Dead Man Walking
agosto 31st, 2007 | 12 Comments | Filed in Botafogo, Campeonato Brasileiro 2007É como é conhecido um condenado à morte.
É difícil completar a forca?
A bruxa está solta, cagou e limpou a bunda com folha de urtiga em General Severiano. Só isso explica a seqüência de infortúnios que se abateu sobre o Botafogo. De um time arrumadinho, favorito e quase campeão de duas competições no início do ano, o clube agora tem que conviver com diversos fatores que jogam a boa campanha ladeira abaixo.
Tudo começou com o caso Dodoping, mal explicado e pior ainda resolvido. Mas tudo bem: àquela altura a gente tinha o André Lima. Mas quis o destino que o reserva de luxo se fosse pra Alemanha - mais do que justo, pela oportunidade merecida.
Depois veio o caso Zé Roberto (e os dois erros que o Cuca reconhece mas que ninguém sabe quais foram), sucessivos desfalques, uma mais do que esperada queda de rendimento e o adeus do Tulio à campanha de 2007. Tudo condimentado pelos sucessivos equívocos de arbitragem que vitimaram o Botafogo.
Isso pra não falar dos frangueiros de plantão, revezando-se um após o outro debaixo das metas alvinegras.
O Globo hoje noticia: Fifa contesta decisão que absolveu Dodô no caso de doping. E ainda ontem falavam das investigações que apontam ter havido irregularidades do envio de amostras dos comprimidos utilizados pelo jogador para análise. Ou seja, se já tava ruim com Dodô, imagina agora sem Dodô e com Reinaldo e sua barriga.
Quero ser otimista, juro que quero. Mas tá foda. Leandro Guerreiro vai a julgamento hoje, e é mais um que pode pegar até 5 jogos de suspensão.
A bruxa acha que não bastam as doideiras do Cuca. Desgraça pouca é bobagem.



Parece absurda, mas só de brincadeira, vamos fazer uma comparação. Até o final da década de 60, as mortes na Fórmula 1 aconteciam no atacado, com uma média altíssima de fatalidades. Foi quando os pilotos, liderados pelo tricampeão Jackie Stewart, começaram a exigir medidas de segurança mais severas. Os acidentes fatais foram caindo vertiginosamente. E o principal: após cada ocorrência, novos procedimentos eram adotados para evitar que as situações se repetissem, como no estúpido acidente que vitimou o galês Tom Pryce em 1977 (foto). Tanto que nos últimos trinta anos, oito pilotos perderam a vida em carros de F1, em testes, treinos ou corridas. E há treze anos não se perdeu mais ninguém. Ano após ano se investe cada vez mais pesadamente na segurança dos monopostos, das pistas e nos protocolos de atendimento em caso de acidentes. Então batidas pavorosas como do polonês Robert Kubica no GP do Canadá deste ano (foto) nos dão noção de como é possível se evitar a fatalidade, desde que tomadas as atitudes.
Finalmente, o caso Magrãogate teve seu desfecho hoje com a reintegração do jogador ao elenco do Fluminense, e dizem por aí que o contracheque dele está mais gordinho. Coincidência ou não, a maldição que pairava sobre o ataque tricolor se desfez. E bonito. De letra. A letra A de Alex Dias. Fez um golaço que fechou a goleada de 4×1 do Flu sobre o Internacional em pleno Beira-Rio. Perdidos no início da partida, os comandados do Renato Gaúcho conseguiram descer para o vestiário no intervalo com a parcial de 2×1, gols dos Thiagos, primeiro Silva e depois Neves, que ainda voltou a marcar na etapa final. Aliás, esses são os nomes que a diretoria do Tricolor deve se esmerar para manter visando a Libertarores, senão…
Como não adianta remar contra a maré, pelo menos organiza-se esta joça.
