthians, só um se salva.

Caso eles mantenham o ritmo papel laminado (os três perderem) da 37ª rodada, salva-se o Corinthians.

Os jogos serão:

  • Goiás x Internacional (Serra Dourada - Goiania)
  • Vasco x Paraná (São Januário - Rio de Janeiro)
  • Grêmio x Corinthians (Olímpico - Porto Alegre)

As outras hipóteses que salvam os times:

  • CORINTHIANS
  1. Vitória do Corinthians -> Um abraço. Goiás e Paraná rebaixados inapelavelmente.
  2. Empate do Corinthians -> Nem Goiás, nem Paraná podem vencer.
  3. Derrota do Corinthians -> Paraná não pode vencer. O Goiás nem mesmo empatar.
  • GOIÁS
  1. Vitória do Goiás -> Corinthians não pode vencer. Foda-se o Paraná.
  2. Empate do Goiás -> Corinthians tem de perder e o Paraná não pode vencer.
  3. Derrota do Goiás -> R.I.P. (Rest in Peace)
  • PARANÁ
  1. Vitória do Paraná -> Ninguém pode vencer. Se isso acontece terão três paranaenses em 2008 na 1ª Divisão.
  2. Empate do Paraná -> Pega emprestada a música da Beth Carvalho cantada pelas torcidas de Botafogo e Atlético-MG : “Chora, não vou chorar…
  3. Derrota do Paraná -> Passe a cantar Jorge Aragão: “Cai pro segundo grupo e com razão…

Algo me diz que o papel laminado vai ocorrer e Paraná e Goiás caem, mas torço para cair o Corinthians. Quem eu gostaria que se salvasse?

Goiás, é óbvio.

E você, caro leitor não-corinthiano, quem você torce para se salvar (ou para cair)? E quem você acha (independente de sua torcida, incluindo aqui os corinthianos) que se salva>

*Pipoca nunca manifestou preferência por time algum, então não há como se comprovar sua não-corinthianisse.

Homenagens Rubro-Negras

novembro 28th, 2007 | 13 Comments | Filed in Campeonato Brasileiro 2007, Futebol

Dos flamenguistas para os vascaínos

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Dos flamenguistas para os são-paulinos

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Hotel FilaFla

novembro 28th, 2007 | 2 Comments | Filed in Estrutura, Flamengo, Futebol

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E o Botafogo, hein?

novembro 28th, 2007 | 12 Comments | Filed in Botafogo, Campeonato Brasileiro 2007, Copa do Brasil 2007

Pra gente não esquecer que existe outro clube grande no Rio de Janeiro, além dos classificados Fra, Flu e do Vascalhau, vamos abrir o obituário deste ilibado blog.

No Botafogo, Cuca - o técnico-chuchu - principal arquiteto do fiasco de 2007, o ano em que o Botafogo foi favorito em TUDO e não ganhou NADA, mantido em 2008 e cuja meta agora é terminar o campeonato num honroso horroroso oitavo lugar, dispara:

“Nosso time não merecia (a vaga na Libertadores) por um motivo simples: não conseguimos fazer os pontos necessários. Depois do primeiro turno, tivemos um problema atrás do outro, com o afastamento do Zé Roberto, a contusão do Diguinho, a venda do André Lima e o problema do Dodô. Sem dúvida isso tudo atrapalhou o Botafogo”. Ou seja, o culpado não é o treinador bunda-mole que conseguiu não chegar a lugar nenhum.

Alguém mais lembrou da parábola da raposa e das uvas?

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Até agora, 2008 se anuncia uma nova tragédia para o alvinegro. Se o clube fez bem em se livrar de Dodô e do Zé Roberto, chegam peças do quilate de Édson, ex-CRB, e Zé Carlos (aquele mesmo), que estava no Cerezo Osaka, do Japão. Parece que vêm ainda Triguinho, do Anderlecth da Bélgica e o herói da 2º divisão Leandrão. Bom mesmo até agora, só o CABEÇA DE ÁREA Túlio, do Coritiba.

