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1/2 hora de fama

May 9th, 2013 por | Categorias: Marketing, Publicidade.

Depois dos 15 minutinhos que o advogado ganhou com a ação contra o patrocínio da CEF ao Corinthians, o do Flamengo não iria passar em branco.

Assim diz o advogado autor da ação:

Não faço isso por clubismo […] É que estamos falando de Corinthians e Flamengo, por isso tanta repercussão.

Não se trata de clubismo, mas estamos falando de “Corinthians e Flamengo”. A Caixa ainda espera ações contra seus patrocínios ao Atlético-PR, Figueirense e Avaí. Ah sim, o Banrisul também as aguarda.

O gremista, advogado e autor da ação continua:

Estampar o nome da Caixa na camisa de um time não representa nada para o banco. A Caixa não passa a ser conhecida por isso. Ela já é conhecida. Nesse caso do patrocínio, quem ganha é só a instituição privada que visa ao lucro

O diretor da CEF falou sobre o assunto quando o pagamento ao Corinthians foi suspenso:

O contrato é muito similar ao do atletismo, do paradesporto e da ginástica, que nós patrocinamos. Se alguém determinasse algo, teríamos que suspender todos. O que houve foi uma decisão unilateral, o procurador deu parecer contrário. Não há impedimento, ilegalidade. É uma opção do banco procurar clubes de futebol de grande expressão e estabelecer uma parceria

Meio que em forma de réplica, o gremista, advogado, profissional especialista de marketing e autor da ação mandou:

Os esportes citados (pelo diretor da Caixa) não são comerciais. Não é evento o contrato que ela fez com o Corinthians e com o Flamengo. É contrato de publicidade direto. Evento é uma corrida, isso ela pode patrocinar. Mas ela não está patrocinando uma pessoa ou os Jogos Olímpicos, mas sim um clube.

Exato. A empresa investe em propaganda nos clubes com contrato de publicidade direto (como mais seria?), além dos outros esportes citados que são menos comerciais.

E as restrições já existem. Para receber grana de empresa pública ou mista o clube precisa ter as famosas CNDs (Certidões Negativas de Débito). Uma medida bacana seria atribuir a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) aos clubes com esse modelo de patrocínio.

Gente, empresas anunciam!!!

Gente, empresas anunciam!!!

O gremista, advogado, profissional especialista de marketing, autor da ação e não clubista, mostra-se deveras preocupado com o dinheiro público. Ele está correto. Por isso deve acionar todas as empresas públicas que fazem parceria com qualquer clube de futebol. Caso não faça, não merece respeito. É igual a muitos. Quer aparecer pra bombar o escritório.

A questão do dinheiro público é um tema sério. O gasto do Governo com propagandas deveria mesmo ser avaliado. Indo na fonte são R$ 7,5 bilhões de 2009 a 2012. É só perceber a quantidade de anúncios no intervalo da novela em horário nobre. 20, 30 milhões é dinheiro de bêbado.

Mais dados do uso do dinheiro público em propaganda.

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163 Comentários para “1/2 hora de fama”

  1. André
    9/05/13 - 12:15

    Erros ridículos no post:

    1- Ah sim, o Banrisul também as aguarda.

    O Banrisul anuncia nos dois principais (ainda que deveria patrocinar TODOS). O Banrisul é uma empresa de economia mista, tendo inclusive ações negociados em bolsa. O Banrisul é do Estado do RS.

    2- A Caixa ainda espera ações contra seus patrocínios ao Atlético-PR, Figueirense e Avaí.

    Sim, deveria.

    A questão é:

    Como se chegou aos 36 e 25 milhoes? Esses favelados aí, oferecessem 20, aceitariam. Há um spread. E esse Spread não tá claro. Se Bender quer defender o patrocinio embasado num suposto MERCADO, então que considere o seguinte: existe proponente 1 milhão abaixo dos valores fechados? Duvido.

    3- Uma medida bacana seria atribuir a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) aos clubes com esse modelo de patrocínio.

    Isso é desnecessário. Bastaria que exigissem também a certidão negativa de débtiso trabalhistas e que o contrato seja rompido caso, no seu transcurso, não se apresentem comprovantes de pagamento do parcelamento feito. E não esperar novamente o proximo recebimento para que os clubes façam tudo novamente, parcelem, e sigam parcelando eternamente sem pagar nada novamente.

    4- Por isso deve acionar todas as empresas públicas que fazem parceria com qualquer clube de futebol.

    Ele pode acionar o que mais saltam aos olhos.

    5- É só perceber a quantidade de anúncios no intervalo da novela em horário nobre.

    Feitos em todas emissoras…

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    Bender

    “Erros” – pqp…

    As correções para “erros ridículos” não deveriam ter ressalvas. Acontece em 1 e 2. Morreram.

    O que vc diz que seria “necessário” no erro ridículo 3, está escrito no mesmo parágrafo que vc não controlceiou.

    Ao apontar o erro ridículo 4, vc coloca uma condição seletiva. Vamos pegar os “roubos grandes” e deixar pra lá os “roubos pequenos”. É isso mesmo?

    O erro ridículo 5 não é erro. Vc aponta uma questão que reforça a ideia.

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  2. André
    9/05/13 - 12:17

    Eu gostaria de saber apenas: como chegaram ao valor e se havia concorrente.

    Se não havia, deveria pagar menos. Obrigação.

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    Victor

    Concorrente havia pois o Flamengo já anunciava a Peugeout naquele espaço.

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    André

    Pois é…

    Será que a Peugeot pagava 1 milhao a menos que a caixa fechou?

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    Bender

    Pois é… não tendo sustentabilidade no argumento, vc se apega ao valor. O valor não é o objeto da discussão.

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  3. Victor
    9/05/13 - 12:28

    E as restrições já existem. Para receber grana de empresa pública ou mista o clube precisa ter as famosas CNDs (Certidões Negativas de Débito). Uma medida bacana seria atribuir a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) aos clubes com esse modelo de patrocínio.

    De empresas privadas precisa?

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    André

    Nao. Engraçado eles optarem por uma empresa publica, já que nem precisava de CND… vai ver que o premio “mercadológico” se justificou né?

    Roubo descarado. Mais um do PT.

    Risco de imagem tremendo para as duas partes. Como é pilantragem de todo lado… acho que fica por isso mesmo.

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    Bender

    À princípio pensei somente em empresas “com esse modelo de patrocínio”. Mas vc tem razão, por que não?

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  4. Victor
    9/05/13 - 12:36

    Em tempo:
    Não é R$30 milhões sobre R$7,5 bilhões.

    É R$30 milhões em 1,8 bilhões, ou para melhor visualização, R$0,03 bilhões em R$1,8 bilhões = 1,67%.

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    Bender

    O intuito não era comparar os 7,5 bi com os 30 mi. Seria estranho querer comparar dados de 4 anos com dados de 1 ano.
    Mas foi uma boa chamar a atenção para isso. Pode-se perceber que a questão do valor (se 25 ou 15 mi) é pouco relevante se estamos “preocupados com o dinheiro público”. Fosse os 7,5 bi, o número seria 0,40% ao invés de 1,39%*.

    *para ser criterioso, vamos colocar os valores corretos. R$0,025 bilhões em R$1,8 bilhões = 1,39%.

    Na verdade, para ser ainda mais chato, não temos ainda o valor total de gastos do governo com propaganda de 2013. Então a comparação só poderá ser feita ano que vem. Mas em todo caso, ficamos com a ordem de 1,39%.

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    Victor

    Ou use R$30 milhões ou use R$55 milhões.

    R$25 milhões somente se jogar toda essa roupagem de postagem acima do bem e do mal por um reles proselitismo da grana do Mengão (que sabemos ser, mas podemos fingir não ser somente para continuar a brincadeira).

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    Bender

    Sim. Podemos usar os 55. Ou apenas os 30 do gambá, ou apenas os 25 do Mengão. Ou também pegar os valores pagos ao Atlético-PR, Figueirense e Avaí (realmente gostaria de saber). Pode-se também somar o atletismo, o paradesporto, a ginástica…
    A brincadeira com os valores é infinita.

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    André

    Se eu fosse vc, Bender, eu criticaria.

    Eu criticaria, como critiquei essa merda politica que foi o da Eletro. Acho uma vergonha e ponto final.

    Mas enfim, se vc nao acha, parabéns pelo patrocinio.

    Gostaria de saber o spread sobre o patrocinador privado anterior. Isso revela tudo.

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    Bender

    Bona,
    o post trata da porraloquice de um advogado que quer aparecer. Ele já chamou a Petrobras de “órgão público”, mas quando confrontado disse que o Banrisul é uma sociedade anônima.

    Ele nem imagina por que a razão social da empresa é Petroleo Brasileiro S/A.

    É somente isso.

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    Victor

    Pode fazer como quiser. Eu li o post sobre marketing e publicidade e optei em pegar o maior patrocínio da Caixa em um clube para comparar, R$30 milhões ao invés de um somatório.
    Você, autor do post categorizado em marketing e publicidade, corrigiu-me negritando que o valor a ser pego deveria ser de R$25 milhões.

    Pode me explicar por que corrigiu meu dado de entrada de R$30 milhões para R$25 milhões nesse post sobre marketing e publicidade?

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    Bender

    vc mesmo respondeu: um reles proselitismo da grana do Mengão.

    Pode fazer como quiser [2]

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    Victor

    Meritíssimo, a Promotoria encerra sua participação.

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    Bender

    Grato pela honra do título. Eu sei. Vc pode fazer como quiser.

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  5. Sancho
    9/05/13 - 13:08

    Tem uma questão da personalidade jurídica da Caixa. Bobagem, eu sei, mas é o que deixa ação MENOS RIDÍCULA.

    A Caixa é uma Empresa Pública, 100% estatal, enquanto o Banco do Brasil e o Banrisul são empresas de economia mista. São do governo, mas operam como entidades privadas.

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    Bender

    Nesses assuntos já há algum tempo que venho tentando não separar em Empresas Públicas (100% pública), Mistas e/ou Privadas. São todas empresas que produzem algo e devem ser eficientes. Diminuí desses 3 grupos para apenas 2: Instituições que pagam (recolhem) impostos e Instituições que recebem (arrecadam) impostos. Na minha visão faz mais sentido assim.
    Claro que existem alguns entes que não pagam tributos como os Fundos de Previdência, a Barcas SA, Bethânia… e pode-se auferir que esses, de certa forma, recebem grana de impostos. Mas essa isenção é outro papo.

    Caixa, assim como Petrobras, BB, Eletrobras e etc. pagam impostos. São empresas que estão em mercados concorrenciais (uns mais concentrados, outros menos, tudo bem), mas precisam produzir. É a função dessas. E o marketing em propaganda é ação costumeira hoje (e primordial em alguns casos).

