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Archive for outubro, 2007

Com a benção do baixinho

outubro 25th, 2007 | 8 Comments | Filed in Futebol

Eurico contratou o Valdir Espinosa como técnico do Vasco, depois do OK de Romário. Parece que o pai do Renato Gaúcho vai ficar só até o final do ano, depois volta ao cargo ocupado anteriormente por ele de coordenador técnico.

Entre os mais cotados para o ano que vem estão Ney Franco (tem meu voto) e, PASMEM, Cuca.

No caso do Cuca, parece que a Reebok já pensa em fabricar um uniforme especial com a Hello Kity na manga.

Não sei porque, mas somando essa notícia, com a de que Leandro Amaral vai para o Fluminense, fico bastante pessimista com o ano que vai chegar.

 Em tempo, o que o Fluminense quer com o Dodô? Vai abrir uma farmácia?

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Nike compra a Umbro

outubro 25th, 2007 | 10 Comments | Filed in Futebol

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A americana Nike, maior empresa de artigos esportivos do mundo, adquiriu a britânica Umbro por US$ 582 milhões. Após a divulgação da compra, as ações da companhia inglesa saltaram 14% na Bolsa de Londres, sinal de boa acolhida da notícia pelos investidores.

A empresa registrou um lucro líquido de US$ 40,4 milhões em 2006, abaixo dos US$ 44,9 milhões 2005, ou seja, a venda veio em boa hora.

Apesar de ser a número 1 nos vestuários, calçados e artigos esportivos em geral, a Nike passa sufoco nos produtos relacionados exclusivamente ao futebol. A briga com a gigante Adidas pela liderança no mercado do “soccer” ficou intensa após a empresa alemã comprar a Reebok em 2005.

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No início desse ano, a Nike tentou patrocinar a seleção da Alemanha, mas o sentimento patriótico falou mais alto e, mesmo por menos, a confederação alemã continuou com a Adidas.

Juntas, a Nike e a Umbro devem alcançar de 35% a 40% do mercado mundial de artigos de futebol, o que as colocaria praticamente empatadas com a grande rival.

A aquisição da Umbro nessa semana funcionará como uma fusão, pois diretores da Nike já afirmaram que a marca da empresa britânica não deixará de existir. A grande aposta da turma do Just Do It é a própria Inglaterra, sua seleção nacional e o mercado, notadamente um dos maiores do mundo (se não o maior), pela paixão dos ingleses pelo esporte que inventaram. A camisa do David Beckham é a mais vendida do mundo.

Além da Inglaterra, a Umbro também fornece os uniformes das seleções da Irlanda, Suécia e Noruega, além de seis times da liga principal na Inglaterra. No Brasil, a marca Umbro perdeu muito quando a própria Nike pegou o Flamengo e a Seleção, mas atualmente é fornecedora do Santos e do Atlético Paranaense.

O mercado mundial de artigos esportivos movimenta cerca de US$ 235 bilhões. Os produtos voltados para o futebol somam a maior parcela. É o principal esporte mundial em valor de vendas. Nesse campo, americano (ainda) perde.

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II Curso Técnico de Karate-Do JKA

outubro 24th, 2007 | 3 Comments | Filed in Artes Marciais

A JKA-SC convida:

Para informações e inscrições basta clicar no cartaz

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Pena que vai tarde demais.

outubro 22nd, 2007 | 27 Comments | Filed in Futebol

Demorou o suficiente pro time não ter mais qualquer pretensão no ano, para descobrirem que o Celso Roth não tem a menor condição de ser treinador do Vasco.

O cara tinha uma boa base, podia apenas manter o trabalho de seu antecessor, que o campeonato vascaíno já seria melhor. Mas não, aos poucos foi transformando o time num bando, que nem falta sabe fazer. Nos últimos quatro jogos foram cinco expulsões.

Agora é pensar no ano que vem, o Vasco é grande demais pra ficar tanto tempo sem ganhar nada. Mas antes, no jogo de quarta, Romário vai ser o técnico do time contra o América do México, pelo menos vai ser engraçado. Em tempo, ele já se escalou no comando de ataque vascaíno.