Eu pergunto, do alto da minha amargura: o que mantém Cuca no Botafogo? E o “Projeto Autuori”, desandou?

Periga mesmo torcer pro Avaí esse ano.

A politica debaixo da trave do Fluminense

novembro 27th, 2007 | 4 Comments | Filed in Futebol

Roberto Horcades

Hoje foi um dia de pausa nos trabalhos da diretoria tricolor nas Laranjeiras. Não se esperava outro resultado no pleito tricolor que não a re-eleição do presidente Roberto Horcades.

Vindo de conquista da Copa do Brasil, classificação para a Libertadores e respaldo financeiro da Unimed para buscar reforços para a Libertadores 2008 (embora eu ache que o Fluminense deveria pensar a temporada 2008 como um todo, mas fala-se apenas em Libertadores, o que pode indicar até mesmo um time que seja desmanchado no meio da temporada) o presidente Roberto Horcades não tinha como não se re-eleger.

Voltaremos então a acompanhar a cantilena das contratações do Fluminense com nomes saindo pelo ladrão.

Sem o menos pudor, como foi citado o nome de Riquelme, serão citados nomes para todas as posições. E bem ou mal, se procurar, é possível que contrate em todas, e caso não seja assim um nome de time titular, ainda pode-se dizer que é para compor elenco, ou até mesmo improvisar jogadores que sejam mais abundantes em outra posição.

bruno.jpgTodavia, existe uma posição que não admite improvisações, e que, convenhamos, não faz o menor sentido fazer uma contratação para compor elenco, quando se fala em goleiro.

E por esse motivo, a contratação de um goleiro torna-se um ponto delicado.

O Fluminense já abriu o jogo que vai atrás de um outro goleiro, mas sabe que pode não conseguir. Afinal, que clube gostaria de ceder seu goleiro confiável e em boa forma?

Bruno, goleiro do Flamengo termina o contrato no fim do ano, e esse é o alvo tricolor. Só que cheira também a um nome como Riquelme.

Certo que na visão dos empresários de Bruno, sua primeira tentativa será negociá-lo com a Europa, não conseguindo, o Flamengo não vai entregar de mãos beijadas o goleiro, ainda mais estando também classificado para a Libertadores.

Outros goleiros que se destacaram em 2007 no Brasil ou pela América também parecem uma realidade distante para contratação.

Então, fica para o Fluminense três alternativas:

 

  1. Trazer um goleiro de um clube que não tenha disputado a 1ª Divisão para ser titular de cara do time na Libertadores, sem testes nem nada. Não creio.
  2. Efetivar Ricardo Berna ou Diego como titular. Também não creio que haja confiança nesses goleiros, tendo em vista que pouco foram testados
  3. Ir para a Libertadores com Fernando Henrique.

Não trazendo um goleiro de peso, o Fluminense vai de Fernando Henrique, e certamente esse hipótese é considerada nas Laranjeiras.fernando-henrique.jpg

Não é à toa que enquanto a diretoria sai a cata desse tal goleiro de peso, Renato Gaúcho orquestradamente apóia Fernando Henrique, pois até segunda ordem, esse é o nº1 tricolor para a Libertadores de 2008.

É quase unanimidade para a torcida tricolor que Fernando Henrique não traz a menor confiança, para não dizer que seja um frangueiro mesmo. Mas em minha opinião, Fernando Henrique é um ótimo goleiro e pode perfeitamente ser o camisa 1 tricolor em 2008. Se começar falhando na Libertadores, o carro-chefe de 2008, aí entra de Diego, que por sinal já chegou até a final da competição e custa bem caro ao Fluminense.

Gol do Fantástico (na íntegra)

novembro 27th, 2007 | 13 Comments | Filed in Futebol, Vídeo


Assista ao vídeo original do meu gol que passou no quadro dos gols de pelada no Gol do Fantástico.