    Quem arrecada com impostos, à grosso modo, são os governos municipais, estaduais e federal. Resumidamente, se vc está preocupado com o dinheiro público, é desses que vc deve cobrar. Viu no link do post a grana que o governo paga pra fazer propaganda na TV? Até hoje (antes de googar) eu não tinha essa ideia de OG.

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  6. André
    9/05/13 - 13:11

    Interessante que o Itaú, não patrocina os clubes. Patrocina o campeonato como um todo, comprando direto da emissora.

    A Caixa, ao fazer isso, além de tudo, vira concorrente do BMG, já que se iguala a ele.

    Putz! Tiro no pé. Fodem a marca da instituição e pagam mais do que precisavam, sem nenhuma transparência.

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    Bender

    O retorno da parceria com o Flamengo foi bem satisfatório para a Petrobras, segundo a própria empresa. Quando tal parceria terminou, a empresa passou a patrocinar o campeonato.
    Não tenho informações sobre o retorno desse novo patrocínio, mas a impressão que passa é que a rejeição vai pra zero.

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    André

    Bender, o papel do patrocinador é PAGAR O MENOR VALOR, se for uma empresa séria.

    Se eu tenho de retorno 100 e pago 20, o retorno é 80. se eu tenho o mesmo retorno, mas pago 10, o retorno é maior.

    Minhas críticas aos patrocinios publicos sâo:

    1- falta de transparencia na decisão – normalmente é politico

    2- os valores geralmente são superiores aos valores que empresas privadas pagariam

    3- como é feita a escolha do patrocinado?

    Cara, eu acho que esses patrocinios aí são imorais e sacanagem. Só serve pra sacanagem e desvio de dinheiro publico. Nao tenho duvidas disso.

    Dizia o mesmo quanto a Eletrobras e considero uma vergonha isso.

    Nenhum clube tem moral nenhuma para receber essa chancela do estado.

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    Bender

    O Governo é mau gestor e mau investidor. Tudo sai mais caro. Vide o caso (só para ficar na esfera esportiva) do estádio no Engenho de Dentro e as reformas do Maracanã.
    E nem fica somente na esfera pública. Vc também acha o patrocínio da Unimed no Fluminense imoral e sacanagem.
    O que vc não entende é que eu não estou defendendo o patrocínio da CEF ao Flamengo.

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    André

    Eu acho o patrocinio da Unimed sacanagem com o fluminense. Eu nao gostaria que fizessem isso com o Vasco, como nao gosto de pensar na possibilidade de um Vasco nas maos de terceiros com outros interesses divergentes do objetivo estatutário da instituição. Mas no caso da Unimed, é um problema deles.

    Ele é mau gestor, mas uma obra como um estádio é diferente de um patrocinio na camisa. Nao tem nem como errar. É sacanagem pura.

    Sei que vc nao está defendendo. Está levantando duvidas sobre o cara que fez o correto: contestou essa porra.

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    Bender

    Tá ou não preocupado com o Fluminense? Decida-se.

    O governo não construiu uma ponte, um hospital ou escolas. Construiu um estádio. Sabe-se lá pra que.

    Fez “o correto” da forma errada. Errou.

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    André

    Nao estou preocupado com o fluminense. Apenas acho estarrecedor e o medo que tenho é que os patetas do Vasco achem isso bonito e queiram copiar.

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    André

    Ah, sim! Tb nao acho que governo tenha que construir estádios. Mas isso é tipo o que alguém falou aí: Ah, foi o Deiró.

    Concordo com o estado mínimo. Mas sabemos que o que os PTistas pregam é o inverso.

    Tem que ser conjonudo como nos eua. O cara vai lá constrói autódromo, estádio e o cacete. deu lucro, bom pra ele. deu prejuízo, se fodeu. É assim. Simples.

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    Alexandre N.

    Pergunta: Este patrocínio do Itau na realidade não é para a CBF e seu principal produto (a seleção de futebol) e não ao campeonato em si?

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    André

    Nao foi a esse patrocinio da CBF a que me referi Nardoni.

    Me referi aquele patrocinio que a Globo, por deter os direitos, fatia a sua publicidade. O Itaú está sempre lá no canto superior da tela, nas placas de publicidade e naquelas firulas globais. Ela nao patrocina o campeonato. Ela anuncia na Globo no pacote referente ao campeonato. Aparece para todos os clubes e torcidas.

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  7. João Deiró
    9/05/13 - 14:03

    Eu, por princípio, sou contrário a qualquer tipo de propaganda custeada pelo Governo e/ou empresas públicas.

    Em realidade, sou contrário a qualquer tipo de atuação direta do Governo no mercado, pelo que sou contra Petrobras, BB (um pouco menos a estes dois, já que são de economia mista), Caixa, IRB, etc.

    Pra mim, o Governo deveria se preocupar, apenas e tão somente, em gerir os serviços essenciais, regulando o restante através de uma atuação firme das agências.

    Agora, feito esse esclarecimento, entendo que a legislação permite perfeitamente o patrocínio feito pela Caixa, assim como permitia o da Petrobras, Eletrobras, etc.

    Como dito, o sujeito está buscando mídia.

    E eu preferia que o Flamengo tivesse fechado com uma empresa privada, ainda que recebendo menos. Não teria todo esse estorvo de CND’s, que não são problema com a atual administração, mas nunca se sabe se eles se perpetuarão por lá (espero que sim!).

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    Bender

    Minha preferência é pelo Flamengo ter uma gestão que sempre pague seus compromissos e, dessa forma, poder fechar o melhor patrocínio para o clube.

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    saulo

    Não vejo problema o clube ser patrocinado por um banco público ou empresa estatal. Os problemas ficam por contas das contrapartidas, não deveriam ficar restritas aos cortes mensais dos pagamentos. Os dirigentes deveriam ser punidos e afastados do cargo quando não pagam os parcelamentos das dívidas perante ao governo. Na atual regra, apenas a instituição é prejudicada.

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    André

    Nesse aspecto também não.

    Desde que a transparência seja respeitada e que existam exigências. O governo nao pode assinar contrato com qualquer bando de picaretas. Isso é improbidade.

    Sobre a responsabilização dos dirigentes, eu acho que isso é ingerência. Mas enfim, ele pode exigir. O clube aceita ou nao.

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    saulo

    Não vejo ingerência, os clubes gozam de uma série de isenções fiscais e já foram contemplados por uma séries de vantagens do governo(Timemania, Refis, financiamento do BNDES, doações de terrenos públicos na construção de ct´s…). Se realmente querem ser “amadores”, deveriam ser obrigados a colocar seus bens a disposição e estarem sempre de sobreaviso da ameaça de serem imediatamente afastados dos seus cargos.

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  8. Serginho Valente
    9/05/13 - 17:15

    Acho que o autor da ação está corretíssimo. SEMPRE achei errado, e acho errado até nas empresas mistas. Se há dinheiro público envolvido, TEM que ser diferente, há que se ter um zelo maior e um objetivo claro de auxílio no desenvolvimento do país.

    Porém, Bender está coberto de razão em cobrar que o advogado tenha a mesma iniciativa em outros casos.

    Enfim, eu gostaria que esse tipo de patrocínio fosse proibido.

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    Victor

    Existe mesmo empresa mista?

    Digo, uma empresa randomicamente mista onde o Governo possa vir a ser sócio minoritário?

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    Bender

    Existe sim Galvão.

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    André

    Existe sim, Galvão… (2)

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    Andre L

    Mais ou menos. O governo pode até ser sócio minoritário nominalmente (e “capitalmente”), mas tem que deter, no mínimo, 50%+1 das ações com direito a voto, para ter o controle estratégico.

    Se preferir no juridiquês, “sociedade de economia mista é a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, criada por lei para a exploração de atividade econômica, sob a forma de sociedade anônima, cujas ações com direito a voto pertençam em sua maioria à União ou a entidade da Administração Indireta.”

    Em resumo, para a discussão: empresa mista = dinheiro majoritariamente público? Nem sempre. Mas empresa mista = decisão pública de onde gastar o dinheiro dos acionistas/contribuintes.

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    André

    André,

    Quando Victor perguntou sobre empresa de economia mista com participação minoritária do Governo, lembrei-me imediatamente de empresas privadas com participação do BNDS, por exemplo. Não onde ele é credor, mas sim sócio, como na Vale.

    Nesse ponto aí, realmente, não se trata de uma empresa de economia mista, mas sim uma empresa privada onde o Governo tem alguma participação acionária não controladora.

    Esse ponto então fica esclarecido. Não existe empresa de economia mista com governo minoritário. Existe empresa privada tendo o governo participação minoritária e fora do controle.

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    Andre L

    Eu sei, xará, tinha entendido que vc e o Bender falavam desses casos. A própria Caixa é investidora, em cenários semelhantes. Mas, por outro lado, entendi que a pergunta do Victor era sobre o que se chama mesmo como “empresa mista”, tipo Petrobras, BB, o próprio Banrisul. Por isso achei legal contribuir com a definição jurídica.

    Até porque isso leva a outra discussão: o problema maior é ser dinheiro público ou decisão política? Se ficamos só no discurso moral, de que não se deve gastar dinheiro público com X, Y e Z, a contra-argumentação é uma (e mais fácil). Só que, pra mim, o buraco é mais em baixo: independente do dinheiro ser ou não público, quais os critérios que tornam lícita uma escolha política de onde aplicar o dinheiro de um patrocínio/verba publicitária?

    E não, não estou falando apenas do futebol.

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    André

    Só que, pra mim, o buraco é mais em baixo: independente do dinheiro ser ou não público, quais os critérios que tornam lícita uma escolha política de onde aplicar o dinheiro de um patrocínio/verba publicitária?

    O dinheiro privado, eu não me importo, porque quem vai responder por ele é o próprio investidor. Exceção a situações como a da Nissan, onde me parece que o dinheiro, se vier, será privado, fruto de uma negociata pública.

    São os critérios que me interessam, especialmente nas empresas públicas. Patrocinar ou não, foda-se. Os critérios devem ser claros. E é aí que tá o pecado, na minha ótica.

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    Victor

    Estou formando meu conceito e era isso que eu queria saber mesmo.

    Se entendi, não existe empresa mista quando a denominam exatamente assim. O que existe é empresa pública aberta a mais investidores.
    O controle em empresa pública ou mista é do Governo, o que filosoficamente dá no mesmo? O fato de ter sócios, ainda que minoritário, no controle altera alguma coisa?

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    André

    1- Empresa pública: capital total 100% do governo. (des) Controle do governo.

    2- Empresa de economia mista: capital do governo + capital privado. Controle do governo.