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ESPECIAL: GP DO BRASIL, KIMI CAMPEÃO

outubro 22nd, 2007 | 25 Comments | Filed in Fórmula-1

“Não contavam com a minha astúcia!!!” (K. Räikkönen)

Para começar, vamos recorrer à sabedoria do ‘Professor’ Alain Prost, que esta semana criticou publicamente o seu ex-patrão Ron Dennis por não estabelecer a hierarquia entre seus pilotos logo no início, com Alonso como primeiro piloto. Segundo ele, se Alonso fosse claramente o primeiro piloto desde o início, ele seria campeão com antecipação e tranqüilidade. Ao optar pelo estreante, que literalmente perdeu dois match points, um na China e outro no Brasil, sendo o segundo colocado na largada, à frente de seus adversários, Hamilton deu um tiro no próprio pé. E, na hora da pressão, ele abriu o bico. A McLaren repetiu a burrada da Williams em 1986, e com a faca e o queijo na mão, deu mole para o rato. Pagou o mico da década. Vamos à corrida.

Na largada, Massa foi perfeito e bloqueou logo Hamilton, que perdeu posições para Räikkönen e Alonso logo de cara. Afobou-se ainda na primeira volta, querendo dar o troco no espanhol, saiu da pista e aí começou a ver o título ir pelo bueiro. E como Alonso não conseguia acompanhar o ritmo dos carros vermelhos, a balança pendeu dramaticamente para o lado da Ferrari.

Na oitava volta, Lewis Hamilton fez o improvável, e apesar de todas as ajudas eletrônicas, câmbios modernos, inteligentes, praticamente infalíveis, ele cometeu o que há décadas não se ouvia falar na Fórmula 1: ele errou uma marcha. Com o carro em ponto morto numa subida, perdeu muito tempo até se acertar com as borboletas do volante. A partir daí, ganhou a ajuda da sua equipe para entregar tudo de mãos beijadas para Kimi. Passou para uma estratégia de três paradas, que na prática não surtiu qualquer efeito, o levando ao sétimo lugar no final, ou seja, a lugar algum.

Enquanto isso, a Ferrari ensaiava o seu teatrinho para a inversão das posições. Engraçado isso. A única situação que é realmente aceitável o jogo de equipe, quando vale o título para um dos pilotos, a equipe tentou fazer parecer “natural”. Hipocrisias à parte, tudo indicava a vitória de Felipe Massa, mas com Alonso em terceiro, Kimi precisaria dos dez pontos para ser campeão. No primeiro pitstop, ele não conseguiu o objetivo. No segundo, Kimi teve três voltas a mais andando com o carro leve e retornou à frente do generoso Massa. Daí ele seguiu com tranqüilidade para o seu primeiro título logo em seu primeiro ano de casa na Ferrari.

A Renault, terceira força entre as equipes (seria a quarta, mas a McLaren foi eliminada) viu seus dois carros envolvidos em acidentes. Primeiro foi o ex-piloto em atividade, Giancarlo Fisichella, que cometeu uma barbeiragem ao sair da pista e voltar muito lento ao traçado, não dando escapatória a Sakon Yamamoto, o japa da Spyker, que chapou a traseira do italiano. Voltas mais tarde, Kovalainen acertou o muro na curva do Sol e saiu do carro tonto. Briatore já vem mexendo os pauzinhos para ter de volta Alonso ao seu time.

Ainda tivemos várias ultrapassagens, muitas protagonizadas por Hamilton em seu dia de corrida maluca, e bons pegas, duas vezes com a mesma dupla de pilotos: Nico Rosberg e Robert Kubica (na foto). Os dois tiveram grandes atuações na corrida, apesar de seu duelo final ter sido perdido (ou negligenciado) pela geradora das imagens. A Rede Globo mesmo. Galvão, que faz absoluta questão de criticar quando qualquer TV do mundo comete um erro do gênero, ficou obviamente quietinho.

Agora, aos destaques negativos. A Honda, marca de um dos motores mais vencedores da categoria, teve abandono duplo pelo mesmo motivo: explosão dos propulsores. Barrichello ainda teve a infelicidade de queimar a largada e sofrer um drive-thru penalty antes de esfumaçar a subida para a reta dos boxes e o próprio pitlane. E palmas para Kazuki, o Nakajima da vez, que na primeira parada nos boxes da sua carreira na F1, passou muito do ponto e mandou dois dos seus mecânicos para o centro médico, atingidos pelo pneu da Williams do kamikaze. E ele ainda chegou em décimo.