Destaque negativo para a gritaria homossexual de Lincoln: -”Gravou?! Gravou!?”

Estádios prontos para a Copa de 2014 no Brasil

novembro 26th, 2007 | 22 Comments | Filed in Estrutura, Futebol

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DE DENTRO DA FONTE NOVA

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De dentro do Maraca

novembro 26th, 2007 | 37 Comments | Filed in Campeonato Brasileiro 2007, Flamengo, Futebol

01197372900.jpegA agradável tarde no Rio foi perfeita para a torcida rubro-negra. A chegada ao estádio, a cerveja no Belini e a entrada no Maracanã aconteceram sem tumultos e confusões. A PM conseguiu finalmente organizar uma fila e não demorava nem 10 minutos para ir da rua à arquibancada.

Faltando mais de 1 hora para o início do jogo e a Itaipava por R$ 3,00, achei que seria chato esperar. Só que agora há o telão no Maraca (ainda não tinha ido ao estádio depois do Pan), e realmente faz diferença. Várias imagens do canal 100, lances de Zico, de antigos campeonatos brasileiros e outras partidas prendem a atenção de todos.

Com novo recorde de público, os 89 mil presentes no Maracanã viram um espetáculo que poucas torcidas podem prover.

O time correspondeu e já entrou pressionando. Aos poucos minutos Léo Moura sofreu pênalti, não marcado pelo juiz. Logo depois Léo Moura, melhor do 1º tempo, cruza e Léo Medeiros cabeceia na trave. Bem marcado, Íbson não produz muito e o jogo fica ruim.

No 2º tempo, o Flamengo voltou com a torcida empurrando e pressionando ainda mais. Logo no início, Renato Augusto (que errou tudo que tentou no 1º tempo), tabela com Souza e faz 1 x 0. Em outra jogada, Renato toca para Juan marcar 2 x 0 (em lance complicado para perceber sem o tira-teima), e vira o nome do jogo. Ainda deu tempo pra Souza, Íbson… perderem gols, e o 2 x 0 ficou barato.

O sonho acabou

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Com a vitória garantida e a derrota do Cruzeiro, o telão do Maracanã anunciou “Flamengo na Libertadores 2008″. Na verdade o Flamengo já garantiu é a pré-Libertadores. Na última rodada o Palmeiras ainda pode superar o Flamengo no saldo de gols em caso de derrota rubro-negra e vitória do porco. Para garantir presença direta no maior campeonato do continente o Flamengo precisa garantir a 3ª colocação. Mas a torcida não queria saber disso e cantava “chora vascaíno o sonho acabou, Libertadores sou eu que vou”, numa sátira do hit cruzmaltino.

Final de jogo e festa no Maracanã. O Governo do Estado do Rio de Janeiro entrega uma taça ao Flamengo em homenagem ao 1º penta campeão brasileiro ser um clube carioca. Leio hoje que jogadores não entraram na polêmica, mas saíram do estádio junto com a torcida cantando “Penta Campeão!!!”.

A saída do Maracanã também foi tranqüila, sem desordem, a torcida só queria comemorar. E ainda mais com a volta da Skol a R$ 2,00.

Além dos parabéns pelo Penta Campeonato, o telão anunciou as conquistas do futebol do Flamengo em 2007:

Campeão Carioca Infantil; Campeão Carioca Juvenil, Tetra Campeão Carioca Juniores. Uma mariola pra quem adivinhar quem foi o Vice em todas essas conquistas?

Basta! É muita babaquice!

novembro 25th, 2007 | 6 Comments | Filed in Futebol, Torcidas Organizadas

Achei a reportagem importante, pois ilustra bem o que andamos discutindo sobre “torcidas organizadas” aqui no Blá Blá, então tomei a liberdade de reproduzi-la:

 

“A rivalidade entre as torcidas organizadas do Rio está transformando a cidade num campo minado. Obcecados por futebol, torcedores fanáticos dos quatro grandes clubes cariocas — Flamengo, Vasco, Botafogo e Fluminense — estão demarcando seu território, proibindo a presença de rivais e espalhando medo por toda a cidade.