    3- Empresa privada: capital só privado ou privado + publico. Controle privado.

    Opção 1: dinheiro público. Deve ser transparente no âmbito da necessidade de transparência governamental. Como prestação de contas a sociedade.

    Opção 2: tem dinheiro de investidor minoritário, pequenos inclusive. deve ter transparência pois possui acionistas investidores que colocaram dinheiro ali com a finalidade de obter lucro. a necessidade de transparência nesse caso, origina-se dessa relação.

    Opção 3: mesmo da opção 2. Ressalva: se for empresa privada de capital fechado (sem ações em bolsa), obedece a transparência exigida pelas leis das S.A.s Somente.

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    Victor

    As explicações feitas nos tópicos “Opções” são as atribuições, obrigações, ideais, portanto.

    Sendo assim, em um mundo utópico qualquer tipo de empresa poderia fazer qualquer coisa desde que norteado por princípios de boa administração. Ou seja, desde a empresa 100% privada (controle e capital) à empresa 100% pública passando por todas as combinações de controle e capital caberia investimentos em publicidade convencional em busca de consolidação ou manutenção de mercado consumidor/investidor. Todavia, as ressalvas são feitas porque o mundo não é perfeito e a fim de evitar um desvio das funções de publicidade pelo mercado da empresa para fins políticos/eleitorais/pessoais do ocupante temporário do cargo político do Estado como um todo.

    É bem complicado de formar um opinião. Por um lado, entendo que uma vez que são permitidas criações/participações de empresas ligadas ao Governo, não veria o porquê elas serem alijadas de atuar como qualquer outra (sim, eu já passei por cima que elas podem vir a ser beneficiada com as mudanças de regras impostas pelo Governo quando acatei que existissem), na publicidade inclusive.
    Por outro lado, o bundalelê que ocorre na prática e as diversas sutilezas que devam diferenciar as filosofias de tipo de empresas onde o Governo pode se meter levam a aceitar que o Governo pode ser inapto a tomar certas decisões, além do caráter pernicioso da verba disponível.

    Bem… fico na mesma, porém… no que tange à retórica que é assunto que me interessa, já conclui que quando soltaram na argumentação que a Petrobras era empresa mista e isso justificava patrocínio e etcetera e tal, estava a se tratar no fim das contas de empresa de controle público.
    Ou seja, não satisfeito em defender que uma EMPRESA qualquer tenha direito e necessidade de fazer publicidade, douram a pilula ao dizer que é uma empresa mista. Besteira.
    Dessa forma, quando levantarem a bola em uma discussão dessas que “…é uma empresa mista…” saberei que:
    (1) É um repetidor. Não sabe o que está falando.
    (2) É um falacioso.

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    Andre L

    Por aí. Ela é “mista”, porque tem recursos públicos e privados, diferente de uma empresa que seja 100% subsidiada pelo orçamento público.

    E sim, em qualquer empresa dessas que você pense para a discussão (Caixa, BB, Petrobras), o controle é do governo. Que eu saiba (da esfera privada tenho certeza que o Bona entende muito mais que eu), minoritários podem votar em assembléia (proporcionalmente às suas ações com direito a voto), ter assento no Conselho, mas obviamente sem poder de decisão. Principalmente num caso como o Banrisul, onde eles representam 0,2%.

    (PAra comparação, no BB, 59% estão na mão do Governo Federal e 30% no mercado.)

    Bona, me corrija. Essa área é sua.

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    André

    Isso é meio irrelevante.

    Ter 1% nas mãos dos acionistas minoritários ou 49%. Irrelevante. Normalmente não passa de 25, 30.

    O free-float necessário para o novo mercado, que é o nível máximo de governança corporativa das empresas listadas, é de 20%.

    No novo mercado, a empresa se compromete a ter politicas de transparencia além das obrigações legais. Inclusive, o BB, pertence ao novo mercado.

    Uma outra prática do novo mercado é só ter ações ON.

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    Andre L

    Já estamos indo para o off-topic total, mas…

    “Ter 1% nas mãos dos acionistas minoritários ou 49%. Irrelevante. Normalmente não passa de 25, 30.”

    Mas existe alguma lei, ou princípio de boas práticas de governança, que determine o nível de participação dos minoritários em assembléias, posição no CA, etc? Não falo do investidor, esse só tem direito a dividendo e jcp, OK. Mas se eu tenho 0,2% das ações com direito a voto ou se eu tenho 5% dessas ações, isso é irrelevante? Curiosidade mesmo.

    “O free-float necessário para o novo mercado, que é o nível máximo de governança corporativa das empresas listadas, é de 20%.”

    Pois é. Por isso que é quase piada pensar no Banrisul, com seus 0,2 de free-float como “mista”, no sentido senso comum. Mas quais são as empresas mistas que tem esses 20% de free float? BB, Petro, Eletrobras…?

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    André

    O que existe são os níveis de governança.

    Sem classificação
    Nivel 1
    Nivel 2
    Novo mercado

    Quanto maior o nível, mais transparência. Petro, está no “sem classificação”. BB, está no novo mercado.

    O free-float mínimo para o NOVO MERCADO é de 20%. Mas vc pode ter empresas que tenham mais ou menos. OU simplesmente como o Banrisul, o Banestes (ES) ou o Banco do Nordeste. Se está em bolsa, já tem um nível de transparência maior do que simplemente a exigência da lei das S.A.

    É economia mista.

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    Victor

    A questão do direito à voto, ainda que irrelevante eu já sabia. Tanto é que cometi um erro intencional de concordância na minha última pergunta com a intenção de reduzir sócios a um sócio minoritário.

    Se eu fosse o Rui Barbosa isso iria virar regra gramatical. Mas como sou apenas o Victor, a tia riscou de vermelho e tirou ponto na minha redação.

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    Bender

    André,
    não faço ideia como se enquadram nos termos jurídicos. Em termos jurídicos existe uma diferenciação entre empresa mista e empresa estatal?

    Qdo vejo o termo “Empresa de Economia Mista” assumo que é uma empresa com capital público e privado, sem maiores ponderações às fatias de cada um. Qdo existe uma lei que impõe que o governo deve ter pelo menos 50%+1 das ações votantes de determinada empresa, considero essa como “Estatal”.

    Da mesma forma que o Bona, logo pensei na Vale, que hoje é tratada apenas como empresa privada. Mas o governo tem ações da Vale. Onde se enquadra a Vale? Pra mim, como empresa mista (sem ser estatal), mas hoje falar que a Vale é empresa mista, causa estranheza.

    Como estou ligado mais no mercado bancário, lembro de cabeça de 2 exemplos:
    i)o BB tem 49% do Banco Votorantim
    ii)a Caixa tem 35% do Panamericano
    Ou seja, ambos com controle privado e governo minoritário.

    Inclusive o BB e Caixa têm ações da OGX (pequena participação é verdade, mas Eike é maldito?). O governo se faz presente dessa forma. Na Vale é através do BNDESPar (BNDES Participações).

    Devem existir outras empresas de outros setores com essas características. Qdo tiver um tempo vou sortear empresas do IBOV e catar as composições acionárias delas. Pelo tamanho gigantesco do Estado brasileiro, acredito que muitas tenham participação de algum governo (federal ou estadual).

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    André

    Vale é empresa privada.

    Até porque as ações que o governo possui, poderiam ser do governo ou de qualquer outra pessoa. é indiferente.

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    Bender

    Vale é privada. E outro dia o governo até trocou o comando da presidencia da empresa.

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    André

    É. Mas isso é porque esse é um governo de bandido. Mas esse tipo de ingerência adicional risco ao investidor e isso se precifica em bolsa.

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    Andre L

    “Em termos jurídicos existe uma diferenciação entre empresa mista e empresa estatal?”

    Sim. Decreto Lei 200/1967. Uma das figurinhas carimbadas do Direito Adm. Resumindo, existe a ADM Direta (ministérios, por exemplo, e órgãos totalmente subordinados a um) e a ADM Indireta. A Indireta se divide em Autarquias, Fundações, Empresas Públicas e Soc. Econ. Mista. Autarquias fazem as atividades verdadeiramente públicas (fiscalização, arrecadação, etc). Fundações são entidades sem fins lucrativos, com orçamento público e privado, para atividades estabelecidas em lei.

    Empresas Públicas são 100% estatais. Soc. Econ. Mista podem ter qualquer composição societária, desde que as ações votantes sejam, majoritariamente, da União.

    A Vale era mista até à privatização. Hoje, como os outros exemplos que você citou, são empresas privadas, onde o governo é sócio minoritário oficial (porque sócio ela é de todas, pelo menos nos lucros…).

    Eu acho errado essas participações governamentais, especialmente no setor bancário, mas… aí já entramos na discussão ideológica. Chega a um ponto em que não dá pra separar o interesse de mercado com o político. E ou bem uma empresa pública serve pra direcionamento político ou para competir no mercado.

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    Bender

    Então meu erro nas nomenclaturas está em dizer que empresa mista poderia ter qualquer % entre entes públicos e privados. Bom, agora tratarei como sinônimos, Mista = Estatal (ações votantes majoritariamente da União).

    E empresas onde o governo é sócio minoritário oficial, chamarei apenas de Privadas.

    Fico imaginando se o Votorantim patrocinar um time qualquer, não teremos chiadeiras mesmo esse tendo 49% de “dinheiro público”, mas se for com a Petrobras a chiadeira seria válida mesmo com “apenas” 30% de “dinheiro público”.

    “Chega a um ponto em que não dá pra separar o interesse de mercado com o político” [2]

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    Andre L

    “Fico imaginando se o Votorantim patrocinar um time qualquer, não teremos chiadeiras mesmo esse tendo 49% de “dinheiro público”, mas se for com a Petrobras a chiadeira seria válida mesmo com “apenas” 30% de “dinheiro público”.”

    Foi o que eu levantei com o Bona lá em cima. O problema desses patrocínios é só gastar dinheiro público? Se é, você tem razão. E, como você disse em outro ponto, tem ralos muito piores.

    Mas tem o fator político, que é muito mais importante. Sem um direcionamento claro, e critérios transparentes, o que justifica investir em X e não em Y? O Votorantim só deve explicação disso a seus acionistas, a Petrobras deve à sociedade.

    Pessoalmente, por mais que possam existir motivos razoáveis, sempre acho melhor uma empresa pública se manter fora disso. Princípio da impessoalidade.

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    André

    O fato do Governo ter 49% no Votorantim, nao muda nada.

    Poderia ser ele ou qualquer outro. Ele é secundário nesse caso.

    O Votorantim só deve explicação disso a seus acionistas, a Petrobras deve à sociedade.

    Pessoalmente, por mais que possam existir motivos razoáveis, sempre acho melhor uma empresa pública se manter fora disso. Princípio da impessoalidade

    Adicionando: A PETRO deve a sociedade + seus acionistas.