Após a prova de Interlagos, a McLaren ainda inventou uma apelação, patética, por sinal, pleiteando a eliminação das BMW e das Williams, por um problema com a temperatura do combustível das duas equipes. Mas um tapetão no ano já foi suficiente, pelo amor de Deus. A McLaren vinha se dando bem nas bobeiras da Ferrari, mas no final, errou a equipe e seu piloto. Essa foi a razão da derrota, não a “gasolina fria” das coadjuvantes. Que virem a página e não piorem ainda mais o seu constrangimento.

E assim terminou o campeonato.

Kimi Räikkönen

Riu por último. Ou melhor não riu, mas comemorou. Não comemorou tanto, mas levou o título. O monossilábico, campeão mais sem sal da história, fez por merecer o título com seis vitórias. Da Bélgica para cá, ele marcou 36 pontos em 40 possíveis. Tal qual Alain Prost em 1986, soube se aproveitar da crise de egos da McLaren e levou mais um campeonato para a terra do Papai Noel, depois do bi de Mika Hakkinen em 98-99 e 25 anos após a conquista de Keke Rosberg. Deve uma ao Felipe. Mas pelo menos no carro, ele é o número 1 da Ferrari agora.

Lewis Hamilton

Brincou de correr esse ano. Aprendeu muito, mas mostrou claramente que não suportou a pressão no final do campeonato. Venceu corridas, deu show, liderou a disputa, tudo com méritos. Mas ainda é um novato com muito a amadurecer. Seu patrão e tutor perdeu feio por apostar nele a curto prazo, não a médio ou longo, como seria mais lógico. Mas a tentação de fazer o britânico estreante campeão foi tão equivocada quanto com Nigel Mansell em 1986. Agora, chora o leite derramado. E será duramente criticado por todos os lados, principalmente pelos que já o alardeavam como gênio para vender notícia, se esquecendo de que ele estava em sua primeira temporada na categoria principal do mundo. Erraram na previsão e agora querem mandar o menino para a Cremilda. Não acho que é o fim do mundo para ele. Todo o time passou a mão na cabeça dele após a concretização da derrota. Vai ficar mais esperto com o tempo. Mas pode ter certeza que fez um inimigo que não vai perder qualquer chance de se vingar.

Fernando Alonso

O bicampeão foi o grande perdedor do ano. Tinha a possibilidade de comemorar pela terceira vez em Interlagos o seu tricampeonato seguido, mas a bosta do regulamento o obrigou a correr com um motor usado, enquanto os outros concorrentes tiveram suas usinas tinindo, muito mais potentes do que as usadas ao longo do campeonato, pois essas unidades só precisariam durar uma corrida. Ele tem toda a experiência, maturidade e frieza que o Hamilton não tem ainda, e sem a suposta igualdade entre pilotos na sua equipe, poderia ter melhor sorte com o carro que a McLaren desenvolveu, lícita ou ilicitamente, com o seu conhecimento e capacidade de bicampeão. Restou sorrir, ao ver seu desafeto deixar escapar a conquista no final. No lugar dele, eu esvaziaria meu armário em Woking e mandava um até nunca mais para o Ron Dennis.

Felipe Massa

Foi rápido todo o ano, mas teve uma temporada com o pé-frio característico de seu parceiro que foi campeão. Sofreu muito com as trapalhadas da equipe ao longo da temporada. Competente na corrida e profissional ao atender ao desejo da equipe, tem prestígio com os cabeças de Maranello, já tem contrato até 2010 e apesar de ter ficado em quarto, não sai do ano em baixa. Mas vai ter que fazer muito para conquistar seu espaço novamente. Provavelmente ele preferiria que o título fosse para a equipe do box ao lado. Guiar um carro da Ferrari com o número 2 no bico não traz boas recordações para ninguém.

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Aos farrapos

outubro 22nd, 2007 | 17 Comments | Filed in Futebol

01178701500.jpegJogo de baixo nível técnico, salvo lampejos do Íbson e Leo Moura. Recorde de público, quase 74.000, parabéns torcida. Íbson melhor do jogo. Lambanças do árbitro. Ainda tivemos excelente defesa do Bruno e cabeçada do Flamengo no travessão no 2º tempo. Quase uma repetição do clássico contra o Vasco. A diferença foi que dessa vez não teve bola desviada na barreira, então o Grêmio ficou no zero.

No 1º tempo, Leo Moura lança Cristian que cruza, a zaga do Grêmio se enrola e Souza faz o gol. Podemos acabar aqui toda a análise do 1º tempo. No 2º não mudou muito, mas foi um pouco melhor. Bom lançamento do Íbson para a boa jogada do Maxi, cruzamento e mais um gol do bom cabeça-de-área rubro negro. Um justo 2×0 para o Flamengo.