Uniformizados ou não, aqueles que são identificados numa área dominada por ‘inimigos’ são perseguidos, agredidos e expulsos do local. Para se tornar uma vítima, nem é preciso ser integrante de alguma organizada, basta que sejam torcedores de um time adversário para serem hostilizados.

Levantamento de O DIA com informações de componentes das torcidas Jovem do Flamengo, Força Jovem do Vasco, Fúria Jovem do Botafogo e Young Flu mostra os 15 principais pontos de combate dos membros destas quatro facções, as mais violentas do Rio. O mapeamento também aponta por quem eles são controlados, como é o caso das ruas Santa Clara e Rodolfo Dantas, em Copacabana, redutos da Jovem Fla, e da Rua dos Artistas, na Tijuca, dominada pela galera da Fúria Jovem.

“Invadir território inimigo hoje é o mesmo que tentar atravessar a Faixa de Gaza segurando uma bandeira de Israel. É pedir para morrer”, compara um integrante da Força Jovem do Vasco que, por questões de segurança, preferiu não se identificar, referindo-se ao território palestino.

A mais recente vítima desta guerra entre torcedores rivais foi o rubro-negro Germano Soares da Silva, 44, que morreu quinta-feira. Líder da torcida Jovem Fla, ele foi espancado durante briga com integrantes da Força Jovem, dia 16. O confronto aconteceu na Praça 15, no Centro, e envolveu mais de 100 pessoas. Cinqüenta e cinco foram detidas e levadas para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).

Membro da Young Flu há 10 anos, o tricolor X. tem uma explicação para tanta intolerância: “A rivalidade é muito grande, e todos querem ser soberanos. Quanto mais violenta, mais respeitada ela é. Por isso quem ‘planta a cara’ em território dominado por ‘alemães’ tem que ter disposição, porque será caçado”.

‘GUERREIROS’ TÊM TRATAMENTO VIP NAS FACÇÕES

Justamente por seu comportamento violento, os brigões das organizadas são respeitados dentro das facções. Os mais cruéis são chamados de ‘guerreiros’ e recebem tratamento VIP. Sempre prontos para agredir rivais, têm uma série de benefícios.

“Os homens de frente são sempre os primeiros em tudo: a ganhar ingressos para os jogos, a ser chamados para as viagens quando as partidas são disputadas fora do Rio e, às vezes, até recebem ajuda de custo para firmar na torcida e dar apoio nas batalhas”, revela um integrante da ‘tropa de elite’ da Fúria Jovem, do Botafogo.

Mas, segundo este mesmo torcedor alvinegro, que já perdeu a conta de quantas batalhas participou, nem tudo são flores para os ‘guerreiros’.

“A cobrança em cima da gente é muito grande. Na hora dos confrontos, por exemplo, não podemos nem pensar em recuar, temos que ‘sustentar’, senão ficamos desmoralizados e somos cobrados”, frisou outro guerreiro, integrante da Jovem Fla.

Inconformado com a morte de Germano, ele anuncia mudanças na torcida. “Já estamos nos movimentando para dar o troco neles (torcedores da Força Jovem do Vasco). Isso não vai ficar assim. A galera da pesada mesmo, que tinha se aposentado, já está se articulando para voltar. Vamos sacudir a casa deles”, ameaça o torcedor, acrescentando que haverá punição para os integrantes da Jovem Fla que participaram da briga entre as duas organizadas.

“Ninguém é obrigado a brigar. Mas o que não pode é abandonar o barco e deixar um parceiro sozinho como fizeram com o Germano. Eles foram covardes, por isso serão cobrados. Ser integrante de torcida organizada não é brincadeira, é preciso ter peito, ter coragem, e isso aquela molecada não teve”, critica o rubro-negro.