    A CAIXA, deve a sociedade.

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    Bender

    “Votorantim só deve explicação disso a seus acionistas, a Petrobras deve à sociedade.”

    Aí que é acho meio que contra-senso de quem ataca os patrocínios que Petrobras, Eletrobras, BB fazem.
    Empresas Mistas Estatais (agora vou chamar assim) possuem 50%+1 ações ON por determinação legal, para o Governo ter o controle mesmo que não seja dono majoritário do capital da empresa. Na porraloquice total, ações ON nem deveriam existir. Um papel dizendo que o Governo tem a palavra final nas decisões da empresa (a Lei) substitui as ações ON.

    “O fato do Governo ter 49% no Votorantim, nao muda nada.
    Poderia ser ele ou qualquer outro”

    Poderia mas não é. Eu não posso supor que o governo de repente achou um bom negócio comprar determinada empresa. Afinal ele está trabalhando com o “meu dinheiro”, né? A função dele é comprar empresas ou gerir o bem estar social?

    Bona, na minha visão se determinada empresa tem 0,1% ou 90% de “capital público” a analogia deveria ser a mesma. O que rola são as propagandas viesadas com gritarias dos barbudinhos. A Petrobras entra no rol da “Amazonia é do povo” com “O Petroleo é Nosso”. O BB é o Banco do Brasil.

    A parada é que se o Votorantim patrocinar qq coisa, não teremos gritaria pois ninguém sabe que lá temos 49% de “dinheiro público”.

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    André

    Poderia mas não é. Eu não posso supor que o governo de repente achou um bom negócio comprar determinada empresa. Afinal ele está trabalhando com o “meu dinheiro”, né? A função dele é comprar empresas ou gerir o bem estar social?

    Cara, o governo deve satisfações a sociedade porque COMPROU 49% do VOTORANTIM. Isso sim. Mas o Votorantim NAO DEVE explicações a sociedade, mas somente aos seus acionistas, inclusive o governo.

    Concordo que o governo nao deve ter empresas. Mas isso é uma questão ideológica. Essa ideologia que comanda o país hoje, acha que o estado deve ser maior e, inclusive, ter empresas…

    A parada é que se o Votorantim patrocinar qq coisa, não teremos gritaria pois ninguém sabe que lá temos 49% de “dinheiro público”.

    Entendeu meu ponto? Acho que ninguém tem que falar porra nenhuma do Votorantim. Mas todo mundo tem todo direito de contestar a compra de 49% do Votorantim. Isso sim.

    Bona, na minha visão se determinada empresa tem 0,1% ou 90% de “capital público” a analogia deveria ser a mesma.

    Pra mim não. Se é controlador, deve satisfação. Se tem participação sem controle, a empresa em questão nao deve satisfação a sociedade. Mas o governo deve satisfação a sociedade do motivo de ter aquela participação.

    Sacou?

    Estamos falando quase a mesma coisa… falta pouca coisa pra alinhar o entendimento.

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    Victor

    Pensando como um programador…

    Valendo a premissa que “o Estado não poderia patrocinar”, os sócios do Governo (povo) deveriam cobrar que ele usasse seus 49% para votar contrário a patrocínio da Votorantim. Porém, caso perdesse na votação, a Votorantim patrocinaria e o sócio Governo acataria.

    Quando o Governo controla indiscutivelmente, ele entraria votando em não patrocinar sempre com pelo menos 50%+ 1 voto, o que na prática chegaria-se a “empresas estatais não podem patrocinar”

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    André

    Victor, eu considero a premissa “o Estado não poderia patrocinar” radical.

    Eu não cheguei a essa conclusão. Ou se cheguei, no momento não é a minha atual.

    A minha conclusão é a de que empresas públicas devem prestar contas a sociedade.

    Empresas de economia mista devem prestar contas a sociedade e aos acionistas.

    Empresas privadas devem prestar contas somente aos acionistas.

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    Victor

    A premissa foi deliberadamente exagerada. Uma condição de contorno para auxiliar na elaboração do raciocínio.

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    Bender

    Falta pouco mesmo. Eu tb acho que o Votorantim deve explicações somente aos seus acionistas. A diferença entre nossos pensamentos é que eu tb acho que a Petro, BB… devem satisfações somente aos seus acionistas.

    E pra mim, quem deve explicaçoes à sociedade? Como já disse lá em cima, Instituições que recebem grana dos impostos que essa sociedade paga, aquelas que arrecadam com os tributos, ou seja, os governos. Empresas que atuam no mercado como Petro, BB… e possuem geração própria de caixa através de suas atividades e, além disso, pagam seus impostos como outra empresa qualquer, não.

    E a minha crítica aqui não é à vc, Serginho ou quem mais ache que tais empresas com controle do governo deva satisfações à sociedade. Entendo o ponto de vcs. A crítica aqui é que a compra de parte do banco falido do Silvio Santos pela Caixa foi amplamente noticiada e ninguém reclama.

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    Serginho Valente

    “devem satisfações somente aos seus acionistas.”

    Governo acionista = sociedade acionista.

    O governo não deveria ser acionista, porém se ele é, a empresa deve sim satisfações a sociedade.

    E se a sociedade é acionista, é sócia, da empresa, ela tem legitimidade para interferir sim no que a empresa faz com os recursos que ela gera.

    O brasileiro é assim mesmo, encara o bem público como se fosse do governo, e não dele. Aí caga e anda se sucateiam tudo, superfaturam contratos e etc.

    Para nós, dane-se se a caixa poderia fazer publicidade reformando escolas públicas, ou hospitais, ou de variadas outras maneiras mais proveitosas para seus donos.

    Se ela prefere fazer publicidade anunciando em times de futebol de ponta, pagando valores acima do mercado, quem se importa? Ela é do governo, não é nossa. Então foda-se…

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    André

    Bender, acho válido que possuam geração de caixa próprio. Mas impactam toda a sociedade com suas decisões. E é gestão pública. Se é gestão pública, precisa obrigatoriamente de ser transparente. è minha opinião.

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    Bender

    Prezados,
    A transparência, ou essas satisfações a sociedade cobradas, estão nos balanços, fatos relevantes publicados e todas as regras, leis, exigências e etc. que tais empresas seguem.

    A empresa (pública, mista estatal ou privada) vai fazer publicidade onde ela perceber uma maior chance de conseguir mais clientes. Se for o caso de fazer propaganda reformando escolas ou hospitais, ela fará.

    Só chamo a atenção, de novo, para as indignações seletivas.

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    Serginho Valente

    “A empresa (pública, mista estatal ou privada) vai fazer publicidade onde ela perceber uma maior chance de conseguir mais clientes.”

    Mas o problema é exatamente este. Isso não acontece.

    E mesmo assim, existem várias maneiras de se fazer propaganda, de se conseguir clientes. Entre tantos meios disponíveis, uma empresa sócia do Estado deveria ter mais cuidados nas suas escolhas.

    As empresas servem ao Governo e aos seus interesses políticos, não ao Estado.

    Porra, como a Eletrobrás agregaria maior valor a marca? Patrocinando o Vasco, ou mostrando na TV um projeto de melhoria em qualquer coisa que beneficiasse a população?

    A própria AMBEV partiu para uma propaganda mais inteligente no futebol do que assinar a camisa de um time.

    Que diabos a Caixa vai conseguir com seus patrocínios se o banco é um cocô fedorento? Até aquele propaganda escrota do Dudu é uma afronta.

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    Serginho Valente

    Em tempo, a Petrobrás patrocinou o Flamengo 500 anos, e isso mudou o que para empresa? Porra nenhuma.

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    Bender

    “Isso não acontece”

    Acontece sim. O tempo todo, toda hora. Está na sua cara. Mas vcs apegam-se em casos específicos como esse do Sérgio Cabral e Eletrobras.

    Que eu saiba a AMBEV está patrocinando, além de outros, uma caralhada de times de futebol. É o mesmo caminho que a CEF está seguindo.

    “Petrobrás patrocinou o Flamengo 500 anos, e isso mudou o que para empresa? Porra nenhuma.”

    Discurso fácil, vazio, gritaria dos barbudinhos.

    Os 25 anos de parceria passou por uma porrada de governos diferentes (com uma porrada de interesses diversos) e só acabou no momento que o Flamengo pediu muito alto, valores considerados “fora do mercado”.

    Nesse comunicado da empresa vc pode inferir algo
    http://www.blablagol.com.br/wp-content/uploads/2009/04/petronet1.jpg

    Interessante é esse valor de 16,2 milhões que a Petrobras estava disposta a pagar em janeiro de 2009. Os 16,2 apenas corrigidos pelo IGPM, i.e., sem considerar a valorização do mercado no período, chegamos hoje ao valor de 21,9 milhões. E ainda gritam que, hoje, um patrocínio de 25 milhões é “fora da realidade”.

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    Serginho Valente

    Eletrobrás, Petrobrás, Caixa, todos são casos específicos como esse do “Sérgio Cabral e Eletrobras”.

    O que muda, dependendo do torcedor, é se o seu time é beneficiado ou não.

    Bem, eu falei que a AMBEV está patrocinando vários times de futebol. Porém num caminho MUITO diferente do da Caixa.

    “Discurso fácil, vazio, gritaria dos barbudinhos.”

    Sim, é fácil, muito fácil, porque se a Petrobrás não tivesse patrocinado o Flamengo, tivesse patrocinado o Madureira, a empresa estaria exatamente no mesmo lugar que está agora.

    “Os 25 anos de parceria passou por uma porrada de governos diferentes”

    Sim, exatamente, e os patrocínios da Caixa, da Eletrobrás, e outros, mostram que o país continua o mesmo.

    “sem considerar a valorização do mercado no período, chegamos hoje ao valor de 21,9 milhões. E ainda gritam que, hoje, um patrocínio de 25 milhões é “fora da realidade”.”

    Não houve valorização no mercado “patrocínio de camisa de futebol”. Houve desvalorização. Pode perguntar pro São Paulo, por exemplo. Logo, sua conta só demonstra com clareza o quanto um patrocínio de 25 milhões está fora da realidade.

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    André

    Outra coisa também a acrescentar, é que a conta de se 25 milhoes vale ou nao vale, baseado no IGP-M ou qualquer índice é ilusória. Interessante que agora, o tal do “mercado” que tudo justifica não serve mais.

    O que define se isso é muito ou pouco, é o mercado. E o mercado se dá em oferta e demanda. Será mesmo que o urubu tinha alguma proposta de patrocinio em 24 milhoes e a caixa cobriu pra 25? Eu gostaria de saber isso. O mesmo vale para o gambá. Se sim, basta apresentar. Se não tinha, então tá fora do mercado.