O Flamengo agora abre 11 pontos da zona do rebaixamento e fica a 3 da zona da Libertadores. Mesmo sem ter os 50, acho que o rebaixamento já subiu no telhado. Mas como sempre digo, faltam 6 jogos, temos 18 pontos ainda para serem disputados.

Como antecipado por Serginho, no campeonato de pontos corridos já decido há tempos, as emoções ficam mesmo pela disputa do 4º lugar e pela fuga do rebaixamento. Junte a isso um campeonato brasileiro com pior nível técnico que eu já vi, e teremos… recorde de público? Isso mesmo. Depois de 5 anos nessa fórmula, o brasileiro já se acostumou. Futebol não é razão. Mas mesmo assim, a média desse ano ainda é pequena se comparada às médias dos anos nos quais tínhamos decisões.

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Cheios de ante-véspera

outubro 20th, 2007 | 5 Comments | Filed in Campeonato Brasileiro 2007, Futebol

Para os que gostam de ver jogos que envolvam grandes expectativas, no domingo são três tiros certeiros.

Três jogos já tinham mais de 40.000 ingressos vendidos ontem.

Um, para variar, é do Flamengo. Flamengo x Grêmio. Os da promoção da Nestlé já acabaram.

São Paulo x Cruzeiro já tem mais de 40.000 vendidos. Também há uma promoção da diretoria do Tricolor do Morumbi. Na compra de dois ingressos para alguns setores específicos, ganha-se cupom para trocar por ingresso do jogo contra América-RN.

E o jogo do outro mineiro vai ser de casa cheia também. Atlético-MG x Vasco da Gama já contam com pouco mais de 41.000 ingressos vendidos.

Clube Vendidos Carga de ingressos
Atlético-MG 41.794 55 mil
Flamengo 43 mil 79.064
São Paulo 45.897 64.841

Parece que o pessoal tem acertado a mão para as promoções e na hora de cobrar nesse Brasileirão.

 

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Quem leva a temporada 2007 de Fórmula-1

outubro 19th, 2007 | 10 Comments | Filed in Fórmula-1

Atendendo à pedidos, está lançada a enquete:

Quem será o Campeão em Interlagos?
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Fla 2×1 Vasco

outubro 19th, 2007 | 20 Comments | Filed in Campeonato Brasileiro 2007, Futebol

18_mvb_ibson.jpegO Flamengo perdeu um dos Rômulos logo no início, que foi substituído pelo Rômulo argentino, esse ficou poucos minutos, pois foi expulso. Seria lance pra cartão amarelo, mas o arbitro achou que era pra vermelho. Até aí tudo bem, mas o que não dá pra agüentar é o lance lá na ponta direita no 2º tempo quando o vascaíno mandou um golpe no Renato Augusto com muito mais força e nada aconteceu.

O “craque” Perdigão dormiu, o esforçado Toró roubou-lhe a bola, mandou belo chute no canto e abriu o placar com a ajuda do montinho artilheiro. Mas a sorte também estava do outro lado. Numa cobrança de falta a bola desvia na barreira e entra tão no canto que nem o Bruno conseguiu defender.

Veio o lance da expulsão. O time do Vasco não aproveitou a vantagem numérica e num lance de oportunismo Léo Moura foi puxado, derrubado, pênalti. Os caras do Flamengo também devem ler o BlablaGol, pois Souza estava em campo e para felicidade geral da nação, ele não cobrou o pênalti.

Terminando o 1º tempo, Marcelinho levou um justo segundo cartão amarelo e foi expulso, igualando os times em número de jogadores.

O 2º tempo se resumiu a uma boa defesa do Bruno, bola na trave do Obina, Souza em impedimento e jogadores vascaínos caindo na áera do Flamengo querendo pênalti.

Resumo: não foi nem de perto um “massacre”, mas foi justa a vitória do Flamengo, inclusive pela atuação do Íbson, que é melhor que qualquer um dos Mineiros da seleção da CBF (Vocês vão continuar me zuando, mas eu vou continuar repetindo isso).

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Romário aqueceu, aqueceu, aqueceu e nada. Esperava que o Vasco abrisse uma vantagem para entrar no jogo, possivelmente o último clássico de sua vitoriosa carreira.