O respeito aos ‘guerreiros’ conquistado ao longo dos anos entre os rivais tem um preço. “Depois que entramos, não temos mais como sair. Por mais que a gente tente, ficamos marcados para sempre. Eu mesmo já abandonei essa vida há dois anos, mas até hoje sei que tem ‘alemão’ me caçando”, desabafa um tricolor que, desde que abandonou a Young Flu, nunca mais voltou a um estádio de futebol.

COMANDANTE É CONTRA O FIM DAS TORCIDAS

Comandante do Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe) há oito anos, o major Marcelo Vianna Pessoa conhece como poucos a estrutura das torcidas organizadas do Rio. Ameaçado de morte por grupos de torcedores incomodados com o trabalho de prevenção e repressão aos confrontos, geralmente programados via Internet, ele acredita que a rivalidade e a intolerância entre esses grupos sempre vão existir.

“Não há como mudar isso. O que não podemos admitir é que prevaleça a falta de respeito entre esses torcedores, que são capazes de qualquer sacrifício por seus clubes. Tampouco podemos permitir que eles coloquem em risco a segurança de outros cidadãos que não têm nada a ver com essa guerra”, afirma o policial, que se diz contra a extinção das torcidas organizadas.

“Mas desde que sejam realmente organizadas, porque, do jeito que estão funcionando hoje, não têm nada de organizadas”, diz o major. “Mais parecem um monstro criado por interesses pessoais e por amor ao clube, porém que cresceu sem forma nem conteúdo. Agora temos que dar um jeito de domá-lo e de educá-lo. Caso contrário, continuaremos enxugando gelo e nunca acabaremos com essa guerra absurda que assusta e preocupa os torcedores de bem.”

Mesmo entre amigos, rivalidade é maior do qualquer laço

Amigos, amigos, fanatismo à parte. A rivalidade doentia nutrida entre torcedores de times adversários leva a situações extremas, como a de pessoas capazes de se espancar mesmo mantendo laços de amizade. O mais incrível é que, em alguns casos, no dia seguinte aos confrontos os mesmos ‘guerreiros’ conseguem conviver e se relacionar como se nada tivesse acontecido.

“Durante as batalhas deixamos de ser cidadãos comuns e passamos a agir como guerreiros, por isso não reconhecemos ninguém como amigos, a não ser nossos companheiros de torcida”, explica um integrante da Força Jovem do Vasco.

“Nessas horas, qualquer um que não seja da nossa facção é ‘alemão’, e ‘alemão’ tem que morrer”, diz um membro da Young Flu.

Integrante da violenta Fúria Jovem, um alvinegro lembra que, certa vez, reencontrou um amigo de infância que não via há alguns anos durante uma briga entre botafoguenses e tricolores. O confronto aconteceu a poucos metros da sede da Young Flu, no Méier, e cada um estava de um lado.

AMIGOS NO TRABALHO

“Foi incrível, porque não sabia que ele era da Young Flu, e o reconheci durante uma briga, quando já estava prestes a lhe acertar um soco. Quando nos olhamos, a surpresa foi tão grande que acabamos nos empurrando para que cada um fosse para um lado, para não termos que bater um no outro. Mas foi por pouco”, recorda o alvinegro da Fúria.

Coincidência mesmo aconteceu com um integrante da Fúria Jovem e outro da Torcida Jovem do Flamengo. Companheiros de trabalho, os dois se tornaram amigos graças ao amor comum pelo futebol. Poucos meses depois a dupla descobriu que já havia estado frente a frente num duelo entre flamenguistas e botafoguenses.

“Foi uma surpresa imensa para nós dois. Nunca imaginava que ele era integrante de uma torcida organizada, assim como ele também não sabia que eu era. Mas soubemos lidar com a situação e hoje continuamos amigos. Pelo menos enquanto estamos no trabalho”, brinca o rubro-negro.”

 

Fonte: O Dia

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novembro 24th, 2007 | 12 Comments | Filed in Basquete, Musas

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