    E aí o mercado não serve mais.

    Podemos também pensar na CEF. Quem concorre com a CEF? Itaú? Bradesco? Banco do Brasil? Santander? Qual deles faz esse tipo de patrocinio? Todos esses são maiores que a CEF, e entregam lucro superior. E não tomaram essa decisão. Não fazem patrocinio dessa forma.

    A CEF possui lucro menor que todos esses. E faz esses patrocinios aí?

    Cara, me desculpe, mas eu nao to nem questionando (até que deveria) se falando em termos de gestão isso é uma decisão acertada. Até porque, mesmo que seja, trata-se de uma opiniao e nao de uma verdade. Eu, especificamente, to questionando a transparencia.

    Mostrem como escolheu o clube, por qual motivo e como chegaram aos valores. só isso.

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    Bender

    “Interessante que agora, o tal do “mercado” que tudo justifica não serve mais”

    E começam as bolinhas… Sei lá de onde vc tirou isso.
    i) nunca disse que o mercado tudo justifica;
    ii) nunca disse que não serve mais;

    O IGPM é um índice usado para corrigir contratos. Vc realmente não sabe disso? É um parâmetro, nada mais.

    Vc vai ter que correr atrás dessas resposta cara. Se encontrar coloca aqui pra gente ver. Mas como já foi dito aqui, compara a CEF com o BMG, não com o Itau.

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    André

    Bender eu nao sei porque vc tá se defendendo.

    Eu nao disse que vc disse.

    Sim, o IGPM reajusta contratos em vigência. Mas não é parametro para novos contratos. Vc nao pega um contrato de uma empresa e usa o IGP-M para saber o valor do contrato de outra empresa.

    Vc aluga um ap por 30 meses. Anualmente, ele é reajustado pelo IGPM. Acabou o contrato, é nova negociação. Livre, ajustada ao mercado.

    Já teve situações em que o mercado andou a favor e eu, por exemplo, negociei abaixo do valor anterior, como inquilino.

    Em outros, teve upgrade maior que IGPM. Outros, aumento menor que o IGPM. Então, num novo contrato, é mercado. Não é correção.

    Se HOJE, a Caixa oferecesse 15 milhoes e ninguém mais oferecesse isso, esse seria o novo valor de mercado. Não cabe a CEF fazer correção do contrato para quem ela vai pagar. Se fosse pra receber, tudo bem. Mas pra pagar?

    Eu nao vou correr atrás das respostas. É justamente isso que to dizendo e isso que se questiona: qual a dificuldade da porra da CEF em dar essas respostas.

    Comparar CEF com BMG é inacreditável. BMG é banco de fundo de quintal. Compara com Panamericano, essas porras.

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    Bender

    Depois que citei a correçao pelo IGPM vc mandou:
    “…IGP-M ou qualquer índice é ilusória. Interessante que agora, o tal do “mercado” que tudo justifica não serve mais.”

    Soh quis deixar claro que nunca disse esse periodo final do seu paragrafo.

    Claro que os valores podem estar acima ou abaixo. O IGPM é apenas uma referência, como vc mesmo acabou de mostrar que sempre usou para balizar seus contratos. E, como concordamos, a oferta e demanada que vai definir.

    Os exemplos desse mercado ja foram citados aqui. Em 2009 o Flamengo pediu 23 mas a Petrobras chegou somente até 16. Recentemente o Santos queria 40 da Caixa. Também não rolou. Isso acontece o tempo todo.

    “Se HOJE, a Caixa oferecesse 15 milhoes e ninguém mais oferecesse isso, esse seria o novo valor de mercado.”
    Aconteceu com 25.

    Sim, compara com o BMG, que era o banco que estava fazendo esse tipo de propaganda tb em uma porrada de times, nao por acaso, os mesmos.

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    Victor

    Recentemente o Santos queria 40 da Caixa. Também não rolou. Isso acontece o tempo todo.

    Ai que burro. Dá zero pra ele.

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    Bender

    Até demorou para o personal comentator aparecer com seus comentários inúteis.
    Fala que nem homenzinho, qual é sua opinião sobre o assunto.

    Em tempo, segue a matéria.

    Troca o 40 pelo 20, muda nada para o entendimento do contexto que falava.

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    Victor

    Muda sim. Mostra que você não tem grande capacidade de entender o que lê, o que por sua vez reduz a confiança das inferências que você faz.

    Eu, razoavelmente leigo nesse assunto, aceito com mais facilidade mesmo que pareçam contrários do que penso, a argumentação do Bona e do Serginho baseado no histórico de boa interpretação de textos dele.

    Fica mais fácil até para fazer perguntas e tentar entender o ponto de vista deles.

    Quando o Yuri postou, eu já tinha notado o erro dele, mas nem disse nada porque ele não estava embasando nada por esse valor. Colocou en passant, ao contrário do que você tem feito, agarrando-se a um erro como argumentação para formar seu “pensamento”.

    E se não muda em nada 40 (número maior que 30 e 25 conseguidos) por 20 (número menor que 30 e 25 conseguidos) vou começar a desconfiar da capacidade em usar os sinais “< " e ">” lá da alfabetização.

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    Bender

    Já eu aceito com mais facilidade aqueles que ao identificar o erro, o apontam no sentido de contribuir para o debate e não numa tentativa de expor o interlocutor.

    E para o caso em questão, tal erro não muda nada para o entendimento da relação Demanda x Oferta que eu discutia com o Bona. Percebo a falta de capacidade na compreensão. Basta perguntar.

    O que interessa é que existiu uma proposta de valor que não foi aceita. As negociações traduzem o mercado.

    O erro no valor é de sua menor importância. Pode até mesmo ter sido erro de digitação, o que nesse caso não foi, mas poderia.

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    Victor

    Não tenho muita intenção de contribuir com um debate contigo, acho que além de não saber muito sobre o que fala, o pouco que sabe você tortura para buscar fazer valer seu ponto de vista inicial e defesa do que lhe é caro, não para avançar no pensamento.

    Mas tenho interesse em contribuir sempre com o debate que estou participando. Minha contribuição aqui é com o debate com Serginho, Bona e Matheus. Ajudo-os expondo os degraus em falso da escada que estamos usando.

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    Bender

    Estou sempre em busca de maior conhecimento e disposto a abrir mão de uma ideia prévia. Já vc nunca vi.

    Comentários para não avançar no pensamento são esses que vc faz. Acrescentam apenas um certo tipo de mimimi. Tortura é respondê-los.

    Vc não tem intenção em contribuir e realmente não conseguirá dado que ainda não sacou que o erro alardeado por vc não faz muita diferença no contexto do debate.

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    Matheus

    Bender, aqui cabe um esclarecimento:

    O BMG, além de patrocinar, é o maior grupo de investimento em jogadores de futebol hoje no Brasil. A CAIXA nunca investiu em ninguém.

    Só aí já tem uma baita diferença.

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    Serginho Valente

    Exatamente, BMG e Unimed tem participação nos jogadores.

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    Bender

    Matheus, não entendi o esclarecimento.

    Minha contra-argumentação é que antes era o BMG que estava na camisa de uma porrada de times (ainda está em algum?). Hoje, é a CEF que está patrocinando 6 times. E não o Itau.

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    André

    Mas Bender…

    O objetivo da Caixa é VENDER PRODUTOS BANCÀRIOS. Não é PATROCINAR CAMISAS DE TIMES!

    Portanto, no seu core-business, o BMG não concorre com ela. Porque a atuação do BMG NAO SE COMPARA com a atuação da Caixa.

    BMG sequer tem agência. Só correspondente bancário. A Caixa tem agencia, tem correspondente e ainda tem as lotéricas no brasil todo. Nao dá nem pra comparar.

    Por isso eu digo que a CEF nao concorre com o BMG.

    E entendi agora: vc diz que ela concorre quanto ao patrocínio na camisa. Certo. Gostaria de saber quanto o BMG pagaria para patrocinar no urubu.

    O meu questionamento não é (mas poderia) em função de ser bom ou ruim. Pode até ser bom.

    O que quero saber é como concluíram isso. E que parametros utilizaram.

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    Bender

    Tem uns detalhes que o BMG aparecia nas mangas. Já a CEF está se colocando como “master”.

    Eu tb gostaria de saber as estratégias das empresas ao anunciarem. O que temos são percepções. Outro dia ao ver um comercial da Amil puxei pela memória e não lembrei de ter visto nos últimos anos um comercial da Unimed na TV.

    É complicado saber se o patrocínio é ‘bom’ ou ‘ruim’. Acredito que se foi bom para ambas as partes esse pode ser renovado.

    No caso da CEF acredito que está tomando o espaço que antes era do BMG com o propósito do que falamos aqui mesmo, visibilidade, captar clientes, exposição da marca…
    Somos 9 aqui no meu setor, perguntei quem tem conta na CEF. 2 têm mas não usam.

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    André

    Tudo bem quanto a esses pontos.

    A minha questao, que é a mesma do advogado, ao que parece, é:

    1- Como chegaram a conclusão que esses patrocinios da CEF em gambá e Corinthians levarão a esse objetivo;

    2- Se os valores pagos obedecem aos princípios que norteiam uma empresa: foi no melhor valor possível?

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    André

    Ah, sim, tb tenho conta na CEF.

    Mas por um unico motivo:

    A minha irmã trabalha lá e eu nunca pisei em agência pra resolver nada. Ela sempre resolveu tudo pra mim. Nunca fui nem sei onde fica a minha agência.

    Ainda assim, com esse patrocinio aí, penso em encerrar. Já tá no pipeline. O que prende, até o momento, é justamente a possibilidade de ser atendido por realcionamento pessoal. Pelo banco em si, eu NUNCA ABRIRIA.

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    Bender

    Boas questões. Será que o advogado está preocupado com isso?

    Bom…
    1 – não acredito que as publicidades têm garantia de retorno. Falando da área que conheço um pouco mais, garantia de rentabilidade é vedada pela CVM.
    2 – o advogado não fala em valores. Pelo menos na matéria ele apenas insiste que “Estampar o nome da Caixa na camisa de um time não representa nada para o banco”

    Os cabras aqui que têm conta na CEF, abriram por causa do financiamento imobiliário.
    Não conheço que ninguém que ao precisar de uma c/c optou pela CEF. Vai ver é esse mercado o alvo.

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    André

    quem falou em garantia de rentabilidade?

    To dizendo que uma empresa bem administrada pode pagar 18 MM e ter a mesma exposição de outra desgraça que paga 25 MM.

    Pagando menos pela mesma exposição.

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    André

    Eu acho que numa matéria aí que li dessas, tenho a impressão que ele questionava a falta de transparência. Ele queria ter acesso ao contrato, se não me engano, pra tentar provar se o contrato era vantajoso.