Depois do fiasco do “gol 1000″, o baixinho vive o papelão de ter que comparecer em São Januário e no Maracanã para assistir os jogos do Vasco. É visível sua irritação nesses momentos.

Uma pena acabar desse jeito a carreira do gênio da grande área.

O Flamengo agora abre 8 pontos da zona do rebaixamento e fica a 5 da zona da libertadores. É a primeira vez que acontece tal fato nesse campeonato. Faltando 7 rodadas (21 pontos) eu ainda acredito que tudo pode acontecer, até mesmo nada.

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A festa do Maraca

outubro 18th, 2007 | 13 Comments | Filed in Eliminatórias Copa 2010, Futebol, Seleção Brasileira


Tudo muito bem colocado pelo meu ‘cumpádi’ Zarga, sobre a zona que foi para arrumar uma vaga no Maracanã. Teve gente que só foi parar o carro na Tijuca. Mas se eles querem que utilizemos transporte coletivo (trens, metrô) para chegar lá, que nos ofereçam um transporte seguro e digno. Sem isso, ainda prefiro mesmo as mazelas de ir de carro mesmo.

Sobre o jogo: para começar, Afonso não jogou. Aqueceu, mas não entrou. E o primeiro tempo foi realmente de doer. Não por ter saído um golzinho só. Foi muito ruim. Acho muito simplista culpar o Dunga e o esquema (ou falta dele), mas o time do Equador veio como todos os outros, exceto Argentina e Uruguai, virão enfrentar o Brasil: na defesa. Uma bola na trave do Vágnerrrr Love e um bela jogada do Maicon, finalizada com o gol do artilheiro do amor. E foi só.

No segundo tempo, ou melhor, a partir da metade do segundo tempo, os craques do Brasil resolveram mostrar serviço. Kaká, Robinho e Ronaldinho Gaúcho passaram a jogar como o povo gosta e transformaram a vitória magra do primeiro tempo numa goleada. Ronaldinho marcou desviando um chute do Kaká. O jogador do Milan fez o terceiro, pois quando ele dominou a bola livre de marcação, deve ter me ouvido: “Chuta daí, seu desgraçado!!!!!”. Ele chutou, e a bola entrou exatamente onde eu havia imaginado. Para mim, esse valeu o ingresso.

A essa altura, a esforçada equipe equatoriana já não conseguia mais oferecer resistência. Com a entrada de Elano no lugar de Vágner Love, o Brasil ficou com um esquema até interessante, sem atacante fixo, mas com todo o meio-campo chegando ao ataque. E assim aconteceu, quando Robinho fez miséria driblando os vários marcadores que o cercavam, cruzou na pequena área e o corte mal feito sobrou para Elano, que só empurrou para a rede. Quatro a zero, e a torcida em estado de graça.

Para finalizar, um gol do Maraca, a casa da seleção e templo do futebol. Com passe do Kaká, que chutou mal, mas a intervenção do estádio, outrora chamada de montinho artilheiro, fez o goleiro Viteri a piada do dia, coitado. O gol foi anotado mesmo para o Kaká, mas ele nem comemorou direito, porque já estava de costas e nem viu a bola entrar. O Maracanã deu esse mole para ele, que foi substituído por Diego e ovacionado pelo público que abarrotou e coloriu o Maior do Mundo.

Concluindo: os grandes astros da seleção brasileira dão a impressão de jogar apenas quando querem. Pode ser que fiquem desanimados de sair de onde vivem e trabalham para subir os Andes e defender o Brasil, e não é por esquema tático que eles não rendem o mesmo que em suas equipes. Não jogam porque não estão muito a fim disso mesmo, e porque eles ganham muito mais nos seus clubes do que nas eliminatórias pela seleção. Mas o clima que tomou conta do Maracanã os levou a jogar pelo prazer, e isso fez a diferença no placar e para a torcida, que não é de hoje, sofre com a falta de identificação com o esquadrão canarinho. Nada contra outros estádios, outras cidades e estados, mas o lugar da seleção é o Maracanã. É o grande palco, símbolo do futebol brasileiro, como Wembley para os ingleses e o Monumental de Nuñez para os argentinos. Ele merece ser tratado, tanto em termos de gramado, infra-estrutura e instalações para atletas e comissões, como no acesso, segurança, limpeza e atendimento aos torcedores. Assim, o estádio entra no século 21 e reassume a sua posição de direito, pois se é o maior do mundo, tem que ser o maior do Brasil também.

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