    Tanto é que isso foi alegado e não se o patrocinio vai dar retorno ou nao vai.

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    Bender

    Inferi “garantia” pois ao meu comentário com o possível propósito da CEF “visibilidade, captar clientes, exposição da marca…”, seguiu-se o seu com “Como chegaram a conclusão que esses patrocinios levarão a esse objetivo?”. Sacou?

    A ação do tal advogado é por improbidade administrativa. E ele alega sim a efetividade do patrocínio.

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    André

    “Como chegaram a conclusão que esses patrocinios levarão a esse objetivo”

    Tá certo. Reformulando.

    “Como chegaram a conclusão que esse patrocinio apresenta a melhor relação custo benefício para a CAIXA com os valores pagos”.

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    Matheus

    Está em vários.

    A questão do BMG e dos times é a seguinte:

    BMG: “Precisamos colocar nossos jogadores nos melhores times do Brasil pra que eles possam valorizar. Que tal?”

    Presidente de time: “Hum, entendi. Mas, faz o seguinte, a gente só fecha se vier um patrocínio master junto no valor de X. Que tal?”

    BMG: “Ótimo, por mim tudo bem. Eu ainda vou atingir uma parcela da população que quer comprar alguns serviços.”

    Muito diferente da CAIXA. O que o BMG busca é a valorização dos jogadores, mas pra isso ele precisa investir no clube também e aí paga o patrocínio. A CAIXA não. Ela só quer atingir essa parcela do público. Só não sei se esse é o meio mais interessante.

    *****

    Em tempo: o grande filão do BMG no varejo, financiamentos para Pessoa Física, foi vendido para o Itaú, se não me engano. Aí já cabe outro aspecto interessante.

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    Bender

    Então podemos dizer que os objetivos de cada um são diferentes mas o meio (propaganda na camisa de times) foi o mesmo e, assim, uma suplantou a outra no espaço, correto?

    Eu já até vi a logo de duas diferentes empresas que atuam no mesmo mercado na camisa de um mesmo time. Uma patrocinava a liga e outra o time.

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    Bender

    “tivesse, se, talvez…”
    Já era.

    “Não houve valorização no mercado “patrocínio de camisa de futebol”. Houve desvalorização. Pode perguntar pro São Paulo, por exemplo.”

    Bom… só posso falar dos números que tenho ao alcance:

    % Patrocínio e Publicidade nas receitas totais – 20 clubes
    2007 – 12%
    2008 – 13%
    2009 – 14%
    2010 – 18%
    2011 – 18%

    Receitas geradas com Patrocínio e Publicidade
    SPFC
    2010 – 17,9 milhões
    2011 – 30,6 milhões

    http://www.bdobrazil.com.br/PDFs/Noticias/Financas_2011.pdf

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    André

    Esses numeros nao ajudam. ELes referem-se, inicialmente a patrocinios + publicidade.

    Segundo: se a TV diminuir a cota, esses percentuais aumentam. Se o clube diversificar receita, eles caem.

    De novo: receitas do SPFW com publicidade + patrocinio nao quer dizer patrocinio master de camisa.

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    Bender

    “se a TV diminuir a cota, esses percentuais aumentam”

    Clica la no link e da uma olhada.

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    Serginho Valente

    Kkkkk…Não tem “se”, nem “tivesse” no sentido de dúvida. “Talvez” nem achei onde escrevi.

    Estou afirmando que não fez a menor diferença para a Petrobrás ter patrocinado o Flamengo. A empresa está no mesmo lugar que estaria.

    Deve ser muito doido viver num mundo em que acham que o Flamengo fez alguma diferença pra Petrobrás. E olha que estamos falando de alguém muito acima da média desse país.

    Estamos fudidos.

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    Bender

    hahhahahaa… “sentido de dúvida”
    Estou falando das suas hipoteses que, inclusive, continuam nesse comentario.

    “Estou afirmando…”
    O que vc afirma é completamente irrelevante. Ja o que diz a Petrobras através de sua diretoria responsavel para tal, tem algum peso.

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    Victor

    Tem peso, mas não é necessariamente verdade.

    “Estamos patrocinando isso faz 15 anos, mas entendemos que mandamos mal” não é algo que costumamos ler.

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    Serginho Valente

    O que eu afirmo tem exatamente a mesma relevância que quaisquer outras afirmações daqui, inclusive, das suas e do Saulo. Se a questão for relevância das nossas opiniões, melhor nem discutir.

    O que a Petrobrás diz está sujeito a interferências e interesses do governo.

    Logo, se a “diretoria responsável”, por exemplo, tivesse dito que patrocinar o Flamengo foi fundamental para empresa em qualquer aspecto, eu consideraria essa informação uma piada.

    Porém, a “diretoria responsável” não disse isso. O que ela disse é que estava satisfeita com o retorno de visibilidade do patrocínio. E não é isso que eu estou discutindo.

    Tanto a Eletrobras, quanto a Caixa e a Petrobras, terão e tiveram retorno de visibilidade com seus patrocínios.

    O que eu discuto é apenas que existem formas mais justas, inteligentes e proveitosas para se obter visibilidade, e que empresas com capital público deveriam priorizar essas formas.

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    Serginho Valente

    Em tempo, no caso da Petrobrás e da Eletrobras, o retorno de visibilidade dos patrocínios não serviu para absolutamente porra nenhuma.

    No caso da Caixa, eu ainda não tenho opinião formada.

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    Bender

    A única coisa que afirmo aqui nesse post é que tal advogado quer aparecer. Já vc afirma um monte de certeza baseadas no achismo próprio.

    Fundamental para a Petrobras é extrair petróleo para vendê-lo.

    Sobre os diversos anúncios e patrocínios que a empresa faz, esse com o Flamengo mereceu destaque especial onde, nas palavras da empresa, eles fizeram questão de destacar:
    – satisfação com o retorno de visibilidade do patrocínio
    – o interesse mercadológico da empresa
    – que o contrato de patrocínio não teria continuidade em 2009. E que a Companhia lamenta o ocorrido
    – a satisfação de ter realizado a mais longa parceria do esporte mundial

    “formas mais justas, inteligentes e proveitosas para se obter visibilidade, e que empresas com capital público deveriam priorizar essas formas”

    Isso que vc fala.

    “Tanto a Eletrobras, quanto a Caixa e a Petrobras, terão e tiveram retorno de visibilidade com seus patrocínios”

    Disso que falo. Empresa é empresa.

    “não serviu para absolutamente porra nenhuma”

    Serviu sim. E no caso da Petrobras-Flamengo MUITO.

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    Serginho Valente

    “esse com o Flamengo mereceu destaque especial”

    Huahauahuahuauahuaha…Um comunicado insignificante é “destaque especial”? Huahuahuahuaha…Uma notinha de adeus, política e vazia como todas as outras.

    “Isso que vc fala.”

    Sim, exatamente. Eu que falo.

    “Disso que falo. Empresa é empresa.”

    Não, no caso da Eletrobras, como não é o Flamengo beneficiado, você fala em Sergio Cabral etc.

    Empresa privada é empresa privada, e com capital público é com capital público. São diferentes.

    “Serviu sim. E no caso da Petrobras-Flamengo MUITO.”
    x
    “A única coisa que afirmo aqui nesse post é que tal advogado quer aparecer. Já vc afirma um monte de certeza baseadas no achismo próprio.”

    É Bender? Então, sua afirmação irrelevante baseada em achismo próprio é baseada em que? Graças ao patrocínio ao Flamengo a Petrobras monopolizou o mercado brasileiro? O mundo conheceu a Petrobras graças ao Flamengo? Diz aí, em que o patrocínio ao Flamengo serviu a Petrobras? NADA. Fosse 30 anos de patrocínio ao Madureira, a Petrobrás teria o mesmo mercado, a mesma posição.

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    André

    Na verdade serviu pra ela fazer uma campanha institucional e virar orgulho nacional, mesmo sendo uma desgraça de gestão, poluidora e que se gaba de uma porra de pré-sal que nao consegue explorar, com custo ambiental elvadíssimo e já até mesmo em fase de superação, vide matriz energética que vem sendo lá fora, especialmente nos EUA.

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    Serginho Valente

    O patrocínio ao Flamengo não tem nada a ver com isso.

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    Victor

    Mas dentro dessa visão do Bona, até que é plausível a estratégia.

    O apelo ufanista da Petrobras é notório. Eu, sem maiores conhecimentos de como são formadas as empresas, vejo que tenho de optar por um posto de gasolina na hora de abastecer.

    O meu processo de escolha segue alguns critérios que nem sei explicar direito (embora consiga entender melhor os critérios que me levam a fugir de determinados postos), mas entenderia que a exposição do logo verde e amarelo com um BR na camisa do Flamengo pudessem reforçar tanto a escolha do posto, como a assimilação da empresa de petróleo brasileira.

    O Flamengo, apesar de uma ou outra resistência entre aficcionados, é um clube popular e querido, e um clube com bastante exposição entre pessoas neutras que só observam.

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    André

    A VALE usa desses mesmos subterfúgios.

    CErta vez, lá quando eu tinha uns 17 pra 18 anos, caminhavamos eu e um amigo na Praia da Camburi, em Vitória. Nós dois sequinhos, queimados de praia, ele de cabelo cumprido e eu de cabeça rapaspada. Tipo o adolescente descolado.

    Abordaram-nos na rua e perguntaram se toparíamos fazer parte de uma propaganda da VALE.

    Meu amigo perguntou: “é pra dizer que a vale é boa para o meio ambiente?”

    Pergunta boa: ele estava recem-aprovado para a faculdade de oceanografia, eu já estava cursando turismo e ambos pegávamos onda.

    Resposta: “é, pra falar das ações ambientais da VALE.”

    Nossa resposta imediata: NÃO!

    Em Vitória existe uma porra de poeira preta (minério) que suja a porra toda.

    Um dia a prefeitura deu uma entrevista no jornal dizendo que ia investigar de onde vinha aquilo

    É muita cara de pau.

    Acho que com o objetivo da Caixa de endividar geral as pessoas também casa com o Flamengo.

    A minha única duvida é aquela que já coloquei: na transparência do processo.

    Bender alega que o Urubu nao fechou com a PETRO em 16 MM por que foi baixa. PORÈM, o que me lembro foi que o custo de obtenção das CNDs era o que inviabilizava a operação. E como nao gostam de pagar nada mesmo, optaram pela não renovação.

    Se o advogado tá querendo aparecer ou não está, isso é inócuo. Podemos discutir isso, num post sobre comportamentos.

    Mas o fato é que o questionamento dele faz sentido. Ao menos em minha ótica.

    Quanto a ELETROBRAS, para que nao paire dúvidas, seja CABRAL ou quem quer que seja, sou contra, fui contra e me envergonho daquela merda na história do Vasco.

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    Bender

    “Bender alega que o Urubu nao fechou com a PETRO em 16 MM por que foi baixa”

    De novo???

    Bender não alega nada! Coloquei uma nota da empresa que diz isso.

    E é isso mesmo. O Flamengo na época correu de resolver o problema com as CNDs.

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    Victor

    Nota não quer dizer nada. Se você acredita nela, você está alegando.

    Pode até ser verdade, mas não há garantias que seja só porque foi lançada uma nota.

    É igual você terminar com a mulher falando que o problema não é com ela, é contigo.

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    Bender

    “É igual você terminar…”

    Não é igual não.

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    Serginho Valente

    Quando a Petrobras começou a patrocinar o Flamengo ela já era a Petrobras, com todo apelo ufanista do “Petróleo É Nosso” de 50 anos martelando a cabeça do povo e o escambau.

    “mas entenderia que a exposição do logo verde e amarelo com um BR na camisa do Flamengo pudessem reforçar tanto a escolha do posto, como a assimilação da empresa de petróleo brasileira”

    Sim, exatamente como a exposição do logo verde e amarelo com um BR num carro de F1 pilotado por um brasileiro, ou num comercial de tv, que você todos dias, dizendo que a Petrobras é do Brasil, como num outdoor, num jornal, e em vários outros tipos de ações que poderiam ser feitos.

    O Flamengo é um excelente anunciante, nunca disse o contrário, e até por isso, não deveria ser patrocinado por um empresa de capital público.

    NA MINHA VISÃO, empresas com capital público não deveriam investir em setores já desenvolvidos, deveriam fomentar o desenvolvimento do país.

    NA MINHA VISÃO, isso em nada prejudicaria a visibilidade de suas marcas, uma vez que um patrocínio é sempre uma ação complementar a todo um trabalho de marketing.

    NA MINHA VISÃO, uma empresa de capital público não poderia patrocinar algo que deixasse um sentimento de exclusão em alguma parcela da sociedade, que também é dona dela. Quer patrocinar futebol? Patrocina o campeonato, como já foi dito.

    Enfim, e se nada disso é feito, um patrocínio com capital público tem que ser mesmo muito bem explicado, pois a justificativa de que empresas anunciam, neste caso, pode ser usada como desculpa para roubalheira, favorecimento político e etc.

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    Bender

    E por que “patrocinar o campeonato” não pode levar a roubalheira, favorecimento político e etc?

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    Serginho Valente

    Porque beneficia todos os times e é mais transparente. Mas em todo caso, ainda deve-se tomar cuidados. Como, por exemplo, ver se o valor pago corresponde ao valor do mercado.

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    Bender

    Meu critério de onde não abastecer está na lista do site da ANP com os postos que são pegos com gasolina adulterada.

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    Bender

    “vazia como todas as outras”
    Que outras? Tem? Mostra aí!

    “Não, no caso da Eletrobras”
    hehe.. Eletrobras não é empresa? Boa. Cito Sérgio Cabral como todo mundo cita.

    Isso aí. A única coisa que digo no post é sobre o advogado. Como ele mesmo diz, gera repercussão.

    Já nos comentários é mole. Vc diz que tal patrocínio não serviu pra nada, eu digo que serviu sim. E ponto. Ficamos nisso.

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    Andre L

    Foi citado (e quase sempre é, nessas discussões) o exemplo do Banrisul. É um bom exemplo pra essa classificação de “empresa mista”.

    http://ri.banrisul.com.br/banrisul/web/conteudo_pt.asp?idioma=0&conta=28&tipo=8231

    Composiçãa societária do Banrisul:

    Capital total:
    Estado do RS – 57%
    Ações no mercado – 42,8%
    Outras entidades públicas – 0,2%

    Ações com direito a voto:
    Estado do RS – 99,6%
    Outras entidades públicas – 0,2%
    Ações no mercado – 0,2%

    É um claro exemplo: o dinheiro em causa é, simplificando, 50% público, 50% privado. Mas a decisão de onde gastá-lo é, em última instância, do Governo do RS.

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    André

    O Banrisul, o Banco do Nordeste (aqui eu fico encucado porque alguém compraria ações dessa porra, já que o objetivo é preponderantemente social), o Banco do Brasil, a Petrobras, etc…

    Nesse exemplo que vc deu, do Banrisul, não há problema sequer no controle ser do Estado. O fato é que para uma empresa ser mista (com controle do Governo) e ter ações negociadas em bolsa ela está obrigada a uma série de práticas de governança muito além das obrigações da lei das S.A.

    Ela tem a obrigação de divulgar fatos relevantes, por exemplo, ter o seu setor de RI (relações com investidores), promover eventos de RI e manter o maior nivel de transparência com seus acionistas.

    Sobre a observação das ações ON (ordinárias) serem 99% do Estado, isso é irrelevante. Porque quando um investidor vai comprar ações, normalmente ele nao está interessado em votar ou ter o controle. Ele as compra pois entende que aquela gestão pode lhe trazer resultados. Então é indiferente que o capital votante seja 100% do Governo. Se existem ações preferenciais (que aliás, normalmente possuem preferência no recebimento de dividendos – recebem mais que as ON), as práticas de governança precisam existir.

    No caso da Caixa, por nao ter ações negociadas em bolsa, tratando-se essencialmente de uma empresa pública, não há o mínimo de transparência.

    Ano passado, esse banco emprestou tanto dinheiro, mas tanto dinheiro, que ficou sem caixa e o Governo teve que ir lá e aportar dinheiro. Esse ano, a Caixa vem intensificando esforços na captação de recursos (dinheiro dos correntistas investidores, por exemplo, que normalmente não optam por investimetnos naquele lixo).

    Dessa forma, pra mim, fica claro, que o dinheiro que está indo para esses patrocinios, por ser público, deveria obedecer a critérios de transparência absoluto. E isso não ocorre.

    Me parece coisa política, vagabundagem, oportunismo e coisa de quadrilha. Quem se associa a isso, é conivente. Por isso fui radicalmente contra, por exemplo, ao patrocinio da Eletrobras ao Vasco. Não que eu seja contra uma empresa pública patrocinar. Claro que não. Afinal, “Gente, empresas anunciam…”.

    Mas, eu DUVIDO que esse valor ofertado esteja DE FATO compatível com o que o mercado pagaria. E aí tem sacanagem no meio.

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    Andre L

    Perfeito. Concordo em gênero e número.

    Mas queria dar mais um passo na discussão. “Gente, empresas anunciam.” OK. Inclusive empresas públicas, mistas ou não. Mas o que deve levar uma empresa pública a anunciar? Vamos tirar a administração direta da discussão, e falar apenas de empresas que atuam no mercado concorrencial (na minha opinião, essas nem deveriam existir, mas…).

    a) fatores de mercado
    b) função social

    Idealmente, uma empresa de capital e/ou controle público deveria cumprir os DOIS fatores. O BB compete com o Itaú. Mas pode competir com as mesmas armas, buscando apenas o lucro?

    Vamos falar dos quatro atores públicos citados aqui. Banrisul, Eletrobras, Petrobras e Caixa. Quais os objetivos mercadológicos para esses patrocínios? Eles são atingidos? E qual a função social que esses investimentos visam cumprir?

    Eu acho que Banrisul, Caixa e Petrobras (essa menos) tem boas explicações mercadológicas. Mas só o Banrisul pode ter alguma explicação social. Caixa e Petrobras são just business. E, sendo just business, cabe uma cobrança ainda maior sobre os valores e transparência do negócio. A meu ver, falham muito nesse quesito, principalmente a Caixa. Dá pra desdobrar um pouco mais essa argumentação, mas não em apenas um comentário.

    A Eletrobras, então, é um erro do princípio ao fim. Como vascaíno, não gosto da ideia do nome do meu clube ligado a isso, e fico feliz que tenha acabado.

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    André

    Vamos falar dos quatro atores públicos citados aqui. Banrisul, Eletrobras, Petrobras e Caixa. Quais os objetivos mercadológicos para esses patrocínios? Eles são atingidos? E qual a função social que esses investimentos visam cumprir?

    Cara, eu acho o seguinte: se a empresa abre capital na bolsa, ela está captando dinheiro de investidores. Um investidor pequeno de 5 mil reais vai lá e compra essa porra pra longo prazo e valorizar seu patrimônio.

    A empresa deve estar alinhada com isso, portanto, torna-se o lucro a sua principal meta. Se ela tem outras funções, que não abra seu capital, pois isso é iludir pequenos investidores – NOTE MINHA PREOCUPAÇÂO: O PEQUENO INVESTIDOR.

    No caso da CAIXA, ela é uma empresa pública e, embora seja pressionada a ser lucrativa, tem lá aquele monte de atividade que ela realiza que não rentabiliza. PIS e aquelas porras todas. Essa é a função pública dela. Assim, acho certo que ela não tenha mesmo capital aberto, já que existem atividades que ela realiza que não estão alinhadas com o objetivo de um investidor.

    Se bem que isso tudo se precifica.

    A CAIXA querer ser o Itaú, na minha ótica é um erro duplo. Erro de posicionamento, porque a Caixa é banco de pobre. Erro de investimento de recursos, porque ela não é nem vai ser eficiente (em termos de lucratividade) como um banco privado.

    O Banrisul tem explicação mercadológica também, pois ele também concorre com BB, Caixa, e outros, brigando pelos clientes do seu estado.

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    Andre L

    “Erro de posicionamento, porque a Caixa é banco de pobre.”

    Mas se a Caixa é “banco de pobre”, não faz sentido o patrocínio ser direcionado aos clubes onde, teoricamente, estes se concentram?

    O público-alvo da Caixa não é a classe C emergente (beneficiária do PIS, FGTS e candidata a financiamentos imbiliários)? O objetivo mercadológico não é captar as poupanças que essa classe C venha a formar?

    Veja bem: não concordo com o patrocínio, e nem acho que isso aí que falei seja tudo verdade. Sò usei pra mostrar que, mercadologicamente, é defensável que a Caixa patrocine os times mais “povão”. O ponto a discutir é o valor do patrocínio, se é ou não irreal para a realidade do mercado.

    “A CAIXA querer ser o Itaú, na minha ótica é um erro duplo.”

    O BB quer ser o Itaú. A Caixa, pelo menos no discurso mais ou menos oficial, quer ser o BMG. É essa a justificativa oficial par aos investimentos maciços no futebol: tirar do BMG, seu grande rival no crédito consignado, a predominância nesse mercado.

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    Bender

    Quanto mais entra-se na discussão, mais percebo que todas as empresas (sem diferenciação entre pública e privada ou qq combinação entre esses) poderiam fazer qualquer tipo de negócio visando uma melhor posição estratégica.
    Os debates decorrentes dessas discussões tratam de minúcias.

    O relevante, dinheiroDutos que o Governo gasta com propaganda na TV, fica na espiral.

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    André

    Qualquer empresa publica ou privada pode fazer qualquer tipo de negocio (desde que legal) visando uma melhor posição estratégica. Concordo.

    Na pública, ela deve explicações a sociedade. Na privada, aos acionistas.

    Cobrar transparencia nas relações, é legitimo.

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    André

    O BB quer ser o Itaú. A Caixa, pelo menos no discurso mais ou menos oficial, quer ser o BMG. É essa a justificativa oficial par aos investimentos maciços no futebol: tirar do BMG, seu grande rival no crédito consignado, a predominância nesse mercado.

    Cara, a CEF querer ser o BMG, é o mesmo que o Real Madrid querer ser o Flamengo.

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    Bender

    Bona, os políticos, em sua maioria, têm a seguinte ordenação de suas prioridades:

    – o próprio bolso
    – sua reeleição (perpetuidade)
    – os interesses de suas bases e aliados
    .
    .
    .
    – interesses dos seus eleitores
    .
    .
    .
    .
    .
    – interesses da sociedade

    Isso é sempre assim.

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  9. Yuri
    9/05/13 - 19:43

    Para mim mito é o Avaí.

    Conseguiu patrô da Eletrosul e CAIXA.

    Aliás, mais um caixeano fechou hoje: Coritiba. 6 milhas.

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    Bender

    CEF fechou com o Coritiba? Hahaha… mais um na espiral.

    Ontem li a matéria sobre a pesquisa que apontou 55 milhões brasileiros adultos não possuem conta em banco, nem corrente nem poupança.
    http://g1.globo.com/economia/seu-dinheiro/noticia/2013/05/395-dos-brasileiros-nao-possuem-conta-em-banco-diz-pesquisa.html

    A CEF está querendo entrar forte mesmo no mercado. Puta potencial de crescimento.

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    Yuri

    Finalmente a galera tá entendendo The Spiral of Silence, hehe.

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    André

    Potencial de crescimento de puta.

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    Bender

    Essa premissa é comum à todos. Vc desenvolve uma atividade e recebe por isso.

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    André

    Yuri, é redundante falar de cada patrocinio da Caixa.

    Todos se enquadram na questão que está sendo tratada mais acima:

    1- Empresa pública deve prestar contas a sociedade.

    2- Empresa de economia mista, deve prestar contas a sociedade + acionistas.

    3- Empresa privada deve prestar contas aos acionistas.

    Sim, eu acho que isso, a galera está entendendo.

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  10. Yuri
    9/05/13 - 20:31

    “Gente, empresas anunciam!”

    hahahahahahahahahahaha…

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  11. Bender
    10/05/13 - 17:38

    À título de curiosidade fui olhar a composição acionária de algumas empresas. Realmente o governo se faz presente em uma porrada de empresas com capital aberto, através do BB, CEF e BNDESPar. Pode ser que tenham outros entes governamentais mas olhei sem compromisso maior.

    Chamou minha atenção a gigante participação das Fundações, os Fundos de Previdência, aqueles que nos comentários lá de cima citei como isento de recolher impostos.

    Verifiquei 14 ações de empresas e apenas em 2 não achei nada de governo: a TAM e a Brasil Foods (que tem 25% com a Petros e Previ, o fundos da Petrobras e BB).

    A mais fracionada que vi foi a Gafisa: a Funcef (fundo de previdência) é a majoritária com 5,50%, seguida da CEF com 3,82%.

    A mais concentrada foi a Souza Cruz com 75% da British America Tobacco, que é o grupo gringo controlador.

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  12. Yuri
    10/05/13 - 19:25

    O Santos tentou fechar com a CAIXA a 40 milhas.

    Se nem o Corinthians que JÁ TEVE patrocínios suplantando as 30 milhas na Era Ronaldo cogitou 40 e aceitou de bom grado esses 30 aí…

    Mas não acharia muito 40 kilos não, pelo Neymar. Torcida do Santos tá bem consumidora nesses tempos. Basta ver isso aqui:

    http://www.futebolmelhor.com.br/

    P.S.: falou em ASSOCIAÇÃO, Grêmio e Inter superam tudo, haha. Até pouco tempo não apareciam.

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    André

    Se nem o Corinthians que JÁ TEVE patrocínios suplantando as 30 milhas na Era Ronaldo cogitou 40 e aceitou de bom grado esses 30 aí…

    Era Ronaldo… Andres… Lula… Caixa… tem caroço nesse angu.

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    Yuri

    Daí repudio só um deles, nem precisa dizer qual…

    Negar que o Corinthians tá arrecadando por mérito também não dá, olha os sócios, os públicos e renda de jogos.

    Em 2010 o pessoal tirou sarro que o uniforme parecia um macacão de F-1, mas arrecadava mais que hoje, valia a pena.

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    André

    Negar que o Corinthians tá arrecadando por mérito também não dá, olha os sócios, os públicos e renda de jogos.

    Não dá mesmo. Por isso não dá pra entender a falta de transparencia nesse caso.

    Mas também, não sei se existe influência da onda positiva corinthiana, construída via aceleração de ganhos de cota de tv e benesses publicas, fomentadora inegável do positivismo e da capacidade de gerar um time competitivo.

    Aliás, acho que esse nível de competitividade do gambá, durante esse período todo, é o maior da história, certo?

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    Yuri

    Que há influência da época, isto é inegável, sempre ajuda. Mas inegável também é que além do time ter histórico de encher, o quesito TORCIDAL fechou mesmo na Segunda Divisão. Ali o pessoal não deixou nunca mais o Pacaembu ficar vazio. Tem até filme sobre isso.

    Da parte da Diretoria, houve a esperteza de fazer um programa de sócios bem amarradinho. Quem vai mais tem prioridade.

    Na era profissional, ainda acho o período 1950-1954 maior. Dependerá de como serão os próximos 2 anos.

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    André

    Não dá mesmo. Por isso não dá pra entender a falta de transparencia nesse caso. [2]

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    André

    Observar que o uniforme de F1 tinha por várias vezes um unico patrocinador: a Hypermarcas. Dona de Jontex, Bozzano e o cacete. 300 produtos aí, todos líderes.

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    Yuri

    Verdade, verdade.

    Muito melhor que ser patrocinado por estatal.

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    Serginho Valente

    “Em 2010 o pessoal tirou sarro que o uniforme parecia um macacão de F-1, mas arrecadava mais que hoje, valia a pena.”

    Yuri, pode até valer a pena no curto prazo. No longo, diminui o valor da camisa.

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    André

    Serginho, era praticamente um unico anunciante: a Hypermarcas.

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    Alexandre N.

    Pra vocês que trabalham com este tipo de mercado fica fácil de compreender que era uma única marca. Eu por exemplo nem sabia disso. E com isso, fiquei o tempo todo com a impressão de que o Corínthians resolveu aloprar com a camisa e transformar num outdoor ambulante.

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    Serginho Valente

    Não era uma marca, eram várias mesmo. E o fato de todas pertencerem ao mesmo grupo não muda nada.

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    Matheus

    Mas era feia do mesmo jeito.

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  13. Daniel
    14/05/13 - 11:01

    eh claro que o cara quer aparecer, como eh claro que o patrocinio atende um monte de interesses. Normal.

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  14. Serginho Valente
    14/05/13 - 11:27

    Em tempo, o fato do cara ser um oportunista, não tira a razão dos argumentos dele.

    E mais, seria muito bom pro país, que advogados corinthianos, flamenguistas e etc, dessem o troco e também questionassem os outros patrocínios.

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  15. André
    31/05/13 - 0:34

    Grandes anúncios pequenos negócios…

    E não é que a novo banco “do mercado”, anunciante e tudo mais, simplesmente assume a terceira maior posição de anunciante no país? Excluindo ainda contratos com times de futebol? Que coisa!

    Gestão temerária é o nome disso.

    http://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br/2013/05/27/caixa-passa-cervejas-no-ranking-de-anunciantes/

    Já quanto aos lucros, temos no primeiro semestre de 2013:

    1- Itaú Unibanco 1º trimestre R$ 3,472 bilhões
    2- Bradesco 1º trimestre R$ 2,919 bilhões
    3- Banco do Brasil 1º trimestre R$ 2,557 bilhões
    4- Santander 1º trimestre R$ 1,519 bilhão
    5- Itaúsa 1º trimestre R$ 1,378 bilhão
    6- Caixa 1º trimestre R$ 1,3 bilhão
    7- BTG Pactual 1º trimestre R$ 612 milhões
    8- BB Seguridade 1º trimestre R$ 472 milhões
    9- BMG 1º trimestre R$ 121,3 milhões
    10- Paraná Banco 1º trimestre R$ 39,5 milhões
    11- BicBanco 1º trimestre R$ 39,4 milhões
    12- Panamericano 1º trimestre R$ 39,007 milhões

    Fonte: http://www.feebpr.org.br/lucroban.htm

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  16. Bender
    5/06/13 - 10:43

    ASA fechou 1 milha por 7 meses
    http://esportealagoano.hospedagemdesites.ws/interno/index.php/futebol/asa/item/618-patrocinio-asa-receber%C3%A1-r$-1-milh%C3%A3o-da-caixa

    A internet do advogado não chega no Nordeste.

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    saulo

    Os defensores das antigas fórmulas eliminatórias não conseguem enxergar os malefícios de muitos clubes de massa ficar sem atividade, o patrocínio do Asa se deve muito a exposição garantida do patrocinador pelo fato da série B ser pontos corridos. A série C caminha na mesma direção, já possuiu transmissões da tv fechada e aberta.

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    Serginho Valente

    Pois é, ano passado o Flamengo ficou uns sete meses inativo, uma lástima..

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    Andre

    Bom, esse ano ainda não vi um jogo do brasileiro inteiro.

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  17. Bender
    1/08/13 - 15:55

    Cadê a porra do adEvogado???

    http://globoesporte.globo.com/platb/teoria-dos-jogos/2013/07/30/todos-os-patrocinios-da-caixa/

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    Serginho Valente

    Eu acho isso uma vergonha. Cade a porra da moral desse país?

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    Bender

    Já acho meio bobagem quando usam “moral” como adjetivo. Agora o foda é que a moral, como substantivo, já está em descrédito mesmo. Esse advogado é um bom exemplo.

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    Serginho Valente

    Eu ia falar em bons costumes, mas ia me sentir mais velho ainda.

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    Bender

    hehehe… inháááááá

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